LITERATURA BRASILEIRA - MODERNISMO

LITERATURA BRASILEIRA - MODERNISMO

Universidade Federal de Alagoas

Faculdade de Letras

Disciplina: Literatura de LP 3

Profa.: Dra. Maria Gabriela Costa

Estudante: Elienai Soares

O modernismo em Portugal e a participação de Fernando Pessoa e seus Heterônimos

Portugal passou por uma mudança nas artes no século XX. Nessa época estava acontecendo no mundo a Revolução Russa e a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Também surgiu nessa época um grupo intitulado de Orpheu, grupo influenciado pelas vanguardas européias, que se destacou pela diferença estética e o inconformismo com as antigas formas de se fazer arte. Dessa forma, com seu caráter agressivo de arte, despertou todos os tipos de opiniões, dentre elas, a dos tradicionalistas, que discordavam da forma com que os modernistas da primeira geração expressavam arte.

Dentre as principais características do modernismo estão atitudes irreverentes aos padrões estabelecidos, de forma que vieram a desconstruir a estética e a estruturação dos poemas e das artes. Outra característica dessa escola literária é o intimismo, que destaca o ser e não mais temáticas universais; podemos observar isso nos versos de Fernando Pessoa/ Alberto Caeiro: “ Eu não tenho filosofia: tenho sentidos.../ Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. / Mas porque a amo, e amo-a por isso, / Porque quem ama sabe o que ama / Nem porque ama, nem o que é amar...” Nesses versos podemos destacar o eu poético como centro e temática do poema, seus sentimentos, sua confusão amorosa; o “eu” também retoma a “Natureza” não como algo que deva ser entendido, mas que seja amado e simplesmente por “ser” e não da forma naturalista, metafísica de ser tratada. Assim, o eu lírico expressa no poema seu amor que nem mesmo sabe o que é realmente, e isso também é uma característica do modernismo:abstenção do sentimentalismo fácil e falso.

Fernando pessoa, como se cita acima, foi contribuinte ativo dessa primeira geração modernista. O poeta utilizava de várias formas sua linguagem para apreender em seus poemas vários tipos de um mesmo ser, os seus heterônimos, que eram pessoas diferentes em um mesmo homem, nos remetendo a um tipo de multipolaridade poética, onde o eu lírico ganha características físicas e até idades e personalidades diferentes. Dessa forma, Pessoa criou os vários “Pessoas” em: Alberto Caeiro (1889-1915), que é um poeta que procura afastar-se das reflexões sobre Deus; Ricardo Reis ( 1887-1935), o qual busca o equilíbrio, a “Aura Mediocritas”; Álvaro de Campos (1890-1935), que traz poemas com influências simbolistas; e Fernando Pessoa, ele mesmo que aborda seu sentimentalismo com influências simbolistas que reflete o seu fazer poético.

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