semiologia 13 - ginecologia e obstetrícia - semiologia da mulher pdf

semiologia 13 - ginecologia e obstetrícia - semiologia da mulher pdf

(Parte 1 de 5)

Arlindo Ugulino Netto–GINECOLOGIA –MEDICINA P7 –2010.2

MED RESUMOS 2011 NETTO, ArlindoUgulino; CORREIA, Luiz Gustavo.

SEMIOLOGIA DA MULHER ( P r o f e s s o r E d u a r d o S é r g i o )

A ginecologia, literalmente, significa "a ci nciada mulher", mas na medicina a especialidade que trata de doen as do sistema reprodutor feminino, tero, vagina e ov rios.Em associa o ginecologia, outro ramo da medicina tamb m respons vel por cuidar da sa de da mulher em momentos espec ficos de sua vida reprodutiva –a obstetrícia.

Embora geralmente estas duas ci ncias estejam associadas, elas se diferenciam nos seguintes aspectos:

Ginecologia: estuda a sa de da mulher durante toda sua vida, exceto durante o ciclo grav dico-puerperal.

Obstetrícia: estuda a sa de da mulher durante seu ciclo grav dico-puerperal, o que inclui o pr -natal, o parto e o puerp rio (ver OBS1).

OBS1: O termo puerpério corresponde ao per odo de 42 dias p s-t rmino da gravidez, independentemente do modo de como esta gravidez tenha terminado (parto normal, parto ces rio ou abortamento). Portanto, o ciclo grav dico-puerperal o termo atribuido ao per odo compreendido desde o diagn stico da gravidez at os 42 dias ap s o nascimento do concepto.

Fundamental para a ginecologia a realiza o de uma eficiente semiologia ginecológica. Asemiologia ginecol gica um ramo da Semiologia M dica que refere s etapas cumpridas para o atendimento da popula o feminina, auxiliando no roteiro de consulta ginecol gica e contribuindo na formula o de hip teses diagn sticas.

A consulta ginecol gica um passo especial por v rios aspectos particulares. Em primeiro lugar, durante a consulta s o abordados assuntos relacionados sexualidade, intimidade mais profunda da mulher. Exige-se do m dico uma postura diferenciada e cuidadosa, procurando deixar a paciente vontade. Em segundo lugar, muitas vezes o ginecologista visto como o “cl nico da mulher”, ou seja, a refer ncia que a mulher tem como o profissional de sa de, sendo o nico m dicoque a paciente consulta regularmente.Por esta raz o, sempre importante avaliar a paciente globalmente, a fim de detectar altera es em outros sistemas e fatores de risco para doen as importantes.

A descri o do trip (anamnese, exame f sico geraleginecol gicoe exames complementares) se faz de maneira universal, n o havendo distin o entre centros de diferentes continentes.

A anamnese o passo inicial da rela o m dico/paciente. Em especial, durante a avalia o ginecol gica, o m dico abordar a intimidade do paciente, neste caso, da mulher. Por isso, dever existir uma rela o baseada na confian a, solidariedade e respeito m tuo.

No geral, n o existe uma regra especifica dentro da semiologia ginecol gica para abordagem inicial do paciente.

A sequ ncia e a profundidade das perguntas v o depender da sensibilidade do m dico e da compreens o do paciente. bvio que os limites da paciente, quanto s suas cren as e aos costumes dever o ser respeitados, salvo nas ocasi es que existe uma emerg ncia m dica.

A identifica o o primeiro passoda anamnese. Por se tratar do primeiro contato entre o m dico e a paciente, a identifica o deve ser abordada com cautela e delicadeza. Devemos abordar os seguintes aspectos relacionados paciente: Nome, Idade, Estado civil, Escolaridade, Raça, Profissão, Naturalidade, Procedência.

Quando questionado sobre o seu nome, o paciente poder , j neste instante, criar um desafeto com o papel do m dico. Por essa raz o, o profissional sempre dever ser transparente, n o debochando ou ridicularizando o fato do paciente apresentar umnome at pico, por exemplo.

Devemos atentar ao fato que, algumas pessoas, apresentam como estado civil a “uni o est vel”, que tradu o de uma uni o de determinado casal por mais que 5 anose que tamb m tem relev ncia cl nica.

A investiga o dever ser voltada em prol da queixa principal do paciente. Na pr tica atual, existem v rios protocolos de investiga es patol gicas. Podemos utiliz -lo, por m, com o sentido de complementar a investiga o da queixa principal do paciente.

Em resumo, as principais queixas ginecol gicas s o: Corrimento vaginal

Sangramento uterino anormal

Arlindo Ugulino Netto–GINECOLOGIA –MEDICINA P7 –2010.2

A história da doença atual (HDA) é uma das importantes ferramentas a ser utilizada para o diagnóstico clinico das doenças ginecológicas. Neste instante, a paciente refere o período de acometimento da queixa principal, sua possível associação com outros sintomas. Além disto, a menção de influência nas atividades habituais, fatores de melhora também são descritos.Podemos exemplificar esta etapa da seguinte maneira:

“Paciente relata corrimento vaginal branco, de inicio ap s atividade sexual, h pelo menos 3 meses.Afirma que tal achado est associado a prurido intenso”.

REVISÃO DOS SISTEMAS Neste momento, devemos levantar dados referentes aos principais sistemas orgânicos da paciente, tais como:

Queixas Gerais

Presença de corrimento, dor pélvica, sangramento anormal.

Data da última menstruação (DUM), Ciclos Menstruais, Dismenorréia, Sintomas de TPM, uso de MAC

Queixas Mamárias, Queixas Urinárias

Dispareunia, Libido, Orgasmo

Hábito Intestinal

Dentro do contexto ginecológico, existem três principais sintomas mais corriqueiros na prática clinica diária: corrimento vaginal, dor pélvica, sangramento anormal.Os principais sinais e sintomas das afecções dos órgãos genitais femininos são as hemorragias, os dist rbios menstruais, a dor, o aparecimento de tumora o, corrimento, prurido e dist rbios sexuais.

H e m o r r a g i a s .

Qualquer sangramentosem as características da menstruação normal é chamadohemorragia. Classificam-se as hemorragias em uterina orgânica e uterina funcional/disfuncional.

A hemorragia uterina orgânicaé considerada sintoma de um grande grupo de enfermidades, incluindo, inflamações, neoplasias benignas e malignas, afecções não-ginecológicas (hepatopatias), coagulopatias, além de outras. Para diferenciar se a hemorragia é uterina orgânica secundária a alguma enfermidade descrita anteriormente ou se é um sangramento cíclico, devemos avaliar o ritmo e a periodicidade. A hemorragia uterina orgânica não tem um ciclo de sangramento pré-definido, inexistindo, portanto, qualquer ritmo ou período, definindo-a como uma metrorragia.

A hemorragia uterina funcional ou disfuncional é uma hemorragia que não se acompanha de neoplasia, doença inflamatória ou de gravidez. Geralmente, é causada por disfunção ovariana ou ausência de ovulação, acompanhando-se de irregularidades do ciclo menstrual.

OBS2:Osangramento intermenstrualé uma forma de perda sanguínea entre os ciclos menstruais, que pode ocorrer por uso inadequado ou incorreto de anticoncepcional oral ou fenômeno de ovulação.

D i s t ú r b i o s M e n s t r u a i s .

Menstruação é o sangramento cíclico que ocorre a cada 21-35 dias, durando de 2-8 dias, com uma perda sanguínea de 50-200 mL. O ciclo menstrual normal é o que foi previamente descrito; por vezes, o ciclo menstrual poderá apresentar anormalidades quanto ao intervalo entre os fluxos, à duração e à sua intensidade. Assim, temos:

Polimenorréia: É o termo que designa um ciclo menstrual com intervalos menores que 21 dias.

Oligomenorréia: Quando a menstruação ocorre com intervalos maiores que 35 dias.

Amenorréia: É a falta de menstruação por um período de tempo maior do que três ciclos prévios.

Hipermenorréia: Quando a menstruação dura mais de 8 dias.

Hipomenorréia: Quando a menstruação dura menos de 2 dias.

Menorragia: Quando há excessiva perda de sangue durante o fluxo menstrual.

Metrorragia: Quando a perda de sangue não obedece ao ritmo do ciclo menstrual.

Dismenorréia: É um conjunto de sintomas que podem acompanhar a menstruação. Etimologicamente, dismenorréia significa menstruação difícil. Algomenorréiaéo termo que designa a paciente que apresenta dor na região hipogástrica, tipo cólica, durante a menstruação.Quando a algomenorréia estiver acompanhada de lombalgia com irradiação para o baixo ventre e para as pernas, náuseas e cefaléia constituirão a dismenorréia.

T e n s ã o p r é - m e n s t r u a l .

Tensão pré-menstrual é a denominação que se dá a um conjunto de sintomas que surgem na segunda metade do ciclo menstrual edesaparecem com a ocorrência da menstruação. Os principais sintomas são: cefaléia, mastalgia, peso no baixo ventre e nas pernas, irritação, nervosismo.

Sob o ponto de vista fisiopatológico, a tensão menstrual é provocada, basicamente, pela retenção de sódio e água durante o período pré-menstrual e menstrual.

Arlindo Ugulino Netto–GINECOLOGIA –MEDICINA P7 –2010.2

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