Minicurso sobre bonsai

Minicurso sobre bonsai

Bonsai

Eng. Agrônomo Lucas de Paula Mera

A palavra “Bonsai” significa, literalmente, “Plantado em uma bandeja”. Mas, pode ser definido, simplesmente, como uma árvore em miniatura, cultivada em um vaso apropriado.

A palavra “Bonsai” significa, literalmente, “Plantado em uma bandeja”. Mas, pode ser definido, simplesmente, como uma árvore em miniatura, cultivada em um vaso apropriado.

Bonsai é um ideograma (Kanji) e, por isso, não tem plural.

Bonsai é um ideograma (Kanji) e, por isso, não tem plural.

O bonsai é uma oportunidade de contato diário com a natureza. Pode ser um passatempo com características terapêuticas, uma oportunidade de desenvolver e expressar a criatividade e, também, uma forma de comércio.

O bonsai é uma oportunidade de contato diário com a natureza. Pode ser um passatempo com características terapêuticas, uma oportunidade de desenvolver e expressar a criatividade e, também, uma forma de comércio.

A técnica do bonsai não visa criar árvores deformadas. Pelo contrário, a planta deve ser saudável e capaz de exprimir toda a beleza e o volume daquelas que crescem no ambiente natural, estando em harmonia perfeita com o recipiente escolhido ( Fortes, 2000 ).

A técnica do bonsai não visa criar árvores deformadas. Pelo contrário, a planta deve ser saudável e capaz de exprimir toda a beleza e o volume daquelas que crescem no ambiente natural, estando em harmonia perfeita com o recipiente escolhido ( Fortes, 2000 ).

Trata-se de recriar a impressão de árvores existentes na natureza, usando material vivo e saudável.

Trata-se de recriar a impressão de árvores existentes na natureza, usando material vivo e saudável.

O cultivo do bonsai é uma arte. Portanto, a criatividade e a inspiração têm grande importância, aliadas a técnicas de jardinagem.

O cultivo do bonsai é uma arte. Portanto, a criatividade e a inspiração têm grande importância, aliadas a técnicas de jardinagem.

É importante lembrar, desde o início, que a construção de um bonsai exige uma visão de conjunto e atenção aos detalhes. É uma arte que leva ao total envolvimento da pessoa que a pratica, trazendo enormes benefícios emocionais, pois cria um ambiente de apaziguamento e de contemplação.

Um pouco de história

A arte do bonsai teve origem na China, presumivelmente no segundo século antes de Cristo. Conta-se que árvores anãs, encontradas na natureza, eram retiradas do seu ambiente natural e replantadas nos jardins particulares (www.bonsainipon.hpg.ig.com.br).

A arte do bonsai teve origem na China, presumivelmente no segundo século antes de Cristo. Conta-se que árvores anãs, encontradas na natureza, eram retiradas do seu ambiente natural e replantadas nos jardins particulares (www.bonsainipon.hpg.ig.com.br).

No início, as plantas eram mantidas como estavam na natureza, depois, começaram a manipular essas plantas, principalmente através da poda, alterando seu formato.

No início, as plantas eram mantidas como estavam na natureza, depois, começaram a manipular essas plantas, principalmente através da poda, alterando seu formato.

Assim, começaram a se desenvolver as técnicas do bonsai. O registro mais antigo de um bonsai é uma pintura chinesa da época da Dinastia Tang (618 – 906 d.C.).

Assim, começaram a se desenvolver as técnicas do bonsai. O registro mais antigo de um bonsai é uma pintura chinesa da época da Dinastia Tang (618 – 906 d.C.).

No Século VIII d.C., a arte do bonsai foi introduzida no Japão, onde foi incorporada às tradições culturais japonesas. Os documentos mais antigos que registram essa arte datam do século XIII d.C., por meio de pergaminhos do sacerdote Honen, contendo ilustrações de árvores em miniatura, plantadas em vasos.

No Século VIII d.C., a arte do bonsai foi introduzida no Japão, onde foi incorporada às tradições culturais japonesas. Os documentos mais antigos que registram essa arte datam do século XIII d.C., por meio de pergaminhos do sacerdote Honen, contendo ilustrações de árvores em miniatura, plantadas em vasos.

Acredita-se que, nessa época, a arte do bonsai era apreciada pela nobreza japonesa.

Acredita-se que, nessa época, a arte do bonsai era apreciada pela nobreza japonesa.

O interesse pelo bonsai aumentou no século XIX, tornando-se mais popular no Japão.

Com séculos de prática, os japoneses foram desenvolvendo as técnicas e normas artísticas empregadas na criação de bonsai. Em 1914, por causa do grande interesse do público, foi realizado no Japão a primeira Exposição Nacional de Bonsai.

Com séculos de prática, os japoneses foram desenvolvendo as técnicas e normas artísticas empregadas na criação de bonsai. Em 1914, por causa do grande interesse do público, foi realizado no Japão a primeira Exposição Nacional de Bonsai.

No decorrer do século XX, ocorreu a introdução do bonsai nos países ocidentais (Europa, América e Austrália), de forma lenta e crescente.

No decorrer do século XX, ocorreu a introdução do bonsai nos países ocidentais (Europa, América e Austrália), de forma lenta e crescente.

No Brasil, o bonsai foi introduzido pelos imigrantes japoneses, que trouxeram consigo a tradição e as técnicas dessa arte. Aos poucos, foi sendo conhecida e disseminada pelas diversas regiões do país.

Variedades e Estilos

Existem diversos estilos de bonsai, definidos por sua forma. Os estilos existentes servem de orientação para a criação de bonsai.

Existem diversos estilos de bonsai, definidos por sua forma. Os estilos existentes servem de orientação para a criação de bonsai.

Independente do estilo empregado, o bonsai pode ser classificado de acordo com sua altura, da seguinte maneira:

Meme: altura de apenas 6 cm;

  • Meme: altura de apenas 6 cm;

  • Mini: altura inferior a 15 cm;

  • Pequeno: altura entre 15 e 30 cm;

  • Médio: altura entre 30 e 60 cm;

  • Grande: altura maior que 60 cm.

Existem três grupos de estilos, que formam a base de aprendizagem do bonsai.

Grupo em que as árvores apresentam tronco único.

Chokkan (vertical formal)

O tronco é vertical e reto e vai afilando até a copa. A planta tem um formato cônico perfeito e galhos em todas as direções. Os galhos devem ser simetricamente equilibrados e bem espaçados. Na natureza, árvores com essa forma são aquelas que crescem livres de qualquer adversidade.

Chokkan

Moyogi ( vertical informal )

O tronco é vertical e apresenta curvas bem equilibradas, que devem ser menos acentuadas na copa da árvore. Os galhos são bem distribuídos e ficam menores no topo da árvore.

Moyogi

Fukinagashi ( Varrido pelo vento )

Apresenta todos os galhos inclinados para i, dos lados, como se fossem constantemente vergados pelo vento. Esse resultado é obtido por uma condução cuidadosa, empregando podas e aramação.

Fukinagashi (varrido pelo vento )

Shakan (inclinado)

O tronco é inclinado, mas sempre reto. A folhagem é conduzida de forma a parecer que sofreu a ação do vento, mas cresceu dos dois lados, o que o difere do fukinagashi

Shakan (inclinado)

Bunjingi ( literato)

Predomina a massa verde na parte mais alta do bonsai. O estilo literato pode conter outros estilos, podendo ser vertical, inclinado, cascata e outros.

Bunjingi ( literato)

Kengai (cascata)

Caracteriza-se por ter o tronco e os galhos curvados em forma de cascata. Geralmente, é plantado em vasos mais fundos, para equilibrar a sua forma. A parte mais externa da árvore deve estar abaixo do fundo do vaso.

Kengai (cascata)

Han – kengai (semicascata)

A planta é inclinada para baixo, mas de forma menos acentuada que o kengai. A parte mais baixa da copa fica próxima da altura do vaso, com inclinação em torno de 45°.

Han – kengai (semicascata)

Hokidachi ( vassoura )

O tronco é vertical e reto, com galhos educados em forma de leque. Devem ser eliminados os galhos que atravessem a copa, para ter maior aeração e luminosidade no seu interior.

Hokidachi ( vassoura )

Sekijoju ( raízes sobre rocha )

As raízes são altas e crescem em torno de pedra, em direção ao substrato. Dá a impressão que a árvore cresceu sobre a pedra.

Sekijoju ( raízes sobre rocha )

Neagari ( raízes expostas )

As raízes são aparentes e mostram-se como parte do tronco. Representa uma árvore que cresce em solo erodido, cujas raízes ficam expostas, multiplicando-se e ficando cada vez mais fortes.

Neagari ( raízes expostas )

Grupo onde as árvores apresentam mais de um tronco, que brotam da mesma raiz

Sokan ( tronco duplo )

Árvore com dois troncos, nascidos de uma mesma base, um predominando em relação ao outro. O tronco principal é chamado “mãe” e o outro, “filho”. A espessura desigual do tronco é uma particularidade desse estilo.

Sokan ( tronco duplo )

Sankan ( tronco triplo)

Apresenta as mesmas características do sokan, mas com três troncos, sendo um o tronco “mãe” e os outros os “filhos”.

Sankan ( tronco triplo)

Kabudachi ( tronco múltiplo )

Árvores com mais de quatro troncos, nascendo de um mesmo nebari (raiz).

Kabudachi ( tronco múltiplo )

Netsuranari

Nesse estilo, várias árvores crescem de uma mesma raiz, em forma de serpente. Na natureza, esse estilo ocorre quando surgem rebentos de raízes expostas, ou quando um ramo muito baixo encosta-se ao solo e cria raízes, ocorrendo a multiplicação dos troncos.

Netsuranari

Ikada

O tronco é enterrado horizontalmente, e os galhos são localizados para parecerem troncos. Baseia-se numa árvore que, na natureza, caiu ou se partiu, mas os ramos originais cresceram verticalmente e se tornaram vigorosos como troncos. É similar ao estilo Netsuranari.

Ikada

Grupo onde os estilos se apresentam com troncos múltiplos, independente do número de raízes.

Yose-ue (Bosque)

Conjunto de pelo menos cinco árvores plantadas num mesmo vaso. A idéia é representar um bosque. Devem ser empregadas as regras da triangulação, profundidade e equilíbrio. O número de árvores deve ser impar. Podem ser usadas árvores da mesma espécie ou aparentadas.

Também, é interessante misturar árvores caducas, com outras sempre-verde, de modo a se ter um movimento com as estações do ano.

Também, é interessante misturar árvores caducas, com outras sempre-verde, de modo a se ter um movimento com as estações do ano.

Yose-ue (Bosque)

Ferramentas e materiais utilizados

Após séculos de prática com bonsai, foram desenvolvidas ferramentas bem específicas para as diversas atividades de manejo.

Após séculos de prática com bonsai, foram desenvolvidas ferramentas bem específicas para as diversas atividades de manejo.

A maioria dessas teve origem no Japão, mas, hoje são comercializadas na maioria dos países do mundo.

Não é necessária a compra de todas as ferramentas de uma só vez.

Não é necessária a compra de todas as ferramentas de uma só vez.

É importante salientar que a ferramenta indispensável é a criatividade da pessoa que cultiva o bonsai, sua capacidade em criar uma “obra de arte”

De acordo com Fortes (2000), as ferramentas e materiais básicos para a prática do bonsai são:

De acordo com Fortes (2000), as ferramentas e materiais básicos para a prática do bonsai são:

Alicate de bico fino e alicate comum

Alicate de bico fino, para retirar o arame após o tempo de aramação, sem prejudicar a planta, e alicate comum, para cortar arame, ambos usados para aramar a planta.

Alicate tradicional côncavo

Utilizado para dar acabamento no local da poda, definindo o estilo de “cicatriz” que ficará nos galhos mais grossos e nos troncos.

Exemplos na natureza

Tesoura de poda comum

Para cortar galhos e raízes.

Tesoura de poda para galhos mais grossos

Tesoura tradicional de poda de galhos finos

Facilita o alcance de galhos no interior da copa

Tesoura de podar galhos médios

Também pode ser usada para pode de raízes

Vassourinha de capim

Para limpeza do chão da árvore.

Pincel

Para limpeza de cantos da árvore.

Escarificador (ancinho)

Para afofamento do chão da árvore, evitando-se a compactação e facilitando a adubação de manutenção.

Pazinha de jardim

Para auxiliar no manuseio do substrato e incorporação do substrato e incorporação de adubos.

Espátula

Utilizada para auxiliar a retirada do torrão da arvorezinha, desprendendo-o do vaso, no processo de replantio, e para coleta de musgos no tronco de árvores.

Palitos de madeira “hashi”

Para acomodação das raízes da arvorezinha no vaso, durante o replantio.

Pinça

Para desfolhamento e catação de plantas indesejáveis no substrato, durante a manutenção.

Regador de crivo fino

Para regas

Arame de cobre ou alumínio

Usado no replantio e na aramação

Pasta selante

Para proteger o local das podas em galhos grossos

Pedacinhos de Bambu

Para evitar que ocorra rompimento das raízes

Tela

Pedaços de tela com 50% de abertura

Peneira

Borrifador

Para borrifar água, adubo foliar ou inseticida, aconselhado ter um para cada atividade

Plaquinhas para identificação de plantas

Mesa rotativa

Facilita a visão de todos os lados da árvore, durante o seu trabalho com a mesma.

Areia de rio lavada e peneirada

Terra para mistura

Pedrinhas ou cascalho

Para drenagem da água de rega

Húmus de minhoca

Pedrinhas e objetos decorativos

Musgo

Vasos

Vaso para o Bonsai

São encontrados vários estilos, formas e tamanhos de vasos para Bonsai. As formas básicas podem ser retangulares, ovais ou redondas.

O vaso deve formar com a árvore um conjunto harmonioso, o que vai depender da espécie da planta e do estilo de bonsai empregado.

O vaso deve formar com a árvore um conjunto harmonioso, o que vai depender da espécie da planta e do estilo de bonsai empregado.

Características na escolha do vaso

  • Sua dimensão deve ser compatível com a árvore, formando um reservatório que comporte o substrato e a água;

  • Deve dar equilíbrio à altura e à envergadura da árvore, realçando-a. A árvore não deve se perder em um vaso muito grande, nem ficar apertada em um vaso muito pequeno. O volume visual do vaso não deve ser maior que 25 % do volume visual da árvore;

Sua altura deve ser menor ou igual ao diâmetro na base do tronco da arvorezinha e seu comprimento deve ser de , aproximadamente, 2/3 da altura da mesma:

  • Sua altura deve ser menor ou igual ao diâmetro na base do tronco da arvorezinha e seu comprimento deve ser de , aproximadamente, 2/3 da altura da mesma:

Caso a altura do vaso seja menor que o diâmetro de copa, determina-se o comprimento do mesmo como um pouco mais de 2/3 do diâmetro da copa da árvore;

Caso a altura do vaso seja menor que o diâmetro de copa, determina-se o comprimento do mesmo como um pouco mais de 2/3 do diâmetro da copa da árvore;

Deve-se evitar vasos com o interior esmaltado, para melhor fixação das raízes ao mesmo, enquanto que o exterior pode ou não ser esmaltado;

  • Deve-se evitar vasos com o interior esmaltado, para melhor fixação das raízes ao mesmo, enquanto que o exterior pode ou não ser esmaltado;

  • Devem possuir orifícios de drenagem, que em conjunto correspondam a cerca de 2,5 cm de diâmetro, para permitir o fácil escoamento do excesso de umidade;

Devem possuir pés, para permitir melhor drenagem da água da rega e aeração do solo;

  • Devem possuir pés, para permitir melhor drenagem da água da rega e aeração do solo;

  • A borda do vaso não deve ser voltada para dentro, para que, no processo de replantio, a planta seja retirada sem dificuldade, não causando perdas de raízes e substrato;

Os vasos de cerâmica devem ser porosos, para permitir a respiração das raízes. Eles são mais frágeis e requerem mais cuidados no manuseio. Os de porcelana e de metal não são indicados;

  • Os vasos de cerâmica devem ser porosos, para permitir a respiração das raízes. Eles são mais frágeis e requerem mais cuidados no manuseio. Os de porcelana e de metal não são indicados;

Os vasos de cores neutras são melhores para bonsai, destacando-se o marrom, o cinza, o verde escuro e a cor natural de cerâmica. Recomenda-se evitar as cores muito vibrantes e os esmaltados muito brilhantes;

  • Os vasos de cores neutras são melhores para bonsai, destacando-se o marrom, o cinza, o verde escuro e a cor natural de cerâmica. Recomenda-se evitar as cores muito vibrantes e os esmaltados muito brilhantes;

Para obter harmonia e equilíbrio, uma regra geral é usar vasos retangulares para plantas de tronco reto e vasos ovais ou redondos para plantas de troncos curvados;

  • Para obter harmonia e equilíbrio, uma regra geral é usar vasos retangulares para plantas de tronco reto e vasos ovais ou redondos para plantas de troncos curvados;

  • Os vasos de cerâmica devem ficar submersos em água por um a dois dias, antes do uso, para que sejam hidratados, evitando que, após o plantio, suguem a água do substrato.

Já os vasos de cimento devem ficar submersos em água por uma semana antes do plantio, para absorver bastante água e levar o excesso de cal e cimento, que pode queimar as raízes;

  • Já os vasos de cimento devem ficar submersos em água por uma semana antes do plantio, para absorver bastante água e levar o excesso de cal e cimento, que pode queimar as raízes;

  • No caso de se reutilizar um vaso, deve-se retirar todos os resíduos de terra e raízes do mesmo, lavá-los e passar álcool ou solução de hipoclorito de sódio.

Como montar um vaso e um Bonsai tipo Bosque

Escolha da Espécie Vegetal

Qualquer planta de caule lenhoso pode ser usada para criação de um bonsai ( Bonsai, 1996). O importante é que seja adaptada às condições climáticas da região e local onde será cultivada. Deve-se, também, obter informações sobre as exigências das espécie em relação às condições de umidade, fertilidade, luminosidade e temperatura.

Qualquer planta de caule lenhoso pode ser usada para criação de um bonsai ( Bonsai, 1996). O importante é que seja adaptada às condições climáticas da região e local onde será cultivada. Deve-se, também, obter informações sobre as exigências das espécie em relação às condições de umidade, fertilidade, luminosidade e temperatura.

É preciso conhecer suas características botânicas, como época de floração e frutificação, se as folhas são persistentes (que não caem no inverno) ou caducas (que caem durante o outono/inverno) e outras características relevantes.

É preciso conhecer suas características botânicas, como época de floração e frutificação, se as folhas são persistentes (que não caem no inverno) ou caducas (que caem durante o outono/inverno) e outras características relevantes.

Espécies mais utilizadas para Bonsai e suas características

Árvore-chinesa-da-vida (Thuja orientalis)

Planta de folhas persistentes, porte arbustivo ovalado, folhagem dourada na primavera, que se torna marrom no inverno.

Árvore-chinesa-da-vida (Thuja orientalis)

Azaléia (Rhododendron sp.)

Existem centenas de espécies do Gênero Rhododendron chamadas de Azaléias. Todas são arbustivas, preferem clima frio e propagam-se por estacas. Algumas têm folhas persistentes, enquanto que outras tem folhas caducas, florescem uma vez por ano. Com as azaléias podem-se fazer todos os tipos de bonsai, exceto de vassoura.

Azaléia (Rhododendron sp.)

Azaléia (Rhododendron sp.)

Ácer-japonês (Acer palmatum)

Espécie de folha caduca. Apresenta crescimento acelerado, quando jovem, tornando-se lento, após ficar adulto. No inverno, perde as folhas, mas mantém sua beleza pela distribuição de seus ramos. Prefere clima frio. E é propagada por estacas.

Ácer-japonês (Acer palmatum)

Pinheiro-negro (Pinus thumbergii)

Dentre as coníferas, o Pinus é o gênero mais apreciado pelos bonsaístas. Suas acículas são perenes e verdes o ano todo. Seus frutos são pequenas pinhas.

Pinheiro-negro (Pinus thumbergii)

Pinheiro-negro (Pinus thumbergii)

Buxinho (Buxus sempervirens)

Arbusto de crescimento muito lento. Possui folhas perenes, coriáceas e ornamentais. Assume formas diferentes com facilidade, com a poda e a aramação. Prefere clima quente. Reproduz-se por estacas.

Buxinho (Buxus sempervirens)

Buxinho (Buxus sempervirens)

Buganvília ou primavera (Bougainvillea sp.)

É uma trepadeira semipersistente. As cores das flores variam entre espécies e variedades. Originária das Américas, prefere clima quente. Reproduz-se por estaca.

Buganvília ou primavera (Bougainvillea sp.)

Buganvília ou primavera (Bougainvillea sp.)

Castanha-mineira (Bombacopsi glabra)

Árvore com folhas caducas

Eugênia (Eugenia sp.)

Árvore pequena de folhagem ornamental, muito ramificada, compacta, com folhas reduzidas e densas. Produz numerosas flores brancas. Aceita muito bem podas frequentes.

Eugênia (Eugenia sp.)

Eugênia (Eugenia sp.)

Figueira (Ficus spp.)

Existem várias espécies de figueiras. Aquelas usadas para bonsai são, na maioria, provenientes de clima tropical e subtropical. Algumas têm folhas caducas, enquanto em outras as folhas são persistentes. Algumas têm raízes aéreas, que podem ser exploradas no bonsai.

Figueira (Ficus spp.)

Figueira (Ficus spp.)

Gingko (Gingko biloba)

É uma árvore de folhas caducas. Prefere clima frio e propaga-se por sementes, produzindo flores e frutos. Devido ao tamanho de suas folhas, origina bonsai de tamanho médio ou grande.

Gingko (Gingko biloba)

Gingko (Gingko biloba)

Ixora-compacta (Ixora coccinea)

Ixora-compacta (Ixora coccinea)

Ixora-compacta (Ixora coccinea)

Jabuticabeira (Myrcciaria cauliflora)

Árvores frutíferas como a jabuticabeira dão belíssimos bonsai. Elas apresentam como características favoráveis folhas pequenas e crescimento lento. Com a idade, também, produzirão flores e frutos.

Jabuticabeira (Myrcciaria cauliflora)

Jabuticabeira (Myrcciaria cauliflora)

Junípero (Juniperus spp.)

O Junípero é uma das três principais espécies utilizadas para bonsai, além do pinheiro e do Ácer. É uma conífera, como os pinheiros, e têm folhas persistentes. O tronco é escuro e levemente avermelhado, desprendendo a casca facilmente. Reproduz-se por estacas.

Junípero (Juniperus spp.)

Junípero (Juniperus spp.)

Ligustro (Ligustrum spp.)

Arbusto de folhas semipersistentes e pequenas, pode originar bonsai de tamanho pequeno a grande. Prefere clima quente. Apresenta flores brancas, que são abundantes na primavera. Tem crescimento vigoroso e aceita bem podas periódicas. É reproduzida por estacas.

Ligustro (Ligustrum spp.)

Ligustro (Ligustrum spp.)

Liquidâmbar (Liquidambar styraciflua)

É uma árvore de folhas caduca. No outono, sua folhagem adquire cor púrpura escura, vermelha e alaranjada. É apropriado para todos os tamanhos de bonsai.

Liquidâmbar (Liquidambar styraciflua)

Liquidâmbar (Liquidambar styraciflua)

Piracanta (Pyracantha spp.)

É um arbusto de jardim, que produz flores brancas no verão e frutos amarelos, alaranjados ou vermelhos no outono, É uma planta de fácil manipulação da copa e bastante resistente, por isso, é indicada para principiantes na arte do bonsai. Pode ser cultivada com formato de árvore.

Piracanta (Pyracantha spp.)

Piracanta (Pyracantha spp.)

Romã (Punica granatum)

A romãzeira é uma árvore de folhas caducas. Desenvolve-se melhor em clima quente. Produz flores e frutos. Permite criação de bonsai de todos os tamanhos. Reproduz-se por sementes.

Romã (Punica granatum)

Romã (Punica granatum)

Ulmus (Ulmus spp.)

Existem várias espécies de Ulmus. Algumas têm folhas caducas. Dentre as espécies exixtentes, a Ulmus parvifolia é a mais utilizada, por possuir folhas pequenas, verde-escuras, brilhantes e serrilhadas, que não caem no inverno, em regiões de clima quente. Reproduz-se por estacas.

Ulmus parvifolia

Ulmus parvifolia

Podocarpo (Podocarpus macrophyllus)

Folhas persistentes, preferem clima quente. Reproduz-se por sementes. Produz flores e frutos.

Podocarpo (Podocarpus macrophyllus)

Podocarpo (Podocarpus macrophyllus)

Pitanga (Eugenia uniflora)

Originária da América do Sul. Tem folhas persistentes, prefere clima quente. Reproduz-se por sementes. Produz flores brancas e frutos vermelhos, quando maduros.

Pitanga (Eugenia uniflora)

Pitanga (Eugenia uniflora)

Acerola (Malpighia glabra)

Folhas persistentes. Originária das Américas Central e do Sul. Prefere clima quente, reproduz-se por sementes, produz flores e frutos. O melhor estilo é o Hokidachi (vassoura).

Acerola (Malpighia glabra)

Acerola (Malpighia glabra)

Árvore da felicidade (Polyscias fruticosa)

Originária da Ásia, apresenta folhas persistentes e prefere clima quente. Propaga-se por estacas.

Árvore da felicidade (Polyscias fruticosa)

Árvore da felicidade (Polyscias fruticosa)

Azevinho (Ilex sp.)

As espécies de azevinho podem ser arbustivas ou arbóreas, com folhas persistentes ou caducas. Produzem pequenos frutos vermelhos ou amarelos. Preferem clima quente, propagação por sementes.

Azevinho (Ilex sp.)

Azevinho (Ilex sp.)

Bambu (Arundinaria pygmaea.)

É originário da Ásia. Tem folhas persistentes, prefere clima quente. Propaga-se por estacas. Adequado para o estilo Yose-eu (Conjunto de pelo menos cinco árvores plantadas num mesmo vaso).

Bambu (Arundinaria pygmaea.)

Bambu (Arundinaria pygmaea.)

Bambu (Arundinaria pygmaea.)

Brinco de princesa (Fuchsia sp.)

Existem centenas de tipos deferentes de brincos de brincos de princesa, originárias da América Central e do Sul, em região de clima subtropical. São plantas arbustivas, com folhas caducas. Podem ser orientadas, no cultivo do bonsai, para ficarem com formato de árvore.

Brinco de princesa (Fuchsia sp.)

Brinco de princesa (Fuchsia sp.)

Cheflera (Schefflera actinophilla).

Com folhas persistentes, prefere clima quente e produz flores e frutos. Propagação efetuada por estacas.

Cheflera (Schefflera actinophilla).

Cheflera (Schefflera actinophilla).

Como obter mudas apropriadas

A criação de um bonsai começa a partir de uma muda de árvore, que, por sua vez, pode ser obtida de diferentes maneiras. Os métodos de produção de mudas para bonsai são os mesmos empregados para qualquer tipo de planta, seja de jardim, de pomar ou de horta.

A criação de um bonsai começa a partir de uma muda de árvore, que, por sua vez, pode ser obtida de diferentes maneiras. Os métodos de produção de mudas para bonsai são os mesmos empregados para qualquer tipo de planta, seja de jardim, de pomar ou de horta.

Sementes

O cultivo de bonsai a partir de sementes é chamado de “Misho”. A maioria das espécies de árvores pode ser cultivada por esse método. É a forma mais demorada de se obter mudas, mas permite acompanhar o desenvolvimento da planta desde o início.

Estacas

O desenvolvimento de bonsai, a partir de mudas de estacas é chamado de “sashiki”. Esse método é mais rápido que a utilização de sementes e permite visualizar precocemente o resultado final.

As estacas podem ser retiradas de árvores de tamanho normal ou de um bonsai mais velho. Devem ser originadas de ramos fortes e saudáveis.

As estacas podem ser retiradas de árvores de tamanho normal ou de um bonsai mais velho. Devem ser originadas de ramos fortes e saudáveis.

A melhor época para a retirada de estacas é no início da primavera, antes de aparecerem novos brotos.

As estacas devem ser cortadas com tamanho de 5 a 10 cm, contendo pelo menos dois nós.

As estacas devem ser cortadas com tamanho de 5 a 10 cm, contendo pelo menos dois nós.

Após 3 anos a muda já tomará um aspecto de pré-bonsai, se devidamente conduzida.

Mudas de viveiro ou colhidas na natureza

O cultivo de bonsai a partir de mudas obtidas na natureza ou provenientes de viveiros comerciais é chamado de “Yamadori”.

Através desse método, o tempo para a formação do bonsai é menor.

A obtenção de mudas diretamente da natureza é realizada, com mais sucesso, na primavera ou no início do verão.

A obtenção de mudas diretamente da natureza é realizada, com mais sucesso, na primavera ou no início do verão.

Se adotada essa opção, a muda deve ser retirada do solo com torrão, tomando-se o cuidado para preservar as raízes, com a cavação cuidadosa do solo circunjacente.

A muda na natureza deve ser retirada com um torrão, cavando-se em volta de suas raízes, procurando preservar ao máximo o sistema radicular. As raízes devem ser envolvidas em pano, malha de plástico ou papel úmido, para que não se desidratem.

A muda na natureza deve ser retirada com um torrão, cavando-se em volta de suas raízes, procurando preservar ao máximo o sistema radicular. As raízes devem ser envolvidas em pano, malha de plástico ou papel úmido, para que não se desidratem.

No caso de comprar mudas em viveiros, é importante observar a sanidade da muda e seu aspecto geral. Uma vantagem é que, no viveiro, você pode selecionar a muda mais adequada dentre várias da mesma espécie.

No caso de comprar mudas em viveiros, é importante observar a sanidade da muda e seu aspecto geral. Uma vantagem é que, no viveiro, você pode selecionar a muda mais adequada dentre várias da mesma espécie.

Este é o método mais simples e rápido de se criar um bonsai. Depois do replantio e da poda, o resultado pode ser imediato, por isso é recomendado para principiantes.

Enxertia

O método de enxertia é chamado de “ Tsugiki” e consiste em implantar uma parte de uma planta, que pode ser uma estaca ou gema, chamada de enxerto ou cavaleiro, sobre outra planta, chamada de porta-enxerto ou cavalo.

O cavalo e o cavaleiro devem ser plantas da mesma espécie ou do mesmo gênero.

A enxertia costuma possibilitar que o bonsai tenha um florescimento precoce, quando se usa plantas que já está na fase de florescimento e frutificação, para retirar o cavaleiro. Isso é vantajoso no caso de espécies que levam muitos anos para florescer, como a jabuticabeira.

A enxertia costuma possibilitar que o bonsai tenha um florescimento precoce, quando se usa plantas que já está na fase de florescimento e frutificação, para retirar o cavaleiro. Isso é vantajoso no caso de espécies que levam muitos anos para florescer, como a jabuticabeira.

Alporquia e segmentação

A alporquia e a segmentação são métodos que permitem desenvolver raízes em galhos e ramos, ainda presos na planta-mãe. Esses métodos permitem a produção de mudas de maneira mais rápida do que através de sementes ou estacas e são indicados para produzir bonsai do tipo Kabudachi (em que vários troncos saem de uma mesma raiz) e do tipo Sokan (tronco duplo).

O Substrato mais adequado

O substrato colocado no vaso tem as funções de apoiar a planta e fornecer nutrientes necessários para a manutenção dos seus processos metabólicos e seu crescimento.

Um substrato muito rico em nutrientes provoca o excessivo crescimento das raízes, que exercem pressão o interior do vaso, provocando a compactação do espaço físico do vaso, dificultando a entrada de água e oxigênio . Nesse caso, a árvore cresce muito, levando à perda de forma, aumentando a necessidade de podas, e exigindo replantios mais frequentes.

Um substrato muito rico em nutrientes provoca o excessivo crescimento das raízes, que exercem pressão o interior do vaso, provocando a compactação do espaço físico do vaso, dificultando a entrada de água e oxigênio . Nesse caso, a árvore cresce muito, levando à perda de forma, aumentando a necessidade de podas, e exigindo replantios mais frequentes.

Se o substrato for muito pobre, ocorre perda de vitalidade, com o crescimento muito lento das raízes e da parte aérea. A planta não floresce ou não frutifica adequadamente, ficando propensa a pragas e doenças devido a desnutrição.

Se o substrato for muito pobre, ocorre perda de vitalidade, com o crescimento muito lento das raízes e da parte aérea. A planta não floresce ou não frutifica adequadamente, ficando propensa a pragas e doenças devido a desnutrição.

Componentes do substrato

O solo argiloso pode ser obtido em cortes de barrancos. Ele fornece nutrientes e tem certa porosidade o que permite a retenção de água e a troca gasosa.

A areia é utilizada para favorecer a drenagem do excesso de água do substrato, deve ser usada areia de rio lavada, com grãos angulares.

A areia é utilizada para favorecer a drenagem do excesso de água do substrato, deve ser usada areia de rio lavada, com grãos angulares.

O húmus é o material orgânico que melhora a estrutura do mesmo, aumentando sua porosidade e seu poder de retenção de água e nutrientes.

O húmus é o material orgânico que melhora a estrutura do mesmo, aumentando sua porosidade e seu poder de retenção de água e nutrientes.

Recomendações de mistura

Não existe recomendação única da composição do substrato para o cultivo de bonsai, pois vários fatores devem ser considerados para se obter a melhor formulação para cada caso. Na literatura específica, são encontradas inúmeras recomendações sobre o assunto.

Mistura básica

Para se obter uma boa drenagem, atingindo e mantendo, o mais rápido possível, o nível de 20% a 30% para coeficiente de umidade no “meio de crescimento”, é muito importante a presença de 60% de areia lavada, com grânulos de 2 a 3 mm. Pode-se acrescentar 5% de terra vegetal ou húmus de minhoca, em peso. Ex: 50g de matéria orgânica por Kg de mistura de areia e terra.

A mistura adequada para pinheiros, juníperos, ulmus, buxus, tuia, ácer, e ligustros para vasos com mais de 5 cm de altura deve ser composta de 60 a 70 % de areia grossa ou pedrisco para 30 a 40 % de terra granulada. E para vasos com menos de 5 cm de altura deve-se usar 70 a 80 % de areia grossa para 20 a 30 % de terra granulada.

Uma mistura adequada para espécies que dão flores e frutos deve conter 60 % de areia grossa e 40% de terra granulada, incorporando de 5 a 10% de húmus de minhoca, em relação ao peso total.

Criação do Bonsai

Independente da forma de preparo e obtenção da muda, os passos para a formação do bonsai, a partir dela, são os mesmos. Selecione uma muda com características adequadas para o bonsai

Escolha um vaso que tenha altura menor ou igual ao diâmetro na base do tronco da árvore, e comprimento de, mais ou menos, 2/3 da altura da mesma.

Escolha um vaso que tenha altura menor ou igual ao diâmetro na base do tronco da árvore, e comprimento de, mais ou menos, 2/3 da altura da mesma.

Se o vaso não tiver orifícios ou se seus furos forem pequenos, utilize uma ferramenta para abri-los.

Se o vaso não tiver orifícios ou se seus furos forem pequenos, utilize uma ferramenta para abri-los.

Coloque, sobre os orifícios, pedaços de tela, som 50 % de abertura, para evitar que a terra do vaso saia pelos orifícios durante as regas diárias.

Prenda a tela com um grampo de arame, virando suas pontas para fora, para segurar a tela.

Prenda a tela com um grampo de arame, virando suas pontas para fora, para segurar a tela.

Passe um pedaço de arame com comprimento de acordo com a altura do vaso e suficiente para prender a muda neste. Passe-o pelos furos, de forma que as duas pontas fiquem voltadas para o interior do vaso, para prender, posteriormente, a muda.

Passe um pedaço de arame com comprimento de acordo com a altura do vaso e suficiente para prender a muda neste. Passe-o pelos furos, de forma que as duas pontas fiquem voltadas para o interior do vaso, para prender, posteriormente, a muda.

Coloque uma camada de pedrinhas e areia, no fundo do vaso, até ¼ da sua altura, para promover a drenagem do excesso de água das irrigações.

Coloque uma camada de pedrinhas e areia, no fundo do vaso, até ¼ da sua altura, para promover a drenagem do excesso de água das irrigações.

Retire a muda do recipiente, mantendo o torrão em volta do sistema radicular. Para isso utilize uma espátula, cortando o torrão bem junto à borda do recipiente.

Retire a muda do recipiente, mantendo o torrão em volta do sistema radicular. Para isso utilize uma espátula, cortando o torrão bem junto à borda do recipiente.

Com uma vareta fina de bambu ou madeira, retire o excesso de terra do torrão e desembarace as raízes finas, de fora para dentro, como se estivesse penteando as mesma.

Corte as raízes secas ou danificadas com uma tesoura limpa e bem afiada. Reduza o comprimento das raízes mais longas, que ficam na parte inferior do torrão, principalmente, das raízes mais grossas, que são de sustentação. As mais finas têm função de nutrir a planta.

Corte as raízes secas ou danificadas com uma tesoura limpa e bem afiada. Reduza o comprimento das raízes mais longas, que ficam na parte inferior do torrão, principalmente, das raízes mais grossas, que são de sustentação. As mais finas têm função de nutrir a planta.

Ao retirar o excesso de terra da parte de cima, expomos o nebari, que é a porção superior do sistema radicular, uma parte muito importante do bonsai.

Ao retirar o excesso de terra da parte de cima, expomos o nebari, que é a porção superior do sistema radicular, uma parte muito importante do bonsai.

Corte, no máximo, 1/3 das raízes, para não comprometer a saúde do bonsai.

De vez em quando, borrife água nas raízes e na parte aérea da planta.

De vez em quando, borrife água nas raízes e na parte aérea da planta.

Assim, como foi feita a poda das raízes, também, é preciso desbastar a copa. Deve haver uma proporção entre o volume de raízes e o volume da parte aérea da planta: quatro raízes para cada seis galhos.

Comece podando os ramos e as folhas secas ou danificadas.

Comece podando os ramos e as folhas secas ou danificadas.

Inicie a definição do estilo do bonsai, podando os ramos e folhas para dar a forma desejada. Nessa fase inicial, de formação do bonsai a planta é chamada de pré-bonsai.

Os ramos devem ser cortados logo acima de um nó, com um corte reto, para que possam rebrotar. Faça a poda girando a planta e a observando de todos os lados, na altura dos olhos.

Os ramos devem ser cortados logo acima de um nó, com um corte reto, para que possam rebrotar. Faça a poda girando a planta e a observando de todos os lados, na altura dos olhos.

Os ramos mais grossos devem ser cortados juntos ao tronco, com uma tesoura de poda comum, e finalizados com o alicate côncavo com o fim de fazer o acabamento no local da poda, definindo o estilo da “cicatriz” que ficará no local. Após a poda, utilizar pasta selante.

Os ramos mais grossos devem ser cortados juntos ao tronco, com uma tesoura de poda comum, e finalizados com o alicate côncavo com o fim de fazer o acabamento no local da poda, definindo o estilo da “cicatriz” que ficará no local. Após a poda, utilizar pasta selante.

Se for demorar para plantar , borrifar um pouco de água nas raízes e envolva as mesmas em um pano, para que não se desidratem.

Se for demorar para plantar , borrifar um pouco de água nas raízes e envolva as mesmas em um pano, para que não se desidratem.

Prepare o substrato, e coloque um pouco sobre a camada de pedrinhas, cobrindo-a totalmente.

Prepare o substrato, e coloque um pouco sobre a camada de pedrinhas, cobrindo-a totalmente.

Coloque a muda sobre o substrato e prenda-a com o arame, posicionando o palito de bambu entre o torrão e o arame, para proteger as raízes.

Se houver raízes grossas aparente ou saliente, passe o arame por baixo dela. Esse arame que foi colocado para prender as raízes deve ser cortado quando as novas raízes estiverem desenvolvidas.

Se houver raízes grossas aparente ou saliente, passe o arame por baixo dela. Esse arame que foi colocado para prender as raízes deve ser cortado quando as novas raízes estiverem desenvolvidas.

Borrife água na copa, de vez em quando, para reduzir o estresse provocado pelo transplante.

Borrife água na copa, de vez em quando, para reduzir o estresse provocado pelo transplante.

Coloque aos poucos mais substrato, e, ao mesmo tempo, aperte levemente com a vareta, para envolver bem todos os lados das raízes. O substrato deve cobrir bem as raízes mas não deve ultrapassar a borda do vazo.

Pressione o substrato com os dedos, para firmar a planta e preencher os espaços vazios.

Pressione o substrato com os dedos, para firmar a planta e preencher os espaços vazios.

Mergulhe o vaso numa bacia com água, para umedecer o substrato por igual e retirar o ar que ficou nos espaços vazios, aumentando o contato das raízes com o solo.

Coloque uma camada fina de musgo sobre a superfície, para reduzir a evaporação de água, ajudando a manter a umidade do substrato. Podem ser empregados também, pequenos pedaços de cascas de árvore ou casca de castanho do Brasil.

Coloque uma camada fina de musgo sobre a superfície, para reduzir a evaporação de água, ajudando a manter a umidade do substrato. Podem ser empregados também, pequenos pedaços de cascas de árvore ou casca de castanho do Brasil.

Coloque areia sobre o substrato, em toda a volta do vaso, bem junto á borda, para facilitar a penetração de água na hora da rega.

Coloque areia sobre o substrato, em toda a volta do vaso, bem junto á borda, para facilitar a penetração de água na hora da rega.

Por cima da areia, deposite pedrinhas decorativas.

Depois do plantio, a planta deve ficar à meia sombra, protegida dos raios solares direto e do vento, durante 45 dias. Exponha a árvore ao sol aos pouco, aumentando a permanência gradualmente nessa exposição.

Depois do plantio, a planta deve ficar à meia sombra, protegida dos raios solares direto e do vento, durante 45 dias. Exponha a árvore ao sol aos pouco, aumentando a permanência gradualmente nessa exposição.

Nos três primeiros meses, a planta deve ser regada 2 vezes ao dia. O substrato deve ficar apenas úmido e não encharcado.

Nos três primeiros meses, a planta deve ser regada 2 vezes ao dia. O substrato deve ficar apenas úmido e não encharcado.

Replantio

As raízes vão se desenvolvendo à medida que a planta cresce e, como o espaço do vaso é limitado, elas vão se emaranhando e começam a apodrecer. Além disso, os nutrientes contidos no substrato vão se esgotando, e este vai, com o passar do tempo, perdendo a estrutura e ficando compacto.

Assim sendo, torna-se necessário fazer o replantio do bonsai, que tem por finalidade desemaranhar e reduzir a quantidade das raízes do bonsai, repor o substrato e os nutrientes perdidos, bem como equilibrar o volume da parte aérea e das raízes da planta.

Assim sendo, torna-se necessário fazer o replantio do bonsai, que tem por finalidade desemaranhar e reduzir a quantidade das raízes do bonsai, repor o substrato e os nutrientes perdidos, bem como equilibrar o volume da parte aérea e das raízes da planta.

A época mais adequada para fazer o replantio é a primavera, quando a seiva das plantas começa a fluir mais intensamente e ocorre a brotação. Nunca se deve fazer o replantio no inverno.

A época mais adequada para fazer o replantio é a primavera, quando a seiva das plantas começa a fluir mais intensamente e ocorre a brotação. Nunca se deve fazer o replantio no inverno.

Plantas cujas raízes crescem mais rapidamente devem ser reenvasadas uma vez por ano. Já aquelas com crescimento radicular mais lento, em intervalos de três a cinco anos.

Plantas cujas raízes crescem mais rapidamente devem ser reenvasadas uma vez por ano. Já aquelas com crescimento radicular mais lento, em intervalos de três a cinco anos.

Educação das Arvorezinhas

A educação, no cultivo do bonsai, tem por objetivo modelar a planta, para se obter o formato e o estilo desejado. As técnicas empregadas são a poda e a aramação.

Raízes

As raízes expostas acima do solo dão a impressão de maturidade e contribuem para o equilíbrio da composição. O ideal é que as raízes do bonsai saiam do tronco em todas as direções (disposição radial) mas não é necessário ter espaçamento regular ou uma disposição simétrica

Tronco

O aspecto do tronco indica a idade da planta. A base do tronco grossa, ou seja o nebari, dá um aspecto de maturidade. Mas ele não pode ser grosso até o topo, e sim afunilado, isso é, o diâmetro do tronco vai diminuindo gradativamente até o topo da árvore.

Os troncos podem ser retos, curvos, angulosos, ou divididos, em adequação às características da espécie de planta. A textura e a cor da casca também contribuem para dar o caráter de árvore. Assim, um bonsai mais maduro pode mostrar as marcas do tempo em seu tronco. No entanto, isso não significa que possa apresentar ferimentos

Os troncos podem ser retos, curvos, angulosos, ou divididos, em adequação às características da espécie de planta. A textura e a cor da casca também contribuem para dar o caráter de árvore. Assim, um bonsai mais maduro pode mostrar as marcas do tempo em seu tronco. No entanto, isso não significa que possa apresentar ferimentos

Ramos

A disposição dos ramos deve estar em harmonia com o aspecto geral da árvore e dar a impressão de equilibrio.

Uma regra a se observada é que o primeiro ramo deve começar a um terço da altura do tronco. Os ramos inferiores devem ser mais robustos e os apicais devem ser mais leves.

Uma regra a se observada é que o primeiro ramo deve começar a um terço da altura do tronco. Os ramos inferiores devem ser mais robustos e os apicais devem ser mais leves.

A poda e a aramação permitem a correta orientação dos ramos. Com a poda, é possível corrigir situações indesejáveis, como aquelas de ramos que se cruzam, ramos que brotam do mesmo ponto do tronco do bonsai e ramos que crescem em direções opostas no mesmo nível do tronco. A poda permite, também, dar um formato aproximadamente cônico à árvore.

A poda e a aramação permitem a correta orientação dos ramos. Com a poda, é possível corrigir situações indesejáveis, como aquelas de ramos que se cruzam, ramos que brotam do mesmo ponto do tronco do bonsai e ramos que crescem em direções opostas no mesmo nível do tronco. A poda permite, também, dar um formato aproximadamente cônico à árvore.

A aramação permite mudar a direção dos ramos, podendo, por exemplo, conduzir um ramo , ou inclinar um ramo para baixo.

A aramação permite mudar a direção dos ramos, podendo, por exemplo, conduzir um ramo , ou inclinar um ramo para baixo.

Conduzindo ramos para baixo

Conduzindo a forma do Bonsai

Poda

O crescimento de ramos e galhos novos pode comprometer a estética do bonsai, por isso é necessário podá-los periodicamente. A poda permite corrigir a forma geral da planta e retardar seu crescimento natural.

A pode deve ser feita com tesoura e alicates bem afiados para não causar danos à planta. Para realizar a poda, é preciso que você já tenha definido qual é o estilo e o formato desejado para a planta.

A pode deve ser feita com tesoura e alicates bem afiados para não causar danos à planta. Para realizar a poda, é preciso que você já tenha definido qual é o estilo e o formato desejado para a planta.

A poda de refinamento é leve e não deixa cicatrizes. Tem por objetivo redirecionar galhos, remover brotos que nascem em locais indesejáveis, estimular a densidade foliar em algum ponto, produzir folhagem mais viçosa e conter o crescimento.

A poda de refinamento é leve e não deixa cicatrizes. Tem por objetivo redirecionar galhos, remover brotos que nascem em locais indesejáveis, estimular a densidade foliar em algum ponto, produzir folhagem mais viçosa e conter o crescimento.

Os ramos devem ser cortados logo acima de um nó, para que possam rebrotar e para evitar que a parte acima do nó apodreça ou seque.

Os ramos devem ser cortados logo acima de um nó, para que possam rebrotar e para evitar que a parte acima do nó apodreça ou seque.

A poda drástica é utilizada para retirar segmentos de tronco e galhos mais grossos, também para corrigir a forma geral da planta e retardar seu crescimento natural. Quase sempre deixa cicatrizes. Assim, após o corte, é necessário passar pasta selante no local.

A poda drástica é utilizada para retirar segmentos de tronco e galhos mais grossos, também para corrigir a forma geral da planta e retardar seu crescimento natural. Quase sempre deixa cicatrizes. Assim, após o corte, é necessário passar pasta selante no local.

A poda deve ser feita, quando se verificam galhos crescendo na mesma altura e em muitas direções, sendo que alguns devem ser podados, ou quando ocorrem galhos opostos na mesma altura, e, neste caso, um deles deve ser retirado.

A poda deve ser feita, quando se verificam galhos crescendo na mesma altura e em muitas direções, sendo que alguns devem ser podados, ou quando ocorrem galhos opostos na mesma altura, e, neste caso, um deles deve ser retirado.

Em caso de ramos muito próximo, elimine um deles ou mais que um se necessário.

Em caso de ramos muito próximo, elimine um deles ou mais que um se necessário.

A poda drástica permite também que se crie um estilo de bonsai a partir de uma muda.

Poda drástica

Condições mais favoráveis do ambiente

Irrigação

O pequeno volume de substrato existente no vaso do bonsai armazena pouca quantidade de água, daí a necessidade de regas mais frequentes.

O bonsai deve ser regado antes que o solo da superfície esteja totalmente seco.

É preciso regar pelo menos uma vez ao dia. Nos dias mais quentes é melhor irrigar duas vezes, uma de manhã e outra à tardinha.

É preciso regar pelo menos uma vez ao dia. Nos dias mais quentes é melhor irrigar duas vezes, uma de manhã e outra à tardinha.

Iluminação

As plantas precisam de iluminação plena para realizar a fotossíntese, processo essencial para sua sobrevivência e crescimento. Além disso, o sol ajuda a controlar o crescimento excessivo de ramos, evitando o estiolamento.

Assim, o bonsai deve ser exposto à luz solar direta, pelo menos por algumas horas por dia. Recomenda-se três horas por dia de luz solar direta, evitando o período de sol mais intenso.

Assim, o bonsai deve ser exposto à luz solar direta, pelo menos por algumas horas por dia. Recomenda-se três horas por dia de luz solar direta, evitando o período de sol mais intenso.

O local mais adequado para se colocar o bonsai deve ser claro, quente e úmido. O ideal seria colocá-lo sobre a leve sombra de uma árvore, numa varanda ou numa estufa de sombrite.

O local mais adequado para se colocar o bonsai deve ser claro, quente e úmido. O ideal seria colocá-lo sobre a leve sombra de uma árvore, numa varanda ou numa estufa de sombrite.

O bonsai não deve permanecer por muito tempo dentro de casa.

Adubação

A quantidade de nutrientes presentes no substrato é absorvida pela planta de maneira relativamente rápida, exigindo reposições frequentes, através de adubações, para não prejudicar o bonsai.

Os ciclos e tipos de adubação variam com a idade, a espécie e as condições de cultivo da planta.

Os ciclos e tipos de adubação variam com a idade, a espécie e as condições de cultivo da planta.

O fertilizante granulado, de liberação lenta, tem a composição de 15:9:12 de NPK e contém, também, os micronutrientes essenciais para as plantas. É recomendado nas dosagens de uma colher de chá para vasos de 15 a 20 cm de diâmetro e de duas colheres para vasos de 20 a 25 cm de diâmetro.

O fertilizante granulado, de liberação lenta, tem a composição de 15:9:12 de NPK e contém, também, os micronutrientes essenciais para as plantas. É recomendado nas dosagens de uma colher de chá para vasos de 15 a 20 cm de diâmetro e de duas colheres para vasos de 20 a 25 cm de diâmetro.

As aplicações de suplementação devem ser feitas a cada 60 dias. O fertilizante deve ser colocado a uma distância de mais ou menos 2/3 entre a planta e a borda do vaso. Após a aplicação, irrigue sobre o adubo para que seja incorporado ao substrato.

As aplicações de suplementação devem ser feitas a cada 60 dias. O fertilizante deve ser colocado a uma distância de mais ou menos 2/3 entre a planta e a borda do vaso. Após a aplicação, irrigue sobre o adubo para que seja incorporado ao substrato.

Outra opção é a aplicação de fertilizantes líquidos, aplicados conforme a recomendação do fabricante, e espalhados de maneira uniforme.

Outra opção é a aplicação de fertilizantes líquidos, aplicados conforme a recomendação do fabricante, e espalhados de maneira uniforme.

Pode-se utilizar adubos orgânicos como a torta de mamona e a farinha de osso, misturados na proporção de 1,5 colher de torta de mamona para 1 colher de farinha de osso.

O excesso de adubo pode matar a planta. Se você errar na mão, irrigue abundantemente a planta ou mergulhe o vaso numa bacia com água, para provocar a lixiviação d excesso de nutrientes.

O excesso de adubo pode matar a planta. Se você errar na mão, irrigue abundantemente a planta ou mergulhe o vaso numa bacia com água, para provocar a lixiviação d excesso de nutrientes.

Recomendações importantes

  • Utilizar fertilizantes sólidos no outono e fertilizantes líquidos na primavera;

  • Não adubar no período de repouso vegetativo das plantas, ou seja, nos meses de maio, junho e até meados de julho.

  • Não adubar pouco antes ou depois da floração, pois ocorre queda dos botões florais: adubar somente depois que aparecerem os frutos.

Fertilizantes ricos em nitrogênio favorecem o crescimento da planta;

  • Fertilizantes ricos em nitrogênio favorecem o crescimento da planta;

  • Fertilizantes ricos em fósforo favorecem o florescimento e a frutificação;

  • Não adubar a planta logo após a poda das raízes, pois é necessário esperar cerca de quatro semanas para o sistema radicular se regenerar.

Fim.....

Fim.....

lucasdepaulamera@hotmail.com

Comentários