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Só cai quem quer? O trabalhador deve ser protegido, ou saber se proteger?

Antonio Fernando Navarro1

Apresentação:

Com este título, só cai quem quer, iniciamos mais um artigo de divulgação de assuntos associados à Segurança do Trabalho e ou SMS, como sugestão para que os colegas possam empreendê-los em suas empresas, desta vez envolvendo as atividades em altura, sob novo enfoque.

que só cai quem querQuando colocamos a interrogação ao final não nos apressamos em afirmar

Pode soar estranha a afirmativa de que a queda de altura dependa da própria pessoa, já isso, mas sim questionar o porquê, em um trabalho perigoso, onde os riscos são tão evidentes, ainda há pessoas caindo e se ferindo gravemente ou indo a óbito.

Percorrermos ruas e obras, e para onde miramos o olhar percebemos uma enorme quantidade de problemas existentes, seja envolvendo as estruturas de suportação dos trabalhadores para a realização dos trabalhos em altura, falta de avisos ou sinalizações de segurança, falta de utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI ou inexistência de Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC, e, principalmente, trabalhadores que não se dão conta dos riscos que podem estar expostos, pois não empregam dispositivos de segurança necessários para “apará-los” nas quedas, e mesmo evitar que essas ocorram. Todos esses problemas podem ser denominados como “não conformidades” ou não atendimentos às determinações de legislações específicas. Isso quer dizer que quando uma não conformidade passa a existir é porque alguém deixou de cumprir uma norma ou procedimento. Também entrevistamos e aplicamos questionários a empregados das empresas em vários momentos e por várias razões, cujos resultados parciais encontram-se aqui apresentados.

Convém ressaltar que nem toda a atividade que envolve a realização de serviços em altura conduz a acidentes pessoais. Como temos continuamente tratado do tema – riscos – em nossos artigos, buscamos alertar a todos que o acidente não ocorre sem que antes existam “avisos”, nem sempre percebidos. Uma não conformidade recorrente é um aviso. Um operário não qualificado em uma atividade perigosa é um aviso, a ocorrência de desvios ou quase acidentes são avisos. Até mesmo por isso, não adianta nada identificar todos os riscos existentes após a ocorrência

1 Antonio Fernando Navarro é Físico, Matemático, Engenheiro Civil, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Mestre em Saúde e

Meio Ambiente, professor dos cursos de Ciências Atuariais e de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade Federal Fluminense – UFF, tendo atuado em atividades de Gerenciamento de Riscos industriais por mais de 30 anos.

dos acidentes ou durante a análise da causa dos mesmos, pois o acidente já ocorreu!!! Não podemos mudar o que já ocorreu e tão pouco podemos retornar o tempo. Podemos sim, evitar novas ocorrências, com nosso trabalho, esforço, persistência e ação. Ação é a palavra chave de todo o processo. Certa vez alguém nos disse: devemos parar de ficar apenas no planejamento e passar para a “planejação”. A palavra talvez não exista nos dicionários, mas pode significar identificar e agir, simultaneamente. Somente assim vidas poderão ser poupadas. Prevenção se faz com antecipações de ações.

As legislações específicas definem as atividades em altura como aquelas realizadas acima de dois metros do nível do chão. Completamos informando que esse parâmetro é o indicado desde que no plano considerado como referência não existam vãos ou depressões. Se o trabalhador estiver sobre um pequeno banco de madeira executando um serviço na borda de uma laje do 10º pavimento de um prédio, não importa mais a altura do pequeno banco, mas sim o quanto o trabalhador se encontre no nível do chão ou do nível do piso mais baixo.

Palavras-Chave: Quedas de alturas, trabalhos em altura, falta de percepção dos trabalhadores dos riscos.

Presentación

Bajo este título, sólo queda que quiere más, comenzamos un artículo de difusión de las acciones de seguridad del trabajo, tales como sugerencia a los colegas que trabajan en el área de SMS puede llevar a cabo en sus empresas, esta vez con el tema: las actividades en altura. Puede sonar extraño para que la propia de una persona depende de la caída, desde sólo caídas que quiere. Cuando ponemos el signo de interrogación al final nosotros no se apresuren a decir esto, pero pregunta por qué un trabajo peligroso, donde los riesgos son tan evidentes, todavía hay personas y si seriamente herida o acudir a la muerte.

Cuando utilice escaleras distribuido pelas obras, industriales o no, un montón de no atender a lo que es requerido por ley, para la protección del trabajador. Algunas fotografías presentadas en este texto se ilustran mejor as situaciones que, para un desconocedor en materia de seguridad laboral, sin duda, ha de tener condiciones de identificar varios riesgos que conducen a la caída del trabajador. ¿Dentro de esta visión, es casi siempre la pregunta: quién es el culpable de lo están viendo? ¿Podrá ser o encargado de los servicios? ¿Puede ser el propietario del contratista o la empresa? ¿Fue un descuido del trabajador? El hacer preguntas como "banales defectos o errores" ahora existen. Desde el momento en que el defecto existe, basta apenas acompañar-se o movimiento dos ponteiros do relógio para que ocurra un accidente. Si, porque entre o momento em que a falla detectada es detectada até a ocorrência do acidente basta apenas o transcurso do tiempo. O accidente depende de frecuencia con que los trabajadores están expuestos, da cantidad de veces que se utilizan los sistemas, pudendo acrecentar o grado de utilización y la forma de cómo se utiliza el equipo.

La realización de trabajos en altura no debe considerarse como un mal necesario. Es parte de un proceso de construcción, mantenimiento o conservación. Para intercambiar una lámpara que se apaga utilizamos para substituí-la una cadera de salón. Después de la sustitución retomamos la cadera en el lugar. Cuando fincamos sobre la cadera ni nos damos cuenta para comprobar si es apta a soportar nuestro peso o donde ponemos puede haber algún riesgo que non identificamos. A cadera puede quedar-se e nosotros quedamos juntos.

Palabras clave: Caídas de alturas, trabajo en alturas, falta de percepción de los trabajadores dos riesgos del trabajo.

Discussão da questão

No subtítulo “O trabalhador deve ser protegido, ou saber se proteger?” tratamos de uma dualidade: a primeira a que o trabalhador deva ser protegido, o que pressupõe a existência de um curador para que o proteja, assim como, e até mesmo por essa razão, que o trabalhador não tem total condição de se proteger. A segunda pressupõe que o trabalhador deva ter meios e saber se proteger. Essa derivação do tema principal bem que poderia ser um capítulo a parte, já que se têm condições, pelos relatos dos acidentes e observações dos profissionais executando suas atividades, que talvez seja o caso de existirem as duas situações fundidas em uma só. Nossas legislações sobre o assunto quase que orientam os especialistas à Curatela, quando na verdade deveriam orientar para que os programas de capacitação profissional fossem bons o suficiente e pudessem, em extremo, prescindir da existência de profissionais que permanecessem nas frentes de serviços orientando, ou melhor, chamando à atenção de forma contínua, dos erros cometidos pelos trabalhadores.

Uma das primeiras ressalvas importantes neste momento é a de que, através de continuado processo de avaliação de riscos e de resultados, por dezenas de anos, foi-nos possível identificar que em 70% dos casos de acidentes envolvendo a realização de atividades em altura as quedas dos trabalhadores não se davam devido aos próprios trabalhadores, mas sim devido ao ambiente do trabalho. (AFANP, 2006 palestra ministrada no Terminal de Paranaguá)

Em nossa frase, extraída de apresentações realizadas em 2006 começamos a descontruir a ideia de que o trabalhador sempre é o culpado de tudo. A imputação da culpa pode significar a transferência da responsabilidade a outrem, mesmo que esse não seja verdadeiramente o culpado.

Não pretendemos avaliar a questão pelo viés jurídico e das responsabilidades envolvidas, mas sim, e tão somente, avaliar o quanto pode ser feito para se mudar um quadro de acidentes que nunca diminui, tornando a atividade realizada em altura uma das mais perigosas.

Outro ponto a ser explorado é que depois que um trabalhador sofre um acidente, o

MEDO passa a dominá-lo mais fortemente. Se antes ele era confiante, despreocupado demais, ao sofrer um acidente passa a relembrar o que passou e assim vem o medo de novas ocorrências. O medo não é um problema e sim uma solução, pois o medo nos faz refletir, repensar e pesar os prós e os contra. O medo nos prepara para novas ações. Acaba-se o destemor ou a falta do temor. Entretanto, o medo não é algo que já o tenhamos pré-concebido em nossas mentes. Ele pode ser derivado de experimentações ruins, de relatos que ouvimos e que, de alguma forma, nos causou algum tipo de apreensão, de alguma situação ou fato que presenciamos ou lemos. Assim, passamos a ter medo nas cidades grandes, como Rio de Janeiro e São Paulo, de caminharmos nas ruas centrais à pé. Lemos nas bancas de jornais notícias sobre a violência urbana. Mesmo que a violência não tenha nos atingido a notícia já nos contaminou. Em uma obra, se olharmos para todos os lados com um olhar técnico poderemos certamente identificar não um, mas vários locais perigosos. Alguns são explicitados nos programas de treinamento, como as carpintarias, principalmente pela serra circular, ou a central de armação, pelos relatos de pessoas que tiveram partes do corpo perfuradas pelas extremidades das ferragens ou mutiladas pelos discos de corte. A realização de trabalhos em altura é um dos temas recorrentes nas palestras de segurança e briefings. Alguém algum dia disse uma frase interessante: aquele que frequentava obras e nunca se feriu, mesmo que ligeiramente, é aquele que nunca saiu dos escritórios. A desgraça de alguns termina virando assunto nos treinamentos. Muitos dos que tiveram esse tipo de treinamento, com a exposição de fotos de pessoas mortas ou mutiladas, passaram a ter “medo” daquilo que poderia lhes ocorrer. Porém, com o anos, e nada tendo ocorrido de ruim a sensação de medo vai desaparecendo de suas mentes, a ponto de substituírem o medo pela auto confiança, tão “perigosa quanto o excesso de medo. O excesso de confiança ou de medo afasta a percepção do trabalhador dos riscos que estão ao seu redor. Não são os riscos que se aproximam ou que procuram os trabalhadores, mas sim o contrário.

Quanto aos 30% restantes, uma parcela desse percentual pode ser atribuída à pressa, autoconfiança ou mesmo a ignorância do tema. Poucas vezes os trabalhadores nos disseram que não tinham preocupação para com sua própria segurança. Isso ocorreu com menos de 1% dos entrevistados. Ao serem direcionados para a equipe de saúde os médicos detectavam prenúncios de depressão, principalmente devido a questões familiares, e, para muitos, de saudades da família distante, sacrifício esse para poder obter um salário maior. (AFANP, 2006)

Um dos primeiros aspectos a considerar quando se aborda este tema é aquele que diz respeito ao enquadramento legal, o qual determina proteções específicas para os trabalhos realizados acima de dois metros do nível do chão. As empresas, não generalizando, tendem a cumprir exclusivamente o que a norma determina. Muitas dessas empresas chegam a “copiar” as normas e transformá-las em procedimentos internos, quando na verdade a filosofia do legislador é a de oferecer às empresas os requisitos mínimos de segurança a serem desenvolvidos e postos em prática, não se impedindo que as empresas os ampliem sempre a favor da segurança dos trabalhadores. Pinçando-se alguns dos aspectos contidos na NR-35, relacionados ao nosso tema, temos:

35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,0 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. (grifo nosso)

Fotografia 1

Nesta foto do arquivo de AFANP2 (2010) o trabalhador posicionou uma tábua sobre parte de um andaime a uma altura de 110 cm. A altura é considerada inferior em relação à altura máxima de 200 cm para que sejam estabelecidas as medidas de proteção. O que se percebeu durante uma visita à obra é a de que a atividade ocorria na terceira laje da edificação e próxima à borda da mesma. Destarte inúmeros outros riscos e faltas de cumprimento às normas foram observados no mesmo local, envolvendo a mesma atividade e pessoas.

Se a norma fosse interpretada ao “pé da letra” o trabalhador não precisaria de proteção complementar. Mas, levando-se em consideração as várias hipóteses de ocorrência do principal risco – queda - percebe-se que, ao subir para andares superiores ao nível do solo o trabalhador já deveria estar com seu cinto de segurança, devendo prender o talabarte em estrutura segura que não

2 AFANP – Antonio Fernando de Araujo Navarro Pereira, ou Antonio Fernando Navarro.

fosse aquela onde estará realizando suas atividades. De que adiantaria o trabalhador prender-se à própria estrutura sobre a qual esteja trabalhando? Se essa cair certamente o trabalhador cairá junto.

Em projetos de engenharia mais modernos já são previstos pontos de amarração (atracação) de linhas de vida3 presos à estrutura da edificação durante a concretagem da mesma. Esses pontos podem ser empregados durante a construção e depois retirados ou mantidos para utilização posterior em manutenções corriqueiras. Quase sempre esses pontos de fixação suportam uma carga mínima de 1.500 kg e ficam em locais de acesso a telhados, caixas d’água, beirais e outros onde o trabalhador possa correr mais riscos de queda do que nos demais. Essa especificação de carga mínima dependerá da quantidade de trabalhadores que podem estar conectados ao mesmo ponto. Considerando-se o peso médio de uma pessoa de 70 kg, a carga de segurança para cada uma será de cinco vezes esse peso, ou seja: 5 x 70 kg = 350 kg. Com a capacidade prevista de 1.500 kg poder-se-ia considera a utilização simultânea por até quatro pessoas acrescido do peso de 100 kg para as ferramentas e equipamentos utilizados. Recomenda-se que os trabalhadores não fiquem presos a um único ponto de atracação.

Da física tradicional temos alguns conceitos como ilustrados a seguir. Na primeira hipótese consideramos que um corpo é abandonado do alto de um prédio em queda livre, e percebemos que em quatro segundos chegou ao chão. Se quisermos saber a altura de onde o corpo foi abandonado e qual a velocidade com que chegou ao solo, basta aplicarem-se fórmulas simples que levam em consideração o valor da força de gravidade “G”, como sendo de 9,8 m/s. Asim, a velocidade com que o corpo chega ao chão será de:

V = Vo + g x t V = Velocidade final.

Vo = Velocidade inicial, quase sempre zero, já que o corpo é abandonado no espaço. G = Força da Gravidade terrestre

t= tempo despendido durante a queda

Se quisermos saber qual a altura que o corpo foi abandonado em queda livre, poderemos aplicar outra fórmula também simples, como:

3 Linha de vida é uma corda ou cabo de aço, presa firmemente em suas duas extremidades, posicionada sobre o trabalhador, onde ele e seus colegas podem fixar os ganchos dos talabartes de seus cintos de segurança. A linha de vida deve ser projetada para suportar com folga o peso daqueles que possam estar fixados à ela. Denomina-se linha de vida porque se espera que se o trabalhador estiver nela fixado, mesmo que venha a cair ainda continuará com vida, pois a linha suportará sua queda. O coeficiente mínimo de segurança aplicado no dimensionamento da capacidade de suportação da linha de vida deve ser igual ou superior a cinco vezes o peso total dos eventuais trabalhadores que a utilizarão. Outro aspecto importante é que os pontos de fixação da linha de vida não podem ser aqueles da estrutura onde o trabalhador se encontra. Seria um contrassenso fixar uma linha de vida em um andaime onde o trabalhador está trabalhando. Se o andaime vier a cair o trabalhador será puxado para baixo pela linha de vida, neste caso, linha de morte.

Para calcularmos a força com que o corpo chega ao solo, utilizamos a fórmula: f = m x g x h, ou seja, a força de impacto é igual ao produto da massa do corpo, vezes a massa, vezes a força da gravidade e vezes a altura. A força, neste caso é dada em Newton, sendo 1 N = 9,807 kgf.

Desta maneira, o calculo dos suportes dependerá da quantidade de carga que será suportada e do peso que isso representará se cair ao chão.

Fotografia 2

Nesta fotografia, do arquivo pessoal de AFANP (2010) tem-se um trabalhador galgando uma plataforma de trabalho improvisada, apoiada na platibanda4 da edificação. Além da postura imprópria, já que o trabalhador acabava de subir, ainda segurava em uma das mãos uma furadeira elétrica. Iria realizar trabalho de fixação de brise-soleil metálicos (expressão francesa cuja tradução literal seria quebra-sol) à frente das janelas. Mesmo que a plataforma tenha sido bem construída e a laje possua capacidade de suportação do peso extra, a proteção que o trabalhador deveria ter na fachada, construída por finas toras de eucalipto pregadas em cruz e sem telas de proteção possibilitam que se o trabalhador se desequilibrar terá grande chance de cair nove metros abaixo. Ao apoiar-se nessa estrutura improvisada a mesma cederá ao peso do trabalhador, podendo colapsar-se.

Um dos maiores riscos observados na fotografia 2 é que o trabalhador “galgou” a plataforma de trabalho. Na posição em que se encontra a plataforma poderia rotacionar levando o

4 Platibanda é o prolongamento da laje de piso para além dos limites externos das paredes de alvenaria. Podem se destinar ao apoio dos trabalhadores em atividades de manutenção externa das fachadas ou mesmo como brise soleil.

trabalhador ao chão. Esse risco é o denominado “risco invisível”, já que as atenções se voltam para a existência da plataforma, o que é uma irregularidade, e da maneira como está posicionada, afora o fato de ser uma estrutura improvisada. Nossa visão deve estar voltada para todos os detalhes e não apenas para aquele mais visível.

O risco da atividade realizada em altura

Quando identificamos um trabalhador “pronto para cair”, tal qual fruta madura, surgem algumas dúvidas, representadas por acusações: quem é o culpado por aquilo que estamos vendo? Será o encarregado dos serviços? O dono da empresa? Ou, quem sabe, um descuido do trabalhador? Os questionamentos passam a ser mais contundentes na medida em que “erros ou falhas banais” passam a ser vistos com mais frequência, associados a ocorrências de acidentes.

A simples existência de uma falha das medidas de segurança ou falta de cumprimento de regras pode significar que, basta apenas o movimento dos ponteiros do relógio do tempo para que o acidente ocorra. Esse tempo existente entre a percepção da falha e a ocorrência do acidente pode ser resultante da frequência com que os trabalhadores ficam expostos, quantidade de vezes em que os sistemas são empregados, dos modos como os equipamentos são utilizados. Nessas condições, o tempo de exposição ao risco pelo trabalhador é diretamente proporcional à possibilidade de ocorrência de acidentes. (AFANP, 2009 em palestra para profissionais de segurança na cidade de Petrópolis/RJ).

A realização de trabalhos em altura não deve ser considerada como um mal necessário.

Faz parte de processos de construção, manutenção ou conservação. Lógico é que por ser tratar de atividade onde o “perigo” encontra-se implícito, o ideal seria substituir o trabalhador por um equipamento que realizasse a atividade a contento. Em uma obra industrial onde participamos como Engenheiro Sênior de QSMS, foi içada uma torre de 104 metros. Para a montagem de seus componentes internos (bandejamentos) o gerente do empreendimento resolveu que essa atividade poderia ser realizada com a torre posicionada sobre calços, na horizontal, reduzindo os riscos para os trabalhadores. Na mesma obra, para a montagem de duas esferas de gás, de cerca de 1.600 m3, as partes já vinham pré-montadas, reduzindo a exposição dos trabalhadores.

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