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1 - INTRODUÇÃO 1.1 - CONCEITO DE ESTUDO DE CASO

Exploração crítica um caso ou estudo profundo de uma unidade, grupo ou indivíduo em sua complexidade, fornecendo informações relevantes com o objetivo de ressaltar a coleta de dados e a tomada de decisões.

1.2 - JUSTIFICATIVA

Estágio realizado pelos alunos do 6º período da Faculdade Aliança, no

Hospital Geral da Primavera com propósito de realizar assistência de Enfermagem correta, fazendo com que o paciente tenha um bom atendimento humanizado, onde procuramos obter pontos que possam levar esse paciente a ter um bem estar físico e psicológico, e procurar a ter uma vida mais saudável. O atendimento de Enfermagem a pacientes acamados é de suma importância, o Enfermeiro deve fazer uma avaliação Física e psicológica do paciente para colocar em pratica os cuidados a serem prestados. A Enfermagem é o ato do cuidar, cuidando bem dos nossos enfermos e praticando o que aprendemos na vida acadêmica, teremos ótimos resultados.

1.3 - OBJETIVO

Neste trabalho iremos fazer um estudo de caso uma paciente idosa com

Esteatose Hepática.A esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) é uma entidade clínica caracterizada porelevação discreta a moderada das transaminases e que se observa habitualmente emmulheres obesas de meia idade padecendo frequentemente de diabetes mellitus tipo 2 edislipidemia, sem que haja ingestão abusiva de álcool.

É uma situação cada vez mais diagnosticada, sendo que, do ponto de vista histopatológico, é semelhante à doença hepática alcoólica, e que, apesar do seu carácter comunmente indolente, pode, em cerca de metade dos casos, evoluir para um certo graude fibrose com progressão posterior para cirrose hepática em cerca de um sexto das EHNA. O diagnóstico definitivo faz-se por recurso à biopsia hepática, se bem que esta não seja patognomónica, tendo ainda importância do ponto de vista prognóstico – “grading andstaging” –, reflectindo a severidade e extensão do processo histopatológico. O tratamento, apesar de carecer de mais e melhores ensaios randomizados, tem comobase a perda ponderal e a correcção de patologias associadas à obesidade (sobretudocentral), como a diabetes e a dislipidemia.

1.4 - METODOLOGIA 1

Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, com coleta de dados realizada mediante análise de prontuário da paciente. Inicialmente iremos conceituar Esteatos e Hepática abordando em seguida as suas fisiopatologias, manifestações clínicas, diagnósticos e seu tratamento. Depois iremos realizar a sistematização de assistência em enfermagem buscando assim melhorar consideravelmente a assistência prestada a nossos futuros clientes. O estudo de caso foi realizado no mês de dezembro de 2012, no Hospital Geral da Primavera, o hospital é de natureza pública, possui uma boa estrutura física e boa assistência de Enfermagem, durante as visitas observamos os aspectos físicos, assistência humanizada e cuidados essenciais, relatarei no estudo também os diagnósticos e prescrições de Enfermagem que realizados a fim de alcançar os objetivos proposto.

2 - IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE NOME: M. E. A R. B DATA DE NASCIMENTO: 02/03/1947 SEXO: Feminino COR: Parda IDADE: 65 anos ESTADO CIVIL: Casada PROFISSÂO: Aposentada NATURALIDADE: Teresina-PI BAIRRO: Água Mineral MOTIVO DA INTERNAÇÂO: Tratamento Clinico HOSPITAL: Hospital Geral da Primavera ENFERMARIA: 303 LEITO: 06 CONVÊNIO: SUS DIAGNÒSTICO: Esteatose Hepática 4 - EXAMES SOLICITADOS

Hemograma completo

Uréia Glicemia Sódio

Potássio Creatinina Bilirrubina Totais e Frações Us Abadome Total

4.1 - HEMOGRAMA COMPLETO

O hemograma é um teste de rastreamento básico e um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados. Os achados no hemograma completo fornecem informações diagnosticas úteis sobre o sistema hematológico e outros sistemas orgânicos, prognóstico, resposta ao tratamento e recuperação. O hemograma consiste em uma série de testes que determinam número, variedade, percentagem, concentrações e qualidade das hemácias.

Geralmente a primeira parte do Hemograma é a série vermelha (Eritrograma) onde são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina. Geralmente, encontram-se os seguintes itens no exame:

HEMÁCIAS: São os glóbulos vermelhos, os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade. Valores baixos de hemácias podem indicar um caso de anemia normocítica (aquela que as hemácias têm tamanho normal, mas existe pouca produção dessas células), valores altos são chamados de eritrocitose e podem indicar policitemia (oposto da anemia, pode aumentar a espessura do sangue, reduzindo a sua velocidade de circulação).

HEMOGLOBINA é uma proteína presente nas hemácias. É um pigmento que dá a cor vermelha ao sangue e é responsável pelo transporte de oxigênio no corpo. A hemoglobina baixa causa descoramento do sangue, palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos.

HEMATÓCRITO é a porcentagem da massa de hemácia em relação ao volume sanguíneo. Valores baixos podem indicar uma provável anemia e um valor alto também pode ser um caso de policitemia.

VCM (Volume Corpuscular Médio): Ajuda na observação do tamanho das hemácias e no diagnóstico da anemia. No exame pode vir escrito: microcíticas (indica hemácias muito pequenas), macrocíticas (hemácias grandes). Todas essas alterações indicam que algo está errado.

HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): é o peso da hemoglobina dentro das hemácias. Também ajudam a decifrar casos diferentes de anemias.

CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média): é a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia. Pode vir escrito: hipocrômica (pouco hemoglobina na hemácia), hipercrômica (quantidade de hemoglobina além do normal).

A segunda parte do hemograma é a série branca (leucograma) é constituída pelos glóbulos brancos. Nesta parte, acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular.

LEUCÓCITOS: É o valor total dos leucócitos no sangue. Valores altos são chamados leucocitose e assinala, principalmente, uma infecção. Claro, mas também pode indicar outras doenças. Quando essa contagem dá mais baixa que o normal (leucopenia) indica depressão da medula óssea, resultado de infecções virais ou de reações tóxicas. Os leucócitos são diferenciados em cinco tipos no hemograma. Seus valores colaboram para esclarecer e diagnosticar doenças infecciosas e hematológicas. BASÓFILOS: Em um indivíduo normal, só é encontrado até 1%, além desse valor indica processos alérgicos. EOSINÓFILOS: Seu número além do normal indica casos de processos alérgicos ou parasitoses. NEUTRÓFILOS: É a célula mais encontrada em adultos. Seu aumento pode indicar infecção bacteriana, mas pode estar aumentada em infecção viral.

LINFÓCITOS: É a célula predominante nas crianças. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou, mais raramente, leucemia. MONÓCITOS: Quando estão aumentados indica infecções virais. Os valores são alterados também, após quimioterapia. CONTAGEM DE PLAQUETAS: As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea responsáveis pela coagulação do nosso sangue. É por isso que a queda brusca do valor das plaquetas pode indicar a dengue hemorrágica.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas. Resultado: Normal Colesterol Total: Resultado encontrado: 197-mg/dl ; Valor de referência: inferior a 200 -mg/dl.

Triclicerideos :

Resultado encontrado: 83-mg/dl ; Valor de referência: a 200 -mg/dl.

LDL: Resultado encontrado: 127,40-mg/dl ; Valor de referência: a 130 -mg/dl.

4.2 - Uréia

Serve como um índice da função renal. A uréia é o produto final nitrogenado do metabolismo da proteína. Os valores são afetados por ingestão de proteína e alteração do volume hídrico.

Preparo do paciente: Jejum não necessário ou de acordo com recomendação do laboratório.

Resultado encontrado: 15,0 mg/dl ; Valor de referência: 16,6 – 48 mg/dl

4.3 – Glicemia

Este exame pode ser usado para avaliar os níveis de glicose (açúcar no sangue). Pode ser usado para diagnosticar diabetes, monitorar o controle de diabetes ou como um exame de triagem.

Resultado encontrado: 70 mg/dl ; Valor de referência: 89– 106 mg/dl

O teste de sódio no sangue é utilizado para detectar hiponatremia ou hipernatremia associada à desidratação, edema e a uma variedade de doenças. O médico pode solicitar este teste, em conjunto com outros electrólitos, para o rastreio de um desequilíbrio eletrólito. Pode ser solicitado para determinar se uma doença ou condição relacionada com o cérebro, pulmões, fígado, coração, rins, tiróide ou glândulas adrenais está a ser provocada ou exacerbada por uma deficiência ou excesso de sódio. Em doentes com um desequilíbrio electrolítico conhecido, pode solicitar-se um teste de sódio no sangue em intervalos regulares para controlar a eficácia do tratamento. Também podem solicitar-se para controlar doentes que tomam medicamentos que possam afetar os níveis de sódio, como os diuréticos. Resultado encontrado: 134mm/ Valor de referência: 136 -145 - mg/dl

4.5 - Potássio

O teste de potássio é freqüentemente solicitado, em conjunto com outros eletrólitos, como parte de um exame de rotina. É utilizado para detectar concentrações demasiado elevadas (hipercalémia) ou demasiado baixas (hipocalémia). A causa mais comum da hipercalémia é a doença renal, no entanto, existem vários fármacos que podem diminuir a excreção de potássio do organismo, dando origem a esta condição. A hipocalémia pode acontecer em casos de diarréia, vômitos ou transpiração excessiva. O potássio pode ser eliminado através dos rins, pela urina ou, em casos raros, os seus níveis poderão estar anormalmente baixos devido a uma ingestão de quantidades insuficientes na dieta.

Resultado encontrado: 38meg/ Valor de referência: 3,5 -5,1 -0,90 mg/dl 4.6 – Creatinina

Mede a eficácia da função renal. A creatinina é o produto final do metabolismo energético muscular. Na função normal, o nível de creatinina, que é regulada e excretada pelos rins permanece quase constante no corpo.

Preparo do paciente: Jejum não necessário ou de acordo com recomendação do laboratório.

Resultado encontrado: 0,81md/ Valor de referência: 0,50 -0,90 mg/dl.

4.7 Bilirrubina

A bilirrubina é um produto resultante do metabolismo do heme responsável pela cor amarelada da pele e mucosas quando em excesso no sangue; fato a qual denominamos de icterícia.

O diagnóstico laboratorial bioquímico do sangue através da dosagem de proteínas séricas do plasma, alguns exemplos;

TGO e TGP (1) Fosfatase alcalina (2)Tempo de Protrombina (3)Albumina Sérica

Resultados

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