materno - infantil

materno - infantil

(Parte 1 de 10)

Técnico em EEnnffeerrmmaaggem Enfermagem Materno--Infantil

Enfermagem Materno-Infantil 2

CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Ementa: Identificar os problemas de saúde da mulher, da criança e do adolescente no período de internação hospitalar; Prestar assistência de enfermagem à mulher com afecções ginecológicas, à gestante, à parturiente e à puérpera; Prestar assistência de enfermagem ao RN normal e patológico na unidade hospitalar estimulando a cooperação e participação dos pais e/ou responsáveis durante a internação do RN, considerando seu papel no cuidado após a alta; Prestar assistência de enfermagem à criança hospitalizada e à sua família, adequando-a ao quadro clínico e à fase do desenvolvimento.

UNIDADE I – ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MULHER EM IDADE FÉRTIL NO CICLO GRÁVIDO PUERPERAL GRAVIDEZ: 1.1- Diagnóstico; intercorrências mais comuns na gravidez, síndromes hemorrágicas. 1.2- Pré-Natal 1.3- Desenvolvimento do embrião e feto. 1.4- Patologia do líquido amniótico: oligoâmnio, polidrâmnio, amniorrexe e corioamnionite. 1.5- Gestação de alto risco: diabetes, cardiopatia, nefropatia, doenças infecciosas (toxoplasmose, rubeola, malária, varicela, hanseniase etc), doença mental, DST (AIDS, gonorréia, sífilis, condiloma, etc). ASSISTÊNCIA À PARTURIENTE:

1.6-Admissão; técnica de parto; equipamento e material de sala de parto. 1.7- PARTO: fatores; fenômenos, tipos e fases clínicas. 1.8- Assistência de Enfermagem antes, durante e após o parto normal e cesárea. 1.9-Patologias do funículo: circular de cordão, cordão longo, cordão curto, nó de cordão e prolapso. 1.10- Laceração do canal de parto. 1.1-Secundamento patológico: retenção placentária, inversão uterina. 1.12-Atonia Uterina. PUERPÉRIO: características; evolução: normal e com intercorrências; assistência.

1.13- Complicações pós-parto: hemorragias e infecções.

2.1- RECÉM-NASCIDO NORMAL: conceituação, características físicas e fisiológicas, sinais de enfermidades; exame físico imediato e mediato; plano assistencial; alojamento conjunto. 2.2- RECÉM-NASCIDO DE RISCO: baixo peso e prematuridade: conceituação, características físicas e fisiológicas, cuidados específicos; problemas mais comuns que afetam o recém-nascido.

UNIDADE I – ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CAMPO GINECOLÓGICO 3.1-CLIMATÉRIO: modificações físicas, fisiológicas e emocionais. 3.2- INTERCORRÊNCIAS GINECOLÓGICAS: aparelho genital e mama .

UNIDADE V - CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA. 5.1- Assistência de Enfermagem à Criança Sadia: 5.1.1- Aleitamento materno, revisão anatomo-fisiológica. 5.1.2- Composição bioquímica do leite humano 5.1.3- Aspectos gerais da amamentação. 5.1.4- Vantagens do aleitamento materno. 5.1.5- Fatores de impedimento e obstáculos à amamentação: dependentes da nutris e dependentes do bebê. 5.1.6- Cuidado com as mamas. 5.1.7- Desmame 5.2- Crescimento e desenvolvimento: ósseo, muscular, dentário, neuropsicomotor, cognitivo, linguagem. O brinquedo e a estimulação. 5.3- Desenvolvimento e estimulação no primeiro ano de vida: estimulação visual, auditiva, olfativa, gustativa, motora, cognitiva e linguagem. 5.4- No segundo e terceiro ano de vida: área sensório-perceptiva, motora, cognitiva, linguagem, formação de hábitos.

Enfermagem Materno-Infantil 3

UNIDADE VI - A INSTRUMENTALIZAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM PARA CUIDAR EM PEDIATRIA 6.1- Relacionamento e comunicação com a criança e sua familia 6.2- Reações da criança a Hospitalização e o papel da Equipe de Enfermagem 6.3- O processo de enfermagem centrado na criança e na família.

UNIDADE VII - O CUIDADO DE ENFERMAGEM À CRIANÇA DOENTE 7.1- A Criança com Infecção Respiratória Aguda 7.2- A Criança com Diarréia Aguda 7.3- A Criança com Desidratação 7.4- A Criança com Desnutrição Proteico-calórica

UNIDADE VIII - PROCEDIMENTOS TÉCNICOS 8.1- Procedimentos Medicamentosos 8.2- Verificação de Sinais Vitais em Pediatria 83- Curativos 8.4-Sondagem Gástrica, gavagem e lavagem gástrica. 8.5- Aspiração das vias aéreas superiores 8.6- Restrições físicas 8.7- Coleta de material para exame.

Enfermagem Materno-Infantil 4

O diagnóstico de gravidez baseia-se na história, no exame físico e nos testes laboratoriais. Frente a uma amenorréia ou atraso menstrual, deve-se, antes de tudo, suspeitar da possibilidade de uma gestação. Na prática, para as mulheres que procuram os serviços com atraso menstrual que não ultrapassa 16 semanas, a confirmação do diagnóstico da gravidez pode ser feita pelo profissional de saúde da unidade básica, por meio de um teste imunológico para gravidez (TIG), de acordo com os procedimentos especificados no fluxograma a seguir. O teste laboratorial é, inicialmente, recomendado para que o diagnóstico não demande o agendamento de consulta, o que poderia postergar a confirmação da gestação. Para as mulheres com atraso menstrual maior que 16 semanas ou que já saibam estar grávidas, o teste laboratorial é dispensável. A consulta deve ser realizada imediatamente para não se perder a oportunidade da captação precoce.

Se o TIG for negativo deve ser agendada consulta para o planejamento familiar, principalmente para a paciente adolescente.

Atraso ou irregularidade menstrual, náuseas e aumento do volume abdominal

Avaliar: Ciclo menstrual Data da última menstruação Atividade sexual

Atraso menstrual em mulheres maiores de 10 anos com atividade sexual

Resultado NegativoResultado Positivo
Gravidez confirmadaRepetir TIG após 15 dias
Iniciar o acompanhamentoResultado negativo
da gestantePersistindo amenorréia

Solicitar teste imunológico de gravidez

Encaminhar para avaliação clínico-ginecológica

Após a confirmação da gravidez em consulta, médica ou de enfermagem, dá-se início ao acompanhamento da gestante, com seu cadastramento no SISPRENATAL. Os procedimentos e as condutas que se seguem devem ser realizados sistematicamente e avaliados em toda consulta de pré-natal. As condutas e os achados diagnósticos sempre devem ser anotados na ficha perinatal e no cartão da gestante.

Nesse momento, a gestante deverá receber as orientações necessárias referentes ao acompanhamento pré-natal, seqüência de consultas, visitas domiciliares e reuniões educativas. Deverão ser fornecidos:

• O cartão da gestante, com a identificação preenchida, o número do SISPRENATAL, o hospital de referência para o parto e as orientações sobre este;

• O calendário de vacinas e suas orientações;

• A solicitação dos exames de rotina;

• As orientações sobre a participação nas atividades educativas - reuniões e visitas domiciliares;

É importante enfatizar que uma informação essencial que deve constar explicitamente no cartão da gestante é o nome do hospital de referência para o parto ou intercorrências durante a gestação. Se, no decorrer da gestação, surgir alguma situação que caracterize risco gestacional, com mudança hospital ou maternidade de referência, isso também deve estar escrito no cartão. Essa informação é considerada fundamental para que a mulher e seu companheiro ou familiares possam reivindicar o direito de atendimento nessa unidade de saúde.

Definição:

O desenvolvimento do feto desde o momenta da relação sexual e concepção ate o nascimento. Uma vez que o espermatozóide é depositado na vagina, ele viaja pelo cérvix até as trompas de Falópio, a concepção geralmente ocorre no terço externo da trompa. Um único espermatozóide penetra no ovo e uma união das informações genéticas ocorre, formando uma célula única chamada zigoto.

O zigoto passa os próximos dias viajando pela trompa de Falópio e multiplicando rapidamente o número de células por meio da divisão. Uma massa de células é formada por esta divisão celular, cada uma com uma cópia dos genes que se tornarão o feto. A massa de células na trompa de Falópio é chamada mórula.

Enfermagem Materno-Infantil 5

Com divisão celular adicional, a mórula se torna uma concha externa de células com um grupo de células internas. Esta etapa do desenvolvimento embrionário é chamada blastócito. O grupo externo de células se torna a membrana que nutre e protege o grupo interno, que se torna o feto.

O blastócito continua sua jornada pela trompa de Falópio e entre o sétimo e nono dia após a concepção, se implanta no útero. Neste momento do ciclo menstrual da mãe o endométrio (o revestimento do útero) cresceu, está altamente vascularizado e pronto para receber o feto. 0 blastócito se adere ao endométrio onde será nutrido. A placenta e a estrutura de apóio para a gestação se formam na fase de implantação. Estima-se que até 5% dos zigotos nunca alcancem esta fase de crescimento.

É comum quando há um problema com o desenvolvimento embrionário ou fetal haver problemas com outros tecidos que se desenvolveram ao mesmo tempo. Por exemplo, se uma criança apresenta problemas de desenvolvimento renal é possível que a criança também tenha problemas auditivos, uma vez que estes órgãos se desenvolvem ao mesmo tempo.

O estágio embrionário inicia no 15° dia após a concepção e continua ate aproximadamente 8ª semana, ou até que o embrião tenha 3,5 cm de comprimento. Durante este período as células do embrião não estão apenas se multiplicando, mas estão assumindo funções específicas. Este processo é chamado diferenciação de tecidos e é necessário para os diferentes tipos de células que formam um ser humano (tais como células sanguíneas, células hepáticas, células nervosas, etc.). Há crescimento rápido e as principais características externas começam a tomar forma. É neste período que a criança em desenvolvimento esta mais susceptível aos teratogênios (substâncias que causam defeitos ao nascimento).

Alterações específicas por semana na fase embrionária: semana 3

• a formação do coração • o início do desenvolvimento do cérebro e da medula espinal

• o início do desenvolvimento do trato gastrointestinal

• os teratogênios introduzidos nesta fase podem causar: ausência de um ou mais membros; coração fora da cavidade torácica semanas 4 e 5

• formação do tecido que se transforma nas vértebras • formação do tecido que se transforma no maxilar inferior, osso hióideo e cartilagem da laringe

• início das estruturas do ouvido

• maior desenvolvimento do coração, que agora bate em ritmo regular

• movimento do sangue rudimentar pelos vasos principais

• início das estruturas oculares

• o cérebro já apresenta cinco áreas e alguns nervos cranianos estão visíveis

• os brotos dos braços e pernas são visíveis com coxins das mãos e pés

• os teratogênios introduzidos durante este período podem causar: onfalocele, fístulas transesofágicas, hemivértebra, catarata nuclear, olhos anormalmente pequenos, fendas faciais, ausência de mãos ou pés.

semana 6

• formação do nariz • maior desenvolvimento cerebral

• postura mais ereta

• os maxilares já são visíveis

• a traquéia se desenvolve com dois brotos dos pulmões

• o lábio superior é formado

• início da formação do palato

• os ouvidos estão em formação

• os braços e pernas se alongaram, sendo que os braços estão mais desenvolvidos que a pernas

• as mãos e os pés tem dedos, mas ainda podem estar palmados

• a velocidade do crescimento do cóccix diminui

• o coração está quase totalmente desenvolvido

• a circulação fetal está mais desenvolvida

• os teratogênios introduzidos nesta fase podem causar: anormalidades cardíacas ou aórticas graves, fenda labial, ausência do maxilar inferior semana 7

• a cabeça está mais arredondada • os olhos se movem para a parte anterior da face

Enfermagem Materno-Infantil 6

• as pálpebras começam a se formar • o palato está quase completo

• a língua começa a se formar

• o trato gastrointestinal se separa do trato genitourinário

• todos os órgãos essenciais já começaram, no mínimo, a se formar

• teratogênios introduzidos neste período podem causar: defeitos do septo ventricular (DSV), estenose pulmonar, fenda labial, micrognatia, epicanto, cabeça pequena, genitália ambígua semana 8

• o embrião agora tem aspecto humano • as feições faciais continuam a se desenvolver

• as pálpebras começam a se unir

• as características externas do ouvido começam a tomar seu formato final, mas ainda estão localizadas na parte inferior da cabeça

• a parte externa dos genitais começa a se formar

• a passagem anal se abre, mas a membrana retal está intacta

• a circulação por meio do cordão umbilical está bem desenvolvida

• os ossos longos começam a se formar

• os músculos são capazes de se contrair

• os teratogênios introduzidos neste período podem causar: abertura persistente na aurícula do coração, atrofia digital

Neste momento embrião já tem desenvolvimento suficiente para ser chamado de feto. Todos os órgãos e estruturas encontradas em um recém-nascido a termo estão presentes. O período de desenvolvimento fetal é um tempo de crescimento e desenvolvimento adicional das estruturas que se diferenciaram durante o período embrionário.

semanas de 9 a 12

• o feto atinge o comprimento de 8,1 cm • a cabeça compreende quase metade do tamanho do feto

• o pescoço já está presente

• a face está bem formada

• os ouvidos começam a ter uma aparência totalmente desenvolvida

• as pálpebras se fecham e não reabrirão ate a 28ª semana aproximadamente

• os botões dentários aparecem

• os membros são longos e delgados

• os dedos estão bem formados

• o feto pode fechar a mão

• o trato urogenital termina seu desenvolvimento

• os genitais parecem bem diferenciados

• o fígado começa a produzir glóbulos vermelhos

• os batimentos cardíacos fetais podem ser ouvidos com dispositivos eletrônicos semanas de 13 a 16

• o feto atinge o comprimento de 15,2 cm aproximadamente • uma penugem chamada lanugo ou lanugem se desenvolve na cabeça

• a pele fetal é quase transparente

• outros músculos e ossos já se desenvolveram e os ossos se tornam mais duros

• o feto se move ativamente

• movimentos de sucção são feitos com a boca

• o feto engole o líquido amniótico

• o mecônio é formado no trato intestinal

• há desenvolvimento adicional dos pulmões

• as glândulas sudoríparas se desenvolvem

• o fígado e o pâncreas começam a produzir suas secreções apropriadas semana 20

• o feto atinge o comprimento de 20,3 cm • o lanugo cobre todo o corpo

• a pele se torna menos transparente a medida que começa a haver depósito de gordura

Enfermagem Materno-Infantil 7

• os mamilos aparecem • as sobrancelhas e cílios aparecem

• as unhas aparecem

• o feto esta mais ativo com aumento do desenvolvimento muscular

• geralmente ocorrem os primeiros movimentos fetais identificáveis (quando a mãe sente o feto se mexer)

• os batimentos cardíacos fetais podem ser ouvidos com um estetoscópio

• semana 24

• o feto atinge o comprimento de 28,45 cm • o feto pesa aproximadamente 500 g

• o cabelo está mais comprido

• as sobrancelhas e cílios estão bem formados

• todos os componentes oculares estão desenvolvidos

• o feto apresenta o reflexo de preensão e sobressalto

• a pele das mãos e pés está mais grossa

• as impressões digitais estão se formando

• os alvéolos estão se formando nos pulmões

• todo o corpo esta coberto de verniz caseosa (uma substância protetora semelhante a queijo secretada pelo feto) semanas de 25 a 28

• o feto atinge o comprimento de 38 cm

• o feto pesa aproximadamente 970 g

• rápido desenvolvimento cerebral

• o sistema nervoso está suficientemente desenvolvido para controlar algumas funções corporais

• as pálpebras abrem e fecham

• os testículos começam a descer para a bolsa escrotal se o feto for do sexo masculino

(Parte 1 de 10)

Comentários