Manual Estilo de Lauda

Manual Estilo de Lauda

(Parte 1 de 4)

Prezado Colaborador,

Esta é uma versão inicial de nosso Manual de Estilo. Por favor leia-o com atenção, e consulte-o sempre para o trabalho de copidesque, revisão ou tradução de nossos livros.

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Manual de estilo / Jorge Zahar Ed.. - Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2006
Anexos
ISBN 85-7110-956-7
1. Editoração - Manuais, guias, etc. 2. Preparação de manuscritos (Autoria) - Manuais, guias, etc. 3. Autoria - Manuais,

M251 guias, etc. 4. Originais - Revisão - Manuais, guias, etc. 5. Escritores e editores - Manuais, guias, etc. I. Jorge Zahar E.

06-3531CDD 808.02
CDU 808.2

2.09.06 27.09.06 016349

1. Lauda, formatação e digitação a) Lauda-padrão b) Orientações de formatação c) Padrões de digitação

2. Citações e destaques a) Citações b) Destaques

3. Notas a) Notas de final de volume b) Notas de rodapé c) Chamadas de notas

4. Indicação de fontes bibliográficas e de títulos de obras (no texto ou em notas) a) Títulos de obras b) Notas bibliográficas c) Lista bibliográfica final

5. Menções estrangeiras a) Expressões estrangeiras b) Nomes de instituições, estabelecimentos e empresas estrangeiros c) Nomes de pessoas e lugares estrangeiros d) Títulos de obras estrangeiras e) Transliterações

6. Maiúsculas e minúsculas a) Maiúsculas b) Minúsculas a) Livros, teses, peças, óperas e balés, discos, filmes, CDs e DVDs, programas de TV e rádio, obras de artes plásticas e catálogos de exposições b) Periódicos e suas seções c) Artigos, contos, poemas, canções, árias de ópera e cenas de programas de TV e rádio d) Obras musicais clássicas e) Exposições

8. Numerais e unidades de medida a) Princípios básicos b) Frações c) Unidades de medida d) Algarismos romanos e) Datas e décadas f) Percentagens g) Horas e moedas

9. Pontuação a) Aspas b) Hífen c) Travessão

10. Antropônimos e topônimos a) Antropônimos b) Topônimos

1. Siglas e abreviaturas a) Siglas b) Abreviaturas

Anexos

I) Hífens: lista de prefixos I) Lista de abreviaturas mais comuns I) Referências bibliográficas: amostras IV) Orientações para formatação do original

1. Lauda, formatação e digitação a) Lauda-padrão:

● A lauda-padrão da editora possui 2.0 caracteres, contados automaticamente no Word e incluindo os espaços. Usar: <ferramentas/ contar palavras>.

b) Orientações de formatação:

● Os documentos devem ser formatados usando-se papel A4; fonte Times New Roman corpo 13; entrelinha de 1,5cm; margens de 2,5cm. Não é exigido que o tradutor entregue o trabalho impresso, mas, caso assim o deseje, pede-se observar a formatação acima.

c) Padrões de digitação: ● Observar as seguintes regras:

Para iniciar parágrafo, usar a tecla tab ou definir em: <formatar/ parágrafo/ especial/ primeira linha>. (A tecla de espacejamento não deve ser usada para esse fim.)

Para recuar as linhas de um parágrafo, como nas citações, usar: <formatar/ parágrafo/ especial/ deslocamento>. (A tecla de espacejamento não deve ser usada para esse fim.)

Para criar espaços entre palavras e números de tabela, usar a tecla tab ou formatar em colunas. (A tecla de espacejamento não deve ser usada para esse fim.)

Usar espaço duplo entre parágrafos quando houver significado na lógica do texto; caso contrário, não pular linha entre os parágrafos.

O primeiro parágrafo de um capítulo, ou após um subtítulo, ou ainda depois de um espaço duplo, inicia na margem esquerda, e não recuado.

2) Citações e destaques a) Citações:

● Citações em prosa em língua estrangeira devem ser traduzidas; se indispensável, pode-se manter a versão original em nota de rodapé. Versos de poemas devem ser mantidos no idioma original e traduzidos em nota de rodapé, separados por barras. Ex. de nota: * Hibiscos / na trama / dos ramos / brilhos / de chama (Wang Wei, “Zen”).

● Citações com até quatro linhas devem figurar no corpo do texto, entre aspas e em redondo (isto é, tipo normal). As citações com mais de quatro linhas devem vir em parágrafo recuado em relação ao texto, sem aspas, em redondo e em corpo menor. Ex.:

É o primeiro plano, disse, que dá ao cinema seu poder de revelar os movimentos secretos e as leis da natureza: “O primeiro plano pode mostrarnos uma qualidade de um gesto da mão que nunca antes notamos” (Theory of the Film, p.5). Kracauer finalmente descobriu seu gênero cinematográfico ideal no que chama de “enredo encontrado”:

Quando você olha por tempo suficientemente longo para a superfície de um rio ou lago, vai detectar na água determinados padrões que podem ter sido produzidos por uma brisa ou um redemoinho. Os enredos encontrados são da natureza de tais padrões. Descobertos em vez de inventados, são inseparáveis dos filmes com intenções documentais. (ibid., p.245)

● Citações incluídas em outras citações levam aspas simples. Ex.: “‘É que o mundo mudou muito’, conclui Mindlin.”

● Cortes e acréscimos em citações:

Cortes e trechos suprimidos devem ser substituídos por reticências, com espaço antes e depois, mas sem parênteses. Ex.:

presente em todos os outros tipos de retrataçãoSomos obrigados a

A natureza objetiva da fotografia confere-lhe uma qualidade de credibilidade aceitar como real a existência do objeto reproduzido.

usar o som desse modo pode destruir a cultura da montagem, pois cada

adesão do som a uma peça visual aumenta sua inércia como peça de montagem e aumenta a independência de seu significado. (Ibid., p.79)

minha]; [!]; [?]; [sic]; “[Renoir] sozinhoobrigou-me a procurar além dos recursos

Acréscimos em citações virão entre colchetes. Ex.: [grifo do original]; [ênfase proporcionados pela montagem.” b) Destaques:

● O grifo (ou itálico) é usado para destacar no texto palavras ou expressões que se queira enfatizar ou para grafar palavras estrangeiras. Ex.: O realismo da matéria-prima do cinema não é, para eles, uma restrição aos tipos de forma cinemática que esse material pode assumir.

▫ Obs.: Não usar a sublinha para essa finalidade ao digitar.

● As “aspas” devem ser usadas para destacar no texto citações, gírias e palavras “emprestadas” de outro contexto, ou ainda expressões irônicas, pejorativas ou com sentido figurado, entre outros casos. Ex.:

Seu “sistema” não é de fato um enorme filtro por que passam todos os filmes.

A debilidade desse argumento é evidente, e depois é ressaltada ante a concepção de “realidade visível” de Kracauer.

» Ver também itens 4 (uso de grifos e aspas na indicação de fontes bibliográficas e de títulos de obras), 5a (uso de grifos e aspas em expressões estrangeiras) e 9a (uso de aspas em citações).

3) Notas a) Notas de final do volume:

● Notas com dados bibliográficos e informações não relevantes para a compreensão imediata na leitura do texto devem figurar ao final do volume.

● A numeração dessas notas deve ser consecutiva, por capítulo (ou, em alguns casos, por parte), sempre em algarismos arábicos. As chamadas de nota devem ser inseridas manualmente no texto, com os números sobrescritos. Ex.: O escritor Monteiro Lobato escreveu a propósito dela um artigo cujo título era “Mistificação ou paranóia?”, que suscitou revolta entre os modernistas.2

● As notas de final do volume devem vir logo após os capítulos ou após os anexos (quando houver), em seção à parte denominada “Notas”, e devem ser agrupadas por capítulo (ou, excepcionalmente, por parte), inserindo-se o número e o título do capítulo e, após a paginação do livro, os números das páginas do referido capítulo entre parênteses (p.0 a 0). Exceções devem ser vistas com a editora. Ex.:

2. Forças Armadas e Política (p.62-101) 1. Ver descrição pormenorizada do processo em Juarez Távora, Uma vida e muitas lutas, p.151. 2. Nossa ênfase será no Exército. A Marinha apresenta problemas distintos que merecem desenvolvimento à parte.

▫ Obs.: Em livros que usam o novo padrão norte-americano de referência (i.e., sem chamada de nota), consultar a editora caso não tenha recebido orientação prévia.

b) Notas de rodapé:

● Vêm em rodapé apenas as notas de esclarecimento, essenciais para a boa leitura do texto; as notas de tradução, indicadas por (N.T.) depois do ponto final da nota; as notas do editor, indicadas por (N.E.) depois do ponto final da nota; as notas da revisão técnica, indicadas por (N.R.T.) depois do ponto final da nota.

● As notas de rodapé são indicadas por um asterisco: * (que deve ser inserido na ferramenta automática do Word). A seqüência dos asteriscos se reiniciará a cada nova lauda, e se houver mais de uma nota de rodapé na lauda, usar **, *** etc.

c) Chamada de nota:

● Seja a nota de rodapé ou de final do volume, a chamada de nota deve vir após a pontuação ou as aspas. Ex.:

Ele respondeu: “Cada vitória é mais uma linha de vossa carta constitucional. Atos tomam o lugar de uma declaração que por si só seria pueril.”13

Fouché tomou medidas para que o panfleto fosse destruído,15 mas a mão de Napoleão em sua criação era evidente. 16

● Em alguns textos especializados, a chamada de nota deve ser feita logo após a palavra, ou grupo de palavras, a que a nota se refere, não obedecendo portanto à regra geral de chamada após a pontuação ou aspas. Esse é o caso, por exemplo, de certos textos de/sobre lingüística onde a chamada de nota após a pontuação pode criar dubiedades. Ex.:

Qual a diferença entre tu és aquele que me seguirás1 e tu és aquele que me seguirá2?

Na manhã de 9 de outubro ele estava apenas contemplando a República da França do quarto convés da fragata La Muiron14 que apontava no horizonte do porto de Fréjus.

4) Indicação de fontes bibliográficas e de títulos de obras (no texto ou em notas) a) Títulos de obras:

● Os títulos de livros, teses, dissertações, peças teatrais, óperas, filmes (de longa, média e curta-metragem), discos, CDs, DVDs, programas de TV, obras de artes plásticas e catálogos de exposições devem vir em grifo e apenas com a primeira letra em cx.A. Ex.: O fim da história: de Hegel a Fukuyama, livro de Perry Anderson; A relação do público com o museu, tese de doutorado de Adriana Mortara; Ibsen escreveu a peça Casa de bonecas em 1889; a ópera Aída, de Verdi; O grande ditador, filme de Chaplin; o CD A beira e o mar, de Maria Bethânia; o DVD Pulse, do Pink Floyd; O grito, quadro de Munch.

● Títulos de artigos, capítulos, contos, poemas, canções, árias de ópera, quadros e cenas de programas de TV e rádio devem vir entre aspas e em redondo (i.e., tipo normal). Ex.: “Chick e seu clube”, capítulo do livro Sociedade de esquina; “Leito de folhas verdes”, poema de Gonçalves Dias; “Olhos nos olhos”, canção de Chico Buarque; a ária “La donna è mobile”, do Rigoletto de Verdi; “Jogo falado”, quadro do programa Fantástico.

● Títulos de periódicos e cadernos especiais devem ser redigidos em grifo, com todas as iniciais maiúsculas (à exceção de artigos, preposições e pronomes relativos). Ex.: o jornal Tribuna da Imprensa; o número especial Café Philo, da revista Le Nouvel Observateur. (Para cadernos de jornais, ver item 7b.)

▫ Obs.: Em francês, os títulos começados com L’, seguidos portanto de vogal ou H, têm a vogal ou o H em letra maiúscula (Ex.: L’Aigle à deux têtes). Para as obras em alemão, seguir o padrão da língua: manter os substantivos em maiúscula (Ex.: Das Kapital). Para as obras em inglês, seguir o padrão da língua: manter os substantivos, adjetivos e verbos com inicial maiúscula nos títulos de obras e com inicial minúscula em títulos de artigos (Ex.: The Art of the Moving Picture; “What is that thing called Mendelian genetics?”).

b) Notas bibliográficas:

● Quando houver uma lista bibliográfica final, das notas devem constar somente as iniciais do nome e o sobrenome do autor (nesta ordem), o título da obra e, se for o caso, o número das páginas citadas.

● A palavra “página” deve ser abreviada por “p.” (mesmo que seja um intervalo de páginas) seguido imediatamente do número; quando a referência for a mais de uma página, repetir a dezena, centena etc. apenas quando forem diferentes; quando a referência for a uma seqüência de páginas usar a forma “s” (corresponde ao “f” ou “f” do inglês). Ex.:

2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4. 2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4-6. 2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4-51.

2. D. Filho, O circo eletrônico, p.44s. ● Uso de idem, ibid., op.cit. e et al. (sempre grafados em redondo e seguidos do ponto de abreviação quando for o caso):

Idem: usado para indicar que o autor, a obra e a página são exatamente os mesmos da nota anterior. Ex.:

2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4.

3. Idem. Ibid.: usado para indicar que o autor e a obra são exatamente os mesmos da nota anterior, mas a página é outra. Ex.:

2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4.

3. Ibid., p.51. Op.cit.: usado para indicar que a obra de um determinado autor que está sendo citada é a mesma citada anteriormente. Atenção: deve ser usado apenas dentro do mesmo capítulo ou artigo; é necessário que seja precedido do nome do autor e que a obra referida seja a última mencionada deste autor; grafar sem espaço entre as duas palavras. Ex.:

2. D. Filho, O circo eletrônico, p.4.

7. D. Filho, op.cit., p.35. Et al.: usado, em casos de livros assinados por três ou mais autores, para substituir todos os nomes de autores exceto o primeiro. Ex.:

2. Braga et al., Breve história da ciência moderna, vol.1, p.102.

c) Lista bibliográfica final:

● Observar o padrão e os exemplos seguintes para seqüência de entrada, pontuação, uso de maiúsculas e destaques:

Seqüência correta em referências de livros e artigos de livros: Sobrenome, Prenome.

“Título do artigo”, in Título. Cidade, Editora, número do volume, número de edição, ano, p.0. [Ed.bras.: Título. Cidade, Editora, ano.]

Seqüência correta em referências de periódicos e artigos de periódicos: Sobrenome,

Prenome. “Título do artigo”. Título do Periódico, ano, volume, número, mês ano da publicação, p.0-0.

Burke, Peter. What is Cultural History?. Cambridge, Polity, 2004. [Ed. bras.: O que é história cultural?. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005.]

Clark, Lygia. “Carta a Mondrian”, in Glória Ferreira e Cecilia Cotrim (orgs.), Escritos de artistas: anos 60/70. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2006.

Velho, Gilberto. A utopia urbana: um estudo de antropologia social. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 6ª ed. 2002.

_ e Karina Kuschnir (orgs.). Pesquisas urbanas: desafios do trabalho antropológico. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003.

Quinet, Antonio. “A linguagem do inconsciente”, Pulsional Revista de Psicanálise, ano XIV, n.146, jun 2001, p.15-26.

▫ Obs.: Procurar sempre usar o prenome por extenso na bibliografia final. ● Em obras de dois ou mais autores, inverter apenas o primeiro nome. Ex.:

Cordeiro, Graça Índios e António Firmino da Costa. “Bairros: contexto e intersecção”, in Gilberto Velho (org.). Antropologia urbana: cultura e sociedade no Brasil e em Portugal. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1999.

Grinberg, Keila, Lucia Grinberg e Anita Correia Lima Almeida. Para conhecer Machado de Assis. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005.

● O nome do editor deve ser simplificado ou abreviado, mas de maneira inconfundível. Ex.: Civilização Brasileira em vez de Ed. Civilização Brasileira; PUF em vez de Presses Universitaires de France; Penguin em vez de Penguin Press; Eduerj; Ed. da UFRJ.

● Remissões à bibliografia no texto: evitar a forma “(Hall, 1958)”, usada excepcionalmente em textos acadêmicos, se indispensável. Colocar essa informação em nota ou, se for preferível mantê-la no corpo do texto, mencionar o nome do autor e/ou o título da obra no próprio texto.

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