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Fábio Burch Salvador O PRIMEIRO E ÚNICO

J2SE

Loucademia de Java – Versão 1.0

“Homem de preto, qual é a sua missão?”

“É aprender logo Java e tirar Certificação!”

“Homem de preto, o que é que você faz?”

“Escrevo um código fonte que apavora o Satanás!”

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Fábio Burch Salvador Prefácio

Este livro serve para as pessoas aprenderem a programar em Java. Especificamente, J2SE, programação para desktop. Não é um livro para ser lido na cama ou no banheiro. Não é um livro para ler no ônibus. É um livro que tem muitos códigos e portanto é preciso baixar uma IDE e testar os exemplos. Só se aprende a programar programando.

O conteúdo deste volume foi ordenado seguindo o critério mais correto de todos - o critério da prática. Ele apresenta as aulas de Java ministradas pelo autor, da maneira como ele gostaria de ter feito caso tivesse tempo e o curso não fosse curto demais. As explicações usam uma linguagem informal, solta, e possivelmente possuem erros de concordância em diversos pontos.

Este livro é antes de mais nada um livro escrito às pressas, em horários livres, de intervalos para o lanche ou na madrugada antes do início das aulas. Portanto, mancadas no português devem ser perdoadas. É o livro escrito por alguém que passa o tempo todo na mais absoluta pressa. É, na verdade, o último trabalho feito por mim sob estas condições. As próximas obras serão mais calmamente escritas.

Espero que sirva para os iniciantes e até para quem já conhece alguma coisa de Java.

PreDifícil

Você pode achar Java uma linguagem complicada. Não é. Você pode achar que Orientação a Objetos é um bicho de sete cabeças. Não é. Tudo isso é muito simples. Eu vou tentar fazer parecer ainda mais simples. Trata-se de lógica natural.

Mas eu aviso: é preciso abstrair algumas noções para compreender o que se vai ler aqui. Não se pode pensar em classes como salas ou como caixas. Em objetos como variáveis, como valores ou sei lá o que. É preciso compreender que estamos lidando com coisas abstratas, que a princípio representam coisas reais, mas não SÃO reais. Portanto, comportam-se como aquilo que são: idéias. Uma classe é uma idéia de um tipo de coisa. Um objeto é a idéia de um objeto. E é uma instância de sua classe. Um método, é o quê? Uma função? Mais ou menos. Mas também é uma ção em potencial do objeto. Ou da classe, se for estático.

Pode parecer difícil mas não é. Poderia ser pior. Os comandos, todos palavras em inglês, poderiam ser escritos em alemão. Aí sim a cobra iria fumar!

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“And we should consider every day lost on which we have not danced at least once. And we should call every truth false which was not accompanied by at least one laugh.”

(“Devemos considerar perdido um dia em que não dançamos pelo menos uma vez. E mentirosa toda a verdade que não vier acompanhada de pelo menos uma risada”) Friedrich Nietzsche – Em inglês

“The book is on the table.”

(“Penso, logo existo.”) Sócrates – Em portunhol

Loucademia de Java – Versão 1.0

O autor – quem é esse cara?

Fábio Burch Salvador nasceu em 1981, em Porto Alegre. É viciado em informática desde guri, mais precisamente desde o dia em que colocou as mãos em um XT na firma onde o pai trabalhava. Programador desde os 13 anos (o pai tinha um 286) começou no Basic desenvolvendo Games cabulosos tirando sarro de amigos e conhecidos. Mais tarde, evoluiu, desenvolvendo então outras coisas medonhas em outras linguagens. Mas também desenvolveu muita coisa boa, sistemas empresariais principalmente - e apostilas!

Programa Basic, VB, JavaScript, Pascal, PHP, Java. Monta sites escrevendo HTML e CSS no Bloco de Notas. Aprendeu Flash sozinho. E também Photoshop, Corel Draw, SQL, e tudo mais. Incrivelmente, tem apenas um curso - de AutoCAD (?) - ele que rodou na sétima série exatamente por não saber nada de geometria e nem a Fórmula de Báskhara (que ele aliás não domina até hoje).

É formado em Jornalismo desde 2005 pela PUC de Porto Alegre. Por quê logo Jornalismo? Ninguém sabe. Nem ele. Apaixonado pelas câmeras, teve até uma curta carreira como cineasta, dirigindo 4 curtas-metragens, todos dignos de um Cine Trash .

Defensor implacável do DOS nos anos 90, acabou rendendo-se. Pródigo em criar bordões, Fábio criou frases de efeito que ficaram na História de todos os lugares pode onde passou. Iniciou sua vida profissional "pegando" uma série de empregos variados, mais ou menos no estilo Seu Madruga. Foi, entre outras coisas, digitador de cadastro nas Lojas Renner, técnico de fiscalização da Anatel, estagiário na Prefeitura de Porto Alegre, monitor de laboratório na PUC, e só não foi astronauta porque o Brasil não tinha programa espacial.

Em 2004, fundou um pasquim em Viamão/RS chamado "A Cidade". O jornal sagrou-se como o mais polêmico no município, tinha o desenho mais estiloso e foi o primeiro a ter um site. Bagunçou a vida dos políticos locais e estampou manchetes gritantes em capas surrealistas até seu fechamento no início de 2006. Fábio então passou a colaborar no "devez-em-quandário" Correio Viamonense, outro pasquim ainda mais mefítico do que o primeiro. Virou sub-celebridade local e passou a ser sistematicamente convidado pelos partidos políticos em tudo que é eleição.

Ainda buscando uma carreira de comunicador, tentou a sorte na redação do site Terra, como redador temporário. Em seguida, cansou-se de nunca ter grana para nada e resolveu abandonar o jornalismo. Voltou a dedicar-se à informática. Deu o arriscado passo da troca de carreira e acertou na mosca.

Como desenvolvedor de softwares, sua falta de instrução formal na área foi facilmente esquecida por todos os que o empregaram porque, afinal de contas, seus programas funcionam.

Agraciado com o Prêmio McGyver da Programação, Fábio foi professor no Senac em São Leopoldo, ensinando sua arte softwarística e tornando seus alunos tão pirados quanto ele. Acabou também ensinando design, liderança, oratória, administração e outras coisas mais. Saiu do Senac por vontade própria em 2008 para dedicar-se a programar em turno integral. Não que não goste de dar aulas. Teve seu$ motivo$ pe$$oai$.

Desde o começo e sempre, teve principalmente a ajuda indispensável de seus pais, que sempre o incentivaram a ir em frente e até a levantar nas inúmeras vezes em que caiu. Mais tarde, iria somar-se neste esforço de apoio sua namorada que virou esposa. Apesar de serem todos pessoas bem mais "normais" e discretas do que o autor deste livro, sempre tentaram compreendê-lo. Ele que por vezes é incompreensível. E que incompreensivelmente conseguiu achar seu caminho na vida.

Fábio é casado, tem uma filha, é um gaúcho urbano criado na Capital e nunca andou a cavalo. Não sabe tocar gaita. E não usa pilcha. Mas sabe assar churrasco, provando mais uma vez que a conveniência é a mãe da sabedoria.

Continua programando, atuando na área do ensino e dedica-se também a escrever. E ainda por cima mantém seu "lado jornalista" vivo no site que mantém na Internet e cujo jabá já foi feito neste livro. Projeta carros espalhafatosos em AutoCAD 3D (e publica os projetos na Internet). Às vezes, filosofa. Também mete-se na política. E até escreve sobre teologia.

Ainda não plantou uma árvore. Mas já teve um filho. E agora acaba de escrever um livro.

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Fábio Burch Salvador

Agradecimentos

Este livro não teria sido escrito sem a ajuda de algumas pessoas. Em primeiro lugar, quero agradecer à minha esposa Fabiana por me aturar nos tempos em que passei concentrado escrevendo, à minha filha Camila por me trazer bolachinhas e beijos enquanto eu escrevo, aos meus pais que sempre me apoiaram e no final são os verdadeiros responsáveis por eu estar aqui hoje escrevendo. Ao meu cunhado Ismael por consertar meu PC nas vezes em que ele apresentou problemas. À minha sogra por me aturar. Ao meu sobrinho Raphael por me alegrar, e à minha irmã Ângela por ter crescido ao meu lado e ter participado de quase todos os momentos mais importantes da minha vida. Novamente à minha mãe por sempre me dar força e ao meu pai por me incentivar a aprender Basic.

Também quero homenagear meus alunos do Senac, tanto a galera do Java e do PHP, sempre formando turmas de pessoas divertidas, o que me estimulava a aprender mais para ensinar mais. E também à gurizada da Aprendizagem Comercial: Manu, Luan, Douglas, Alemão, Frajola, Tainara, Francine, Alisson, Elvis, Pri, e todo o resto da gurizada medonha. Ah, e claro, a Deize que veio da capital tecnológica do mundo Ocidental, Crissiumal. Essa gurizada, com seu jeito barulhento e impulsivo, acabou tornando a mim mesmo mentalmente mais jovem (o papel de professor estava a envelhecer-me aos poucos) e me fez ver que eu não poderia acomodar-me tão cedo, que deveria ser mais confiante e construir meu futuro com ambições maiores e, no fim, causaram eles mesmos a perda de seu professor de todas as tardes.

Também homenageio aos colegas do Senac, a Raquel, o Alexandre, o Antonio, o Alisson, a Pati, a Su, e todos os outros malucos que dividiram comigo um ano absolutamente divertido e edificante. E, claro, ao Nelson e à Carla, que na direção da escola souberam lidar com pessoas como, por exemplo, eu – o que sei ser uma missão casca-grossa.

Mando também um alô especial para a galera do Espiral, da WaySys, da Memo e de todos os lugares onde eu pude desenvolver sistemas, aprimorando-me no decorrer do caminho.

Também quero agradecer a Steve Wozniak, que inventou o computador pessoal. Ao Bill Gates, por ter criado um sistema operacional simplesmente maravilhoso. E ao Linus Torvalds pelo mesmo motivo.

Quero agradecer a Jesus Cristo, sem o qual nós hoje seríamos Zoroastristas ou mais provavelmente Mitraístas – se não fôssemos uns tribais animistas dançando seminus em vota de uma pedra e sacrificando virgens ao deus Dagon – quando se sabe que virgens têm outra utilidade bem melhor.

Não posso também deixar de agradecer a mim mesmo, pessoa sem a qual este texto não se auto-escreveria sozinho.

E quero agradecer a vocês, que já leram umas quantas páginas e ainda não viram nada de Java. Mas verão, e não se arrependerão. Então, vamos ao Java!

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Dejair, Clauber, Pozzebon e eu - turma de Java em 2007

Luis, Michel, Bruno,

Mauricio, Sergio e

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