doenças respiratorias causadas por bacterias

doenças respiratorias causadas por bacterias

Doenças Respiratórias causadas por Bactérias

THIAGO JACOBI PACHECO

As doenças respiratórias são a 3ª causa de mortes no mundo todo, ganhando da AIDS e só perdendo para as doenças cardiovasculares e os derrames.

Sinusite, Bronquite, Otite,  Pneumonia, Meningite, Febre Reumática, Escarlatina, Glomerulonefrite, Amigdalite, Faringite, Tuberculose e Difteria.  

Sinusite:

  • É uma inflamação de vias respiratórias superiores conhecidas como seios paranasais geralmente associada a um processo infeccioso por vírus, bactéria ou fungo mas que também pode estar associado a uma alergia ou a inalação de poluentes. Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas que se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face. Sua frequência varia entre 1 e 15% das crianças e 1 e 40% dos adolescentes dependendo da região do mundo, sendo mais comum em regiões frias e com grandes variações climáticas.

Sinus frontal

Sinus esfenóde

Sinus etimoide

Sinus Maxilar

Esta patologia pode ser divida em três tipos:

  • Infecciosa: dor na região dos seios da face, seguida de obstrução nasal, secreção purulenta e febre.

  • Alérgica:dor nos ossos da face, ocasionalmente febre e vem com todos os sintomas comuns da alergia, coriza clara e abundante, obstrução nasal e crises de espirros. e também tosses abundantes.

  • Traumática: dores no maxilar e pouca obstrução nasal.

Classificada de acordo com o tempo que dura:

  • Aguda: menos de um mês.

  • Sub-aguda: entre um e três meses.

  • Crônica: superior a três meses.

  • Aguda recorrente: três ou mais episódios por ano, com cada um durando menos de duas semanas.

Sintomas

  • Dor de cabeça forte

  • Obstrução nasal

  • Febre

  • Coriza

  • Espirros

  • Sentir cheiros podres

Diagnóstico:

  • História clinica do paciente

  • Exame físico bem feito

  • Raio-X de Seios da Face ou Seios Paranasais

  • Tomografia computadorizada de Seios Perinasais

Seios da face

Tratamento:

  • Amoxicilina 500mg de 6 em 6 horas durante 7 a 10 dias;

  • Azitromicina 1 grama por 3 dias consecutivos;

  • A associação de sulfametoxazol e trimetropina (Bactrim) poderá ser empregada nos casos leves a moderados.

  • No caso de sinusite crônica, a amoxicilina poderá ser substituída por amoxicilina + acido clavulânico ou por uma cefalosporina de segunda geração, por exemplo Cefaclor.

  • Quinolonas podem ser empregados, como o Levofloxacino.

  • Como anti-inflamatório pode-se utilizar nimesulida ou diclofenaco de potássio (específico para tecidos moles).

Prevenção:

  • Garantir uma boa função nasal;

  • Limpar bem o nariz com uma solução salina (água com uma pitada de sal ou soro fisiológico;

  • Manter a casa limpa;

  • Beber bastante água ajuda a manter os mucos menos densos.

Bronquite:

  • É a inflamação dos brônquios. Existem dois tipos, a bronquite aguda, que geralmente é causada por vírus ou bactérias e que dura diversos dias até semanas, e a bronquite crônica com duração de anos, não necessariamente causada por uma infecção, e geralmente faz parte de uma síndrome chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), doença que pode ser descrita como um “guarda-chuva", uma vez que contempla a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Em pessoas com bronquite crônica, as vias aéreas estão estreitas, tensas e muitas vezes cheias de muco, resultando na redução da passagem do ar.

Inflamação dos brônquios: canais que conduzem o ar da traquéia até os alvéolos pulmonares.

Sintomas:

  • Coriza

  • Cansaço

  • Calafrios

  • Dores nas costas e no músculo

  • Febre ligeira

  • Inflamação da garganta

  • Expectoração branca ou amarelada

  • Falta de ar

Diagnóstico:

  • Radio-X do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia;

  • Exame do escarro para a identificação do germe envolvido;

  • Análise do sangue poderão identificar que sinalizem infecção viral ou bacteriana;

  • *Espirometria, que mede a capacidade e função pulmonar.

  • *Espirometria: o exame é realizado respirando-se pela boca através de um tubo conectado a um aparelho chamado espirômetro capaz de registrar o volume e a velocidade do ar respirado.

Radiografia do tórax:

Tratamento:

  • Adutos: Aspirina ou Paracetamol.

  • Crianças: somente Paracetamol.

  • Repouso e ingestão abundante de líquidos.

  • Antibióticos só em estado avançado.

Tratamento:

  • Para melhora da tosse podem ser utilizados mucolíticos que são medicamentos que facilitam a expectoração do muco produzido pela doença. Esses mucolíticos podem ser utilizados através de xaropes, comprimidos, pó dissolvido em água ou soluções para inalação. Ex: acetilcisteína.

  • Ainda para o alívio da tosse, podem ser empregados broncodilatadores através de nebulizadores ou uso oral, pois são úteis no alívio do desconforto respiratório que eventualmente surja no curso da enfermidade.

  • Caso o resultado do exame do escarro seja sugestivo de infecção secundária por bactérias, deve-se utilizar antibióticos. Ex: azitromicina, amoxicilina, amoxicilina+ácido clavulânico, levofloxacino, entre outros.

Observação:

  • O cigarro é o principal agente desencadeante de ambas as bronquites e, portanto, evitá-lo ao máximo é necessário para prevenir a doença. Isso vale tanto para o fumante ativo quanto o passivo.

  • Portadores da bronquite crônica devem ser vacinados, anualmente, contra a gripe. A dose única para pneumococos é também indicada, uma vez que previne a pneumonia e outras infecções respiratórias.

Otite:

  • É uma inflamação do ouvido médio: o espaço atrás da membrana timpânica. A otite é muito comum na infância, e possui condições agudas e crônicas; todas envolvendo inflamação da membrana timpânica e geralmente associadas com o aparecimento de fluido no espaço atrás do tímpano, o ouvido médio.

Sintomas:

  • Dor severa

  • Diminuição da audição

  • Febre

  • Choro constantes nos bebês

  • Irritabilidade

  • Desconforto

  • Perda de apetite

  • Secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido)

  • Pus na região externa do ouvido

  • Vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas

Diagnóstico:

  • O médico faz o diagnóstico através da história da doença e do exame com o otoscópio.

  • A região encontra-se avermelhada e *abaulada, característica típica de uma inflamação.

*Abaulada: arredondada.

Tratamento:

  • Antibióticos

  • Analgésicos

  • Amoxicilina 500mg via oral por 10 dias é o antibiótico de primeira escolha. Se não houver resultado, pode-se utilizar amoxicilina+ácido clabulânico, cefaclor, cloranfenicol, entre outras.

  • Anti-inflamatório utilizado é a nimesulida ou diclofenaco de potássio.

Importante saber:

  • Que com o término do tratamento, a audição volta ao normal e o líquido da infecção que se acumula atrás do tímpano é absorvido. A presença por mais de três meses do líquido no ouvido médio faz necessário um procedimento cirúrgico, no qual é feita uma pequena incisão (abertura) no tímpano, retirando o líquido acumulado. Se não for tratada a tempo pode levar à perfuração do tímpano e conseqüente surdez.

Febre Reumática

Sintomas

  • Os principais sintomas febre reumática são febre, edema (inchaço) e dores nas articulações, impossibilitando, muitas vezes, a criança de andar por causa da dor. Quando a doença atinge o coração, o paciente sente cansaço contínuo e falta de ar.

Tratamento

  • Quanto ao diagnóstico, é importante que se faça uma análise cuidadosa de todos os sinais clínicos e exames, pois não existe teste ou sinal específico que o facilite. Uma das formas de prevenção é fazer o tratamento logo que a faringite estreptocócica seja diagnosticada, porém a realidade socioeconômica do país, determinada pela desigualdade social, dificulta o acesso da população aos procedimentos e exames que permitem distinguir a instalação ou não de uma infecção por estreptococos em quadros de gripe ou resfriado. O tratamento da febre reumática é feito com o uso de antibióticos à base de penicilina

A pneumonia

  • A pneumonia é uma infecção dos pulmões que envolve seus diminutos sacos aéreos (alvéolos) e os tecidos circunjacentes. Anualmente, nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de indivíduos desenvolvem um quadro de pneumonia, e 40.000 a 70.000 deles morrem.

  • Freqüentemente, a pneumonia é a doença terminal de indivíduos portadores de outras doenças crônicas graves. A pneumonia é a sexta causa mais comum de morte e a infecção hospitalar fatal mais comum. Nos países em desenvolvimento, a pneumonia é a primeira ou a segunda causa principal de morte, sendo apenas suplantada pela desidratação causada pela diarréia grave.

Sintomas

  • Os sintomas comuns da pneumonia são a tosse produtiva, a dor torácica, os calafrios, a febre e a dificuldade respiratória.

  • Entretanto, esses sintomas podem variar de acordo com a extensão da doença e com o microrganismo causador.

  • Quando um indivíduo parece apresentar pneumonia, o médico realiza a ausculta pulmonar com o auxílio de um estetoscópio para avaliar o seu estado. Geralmente, a pneumonia produz alterações características na transmissão dos sons, que podem ser detectadas através do estetoscópio.

  • Na maioria dos casos, o diagnóstico da pneumonia é confirmado por uma radiografia torácica, que também auxilia na determinação do microrganismo causador da doença. Também são examinadas amostras de escarro e de sangue com o objetivo de se identificar o microrganismo responsável.

Tratamento

  • Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar secreções são úteis na prevenção da pneumonia em indivíduos de alto risco, como os debilitados ou submetidos a uma cirurgia torácica.

  • Os indivíduos com pneumonia também precisam eliminar as secreções. Frequentemente, os indivíduos que não se encontram muito doentes podem utilizar antibióticos pela via oral e permanecer em casa.

  • Os idosos e aqueles que apresentam dificuldade respiratória ou uma doença cardíaca ou pulmonar preexistente geralmente são hospitalizados e medicados com antibióticos administrados pela via intravenosa. Esses indivíduos também podem necessitar de suplementação de oxigênio, da administração de líquidos pela via intravenosa e de suporte ventilatório mecânico.

Meningite

  • A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias. O quadro das meningites virais é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.

  • Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Ela, causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia). O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.

Sintomas e Tratamentos

  • Os sintomas clássicos da meningite incluem confusão mental, febre e rigidez de nuca que ocorrem em um terço de todos os pacientes com a doença. A rigidez de nuca está presente em mais de 80% dos casos e é o sinal do exame médico que mais faz pensar em meningite.

  • O tratamento da meningite bacteriana é feito com antibióticos de acordo com tipo de bactérias que causou a infecção.

Formas de Tratamento

  • Penicilina é o medicamento indicado para o tratamento da escarlatina, que deve ser usado durante 10 dias. A criança pode regressar à escola 48 horas após ter iniciado o tratamento antibiótico.

GLOMERULONEFRITE

O nome que se dá ao grupo de doenças renais causadas pela inflamação dos glomérulos. Todos os nosso órgãos são compostos por unidades básicas de funcionamento. Temos os neurônios no cérebro, os hepatócitos no fígado, os alvéolos no pulmão, etc... No rim, a unidade básica é o néfron. Cada rim possui um milhão de néfrons. Essas unidades microscópicas são as responsáveis pela filtragem do sangue e pelas substâncias produzidas nos rins. Cada néfron é composto de um glomérulo e seu respectivo túbulo renal.

Podemos resumir o funcionamento do rim da seguinte maneira. O sangue que chega ao rins, passa obrigatoriamente pelos glomérulos, um conjunto de microscópicos capilares enovelados que possuem uma membrana filtradora na sua parede. O glomérulo é o verdadeiro filtro do organismo.

FORMA DE TRATAMENTO

  • Como a maioria das glomerulonefrites e glomerulopatias têm origem em fatores imunológicos, às vezes relacionados a doenças auto-imunes, o tratamento se baseia no uso de imunossupressores pesados como corticóides, ciclofosfamida, ciclosporina, azatioprina e micofenolato mofetil. Se na biópsia já se identifica muita lesão avançada e pouca possibilidade de cura, muitas vezes o tratamento trás mais complicações do que alguma melhora.

AMIGDALITE

  • É uma inflamação que ocorre com as amígdalas, que se encontra dentro da garganta. A amigdalite aparece mais no outono ou inverno, quando há mudança de temperatura. Ou até quando tem animal peludo em casa, e as pessoas desta casa são alérgicas a pelô. Ela geralmente começa com dor de garganta, febre, dores no corpo, dificuldade para engolir, dor de cabeça e etc.

  • Amigdalite acomete mais as crianças e idosos, pois sua imunidade é menor que a dos adultos. Elas se encontram na entrada respiratória da garganta, tecido esponjoso linfóide. As amigdalassão como filtros que ajudam a prevenir as infecções da garganta, seios da face e boca de se espalharem pelo corpo. Porque elas reproduzem anticorpos evitando assim que as infecções se espalhem pelo corpo.

As amígdalas são muito frágeis por isso inflamam com facilidade. Podem ocorrer por origem bacteriana ou viral. Amigdalite bacteriana (bactéria stretococcus pyogenes) apresenta pus e pontos brancos no fundo da garganta sendo a infecção mais perigosa. Pessoas que estão com esta infecção têm febre de mais de 40ºC, é bom quando isto acontecer procurar logo um médico.

Forma de tratamento

Otratamentoé feito, normalmente, com a combinação de antibióticos nos casos de amigdalite causada por bactéria. É recomendado também o repouso e uma alimentação mais leve, com muito líquido e vitamina C. Os sintomas podem ser minimizados com o uso de analgésicos combinados com antiinflamatórios, gargarejos com água com bicarbonato ou solução com aspirina. Pastilhas e xaropes são recomendados, pois estimulam a secreção salivar e nela estão presentes os anticorpos de defesa do organismo contra agentes infecciosos. Em casos crônicos, pode ser recomendada a retirada cirúrgica das amígdalas.

Faringite

Inflamação da Faringe

Tratamento

  • Os analgésicos comuns, as pastilhas para a garganta ou o gargarejo com água morna e sal podem aliviar o desconforto da garganta,

  • OBS: mas a aspirina não deve ser utilizada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos devido ao risco da Síndrome de Reye.

  • Os antibióticos não são úteis quando a infecção é viral, mas podem ser prescritos quando o médico suspeita fortemente que a infecção é de origem bacteriana.

  • Caso contrário, nenhum antibiótico é administrado até os exames laboratoriais confirmarem um diagnóstico de faringite bacteriana.

  • Quando os exames indicam que a faringite é causada por uma infecção estreptocócica (faringite estreptocócica), o médico prescreve a penicilina, normalmente sob a forma de comprimidos, para erradicar a infecção e prevenir complicações como a moléstia reumática (febre reumática). Os indivíduos alérgicos à penicilina devem utilizar a eritromicina ou um outro antibiótico.

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