Gestão da Qualidade técnico em qualidade

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5.4. Teorias Motivacionais

A motivação tem sido alvo de muitas discussões. É possível compreendê-la como resultado da busca pela satisfação das necessidades e desejos naturais do ser humano. Tal fato mobiliza a pessoa a agir, com determinado empenho, na busca de atingir determinados objetivos.

A motivação torna-se o elemento chave para os resultados de várias propostas de vida, e, em particular, a obtenção da qualidade nos programas de excelência que muitas organizações objetivam introduzir, e, ainda mais difícil, conseguir a sua manutenção.

As técnicas de um programa de Qualidade Total são claras e estimulantes. Contudo, na prática, funcionam a partir do comprometimento das pessoas, ou seja, da motivação que deve permear o programa. Comprometer-se com a qualidade nos processos produtivos depende do grau de motivação que está presente ao se praticar, de dentro para fora, intrinsecamente.

O que leva o ser humano a se motivar, voltando o seu foco para a busca da qualidade? De que maneira o comprometimento ocorre nas pessoas?

O ser humano precisa encontrar o seu verdadeiro espaço na dimensão profissional. Ele deve sentir a sensação de pertencimento no todo. Para tanto, a liderança deve se preparar para servir, e não apenas ser servida. Os líderes atuam como facilitadores, que percebem as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe, que por sua vez, dirige a sua energia partilhada para o todo da organização.

Teorias Principais conceitos

Taylorismo (início do século X) “homo economicus” = medo da fome e necessidade de dinheiro para comer. Motivado por recompensas salariais e prêmios de produção.

Teoria das relações humanas (Elton Mayo, 1927) “homem social” = estímulos psicológicos e sociais são mais importantes do que as condições de ordem material e econômica. Motivado pelo ambiente social.

Hierarquia das Necessidades Humanas (Maslow, 1954)

Hierarquia de necessidades, apresentadas em forma de pirâmide: fisiológicas, segurança, sociais, estima, auto-

Escola Técnica Regional _ Técnico em Logística Gestão da Qualidade realização. Motivado pelas necessidades nãosatisfeitas.

Teoria X e Teoria Y (McGregor, 1960) Teoria X = homem indolente e preguiçoso. Estilo de administrar: rígido, duro e autocrático. Teoria Y = pessoas possuem motivação básica. Estilo de administrar: aberto, participativo e democrático.

Teoria dos dois fatores (Herzberg, década de 60)

Fatores Higiênicos = evitam a insatisfação. Localizam-se no ambiente (supervisão, relações interpessoais, condições físicas de trabalho, práticas administrativas...) Fatores Motivacionais = satisfação ao desempenhar o trabalho. Natureza das tarefas, conteúdo do cargo (realização, responsabilidade, crescimento, progresso, reconhecimento...)

Estilos de Comportamento (Myers, 1964) Existem basicamente 2 tipos de pessoas:

As que procuram Motivação e as que procuram Manutenção.

6. AS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE 6.1. Lista de Verificação (simples e freqüência)

O que é Uma lista de itens pré-estabelecidos que serão marcados a partir do momento que forem realizados ou avaliados.

Use para A Lista de Verificação Simples é usada para a certificação de que os passos ou itens préestabelecidos foram cumpridos ou para avaliar em que nível eles estão.

Como usar Determine exatamente quais os itens que precisam ser verificados, como a ordem de uma tarefa, pontos que devem ser verificados. Monte um formulário onde a pessoa que for preencher possa marcar um “X” ao lado item verificado ou no critério estabelecido de avaliação (exemplo: ruim, regular, bom e excelente).

Exemplo de Lista de Verificação Simples: b etivo: Avaliar a “ rdem Mantida” na implanta o do programa 5 s na empresa

Marque com um “X” na resposta correspondente ao item

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O que é A Lista de Verificação de Freqüência é usada para determinar quantas vezes ocorre um evento ao longo de um período de tempo determinado. Neste instrumento, podem ser colhidas informações dos eventos que estão acontecendo ou daqueles que já aconteceram. Embora a finalidade da Lista de Verificação de Freqüência seja o acompanhamento de dados e não a sua análise, ela normalmente indica qual é o problema e permite observar, entre outros, os seguintes aspectos:

- número de vezes em que alguma coisa acontece; - tempo necessário para que alguma coisa seja feita;

- custo de uma determinada operação ao longo de certo período de tempo;

- impacto de uma ação ao longo de um dado período de tempo.

Use para Registrar informações sobre o desempenho de um processo e acompanhar defeitos em itens ou processos.

Como usar Determine exatamente o que deve ser observado. Defina o período durante o qual os dados serão coletados. Construa um formulário simples e de fácil manuseio para anotar os dados. Faça a coleta de dados, registrando a freqüência de cada item que é observado. Some a freqüência de cada item e registre na coluna Total.

Exemplo de Lista de Verificação de Freqüência Problema: Reclamação de defeitos na porta do carro. Período: 1 mês. Processo: Fabricação de porta de carro.

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Responsável: sr. X Período: 01/08/20XX a 30/08/20XX. Total de Itens produzidos: 480

6.2. Diagrama de Pareto

O gráfico de Pareto é um diagrama que apresenta os itens e a classe na ordem dos números de ocorrências, apresentando a soma total acumulada.

Permite-nos visualizar diversos elementos de um problema auxiliando na determinação da sua prioridade.

É representado por barras dispostas em ordem decrescente, com a causa principal vista do lado esquerdo do diagrama, e as causas menores são mostradas em ordem decrescente ao lado direito. Cada barra representa uma causa exibindo a relevante causa com a contribuição de cada uma em relação à total.

É uma das ferramentas mais eficientes para encontrar problemas.

Este diagrama de Pareto descreve as causas que ocorrem na natureza e comportamento humano, podendo assim ser uma poderosa ferramenta para focalizar esforços pessoais em problemas e tem maior potencial de retorno.

J.M. Juran aplicou o método como forma de classificar os problemas da qualidade em “poucos vitais” e "muitos triviais”, e denominou-o de Análise de Pareto.

Demonstrou que a maior parte dos defeitos, falhas, reclamações e seus custos provêm de um número pequeno de causas.

Se essas causas forem identificadas e corrigidas torna-se possível à eliminação de quase todas as perdas. É uma questão de prioridade.

O princípio de Pareto é conhecido pela propor o “ / ” “ È comum que % dos problemas resultem de cerca de apenas 20% das causas potenciais” “Dito de outra forma, % dos nossos problemas causam % das dores de cabe a”

Quando Usar

• Para identificar os problemas • Achar as causas que atuam em um defeito

• Descobrir problemas e causas; problema (erro, falhas, gastos, retrabalhos, etc.) e causas (operador, equipamento, matéria-prima, etc.). • Melhor visualiza o da a o

• Priorizar a a o

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• Confirmar os resultados de melhoria • Verificar a situa o antes e depois do problema, devido às mudanças efetuadas no processo.

• Detalhar as causas maiores em partes específicas, eliminando a causa

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