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ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE FOLHA 01 - INTRODUÇÃO - 9 de novembro de 2000 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Geralmente estudos espetaculosos. Águia voando pelos céus são os EUA, gafanhotos são helicópteros, etc. Sobriedade nunca matou alguém. Só se entende um livro à luz de sua época e contexto. Quando e para quem foi escrito? Não há nenhum “código da Bíblia” nem segredo ocultos que um especialista bem treinado ou escolhido por deus revele aos homens. Uma boa regra de interpretação da Bíblia se chama bom senso. Deus é claro é fala claro. Tempo de crise, para ajudar os cristãos. De 81 a 96, parecia que o reino de Deus estava sendo destruído, no reinado de Domiciano. Momento de terror: a Igreja estava sendo destruída. Este é o pano de fundo do livro. Que traz consolo e não terror nem sensacionalismo. Há perseguição, mas cânticos e louvor permeiam o livro. Estudaremos o livro, pouco a pouco. Alguns trechos (as sete igrejas, por exemplo) serão abordados aos domingos. Mas, em linhas gerais, trataremos do livro às quintas-feiras.

1. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO - Tornou-se sinônimo de desgraças no futuro. Não é, necessariamente, o futuro por vir. Pode ser um futuro já acontecido (o futuro para os destinatários da época). Há várias escolas de interpretação, mas alistamos aqui as cinco principais: futurista, continuidade-histórica, filosofia da história, preterista e formação histórica.

2. O MÉTODO FUTURISTA - O livro narra os acontecimentos do fim do mundo numa linguagem oculta. Do capítulo 4 até ao fim, as coisas que acontecerão no futuro, quando Cristo retornar. Tudo em 7 anos, a semana que falta em Daniel. Neste sentido, o livro se torna cheio de segredo. Uma espécie de folhetim.

3. O MÉTODO DA CONTINUIDADE HISTÓRICA - Um prenúncio da história por meio de símbolos. Toda a história foi expressa aqui por meio de símbolos. Exemplo: Summers, p. 48- 49.

4. O MÉTODO PRETERISTA - O livro se cumpriu nos dias do Império Romano. Dizia respeito àqueles cristãos e nada tem para nós, a não ser lições de fé. Há duas correntes. Uma o vê assim. Outra nem o considera como inspirado.

5. O MÉTODO DA FILOSOFIA DA HISTÓRIA - Nada é histórico. Tudo é simbólico. O livro mostra os princípios que formam a história, daí o seu nome. Exemplo: a Besta do capítulo 13 representa o mundo contra a Igreja. Pode ser em qualquer época, passada, presente ou futura. Discute as forças por trás dos eventos históricos.

6. O MÉTODO DA FORMAÇÃO HISTÓRICA - O livro se cumpriu nos dias Império Romano, mas traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos nos pautar. Mistura a filosofia da história com o preterista. Summers, 57 e 58.

COMO ANDAREMOS – Na percepção de que o livro já se cumpriu, pelo menos até o capítulo 20. Veremos a ação de Deus na história passada. Os capítulos 21 e 2 tratam do futuro por vir. Os textos de 1.3 e 1.19 ajudam a entender esta posição. Mas acima de tudo: há lições para nossa vida, mais do que sensacionalismo. É Palavra de Deus e não Notícias Populares ou um programa do Ratinho.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE FOLHA 02 - Texto de 1.1-3 Pr. Isaltino G. C. Filho

INTRODUÇÃO Tivemos um panorama geral do livro e vimos nossa linha de interpretação: o método da formação histórica. Nesta linha, o livro se cumpriu nos dias Império Romano, pois foi escrito para consolar a Igreja da época, sob perseguição que ameaçava sua existência. No entanto, traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos nos pautar

COMENTÁRIO TEXTUAL 1) “Revelação” - No grego, apokalypsis ("tirar o véu"). Desvelar algo. Em inglês, o nome do livro é Revelação. Mostra-se algo desvelado a João.

2) “De Jesus Cristo” - É o apocalipse de Jesus e não de João. Deus deu a Jesus para que mostrasse aos seus servos. "Notificou" é esémanen, de sema, que significa "sinal, símbolo". De sema vem "semáforo" (sinal de luz, “foros”)). Foi mostrado por sinais ou símbolos a João.

3) Que se mostrou? - "As coisas que brevemente devem acontecer". "Brevemente" é táxei, de onde vem "táxi", que significa "rápido". Era algo que aconteceria rapidamente.

4) O portador - É um anjo. Quer se mostrar que não foi algo imaginado ou sonhado, mas trazido a João por um mensageiro de Deus. A palavra angêlou (anjo) significa "mensageiro". João testifica da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. O Apocalipse dá um testemunho sobre Jesus. Não é um zodíaco bíblico que produzirá um horóscopo evangélico. Em vez de procurar Saddam Hussein, o papa, Hitler, etc., procuremos por Jesus.

5) “Bem-aventurado” - Há sete bem-aventuranças no livro (1.3, 14.13, 16.15, 19.9, 20.6, 2.7 e 2.14). O termo, makários, é mais que "felizes". É a idéia de ser digno de felicitações e inveja, possuído do verdadeiro bem-estar.

“Aquele que lê” - É o grego anagnôsei. Significa "ler em voz alta". Era uma função na igreja primitiva (e da sinagoga). Alguém lia a Escritura em voz alta. Havia poucas cópias e de difícil acesso ao povo. Havia também muitos analfabetos. Bem-aventurado aquele que faz o povo ouvir a Palavra de Deus! E quem lê para si, também.

“As palavras desta profecia” - Do livro que agora se inicia

“Os que ouvem” - Mais que captar sons. "Ouço, atendo, compreendo, obedeço" (Taylor). É o ouvir com coração e não apenas com ouvidos. Não basta a audição. É necessário a obediência. Por isso, a expressão "e guardam as coisas que nelas estão escritas". “Porque o tempo está próximo” - "Tempo" pode ser cronós, de onde vem "cronômetro", ou kairós, "época determinada". É este o termo aqui. A época determinada estava para acontecer: a batalha decisiva entre o Reino de Cristo e as forças do Império Romano. Este momento está próximo (éngys, "perto") de João. Deus achou que estava na hora de acertar as contas. A Igreja deveria prestar atenção no que Deus estava fazendo na história. Olhamos muito para o futuro. E para o que Deus está fazendo agora?

LIÇÕES DO TEXTO PARA NÓS 1. O mal pode oprimir a Igreja de Cristo, mas há um momento em que o próprio Senhor diz "basta!" e acerta as contas. 2. É bem-aventurado aquele que põe a Palavra acessível aos outros. Quando testemunhamos, quando fazemos a Palavra de Deus conhecida, somos bem-aventurados. 3. São bem-aventurados os que a ela obedecem. Podemos ter muitas informações, mas estas serem inúteis. 4. Deus nunca perdeu o controle da situação. Ele a vê e age a seu tempo. A história é dele e segue para o rumo que ele estabeleceu.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE FOLHA 03 - TEXTO DE 1.4-8 - 23 de novembro de 2000 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Após uma breve introdução (1.1-3), vem a saudação costumeira (v. 4) , e uma declaração de quem é a pessoa divina (v. 5-8). Nos versículos 5 a 7, João fala. No 8, é Deus, o Pai. Jesus só fala a partir do v. 17. Sua primeira palavra será “não temas”.

V. 4 - "Sete igrejas". Eram 10, no mínimo. As sete (cps. 2 e 3) formavam um quase círculo. Elas representam todas. Usa-se o sete, símbolo da totalidade. O livro é para elas (v. 1). A totalidade das igrejas precisava saber o que iria lhes acontecer. "Graça e paz". Costumeira saudação. O livro oferece a graça e a paz. Não é um livro de terror. "Que é, que era, e que há de vir". Título de Deus. Ver 4.8. Lembra Êxodo 3.14. "Sete espíritos". Sete, idéia de plenitude. A plenitude do Espírito de Deus, sua totalidade. Ver Isaías 1.2.

V. 5 - Jesus Cristo surge. Títulos: fiel testemunha, primogênito dentre os mortos, Príncipe dos reis da terra. Ele confirma a Palavra de Deus, é o primeiro a ressuscitar para não mais morrer, e é sobre todos os reis. Numa época em que o imperador romano era divinizado e recebia culto, o Apocalipse afirma: Cristo está acima dele. Ver 19.16. Sua obra por nós: ama (presente contínuo, no grego) e libertou.

V. 6 - Continua o relato de sua obra por nós. "Reis e sacerdotes". Reino e nação sacerdotal. Êxodo 19.6 e 1Pedro 2.9. "Amém". Parece dito pelas sete igrejas, que são o auditório. Uma assembléia de cristãos tipificada nas sete igrejas.

V. 7 - Sua volta visível. Início e fim do livro: 2.20. É a grande mensagem do livro. Ver Atos 1.1. Até seus algozes o verão. Outro "amém".

V. 8 - Título divino autenticando a revelação. "Alfa e Ômega", a primeira e a última letras do alfabeto grego. É o Pai quem fala. Só aqui e em 21.5. Jesus assume este título. Ver 1.17 e 2.8. O NT proclama a divindade e a eternidade de Cristo: João 1.3 e Colossenses 1.15-16.

3. LIÇÕES VIVENCIAIS 1) Toda a Trindade aparece nesta saudação. O termo não está presente no NT, mas as pessoas estão. Ela saúda os fiéis. Saudar, para os orientais, é mais que cumprimentar. É desejar o bem. 2) A relevância da obra de Jesus Cristo por nós: ele nos fez reis e sacerdotes. 3) A revelação é para a Igreja de Jesus. Ela é sucessora de Israel. É o novo povo de Deus. 4) Jesus Cristo é o princípio e o fim da história. Mas é também o meio, o ponto central (Gl 4.4). Podemos sentir-nos seguros. Tudo está encaminhado para terminar nas mãos dele, porque tudo veio da mão dele. 5) O regresso de Jesus Cristo é a grande mensagem do livro e deve ser uma esperança para nós. O texto de 1.7 é a grande promessa. O livro termina falando disso: 2.20, já que 2.21 é bênção.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE - FOLHA 04 TEXTO DE 1.9-20 – 7.12.0 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO O texto nos mostra o Cristo glorificado, numa linguagem simbólica. Três das palavras-chaves do livro aparecem aqui: aflição, reino e perseverança. Elas são conceitos que regem o livro. A visão do Cristo glorificado prepara para o livro. O livro trata da glória de Cristo e de seu triunfo. As catástrofes são secundárias. A visão também mostra quem vai falar. E, no início de cada carta às sete igrejas , uma das características desta visão aparece.

COMENTÁRIO TEXTUAL V. 9 - João se identifica. É um dos doze, mas igual aos demais. Em Patmos, exilado por sua fé. Seguir a Cristo não dá imunidade contra o sofrimento. A Bíblia nos fala de heróis da fé, sendo que muitos foram mártires. Mas não fala de “saqueadores dos bens dos ímpios pela fé”, nem dos “enriquecedores pela fé”. V. 10 - Exilado dos irmãos, mas não de Deus. Na dor, pode se descobrir mais de Deus. "Dia do Senhor", o domingo, quando Cristo ressuscitou. Lembra a João: está ressuscitado. Domingo, o dia do Cristo ressurreto. "Voz de trombeta", sinal de autoridade. Por isso, o v. 1 - Ordem para escrever às sete igrejas.

mais repetido de JesusPrimeiro e último, "e o que vivo". BJ: "Vivente", RAB: "Aquele que

Vv. 12 a 20 - Uma descrição de Jesus Cristo V. 12 - Dn 7.13. "Sete candeeiros de ouro". Candeeiro ou castiçal de sete braços: Israel, como luz do mundo. Que significam? V. 20: as igrejas. V. 13 - Entre os candeeiros. No meio das igrejas. "Roupa talar", a do sacerdote (Êx 28.4), e "cinta de ouro", como rei. É o messias de Daniel, é sacerdote e é rei. V. 14 - Cabeça e cabelos como lã branca: eternidade (Dn 7.9) e dignidade (Pv 16.31). Olhos "como chama de fogo", penetrantes. Ele sonda: 2.23. V. 15 - Pés de bronze polido. Firmeza (a estátua de Daniel 2 tinha pés de ferro e barro). "Voz de muitas águas" é autoridade. Uma voz que se afirma sobre tudo. V. 16 - Sete estrelas na mão direita. Que são elas? V. 20. Alguns: pastores. Mas não no resto do livro. Outros: anjos como guardadores da comunidade. Da boca: espada de dois gumes. Ver 19.15. O brilho do rosto: sol ao meio dia. Moisés: Êx 34.35. O de Jesus: sol a pino. Vv. 17-18 - A atitude de João. Qual seria a nossa? Impressiona hoje: shows gospel (por que a vergonha de falar “evangélico”?) em que os cantores jogam camisas suadas para o auditório, etc. a presená de Cristo deveria produzir um impacto mais sério. "Não temas", o mandamento vive". Ênfase no estado atual de vivo. Tem chaves (autoridade) da morte e do hades (mundo dos mortos). V. 19 - Tens visto: a visão do Cristo glorificado. Que são: os capítulos 2 e 3. Que hão de suceder: 4 ao 2. V. 20 - Já explicado.

LIÇÕES VIVENCIAIS 1) As grandes visões vêm no sofrimento. A dor pode ser didática. Tozer: "É duvidoso que Deus use grandemente um homem sem primeiro feri-lo antes". As pessoas que sofrem, muitas vezes, são mais sensíveis para Deus e para com os outros.

2) O Senhor não é coitadinho, sofredor. É o Cristo glorificado. O adesivo Dê uma chance a Jesus. Dê uma chance a você mesmo. 3) Cristo está no meio de suas igrejas. Elas não estão sós em seus problemas. 4) Cristo tem poder sobre o mundo dos vivos e dos mortos. A quem temeremos? Pelo que vimos (quem ele é), podemos encarar o que é e o que virá.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – FOLHA 05 - Apocalipse 2.1-7 A IGREJA QUE DEIXOU DE AMAR A DEUS

INTRODUÇÃO Éfeso, a cidade mais rica da Ásia menor. As outras seis, satélites. Fundada pelos gregos no ano 100 A . C. Culto a Artemis, deusa grega, a Diana romana (At 19.28). Paulo fundou a igreja. Lá escreveu 1 Coríntios (e o capítulo 13). Amoroso e amado pela igreja (At 20.37-38). Depois, João, o apóstolo do amor. O v. 4 é triste. Cristo usa a primeira pessoa: EU. Éfeso, a igreja que perdeu o primeiro amor. Deixou de amar a Deus.

1. COMO CRISTO SE APRESENTA À IGREJA - V. 1 "Ao anjo". Um anjo? O pastor? A comunidade? É o Cristo que segura a igreja e anda no meio das igrejas.

Nada lhe é despercebido. Está no meio das igrejas.

2. COMO CRISTO ELOGIA A IGREJA - Vv. 2,3 e 6 Primeiro elogia. Depois critica. E nós? Conhece: obras (conduta), trabalho (o serviço) e perseverança. Enfrentou nicolaítas. Grupo gnóstico (um ocultismo cristão). Ensinava que se podia ser idólatra e imoral. O pecado não afetava a alma. Bem doutrinada. E perseverante. Sofreu pelo Nome. Kyrios Cristós e não Kyrios Kaisarós. Não desanimou. Há gente que desanima.

3. COMO CRISTO CRITICA A IGREJA - V. 4, BLH Deixou o primeiro amor. A Deus? Aos homens? Amava os homens: Ef 1.15. O primeiro é Deus. À luz do v. 5, a totalidade da vida cristã. Vida rotineira. Tinha religiosidade, mas não amava a Cristo. É possível servir e cultuar sem amar. Costume, aculturamento, necessidade de reconhecimento. Ele não aceita.

4. COMO CRISTO ADVERTE A IGREJA - V. 5 Com ternura. Não apedreja. Há apedrejadores da igreja. Lembrar, arrepender e praticar as primeiras obras. Voltar ao ardor. Se não: "virei". Em cada carta, menos Esmirna, está vindo. Por fim, veio à Laodicéia, mas ficou do lado de fora. Remover o candeeiro: juízo aniquilativo (1.20). Tirar o direito de ser igreja. A igreja só é igreja se ama a Cristo. Se não, é um clube, qualquer coisa, menos igreja.

5. COMO CRISTO SE DESPEDE DA IGREJA - V. 7 "Quem tem ouvidos". Ressalta o relacionamento com o E. Santo. Está em todas as cartas. É algo sério. Promessa a quem vencer: comer da árvore da vida. Éfeso: adoração a uma árvore sagrada. A árvore da vida está com Cristo. Gn 3.2 e Ap 2.2.

CONCLUSÃO Que lições Éfeso nos ensina? 1) Cristo sempre vê nossa lealdade, antes dos nossos defeitos. Isto é um consolo,. 2) Devemos resistir aos ensinos estranhos: At 17.1. Há os novidadeiros. Para eles: 2Tm 4.3- 4. 3) Não devemos cair na rotina espiritual. Renovemos nosso amor. Não apenas à igrejas, mas a Cristo. 4) Cristo não quer apenas ortodoxia. Doutrina correta sem vida é inútil. Mais que uma instituição, a igreja é a esposa de Cristo. Não é sua atividade nem seu programa que a tornam igreja. É seu amor a Cristo. 5) Nunca devemos desanimar diante das perseguições por causa do Nome. Ele vê. Alegra-se com a perseverança na fé. Mas, acima de tudo, nunca percamos o amor à pessoa de Cristo.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – folha 06 – Apocalipse 2.8-1 A IGREJA DOS SANTOS SOFREDORES

INTRODUÇÃO De razoável obscuridade à riqueza, com Alexandre, o Grande, que a reconstruiu, e Antígono. Não se sabe como a igreja surgiu. Cruel perseguição aos cristãos. O martírio de Policarpo, pastor da Igreja, se tornou bem conhecido. Desta igreja só se fala bem. Não há uma queixa do Senhor. "Os santos sofredores".

"Primeiro e último". Cf. 1.17-18. Ser cristãos significava a morte. Hoje: ser cristão parece

1. COMO CRISTO SE IDENTIFICA À IGREJA - 2.8 ser festa. O Senhor da Igreja também experimentou a morte. “Se alguém quer vir...” Não está alheio ao que a igreja passa.

2. COMO CRISTO ELOGIA A IGREJA - 2.9 Conhece a tribulação e a pobreza. Sabe das lutas. Duas palavras gregas para pobre. Uma é a pobreza do homem que tem que trabalhar para viver. Outra, é a do mendigo. É esta que ele usa. A igreja estava em estado de mendicância. BJ: "indigência". Contraste com 3.17. "Blasfêmia". Judeus acusavam os cristãos por não adorarem César. Mas eles não são judeus (Rm 2.28). O verdadeiro Israel é a Igreja (Gl 6.16 e Rm 2.29 e 9.8). São sinagogas de Satanás (acusador).

3. COMO CRISTO ANUNCIA MAIS DIFICULDADES À IGREJA - 2.10 Alguns serão presos. Para quê? "Sejais provados", mesmo termo para purificar metais. Refinados no sofrimento. Mais tribulação. "Dez dias", período não matemático. Curta duração. "Até a morte" não é tempo. Intensidade: "mesmo que te leve à morte". "Coroa da vida", alusão aos jogos da época: o vencedor recebia uma coroa de louros. 1Co 9.25 e Tg 1.12. O fiel é vencedor. Iniciando o versículo: "Não temas".

4. COMO CRISTO SE DESPEDE DA IGREJA -2.1 "Quem tem ouvidos...". É a palavra que deve ser lembrada.. Quem vencer não sofrerá a segunda morte, a eterna (20.14). Mt 10.28. Hoje se quer ganhar tudo na vida. Perde-se a alma ou o sentido da vida.

CONCLUSÃO Não promete cessar o sofrimento. Seguir a Cristo não é um seguro contra problemas, mas um engajamento com Deus. Veja Tomé (João 1.16). A fé infantil busca apenas bênçãos. A fé madura busca obedecer, honrar e fazer a vontade, mesmo que custe a morte. Há muita infantilidade no meio evangélico hoje. A fé em Cristo não é um vale-brinde para retirar mercadorias de um supermercado espiritual. É um compromisso para lealdade absoluta. Esmirna compreendeu isso. Por isso, o Senhor não tinha uma palavra de repreensão quanto à sua vida. E quanto a nós?

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE folha 07 – Apocalipse 2.12-17 A IGREJA QUE ENFRENTAVA O INFERNO Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

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