SEMIOLOGIA 15 - PEDIATRIA - Semiologia pediátrica pdf

SEMIOLOGIA 15 - PEDIATRIA - Semiologia pediátrica pdf

(Parte 1 de 4)

Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy –PEDIATRIA –MEDICINA P8 –2011.1

MED RESUMOS 2011 NETTO, Arlindo Ugulino; ELOY, Yuri Leite.

SEMIOLOGIA PEDIÁTRICA (Professora Alexandrina Lopes)

A pediatria pode ser conceituada como a especialidade da medicina que cuida do serhumano durante seu período de desenvolvimento: da fecundação à puberdade. Desta forma, a semiologia pediátrica é definida como a ciência que estuda os sinais e sintomas que vão constituir as síndromes na infância, com finalidade diagnóstica.

Portanto, a semiologia pediátrica é a ferramenta que médico pediatra lança mão para guiá-lo na consulta pediátrica. Ela é, basicamente, composta por três partes: Anamnese

Exame Físico

Exames Complementares

A anmanese do paciente pediátrico deve ser o mais completa e detalhada possível, representandoa evolução da criança até o momento da consulta. Para isso, é necessário ao pediatra utilizar uma linguagem acessível e demonstrar respeito e interessena história contada pelo paciente.

Os seguintes passos caracterizam a anamnese: a) Identificação; b)Queixa Principal (QP) c)História da Moléstia Atual(HMA) d) Antecedentes Gineco-obstétricos (AGO) e)História Mórbida Pregressa(HMP) f) Antecedentes Alimentares (A) g) Desenvolvimento Psico-motor (DPM) h) Antecedentes Imunológicos (AI) i)História Mórbida Familiar(HMF) j)Revisão de sistemas(RS) k)Condições e Hábitos de Vida (CHV)

Durante a anamnese, o médico deve coletar uma história clínica adequada, preferencialmente com a ajuda do responsável legal pela criança. Dessa forma, o médico deve estabelecer os fatos relevantes da anamnese, levantar todos os achados clínicos relevantes,confrontar os achados daanamnese para a realização do exame físico, identificando os fatos veríditos e dessa forma exclindo excessos e percebendo alterações não relatadas pela mãe ou criança.

Depois disso, o médico deve formular um diagnóstico hipotético, baseadonos sinais e sintomas coletados e comprovados através dp exame físico e, da mesma forma, estabelecer o diagnóstico diferencialcom outra entidades nosológicas. Com essas medidas, pode-se estabelecer com segurança o plano terapêuticodaquele paciente. Caso seja necessário, pode-se fazer uma investigação complementar, para tornar o diagnóstico mais claro.

Identificação.

A identificação possui múltiplos interesses. O primeiro deles é de iniciar o relacionamento com o paciente. Saber o nome de uma paciente é indispensável para que se comece um processo de comunicação em nível afetivo.

São obrigatórios os seguintes interesses:

Nome; Data de nascimento; Sexo; Cor; Naturalidade; Proced ncia; Tipo de resid ncia; Ocupa o (estudante?).

Deve-se escrevero nome completo do paciente, por extenso (no entanto, para fins de apresentação de casos clínicos com ilustração visual ou em publicação, o nome do paciente deve ser registrado apenas pelas iniciais).Os dados introdutórios devem ser anotados de modo telegráfico e de forma dissertativa, de preferência. Anote também data de internação, número da enfermaria,do leitoe o hospital.

Queixa principal.

Em poucas palavras, registra-se a queixa principal que levou o paciente a procurar o médico, além do tempo de duração do sinal deste sinal. Portanto, a queixa principal registra omotivo pelo qual a família levou a criança ao médico e deve ser escrito com as próprias palavras do informante.

A QP é, em outras palavras,a resposta da seguinte pergunta:“Qual o problema que o (a) trouxe consulta?

H quanto tempo o(a) senhor(a) sente isso?”. A resposta deve ser reescrita pelo médico buscando seguir os seguintes pontos: Repetir as expressões utilizadas pelo paciente;

Incluirsempre a duração da queixa.

Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy –PEDIATRIA –MEDICINA P8 –2011.1

História Mórbida Atual.

É a parte principal da anamnese e costuma ser a chave-mestra para se chegar ao diagnóstico. Tudo que foi dito, quando analisamos o método clínico e a anamnese, encontra sua melhor aplicação na feitura da história da doença atual (HDA). Esta HDA deve conter as seguintes informações: Início e evolução da doença;

Sintomas associados;

Medicamentos utilizados (se houve melhora ou não);

Escrever em ordem cronológica e linguagem técnica;

Intervir e investigar -quando necessário;

História Mórbida Pregressa.

Neste momento, devemos coletar dados sobre as doenças e internações ocorridas anteriormente:infecções; doenças próprias da infância;procedimentos cirúrgicos;alergias;uso de medicamentos;etc.

Antecedentes Gineco-obstétricos.

Os seguintes pontos devem ser abordados: Estado de saúde da mãe durante a gestação;

Idade da mãe;

Grupo sanguíneo e Rh;

Intercorrências no parto;

Se fez pré-natal (número de consultas); Tipo de parto e local;

Condições de nascimento.

Antecedentes Alimentares.

É necessário levantar os seguintes questionamentos:

Se foi amamentado exclusivo ao seio materno e quanto tempo; Idade do desmame e condições;

Qualidade e quantidade dos alimentos ofertados; Número de refeições;

Pesquisar intolerância ou alergia alimentar.

Desenvolvimento Psico-motor.

Assinalar c/ que idade:-sorriu ,sustentou a cabeça, sentou, engatinhou, andou; Quantidade e qualidade do sono;

Controle esfíncteres; Sociabilidade;

Escolaridade e aproveitamento escolar.

Antecedentes imunológicos. Verificar carteira de vacinas;

Verificar sinal de BCG;

Obter informações sobre reações vacinais.

História mórbida familiar. Pesquisar doenças na família;

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