CANTEIRO - DE - OBRAS 2011 1Doc - pdf

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(Parte 2 de 3)

Se você não é eletricista, não se meta a fazer serviços de eletricidade;

Procure o socorro médico imediato, se você for vítima de um acidente, amanhã será tarde demais;

As máquinas não respeitam ninguém; mas você deve respeitá-las;

Atende às recomendações dos membros da CIPA e de seus mestres e encarregados;

Conheça sempre as regras de segurança do setor onde você trabalha, e do canteiro de obras em geral;

Conversa e discussões no trabalho predispõem a acidentes pela desatenção;

Leia e reflita sempre sobre os ensinamentos contidos nos cartazes e avisos de prevenção de acidentes;

Mantenha sempre as guardas protetoras das máquinas, nos devidos lugares;

Pare a máquina quando tiver que consertá-la ou lubrificá-la;

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Habitue-se a trabalhar protegido contra os acidentes. Use equipamentos de proteção adequados a seu serviço;

Conhecer o manejo dos extintores e demais dispositivos de combate ao fogo, existentes em seu local de trabalho.

1. ÁREAS DE PRODUÇÃO 1. Central de argamassa e concreto 1- Local destinada ao preparo e produção de concretos e argamassas;

2- Área dimensionada conforme número de betoneiras previsto em função do serviço demandado.

3- A sua localização deve estar estrategicamente o mais próximo das áreas de armazenagem dos agregados e dos equipamentos de transporte vertical.

20 m²

4- Deve ser provida de armazenagem própria de d’água e coberta e ter área na ordem de 5- Um tablado de madeira deve ser previsto para acondicionar os sacos de aglomerantes. 2. Central de preparo de armaduras

1- Área destinada ao corte, dobramento e pré-montagem das armaduras; área da ordem de 50 m2.

2- A dobragem e o corte de vergalhões de aço em obra devem ser feitos sobre bancadas ou plataformas apropriadas e estáveis, apoiadas sobre superfícies resistentes, niveladas, não escorregadias, afastadas da área de circulação de trabalhadores.

3- Os locais de estocagem e corte dos vergalhões devem ser previamente estudados, uma vez que cada barra mede 12,0 m de comprimento (6,0 m dobradas em estoque); estes devem ser apoiados sobre travessas de madeira, ferro ou concreto, a fim de se manterem afastados do solo.

4- Os operários devem usar EPI – luvas de raspa de couro e óculos de segurança. 5- A área dos equipamentos de corte deve ser coberta. 3. Área de carpintaria 1- A carpintaria é composta basicamente de bancada(s) de trabalho e serra circular 2- Destinada ao corte e montagem das formas e esquadrias.

3- Deve ser localizada próximo ao estoque de madeira e possuir comprimento mínimo de 6 m e área coberta na ordem de 25 m².

4- A serra circular deve estar em local coberto e protegido e atender às seguintes disposições:

Ser dotada de mesa nivelada, sólida e estável, de modo a não apresentar vibrações;

Possuir coletor de serragem e suas faces inferiores deve ter fechamento lateral;

As transmissões de força devem estar protegidas por anteparos fixos e resistentes;

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O motor deve ser protegido contra poeira e intempéries e ter sua carcaça aterrada; Ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor;

O acionamento e parada do motor serão feitos através de chave interceptora, acionada por botões, que devem ficar ao alcance das mãos do operador na posição de trabalho.

Próximo à mesa, deve ter instalado um extintor de incêndio do tipo CO2.

O operador sempre deve estar revestido dos equipamentos de proteção individual (EPI) para a operação.

4. Área de pré-moldados

Área destinada à execução, cura e armazenagem de elementos pré-moldados no canteiro de obras.

5. Área de Serralheria

Área destinada à execução de grades, esquadrias e estruturas metálicas. 2. ELEMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA DA OBRA 2.1 Tapume

Denominação dada ao painel contínuo, construído em torno do canteiro de obras, com a finalidade de proteger o público contra possíveis danos decorrentes da execução dos trabalhos, bem como impedir o acesso à obra de animais e pessoas estranhas. É construído nos limites do terreno com vias públicas ou propriedades vizinhas.

aparência, etc. A altura mínima é de 2,20 m

O código de obra de cada município regulamenta alguns de seus aspectos construtivos tais como altura mínima, ocupação dos passeios, material empregado,

A chapa de madeira compensada resinada ou plastificada é o material mais utilizado na confecção dos tapumes, podendo ser utilizadas chapas de metal com armação de madeira. Algumas empresas usam painéis metálicos e grades que são reutilizáveis em várias obras.

Os tapumes devem ser pintados adequadamente e apresentar uma boa aparência, pois constituem a fachada da obra, refletindo na imagem da empresa.

2.2 Galeria

para segurança dos transeuntes com altura interna mínima de 3,0 m

Nas construções e reformas com mais de dois pavimentos executadas próximas ao alinhamento do logradouro, devem ser construídas galerias sobre o passeio

Na borda da cobertura da galeria deve ser instalado um complemento em balanço de 1,0 m de extensão e inclinação de 45º.

2.3 Plataformas de proteção (bandeja)

Na construção de edificações com mais de 4 (quatro) pavimentos ou altura equivalente, é obrigatória a instalação de uma plataforma de proteção especial em balanço em todo o seu perímetro na altura da primeira laje sendo denominada de

UVA – Engenharia Civil – Edificações I – 2011.2 10 plataforma primária. Essa plataforma deve ter 2,50 m de balanço horizontal e um complemento 80 cm de extensão com inclinação de 45° até a borda.

Acima e a partir da plataforma principal devem ser instaladas plataformas secundárias a cada 3 (três) lajes com 1,40m de balanço horizontal e um complemento 80 cm de extensão com inclinação de 45° até a borda.

2.4 Rede vertical de fachada

São redes de nylon (ou material similar) colocadas justapostas às fachadas a fim de impedir a queda de pessoas e materiais para fora do alcance das bandejas.

2.5 Guarda-corpo e rodapé

Em toda a periferia da obra devem ser instalados anteparos rígidos, em sistema de guarda-corpo e rodapé, com altura de 1,20 m para o travessão superior, 0,70 m para o intermediário e 0,20 m para o rodapé.

O vão entre as travessas deve ser preenchido com tela ou outro dispositivo que garanta o fechamento seguro da abertura.

3. ÁREAS DE VIVÊNCIA

São áreas destinadas aos operários que trabalham na obra de modo a oferecer uma melhor qualidade de vida ao empregado e obter maior satisfação e motivação, gerando maior produtividade e melhor qualidade dos serviços. As áreas de vivência são regulamentadas pela NBR 12284 e pela NR-18.

Segundo a NR-18 a área de vivência é obrigatoriamente composta de: 1) Instalação sanitária, Vestiário, Refeitório, Cozinha e Ambulatório (Quando possuir 50 empregados). As áreas de vivência devem ser mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, e disporem de:

3.1 Instalação sanitária:

Entende-se como instalação sanitária o local destinado ao asseio corporal e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. As instalações sanitárias provisórias devem ser dimensionadas a atender adequadamente ao número de operários e de forma que possam ser reutilizadas em outras obras.

Segundo a NR-18 devem ser observadas as seguintes condições:

– Ter paredes de alvenaria, concreto ou de outro material de resistência equivalente (podendo ser de madeira), revestidas de material liso, lavável e impermeável até a altura mínima de 1,8m, proibindo-se o uso de qualquer tipo de madeira. Quando utilizada pintura, esta deve ser de cor clara com características equivalentes à tinta óleo ou esmalte;

– Ter piso impermeável, lavável e não escorregadio;

– Ter pé-direito mínimo de 2,50 m;

– Possuir Iluminação e ventilação adequadas;

– Um lavatório, um vaso sanitário e um mictório para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração;

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– Um chuveiro para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração, com divisórias entre eles com altura mínima de 1,80m;

– A área de chuveiros deve ter piso rebaixado de, no mínimo, 0,05m em relação à área de circulação, com caimento para ralo ou canaleta de escoamento.

– Cada chuveiro deve ter área mínima de 0,80 m² e possuir saboneteira e cabide individuais.

– Ser independente para homens e mulheres, com identificação nas portas;

– O box sanitário deve ter área mínima de 1,0 m² , porta com trinco interno, papeleira e cesto para papel;

– Os vasos devem ser do tipo bacia turca ou sinfonado com caixa ou válvula de descarga e ligados à rede de esgoto ou fossa.

– Os mictórios devem ser individuais do tipo cuba, devendo prever distância mínima de 0,60m entre eixos, ou coletivos do tipo calha, considerando cada segmento de 0,60m como uma vaga ou unidade;

– Os mictórios devem ser revestidos internamente de material liso, impermeável e lavável; ter as bordas inferiores com altura máxima de 0,50m do piso acabado; ser providos de descarga com sistema contínuo ou automático; ser ligados com interposição de sifões hidráulicos diretamente à rede de esgoto ou fossas.

– Estar situadas em locais de fácil e seguro acesso, não se permitindo um deslocamento superior à 150 m do posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios;

– Ter toda fiação elétrica protegida por eletrodutos, com interruptores à altura de 1,10m do piso acabado;

– Ser mantida em perfeito estado de conservação e limpa permanentemente. Os produtos utilizados devem ser biodegradáveis e não devem deixar resíduos tóxicos;

3.2 Vestiário:

Todo canteiro deve possuir vestiário para troca de roupa dos empregados, dotados de bancos e armários individuais com fechadura ou cadeado, piso cimentado ou madeira, área de ventilação e possuir pé-direito mínimo de 2,50 m . Distância mínima de 1,60 m entre frentes de armários.

Nos canteiros de obra é obrigatória a existência de local adequado para refeições dos operários, Não sendo permitida a sua localização em porão ou subsolo.

Deve ser dotado de cobertura adequada que o proteja das intempéries, piso lavável, pé-direito não inferior a 2,80 m.

Deve ser bem ventilado e iluminado, dotado de mesas e assentos, e lavatório instalado em sua proximidade e não possuir comunicação direta com instalações sanitárias.

O refeitório deve possuir depósito (com tampa) para lixo e bebedouro com água potável, filtrada e fresca, sendo proibido o uso de copos coletivos.

O refeitório deve atender a pelo menos metade dos operários por vez. Este espaço é geralmente utilizado também como área de lazer.

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Atualmente a alimentação dos operários somente é preparada no canteiro de obras quando não for possível ser realizada em outro local já pré-existente, que geralmente serve a varias obras, ou ser adquirida de fornecedor terceirizado; neste caso reserva-se uma área para aquecimento dos alimentos e lavagem da louça. As instalações da cozinha são regulamentadas pela NR-18 e legislação complementar.

3.5 Ambulatório:

Toda obra com 50 (cinqüenta) ou mais operários deverá possuir um ambulatório dotado de medicamentos básicos e maca. Neste ambulatório, deve haver o material necessário à prestação de Primeiros Socorros, conforme as características da atividade desenvolvida. Este material deve ser mantido guardado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

4. INSTALAÇÃO HIDROSANITÁRIA – A obra deve ser provida de abastecimento permanente de água potável;

– O reservatório provisório deve ser dimensionado para atender ao consumo geral e a uma eventual falta de fornecimento de água;

– Os esgotos devem ser lançados na rede pública ou no sistema de fossa e sumidouro;

– Um reservatório exclusivo deve ser instalado junto à central de argamassas e concreto. 5. INSTALAÇÃO ELÉTRICA

– A execução e manutenção das instalações elétricas devem ser realizadas por trabalhador qualificado e supervisionado por profissional legalmente habilitado;

– Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito elétrico não estiver energizado;

– Quando não for possível desligar o circuito, deverão ser adotadas todas as medidas de proteção, com a utilização de ferramentas e equipamentos de proteção individual;

– É proibida a existência de partes vivas expostas de circuitos e equipamentos elétricos;

– Os condutores devem ter isolamento adequado, de modo a não obstruir a circulação de materiais, equipamentos e pessoal, e serem protegidos contra impactos mecânicos, umidade e agentes corrosivos;

– Todos os circuitos devem ser protegidos com chaves acondicionadas em quadros;

– As estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos devem ser eletricamente aterradas;

– Os equipamentos fixos deverão ter circuito e chave individuais;

– Os equipamentos e máquinas elétricas móveis só poderão ser ligadas por meio de plugues e tomadas.

– Placas de sinalização e instruções devem ser afixadas estrategicamente;

– Os locais de trabalho devem ser bem iluminados e as lâmpadas para iluminação de locais de movimentação de materiais devem estar protegidas contra impactos.

6. ELEMENTOS DE APOIO TÉCNICO/ADMINISTRATIVO

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1. Escritórios

Local destinado à administração e fiscalização da obra. O seu dimensionamento depende do número de profissionais envolvidos, podendo ser dividido em salas técnicas e administrativas. Devem ser providos de banheiros individualizados.

2. Portaria

A Portaria da Obra deve ficar junto à porta de acesso do pessoal e ser suficientemente ampla para manter um estoque de EPI, a ser fornecido aos visitantes. A guarita deve ser localizada de modo que o vigia possa controlar os acessos da obra e impedir a entrada na obra de pessoas desprovidas dos Equipamentos de Proteção Individuais.

3. Alojamento

Ter área mínima de 3,00m2 por módulo cama/armário, incluindo a circulação. Proibido “treliche”. Não pode estar situado em subsolo ou porão. Ter armários duplos e individuais. Possuir água potável, filtrada e fresca. Ter lençol, fronha e travesseiro por cama.

7. ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM DE MATERIAIS a. Depósito

São instalações destinadas à guarda de materiais de considerável quantidade e volume por razões de segurança e deterioração. O seu dimensionamento depende do volume estimado de material a ser estocado e do espaço disponível.

b. Silos / baias

São instalações destinadas a armazenar agregados e aglomerantes a granel. Devem ser localizados de forma a permitir fácil acesso de caminhões basculantes. As baias devem ter separações de madeira ou alvenaria para que não haja mistura entre os materiais.

c. Almoxarifado

São instalações destinadas à guarda de ferramentas e materiais de pequeno porte e de valor elevado.

d. Estocagem de materiais específicos: 1. Cimento: – Local protegido contra umidade;

– Empilhados sobre estrado de madeira;

– Prever carga na base de 3,0 ton./ m2;

– Dar saída por ordem de entrada;

– Camadas sucessivas cruzadas (amarração)

– Pilha máxima de 10 sacos;

– Utilizar dentro do prazo especificado pelo fabricante. 2. Cal: – Extinta e ensacada;

– Empilhados sobre estrado de madeira;

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– Altura máxima de 2,0 m; – Camadas sucessivas cruzadas (amarração);

– A cal virgem não é mais utilizada nos canteiros de obra por ser economicamente inviável.

3. Agregados: – Armazenados em silos ou em baias;

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