comportamento e bem estar - Barbosa Filho, 200

comportamento e bem estar - Barbosa Filho, 200

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O consumo de água foi medido diariamente e durante todo o período experimental, para cada condição ambiental e sistema de criação, por meio da medida da diferença de nível da água nos respectivos reservatórios.

Foi medida também a temperatura da água, uma vez que, segundo Macari (1995), o consumo de água tende a diminuir, quando a temperatura da água aumenta.

O consumo de ração foi medido diariamente e durante todo o período experimental, por meio da pesagem das sobras de ração nos comedores, que eram então subtraídas do total de ração fornecido às aves.

A quantidade de ração fornecida às aves, seguiu o especificado para cada linhagem de acordo com a idade, conforme o que consta no guia de manejo da Hy-Line W36 e Hy-Line Brown, que foram respectivamente: 92 g/ave/dia para a linhagem Hy- Line W36 e 113 g/ave/dia para a linhagem Hy-Line Brown.

3.6.7 Níveis de Amônia

A qualidade do ar com relação às concentrações de amônia dentro da câmara climática para as duas condições de ambiente propostas, foi medida com o auxilio de um aparelho medidor de gases portátil (Commander XP – IST-AIM), durante 7 dias consecutivos pra cada condição ambiental avaliada.

3.7 Parâmetros de qualidade dos ovos

3.7.1 Peso do ovo

Para toda a produção de ovos, durante a pesquisa, foi feita a determinação do peso dos ovos (g). Para isso utilizou-se uma balança analítica (modelo Gehaka BG 2000), com divisão de 0,01g, sendo o peso dos ovos um valor de referência para o posterior cálculo das porcentagens de cada fração do ovo.

A medida da gravidade específica do ovo é provavelmente uma das técnicas mais comumente usadas para determinar a qualidade da casca do ovo, devido a sua rapidez, praticidade e baixo custo. A técnica baseia-se no princípio da flutuação, sendo os ovos imersos em recipientes contendo soluções salinas em ordem crescente de densidade. Considera-se a densidade do ovo a solução na qual ele flutua, Hamilton (1982).

A gravidade específica foi determinada pelo método das soluções gradualmente salinas. Este método consiste na imersão dos ovos em diferentes soluções salinas, com densidades que variam de 1,0650 a 1,0950 com aumento de 0,0025.

De acordo com a metodologia proposta por Voisey & Hunt (1974), os ovos devem ser colocados em recipientes com soluções salinas, da menor para maior concentração, e devem ser retirados ao flutuarem, anotando-se, assim, o valor respectivo de densidade correspondente à solução do recipiente.

Conforme sugerido também por Voisey & Hunt (1974), a gravidade específica deverá ser medida de preferência logo após a postura do ovo, sendo que ovos trincados não deverão ser testados.

Na Figura 8, tem-se o sistema de recipientes (baldes) com diferentes soluções salinas utilizadas para a avaliação da gravidade específica.

Figura 8 – Recipientes com as soluções salinas (a) e ovos sendo avaliados (b)

3.7.3 Unidade Haugh

Após a pesagem dos ovos, estes foram quebrados e seu conteúdo, (clara+gema), colocado numa superfície de vidro plana e nivelada. Mediu-se então a altura do albúmen (m), por meio da leitura do valor indicado pelo micrômetro tripé modelo AMES S-6428. De posse dos valores de peso do ovo (g) e altura do albúmen (m), utilizou-se então a fórmula descrita por Pardi (1977), para o calculo da unidade Haugh: UH = 100log (h +7,57 – 1,7W0,37), onde:

h = altura do albúmen (m) W = peso do ovo (g)

Quanto maior o valor da UH, melhor será a qualidade dos ovos, que são classificados segundo o USDA em ovos tipo A (100 até 72), A (71 até 60), B (59 até 30), C (29 até 0), USDA Egg-Grading Manual (2000).

Na Figura 9, pode-se observar a condição de realização da medida da altura do albúmen pelo micrômetro tripé.

a b

Figura 9 – Avaliação da unidade “Haugh” dos ovos

3.7.4 Índice de gema

Após a medida da altura do albúmen (m), separou-se a clara da gema do ovo e, colocando-a novamente sobre a superfície plana de vidro, mediu-se com o mesmo micrômetro utilizado anteriormente a altura da gema (m). O próximo passo então foi medir o diâmetro da gema (m), para isso foi utilizado um paquímetro.

Daí então o índice de gema foi obtido dividindo-se a altura da gema pelo valor do seu respectivo diâmetro, sendo considerados normais, valores entre 0,3 a 0,5.

Na Figura 10, observa-se a medida da altura e do diâmetro da gema respectivamente.

Figura 10 – Medida da altura da gema (m) com micrômetro (a) e do diâmetro da gema (m) com paquímetro (b) a b

3.7.5 Porcentagem de constituintes

As porcentagens de gema, albúmen e casca, foram obtidas pela pesagem (g) em balança analítica, de cada uma das partes, sendo que este peso foi então dividido pelo peso do ovo (g) e multiplicado por 100, para a obtenção das porcentagens de cada constituinte.

A medida da espessura da casca dos ovos foi realizada sem a remoção das membranas internas da casca. Para sua determinação foi utilizado o micrômetro de precisão para medidas de espessuras Mitutoyo Dial Thickness Gage, com divisões de 0,01mm.

Após os ovos serem quebrados, as cascas eram cuidadosamente lavadas em água corrente para a retirada dos restos de albúmem que ainda permaneciam em seu interior. Depois de lavadas, as cascas foram colocadas em um suporte e deixadas para secar de um dia para o outro, à temperatura ambiente. Depois de devidamente secas, estas eram então medidas em 3 pontos distintos na área centro-transversal para a obtenção da média da espessura.

Na Figura 1, é mostrado o micrômetro para as medidas de espessura e uma medição da espessura da casca sendo feita.

Figura 1 – Micrômetro de precisão para medidas de espessura (a) e medida da espessura (m) da casca (b) a b

A concentração de poros na casca dos ovos foi medida de acordo com a metodologia sugerida por Peebles & Brake (1985).

Primeiramente, a casca do ovo foi lavada para a retirada de qualquer resíduo ou sujeira, e depois colocada em contato com um corante (0,5g de metileno a 89% + 1 litro de etanol a 70%). Após esperar um tempo de aproximadamente 30 min para que o corante penetrasse nos poros, a casca foi levada ao microscópio e, com o auxilio de um cartão recortado com área de 0,4 cm2 , fez-se a contagem dos poros.

A porosidade varia conforme a posição de medida na casca. Segundo Peebles

& Brake (1985), a porosidade é variável para as regiões equatorial, pólo superior e pólo inferior, sendo que neste trabalho só foram contabilizados os poros da região equatorial dos ovos.

3.7.8 Colorimetria da gema

Foi analisada com o aparelho colorímetro Minolta Chroma Meter CR-200 b, previamente calibrado em superfície branca, de acordo com padrões préestabelecidos, segundo Bible & Singha (1993).

Foram avaliados 3 valores do croma: a, b e L. O valor de a caracteriza coloração na região do vermelho (+a) ao verde (-a), o valor b indica coloração no intervalo do amarelo (+b) ao azul (-b) e o valor L fornece a luminosidade, variando do branco (L=100) ao preto (L=0).

3.7.9 Qualidade visual dos ovos

Foi realizada uma classificação visual para: ovos sujos, quebrados, trincados e ovos sem casca, em toda a produção durante a pesquisa.

Ovoscopia é um processo realizado para se detectar defeitos na casca e no interior dos ovos, por meio de uma luz forte que atravessa o ovo. Tem as vantagens de

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