Carlos F. Wilcken FCA/UNESP -Botucatu unesp 15a. Reunião Técnica PROTEF –Abr/2010

O que émanejo integrado de pragas (MIP) ?

•“A filosofia e metodologia de restringir as populações das pragas a níveis não prejudiciais”

•“A utilização de técnicas para a manipulação dos ecossistemas agrícolas com o objetivo de manter a população dos insetos numa condição de não-praga , de forma econômica e harmoniosa com o ambiente.” (Crocomo, 1990)

Manejo Integrado de Pragas •Avaliação do ecossistema

Tomada de decisão

(subjetiva)

Escolha do método de controle

Avaliação do ecossistema

Énecessário se conhecer o agroecossistema e todos os fatores a ele relacionados.

Implantação de um sistema de MIP planejar o agroecossiste ma

Fator fundamental: monitoramento(amostragens periódicas)

Avaliação do ecossistema

1. Reconhecer espécies que causam danos (pragaschave)

2. Reconhecer os inimigos naturais (I.N.) das pragaschave

3.Acompanhar a flutuação populacional das espéciespraga e de seus I.N.

4.Acompanhar o desenvolvimento fenológico da planta e sua suscetibilidade às pragas

5.Verificar o efeito dos fatores meteorológicos sobre a população das pragas e dos I.N.

6. Acompanhar e verificar os efeitos dos métodos de controle sobre as pragas e sobre os organismos não-alvo

Avaliação do ecossistema florestal (cont.) Metodologia de avaliação = amostragem

Culturas agrícolas:

-Contagem do número de lagartas por planta

Soja: método do pano -Avaliação do dano % desfolha

Plantações florestais: -Inexistência de metodologia padrão

- Altura : fator de complicação

Tomada de decisão

Éefetuada através da análise dos aspectos econômicos da cultura e da relação custo-benefício do controle de pragas.

Nível de dano econômico(nde)

(custo de controle x 100)

Valor da produção

NP: Nível populacional da praga que causa prejuízo à produção

P: prejuízo causado àprodução(%)

Thyrinteina arnobia lagarta

Adultos de T. arnobia Adultos de T. arnobia

Glena bipennariae G. unipennaria Glena bipennariae G. unipennaria

Sarsina violascens ovos lagarta adultos adultos

Melanolophia consimilaris Melanolophia consimilaris

Monitoramento de lagartas desfolhadoras

Tab.1. Redução do IMA de árvores de E. grandis sob diferentes níveis de desfolhamento

ÉPOCA SECAÉPOCA CHUVOSA
% Desfolha Redução% DesfolhaRedução
2017,8 % 176,9 %
5018,9 % 45 29,5 %
6537,8 % 6032,7 %
10078,9 % 10053,3 %

Tab.2. Redução do volume total de madeira produzida e da altura de árvores de E. grandissob diferentes níveis de desfolhamento. Mogi

Vol. Total de madeiraAltura

Desfolha seca chuvosa seca chuvosa

Tab.3. Redução do volume de madeira de florestas de E. saligna atacada por T. arnobia. Itapetininga -SP. 1978.Fonte: ODA & BERTI FILHO (1978)

% DesfolhaPerda vol. madeiraPerda (%)

Desfolhamento em Eucalyptus cloeziana. MG, 2009 Desfolhamento em Eucalyptus cloeziana. MG, 2009

Desfolhamento em clone híbrido (‘urograndis’), SP, 2010 Desfolhamento em clone híbrido (‘urograndis’), SP, 2010

Desaciculação em Pinuspor Glenasp. MG, 2007

Desfolha em Salix nigrapela mariposa do álamo. PR, 2007

Métodos de avaliação populacional de lagartas

•Choque químico •Amostragem de ramos

•Avaliação de desfolha

•Medição de excrementos

•Outras formas de avaliação -Contagem do número de posturas

-Sarsina violascens-contagem de lagartas no tronco

-Fotografias aéreas (infravermelho)

Choque químico

-Aplicação em pulverização ou termonebulização de produtos com ação de choque (rápida mortalidade) Piretróides ou DDVP

-Distribuição de panos em torno da árvore tratada

-Contagem do número de lagartas mortas

-No. de árvores a serem amostradas: mínimo de 10 por avaliação

-Problemas: -énecessária a ausência de ventos na aplicação e na avaliação

-Quanto mais altas as árvores maior o erro

Amostragem de ramos

-Corte de ramos com podador

-Contagem do número de lagartas/ramos ou lagartas/ 100 folhas ou lagartas/ área foliar

-Padronização do ramo (tamanho)

-Problemas: Viável para plantios novos (até2 anos de idade)

Choque químico

Amostragem de ramos / avaliação de desfolha

Avaliação de desfolha

-Necessita de padrões ou escalas de desfolha

-Avaliações mais espaçadas e por maiores períodos

-Avaliação visual (subjetiva) ou com aparelhos (luxímetros)

Proble mas: -Varia conforme a luminosidade do céu

-Necessário ter padrões para cada clone (variação da copa)

Avaliação de desfolha por IAF Avaliação de desfolha por IAF

Medição de excrementos

-Distribuição de panos / bandejas pela área -Coleta, recolhimento e secagem dos pellets fecais

-Avaliação por peso secoou dar notasao número de pellets/pano

- Vantagens:

-Independe da altura das árvores

-Eficiente para avaliar inseticidas biológicos e químicos

- Desvantagens:

-Perdas se ocorrer chuvas

•Amostragem de excrementos(Lemos, 1998)

–Correlações entre desfolha e peso de excrementos e entre consumo foliar e no. de lagartas/árvore.

–Épossível determinar os instares das lagartas pelos excrementos (peneiras)

–Facilita a amostragem em grandes áreas

Teste m.

Consumo de área foliar em diferentes níveis de infestação de T. arnobiaem brotações de E. grandisdurante 5 dias

Determinação do nível de dano econômico

•No. lagartas de T. arnobiax peso seco de excre mentos/bandeja

•Equação: y = 0,0083 x + 0,3913 sendo y = peso (g) e x = no. de lagartas

•Consumo foliar x No. de lagartas •Equação: y = 121,87x -1363,4

•sendo y = consumo foliar (cm 2 ) e x = No. de lagartas

Nível de dano econômico para T. arnobia

Amostragem de excrementos Amostragem de excrementos

•Monitoramento de mariposas

•Como método complementar pode-se amostrar os adultos (mariposas) com armadilhas luminosas

Monitoramento de mariposas de Melanolophia consimilaria (Lepidoptera: Geometridae) com armadilhas luminosas. Itatinga, 2009

Monitoramento de lepidópteros com armadilhas luminosas. Faz. Entre- Rios, Angatuba, SP, 2008

Testes com inseticidas químicos e biológicos •Avaliação pelas mesmas técnicas de amostragem

Condições para aplicação aérea

•Aplicação aérea com inseticidas:

–Utilizar menor volume de calda/área (UBV) 4 a 5 L/ha com 50 % de óleo vegetal

Avaliação de efeito da aplicação de Bt /(Dipel) por pesagem de excrementos. Angatuba, SP, 2007

Avaliação de mortalidade de lagartas e de eficiência de controle (laboratório)

Agradecimentos

- Empresas florestais -Estudantes de Graduação e Pós-Graduação -UNESP

P R O T E F LCBPF –UNESP -Botucatu

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