Glossario de Oceanografia

Glossario de Oceanografia

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CALOR DE FORMAÇÃO – energia envolvida na formação de um mol de uma substância a partir de seus elementos constituintes.

CALOR DE FORMAÇÃO DE UM CRISTAL – energia envolvida na formação de um cristal, quando uma partícula (molécula, íons ou átomos) forma ligações químicas com as partículas vizinhas, constituindo uma estrutura tridimensional (cristal).

CALOR DE FUSÃO – ver calor latente.

CALOR DE HIDRATAÇÃO – energia envolvida na hidratação de íons, quando moléculas de água se separam uma das outras e são atraídas pelos íons do soluto que estão solubilizando na água. Essa energia compreende a interação solvente-solvente (a energia necessária para afastar as moléculas de água) e a interação solvente-soluto.

CALOR DE IONIZAÇÃO – energia envolvida na dissociação de uma molécula em íons.

CALOR DE SOLUÇÃO – mudança da energia produzida quando uma substância dissolve-se em um solvente.

CALOR DE SUBLIMAÇÃO – ver calor latente.

CALOR ESPECÍFICO – relação entre o calor absorvido ou liberado por unidade de massa e a consequente elevação ou diminuição da temperatura. A água apresenta um alto calor específi co. Ver capacidade calorífera.

CALOR LATENTE – calor liberado ou absorvido por um grama de substância que apresenta mudança de fase reversível, isobárica e isotérmica. Mecanismo de transferência de calor dos oceanos para a atmosfera através da evaporação.

CALOR RADIANTE – radiação eletromagnética no comprimento de onda do infra-vermelho.

CALOR SENSÍVEL – porção da energia transferida entre o oceano e a atmosfera, utilizada na mudança de temperatura do meio, sendo proporcional à diferença de temperatura entre ambos. O mesmo que condução térmica.

CALORIA – unidade empregada para medir a quantidade absoluta de calor.

CALORIMETRIA – conjunto de métodos de medição da quantidade de calor recebida ou desprendida por um sistema quando este sofre uma transformação física ou química.

CALORÍMETRO – aparelho utilizado para medir a quantidade de calor. Pode ser usado também para medir a radiação solar.

CALOTA ALPINA – calota polar localizada nas regiões alpinas. CALOTA FENOSCANDIANA – calota polar no norte da Europa. CALOTA GLACIAL – geleira com 2 a 3 km de espessura, associada à glaciação

continental ou de latitude, formada em regiões polares.

CALOTA LAURENTIANA – calota polar localizada na América do Norte. CALOTA POLAR – cobertura de gelo observada nas regiões polares.

CAMADA DE MISTURA – camada de água superfi cial dos oceanos intertropicais, com cerca de 200 m de espessura, onde a distribuição da temperatura e salinidade são homogêneas. Em estuários, é a zona vertical de transição entre águas menos e mais salgadas.

CAMADA DE REPOUSO – qualquer camada do oceano em que se assume não haver movimento.

CAMADA DICOTERMAL – camada nas águas oceânicas em altas latitudes, onde águas frias estão localizadas entre duas camadas de águas mais quentes. A estabilidade é mantida pelo aumento de salinidade através das camadas.

CAMADA-LIMITE – em um fl uido, é a zona de transição entre o escoamento livre e a fronteira rígida onde a velocidade é zero, com diminuição logarítmica da velocidade.

CAMADA SUB-ÓXIDA – camada profunda que apresenta baixo teor de oxigênio. Existe em algumas regiões dos oceanos Pacífi co e Índico.

CAMALOTE – ilha fl utuante formada pela aglomeração de plantas aquáticas, troncos e galhos de árvores, estando sujeitas à ação das correntes. Também é denominada de matupá e periantã.

CÂMARA MAGMÁTICA – reservatório dentro da crosta oceânica que acumula o magma ascendente do manto.

CAMBRIANO – refere-se à escala de tempo geológico e consiste no período da Era Paleozóica onde ocorreu a explosão da vida, com os primeiros registros de animais, semelhantes a águas-vivas, de samambaias e dos primeiros organismos a usarem calcita na produção de conchas (ver escala de tempo geológica, p. 128).

CAMPO – região do espaço em que grandezas físicas e matemáticas possuem valor defi nido para cada ponto.

CAMPO GRAVITACIONAL – região onde um corpo exerce uma força de atração sobre outro. Esta força é diretamente proporcional ao produto das massas dos corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles.

CAMPO MAGNÉTICO – região onde existe uma infl uência magnética.

CAPACIDADE CALORÍFICA (Cp) – grandeza física que determina a energia térmica que é adicionada ou retirada do sistema, a fi m de modifi car sua temperatura. Quantidade de energia necessária para elevar 1 g de uma dada substância em 1ºC. A capacidade calorífi ca caracteriza o corpo, e não a substância que o constitui, uma vez que dois corpos de constituição e massas diferentes podem possuir a mesma capacidade calorífi ca. Também é denominada de capacidade térmica.

CAPACIDADE DE TAMPONAMENTO – habilidade que uma solução tampão apresenta de resistir a mudanças no pH quando se adiciona um ácido ou base.

CAPACIDADE TÉRMICA – relação entre o calor absorvido (ou liberado) por um sistema e o aumento (ou diminuição) da temperatura deste sistema. Ver capacidade calorífi ca.

CAPILARIDADE – passagem de um líquido sobre tubos micrométricos, resultante da ação da tensão superfi cial deste líquido. Pode ocorrer nos poros de solos e sedimentos.

CARBONATO DE CÁLCIO – substância química de fórmula CaCO3 que participa de processos bioquímicos, sendo incorporado na composição esquelética de alguns organismos. A quantidade total de carbonato nos oceanos é função de alguns parâmetros como: efi ciência dos organismos em extrair carbonato de cálcio da água do mar, entrada de cálcio proveniente dos rios, reciclagem de cálcio e outros nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo no sistema de circulação dos oceanos, e o crescimento de plâncton.

CARBONÍFERO – período da Era Paleozóica, situado entre 359,2 e 299 milhões de anos atrás. Durante este período, vastos pântanos de carvão estendiam-se ao longo do Equador, o que deu origem ao nome Carbonífero. Nas fl orestas deste período, predominavam samambaias e licopódios.

CARGA DE LEITO – refere-se às partículas sólidas transportadas por suspensão ou por arrasto dentro de um rio, nas proximidades do seu leito ou sobre ele, geralmente associadas ao fundo.

CARGA SUSPENSA – denominação dada a todas as partículas sólidas suspensas em um determinado fl uido, que estão em constante movimento e apresentam diferentes granulometrias.

CASCALHO – partículas sedimentares com dimensões entre 2 e aproxima-

damente 16 m de diâmetro.

CÁTION – espécie química carregada positivamente, devido à perda de elétrons. CÁTODO – eletrodo onde ocorre redução numa célula eletroquímica. CAVA – depressão entre duas cristas de ondas consecutivas. CAVADO – ver cava.

CÉLULA DE CONDUTÂNCIA – célula de vidro ou de plástico utilizada na medição da condutividade de uma solução.

CÉLULA DE FERREL – modelo de circulação fechada da atmosfera terrestre que estende-se desde 30º de latitude até aproximadamente 60º, em ambos os hemisférios.

CÉLULA DE HADLEY – modelo de circulação fechada da atmosfera terrestre predominante nas latitudes equatoriais e tropicais. Estende-se desde o Equador até latitudes de aproximadamente 30º, em ambos os hemisférios. A circulação de Hadley origina-se pelo transporte de calor desde zonas equatoriais até latitudes médias. Este calor é transportado em um movimento celular, com o ar em ascenção por convecção nas regiões equatoriais e deslocando-se até as latitudes superiores, pelas camadas atmosféricas mais altas. Esta circulação está intimamente relacionada aos ventos alísios, às zonas tropicais úmidas e aos desertos subtropicais.

CÉLULA ELETROQUÍMICA – arranjo no qual ocorre reação de oxirredução onde os reagentes não estão em contato direto uns com os outros. As soluções contendo os reagentes, denominadas soluções eletrolíticas, estão, separadamente, em contato com dois eletrodos: o cátodo e o ânodo. A passagem de elétrons é feita através de um dispositivo elétrico denominado ponte salina.

CÉLULA POLAR – modelo de circulação fechada da atmosfera terrestre que estende-se desde 60º de latitude até aproximadamente 90º, em ambos os hemisférios.

CENTRÍFUGO – que se afasta ou tende a se afastar do centro. CENTRÍPETO – que se dirige ou tende a se dirigir ao centro.

CENTRO DE GRAVIDADE – ponto onde localiza-se a resultante de todas as ações da gravidade sobre um corpo, no qual pode-se supor que o seu peso está aplicado.

CENTROS SEMI-PERMANENTES DE ALTA PRESSÃO – centros de alta pressão atmosférica localizados no meio dos oceanos intertropicais. Infl uenciam a formação dos giros oceânicos.

CFCs (CLOROFLUORCARBONETOS) – substâncias utilizadas principalmente na expansão de espumas e como gás de refrigeração. Possuem tempo de residência elevado na atmosfera e podem penetrar na estratosfera, onde são discriminadas fotoquimicamente a produzir cloro (Cl), que pode reagir com o ozônio (O3). Os CFCs também podem atuar como gases de efeito estufa.

CHALK – falésia calcária, remanescente de sedimentos marinhos soerguidos.

CHÊNIER – cordões de sedimentos arenosos ou cascalhosos paralelos ao litoral. Situam-se sobre sedimentos argilosos, podem estar isolados ou unidos entre si, e formam-se em momentos de instabilidade, como tempestades.

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