Glossario de Oceanografia

Glossario de Oceanografia

(Parte 6 de 11)

BASE (de BRONSTED-LOWRY) – espécie química receptora de prótons. BASE (de LEWIS) – substância doadora de pares de elétrons.

BATIGRAMA – registro gráfi co obtido da perfi lagem contínua do fundo submarino através de ecossondas.

BATIMETRIA – aferição de medidas de profundidade da água com o auxílio de equipamentos como: cabo de sondagem (prumos) e eco-sondas, dentre outros.

BATISCAFO – submersível inventado pelo suíço Auguste Piccard, com o objetivo de realizar estudos científi cos em grandes profundidades do oceano. No Brasil há apenas um batiscafo, o Batiusp (ver foto b, p. 127).

BATÓLITO – massa de centenas de km² de rocha gerada por uma intrusão ígnea de granulometria grossa.

BAYOU – drenagem estuarina desenvolvida em áreas pantanosas que pode ter regime tributário ou de ligação entre massas de água.

BEESTONIANO – termo utilizado no Reino Unido para o intervalo glacial da Época Pleistocênica referente à Glaciação Gunz dos Alpes.

BERMA – terraço formado na região de praia ou pós-praia que se localiza fora do alcance das ondas e marés normais, e somente é alcançado pela água quando da ocorrência de marés muito altas ou tempestades. É o mesmo que terraço de maré (ver foto c, p. 6, fi g. a, p. 130).

BÍBER – estádio glacial pleistocênico mais arcaico que foi descoberto no sul da Alemanha (Norte dos Alpes), anterior ao estádio glacial Danúbio.

BIOESTRATIGRAFIA – ramo da estratigrafi a voltado para analisar as evidências de organismos presentes nos diversos estratos e as respectivas organizações desses organismos.

BIOFÁCIES – termo utilizado para designar a diversidade da composição biológica de sedimentos. Pode restringir-se a uma unidade estratigráfi ca.

BIOGEOQUÍMICA – ver geoquímica.

BIÓLITO – rocha sedimentar originada de restos de matéria orgânica. Subdivide-se em: fi tólito, ou fi togênico (restos de vegetais), e zoólito, ou zoogênico (restos de animais).

BITÁCULA – recipiente que possui cobertura de vidro no qual se põe a bússola. Também pode ser uma coluna de metal ou madeira sobre a qual se fi xa a bússola.

BOÇOROCA – feição erosiva com alta capacidade de ampliação, gerada pela ação de águas subterrâneas. Também é denominada de voçoroca.

BÓIA OCEANOGRÁFICA – baliza fl utante, geralmente ancorada, que funciona como plataforma de aquisição de dados meteorológicos e oceanográfi cos.

BOMBA CARBONÁTICA – mecanismo que consiste na transferência de car- bono na forma de carbonato de cálcio (CaCO3) para as profundezas do oceano. Este carbonato é produzido por micro-organismos, na forma de esqueletos e carapaças, e por alguns animais, na forma de estruturas cor- porais e conchas. Com a morte desses animais, o CaCO3 sofre deposição ou dissolução no fundo oceânico.

BRAÇA – medida de comprimento correspondente a 2,2 m. BRAÇO DE MAR – parte do mar que penetra por uma costa adentro.

BRANCO – amostra que contém os reagentes e os solventes, mas não contém o analito (substância de interesse). Serve para determinar o erro de análise, principalmente devido à interferência e contaminações dos reagentes.

BRECHA – rocha originada a partir da cimentação de fragmentos, que podem possuir, ou não, a mesma composição do cimento.

BRECHA ABISSAL – canal entre elevações submarinas que faz a junção de planícies abissais. Geralmente apresenta estruturas instáveis sujeitas a abalos.

BRECHA ERUPTIVA – corpo frequente em chaminés vulcânicas, que ocorre quando há cimentação dos fragmentos de rochas por magma de mesma constituição dos fragmentos.

BRISA – vento suave que sopra regularmente nas regiões tropicais e durante o verão, nas regiões temperadas. É formada por diferenças de pressão (temperatura) entre a terra e o mar.

BRISA CONTINENTAL (A) – vento suave que sopra durante a noite da terra para o mar, resultante das diferenças de pressão (temperatura) entre as águas marinhas e as massas continentais. Também denominada de brisa terrestre ou brisa terral.

noite

baixa pressãoalta pressão brisa continental oceano terraA

BRISA MARINHA (B) – vento suave que sopra durante o dia do mar para a terra, produzido por diferenças de pressão (temperatura) entre o continente e o mar. Também denominada de viração.

dia

baixa pressãoalta pressão brisa marinha oceano terraB

BRISA TERRAL – o mesmo que brisa continental ou brisa terrestre. BRISA TERRESTRE – o mesmo que brisa continental ou brisa terral.

BURACO DE OZÔNIO – região onde há destruição na camada de ozônio

(O3), encontrado principalmente na Antártida e, em menor grau, acima do Ártico. É um resultado de reações heterogêneas de cloro com ozônio em nuvens polares na estratosfera de vórtices polares, que ocorrem durante determinados períodos do ano.

BURGALHÃO – aglomerado de conchas e seixos presentes no fundo de algumas regiões de mar ou rios, predominante na plataforma externa, onde a sedimentação biogênica prevalece sobre a de materiais de origem continental.

BÚSSOLA – recipiente que possui uma agulha de aço magnetizada suspensa em um ponto de apoio, ao redor do qual pode girar livremente. As extremidades dessa agulha direcionam-se para os pólos magnéticos da Terra.

BÚSSOLA DE DECLINAÇÃO – bússola responsável pela indicação da declinação do meridiano magnético (ângulo entre os meridianos terrestre e magnético).

BÚSSOLA DE GEÓLOGO – bússola utilizada para medir o mergulho e a direção das camadas de estratos. Para facilitar a leitura dos dados, as direções leste e oeste são invertidas.

BÚSSOLA GIROSCÓPICA – bússola de fundamentação baseada em um giroscópio mantido em rotação por ação da eletricidade. Não tem relação com o magnetismo terrestre.

BÚSSOLA MARÍTMA – bússola que se vale da declinação magnética para indicar a derrota dos navios, ou seja, o caminho a ser seguido.

C CABECEIRA – porção superior dos cursos d’água (nascentes); porção superior dos estuários, até onde se observa a variação da maré.

CABEÇO – feição submersa de formato arredondado presente no assoalho oceânico, entretanto, é menos proeminente que um monte submarino (ver foto a, p. 125).

CABEÇO ALCÁLICO – feição calcária isolada de dimensões reduzidas (centi ou decimétricas), originária da atividade metabólica de algas sobre planícies de marés ou em lagos.

CABO DE SONDAGEM – cabo acoplado a um peso de chumbo em uma de suas extremidades. É utilizado na realização de sondagens batimétricas.

CADEIA MESO-ATLÂNTICA – cadeia meso-oceânica que se estende do setor norte ao setor sul do Oceano Atlântico.

CADEIA MESO-ÍNDICA – cadeia meso-oceânica no Oceano Pacífi co Sul, que percorre o Oceano Índico, chegando ao Golfo de Aden.

CADEIA MESO-OCEÂNICA – cadeia de grandes feições originada a partir da divergência de placas tectônicas, já que essa movimentação permite o extravasamento de magma, pelo princípio da isostasia. Estende-se por todos os oceanos e, nessa região, ocorre a expansão da crosta oceânica. Apresenta duas feições distintas: crista (ou eixo) e fl anco.

CALIBRAÇÃO – procedimento realizado em equipamentos para averiguar a exatidão da relação entre a resposta analítica e a concentração do analito de interesse, utilizando padrões químicos para determinação de valores aceitos como verdadeiros. Poucos métodos de análise química não necessitam de calibração com padrões.

CALMARIA – espaço de tempo que dura uma condição de ausência de ventos e agitação de ondas na superfície do mar. Usualmente ocorre em zonas de baixa pressão atmosférica e precede tempestades.

CALOR – forma de energia que pode ser transferida entre sistemas devido à diferença de temperatura entre eles. O calor é transmitido por condução, convecção e radiação. De acordo com a primeira lei da termodinâmica, o calor absorvido por um sistema pode ser usado para produzir trabalho ou para aumentar sua energia interna e, consequentemente, a sua temperatura.

CALOR DE DISSOCIAÇÃO – energia envolvida na dissociação de uma molécula em íons.

CALOR DE EVAPORAÇÃO – ver calor latente.

(Parte 6 de 11)

Comentários