Estação de tratamento de água ETA

Estação de tratamento de água ETA

FACULDADE NOVAFAPI

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ENGENHARIA CIVIL

PROFESSOR: Dr. PAULO DE TARSO

Savina Laís Silva Nunes

RELATÓRIO DE VISITA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) ZONA SUL DE TERESINA-PI

Teresina

2012

Savina Laís Silva Nunes

RELATÓRIO DE VISITA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) ZONA SUL DE TERESINA-PI

Relatório referente à visita feita a Estação de Tratamento de Água, zona sul de Teresina, apresentado a disciplina Introdução a Engenharia Civil, pelo curso de Engenharia Civil.

Orientador: Professor Dr. Paulo de Tarso Cronemberger Mendes.

Teresina

2012

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...............................................................................................................3

OBJETIVO......................................................................................................................4

IMPORTÂNCIA DO SANEAMENTO AMBIENTAL...............................................5

ASPECTOS GERAIS DA ETA......................................................................................6

VISITA A ESTAÇÃO.....................................................................................................7

O SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA.............................................................8

UTILIZAÇÃO DE POÇOS..........................................................................................11

CONCLUSÃO................................................................................................................12

RELATÓRIO FOTOGRÁFICO..................................................................................13

REFERÊNCIAS.............................................................................................................21

INTRODUÇÃO

A água é provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade. É um recurso natural essencial, seja como componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.

Cada atividade humana tem seus próprios requisitos de qualidade para consumo de água. Além disso, recebe, dilui e transporta esgotos domésticos, efluentes industriais e resíduos de atividades rurais e urbanas. Consegue assimilar esses despejos, regenerando-se pelo emprego de processos físicos, químicos e biológicos.

Verifica-se, dessa forma, que há necessidade do manejo adequado dos recursos hídricos, compatibilizando os seus diversos usos, de modo a garantir a água na qualidade e quantidade desejáveis aos diversos fins. Este é um dos grandes desafios da humanidade, saber aproveitar seus recursos hídricos, de forma a garantir seus múltiplos usos, hoje e sempre.

Levando isso em consideração apresenta-se este relatório de visita técnica a Estação de Tratamento de Água (ETA) – Zona Sul de Teresina, Distrito Industrial, realizada através de disciplina Introdução a Engenharia Civil, da 1ª série do curso de Engenharia Civil, da Faculdade NOVAFAPI, sob orientação do professor Paulo de Tarso Cronemberger Mendes, realizada no dia 10 de Maio de 2012, de 7h30min ás 10h30min da manhã.

A visita foi acompanhada pela técnica de laboratórios Deusimar Santos Muniz, que nos orientou sobre o processo de tratamento da água feito pela AGESPISA.

OBJETIVO

Os objetivos desta visita foram conhecer a estrutura da Estação, uma obra representativa da área de saneamento, os seus processos de tratamento da água dos rios de Teresina. Observar detalhes de saneamento ambiental, produtos químicos utilizados, análises realizadas, incluindo aspectos de segurança do trabalho. Além de possibilitar a percepção da importância do sistema de coleta e tratamento das águas dos rios para a construção civil, em especial, edificações domiciliares.

IMPORTÂNCIA DO SANEAMENTO AMBIENTAL

A relação entre saúde e saneamento é, portanto, muito estreita, podendo-se dizer que o primeiro jamais poderá existir plenamente sem a presença do segundo. Dessa forma, condições inadequadas de saneamento podem resultar em diversos riscos à saúde, principalmente por meio da transmissão de doenças infecto-parasitárias relacionadas à falta ou deficiência de saneamento. É sabido que benefícios específicos de intervenções de saneamento ambiental incluem a diminuição da mortalidade devido às doenças diarreicas e parasitárias e a melhoria da qualidade de vida da população.

Sistemas adequados de abastecimento de água trazem, como resultado, uma rápida e sensível melhoria da saúde e das condições de vida de uma comunidade, principalmente pelo controle e prevenção de doenças, promoção de hábitos higiênicos e da limpeza pública.

Assim, a consequência direta da implantação ou melhoria dos sistemas de abastecimento de água é a diminuição sensível no índice de doenças relacionadas com a água, além do aumento da vida média da população beneficiada e da diminuição da mortalidade, particularmente da mortalidade infantil.

ASPECTOS GERAIS DA ETA

A implantação do sistema de Tratamento de Água seguiu com o projeto elaborado em 1988, para a AGESPISA e atualmente é responsável por 95% do abastecimento de água de Teresina, cujo consumo médio de água, segundo dados da AGESPISA, é de 1.884.063 m³ mensais. A captação de água é feita no Rio Parnaíba, situada dois quilômetros à montante da ponte da Av. Getúlio Vargas, através de captação e recalque de água bruta para a Estação de Tratamento de Água e Elevatória existente na margem direita do rio. A água é tratada pelo sistema tradicional, através de coagulação/floculação, com aplicação de sulfato de alumínio, decantação/sedimentação, filtração, desinfecção com aplicação de cloro e cal e periodicamente fluoretação. A Estação conta também com um sistema de Controle de Qualidade com Laboratórios que funcionam durante 24 horas por dia.

VISITA A ESTAÇÃO

A visita a Estação iniciou-se com uma caminhada até chegarmos a Estação propriamente dita, onde fomos recebidos pela técnica de laboratórios Deusimar Santos Muniz nos recebeu na estação e nos acompanhou e orientou durante toda a visita a ETA 4, ela fez a explanação sobre o sistema, explicando-nos os processos ocorridos.

Caminhamos um pouco mais até chegar na 1ª fase do tratamento a Captação, seguimos passando pelas fases seguintes, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Desinfecção ou Cloração, Fluoretação, Correção de pH, a técnica Deusimar seguiu nos apresentando suas funções e os processos que ocorriam em cada uma das fases.

Posteriormente conhecemos os laboratórios Físico-Químico e Bacteriológico que compõem o Controle de Qualidade da Estação, onde podemos observar as análises ocorridas durante o processo de tratamento.

O SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA

O complexo de Estações de Tratamento de Água da Agespisa [Maquete/Imagem01] fica localizado às margens do Rio Parnaíba, no Distrito Industrial, zona Sul de Teresina. A área abriga três estações de tratamento de água e produzem um volume médio mensal de 6 (seis) bilhões de litros de água tratada.

No tratamento da água, são empregados os seguintes oito processos: Captação, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Desinfecção ou Cloração, Fluoretação e Correção de pH. Além do Controle de Qualidade e da Distribuição.

Na Captação a água bruta do Rio Parnaíba [Imagem02] é captada por meio de duas bombas elevatórias [Imagem03/04] com vazão de 1300 litros por segundo cada (existem outras duas bombas reservas), instaladas no canal de aproximação às margens do rio, este canal tem aproximadamente 65 metros de largura por 90 metros de comprimento [Imagem05].

Em seguida a água coletada para fase de Coagulação [Imagem06/07], processo de mistura/adição do coagulante sulfato de alumínio ferroso para reagir com a alcalinidade da água e formar partículas para agregar as impurezas dissolvidas e em suspensão na água.

A próxima fase do sistema de tratamento é a Floculação [Imagem08], que é o processo de agitação lenta (mistura lenta) da água para aumentar o tamanho das partículas formadas na unidade de coagulação.

Na fase posterior, a Decantação [Imagem09], ocorre à separação por sedimentação das partículas formadas nas unidades anteriores. São grandes tanques (decantadores) onde a água escoa com velocidade baixa e possibilita a sedimentação das partículas para o fundo do tanque, ficando a água superficial límpida.

A água decantada, praticamente isenta de impurezas, segue para fase da Filtração [Imagem10] ocorre à remoção das partículas em suspensão utilizando meio filtrante. A ETA 4, conta com 5 filtros, que são constituídos de leito de areia, estes são controlados por Mesas de Comando [Imagem11]. Os filtros são lavados pelo processo de retrolavagem [Imagem12], ou seja, água em sentido contrário da filtração, de modo que permaneça sempre filtrando água eficientemente, liberando a água suja (excesso). Lança posteriormente a água limpa para uma parte subterrânea, através de poços que cada filtro possui.

É nesta parte subterrânea que ocorrem as fases de Desinfecção ou Cloração [Imagem13], processo no qual é utilizado cloro para eliminar os micro-organismos nocivos à saúde e Fluoretação [Imagem13], processo em que a Agespisa utiliza compostos de flúor para prevenção de cárie dentária, essa adição de flúor não é obrigatória, segundo a portaria n°2914, porém a estação continua a adicionar.

A etapa final do processo é a Correção/Ajuste de pH, que se caracteriza pela adição de cal hidratada para reduzir a acidez da água, elevar o pH até a neutralidade e evitar corrosão na tubulação da rede de distribuição.

Após passar por todas estas fases a água é levada para os reservatórios através de bombas de recalque fazem o bombeamento da água tratada diretamente para o reservatório do Parque Piauí na zona sul, o R6, que tem capacidade de armazenar 25,3 milhões litros de água, para posteriormente ser distribuída através de um conjunto de canalizações e de peças que a Agespisa dispõe para levar água dos reservatórios até o consumidor. Do R6, a água para o consumo segue para os demais reservatórios distribuídos em toda cidade, bem como para as caixas d'água domiciliares.

Além do R6, existem outros 9 reservatórios, são eles, reservatório Santo Antônio com volume de reservação de 250m³, Itararé com 8.020 m³, Morro do Panorama 8.340 m³, Morro São João com 910 m³, Morro da Esperança com 4.900 m³, Parque da Cidade com 14.000 m³, Buenos Aires com 250 m³, Jockey Club com 13.800 m³ e Cidade Satélite com 220 m³.

Para garantir que a água possa ser utilizada sem qualquer risco pelos seus usuários, a Agespisa mantém atualmente laboratórios de controle de qualidade [Imagem14/15] que funcionam 24 horas todos os dias da semana. A cada duas horas são feitas coletas [Imagem16] para averiguar a qualidade da água captada e da que sai da Estação de Tratamento para os reservatórios. São feitas ainda, diariamente, análises físico-químicas e bacteriológicas, como o teste de chá, para o monitoramento das unidades de tratamento e da água distribuída à população.

Ao final de todos os meses é enviado um relatório ao ministério da saúde, com os resultados das análises feitas nos laboratórios.

A qualidade da água distribuída é verificada por meio de amostras coletadas em pontos estratégicos da rede de distribuição para atender às exigências do Ministério da Saúde (Portaria 2914/2011).

UTILIZAÇÃO DE POÇOS

O sistema de abastecimento de água de Teresina, operado pela AGESPISA, apresenta capacidade de adução e tratamento de água suficiente para atender a demanda atual da população, porém é deficitário na rede de distribuição, que não é acessível a alguns bairros da periferia da cidade, que são atendidos por poços, geralmente executados pela Prefeitura de Teresina. Existem poços nos bairros: Santa Maria da Codipe, Deus Quer, entre outros. Os técnicos da AGESPISA fazem a cloração dos poços, a fim de diminuir as impurezas presentes na água.

CONCLUSÃO

Esta visita a Estação de Tratamento de Água Sul de Teresina tem grande importância tanto do ponto vista de Saneamento Ambiental, quanto da percepção da importância deste sistema para a engenharia.

Tal visita permitiu o conhecimento dos processos pelos quais a água passa para que chegue as casas dos teresinenses, o que nos leva a refletir sobre a questão ambiental, a valorizarmos á água, sem desperdiçá-la e procurar encontrar possíveis soluções para os problemas de doenças e desperdícios relacionados à má utilização da água.

RELATÓRIO FOTOGRÁFICO

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REFERÊNCIAS

  • Agespisa - Água e Esgoto do Piauí S/A

http://www.agespisa.com.br/agua.php

http://www.agespisa.com.br/noticias.php?id=394

  • Infraestrutura: Saneamento básico

http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/prodetur/downloads/docs/pi_3_5_infraestrutu_agua_100708.pdf

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