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1 - INTRODUÇÃO

1.1 - CONCEITO DE ESTUDO DE CASO

Exploração crítica um caso ou estudo profundo de uma unidade, grupo ou indivíduo em sua complexidade, fornecendo informações relevantes com o objetivo de ressaltar a coleta de dados e a tomada de decisões.

1.2 - JUSTIFICATIVA

Estágio realizado pelos alunos do 6º período da Faculdade Aliança, no Hospital Geral da Primavera com propósito de realizar assistência de Enfermagem correta, fazendo com que o paciente tenha um bom atendimento humanizado, onde procuramos obter pontos que possam levar esse paciente a ter um bem estar físico e psicológico, e procurar a ter uma vida mais saudável. O atendimento de Enfermagem a pacientes acamados é de suma importância, o Enfermeiro deve fazer uma avaliação Física e psicológica do paciente para colocar em pratica os cuidados a serem prestados. A Enfermagem é o ato do cuidar, cuidando bem dos nossos enfermos e praticando o que aprendemos na vida acadêmica, teremos ótimos resultados.

1.3 - OBJETIVO

Neste trabalho iremos fazer um estudo de caso uma paciente idosa com seqüela de AVC, PENEUMONIA, HAS e úlceras de pressão. O que nos motivou a escolher esta paciente foi a patologia que a mesma apresenta, o Acidente Vascular Cerebral, que lidera as causas de morte e seqüelas neurológicas em todo mundo. Para se ter uma noção das conseqüências sociais do AVC, em países ocidentais ele é a primeira causa de perda de habilidade física em adultos, a segunda causa de demência e a terceira causa de morte depois do câncer e doenças cardíacas (M. GIROT ET AL., 2003). Além disso, 25% dos sobreviventes a um AVC têm demência (STEPHENS ET AL., 2005). Como também aprofundar o conhecimento das patologias aqui estudadas, ter um melhor entendimento nas medicações prescritas, os cuidados que devem ser tomados dependendo de cada patologia, como: Mudança de decúbito, higienização, verificação dos SSVV, e orientar aos cuidadores como continuar esse cuidado. Desta forma, tem-se como objetivo geral a identificação dos diagnósticos de enfermagem presentes nas literaturas de enfermagem relacionados às pneumonias e AVC E suas possíveis intervenções a fim de ressaltar a importância da atuação do enfermeiro na assistência hospitalar prestada aos pacientes acometidos por essas patologias.

1.4 - METODOLOGIA

Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, com coleta de dados realizada mediante análise de prontuário da paciente. Inicialmente iremos conceituar o AVC, PNEUMONIA, ALZHEIMER, TROMBOSE, HAS, abordando em seguida as suas fisiopatologias, manifestações clínicas, diagnósticos e seu tratamento. Depois iremos realizar a sistematização de assistência em enfermagem buscando assim melhorar consideravelmente a assistência prestada a nossos futuros clientes. O estudo de caso foi realizado no mês de novembro de 2012, no Hospital Geral da Primavera, o hospital é de natureza pública, possui uma boa estrutura física e boa assistência de Enfermagem, durante as visitas observamos os aspectos físicos, assistência humanizada e cuidados essenciais, relatarei no estudo também os diagnósticos e prescrições de Enfermagem que realizados a fim de alcançar os objetivos proposto.

2 - IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE

NOME: A. L. A. B

DATA DE NASCIMENTO: 02/03/1929

SEXO: Feminino

COR: Parda

IDADE: 83 anos

ESTADO CIVIL: Viúva

PROFISSÂO: Aposentada

NATURALIDADE: José De Freitas-PI

BAIRRO: Ininga

MOTIVO DA INTERNAÇÂO: Tratamento Clinico

HOSPITAL: Hospital Geral da Primavera

ENFERMARIA: 303

LEITO: 01

CONVÊNIO: SUS

DIAGNÒSTICO: AVC e Pneumonia

4 - EXAMES SOLICITADOS

Hemograma completo

Uréia

Glicemia

Sódio

potássio

Creatinina

Rx do tórax

Rx do Joelho D

Rx do Quadril

Tc de Crânio

4.1 - HEMOGRAMA COMPLETO

O hemograma é um teste de rastreamento básico e um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados. Os achados no hemograma completo fornecem informações diagnosticas úteis sobre o sistema hematológico e outros sistemas orgânicos, prognóstico, resposta ao tratamento e recuperação. O hemograma consiste em uma série de testes que determinam número, variedade, percentagem, concentrações e qualidade das hemácias. 

Geralmente a primeira parte do Hemograma é a série vermelha (Eritrograma) onde são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina. Geralmente, encontram-se os seguintes itens no exame:

HEMÁCIAS: São os glóbulos vermelhos, os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade. Valores baixos de hemácias podem indicar um caso de anemia normocítica (aquela que as hemácias têm tamanho normal, mas existe pouca produção dessas células), valores altos são chamados de eritrocitose e podem indicar policitemia (oposto da anemia, pode aumentar a espessura do sangue, reduzindo a sua velocidade de circulação).

HEMOGLOBINA é uma proteína presente nas hemácias. É um pigmento que dá a cor vermelha ao sangue e é responsável pelo transporte de oxigênio no corpo. A hemoglobina baixa causa descoramento do sangue, palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos.

HEMATÓCRITO é a porcentagem da massa de hemácia em relação ao volume sanguíneo. Valores baixos podem indicar uma provável anemia e um valor alto também pode ser um caso de policitemia.

VCM (Volume Corpuscular Médio): Ajuda na observação do tamanho das hemácias e no diagnóstico da anemia. No exame pode vir escrito: microcíticas (indica hemácias muito pequenas), macrocíticas (hemácias grandes). Todas essas alterações indicam que algo está errado.

HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): é o peso da hemoglobina dentro das hemácias. Também ajudam a decifrar casos diferentes de anemias.

CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média): é a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia. Pode vir escrito: hipocrômica (pouco hemoglobina na hemácia), hipercrômica (quantidade de hemoglobina além do normal).

A segunda parte do hemograma é a série branca (leucograma) é constituída pelos glóbulos brancos. Nesta parte, acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular.

LEUCÓCITOS: É o valor total dos leucócitos no sangue. Valores altos são chamados leucocitose e assinala, principalmente, uma infecção. Claro, mas também pode indicar outras doenças. Quando essa contagem dá mais baixa que o normal (leucopenia) indica depressão da medula óssea, resultado de infecções virais ou de reações tóxicas. Os leucócitos são diferenciados em cinco tipos no hemograma. Seus valores colaboram para esclarecer e diagnosticar doenças infecciosas e hematológicas.

BASÓFILOS: Em um indivíduo normal, só é encontrado até 1%, além desse valor indica processos alérgicos.EOSINÓFILOS: Seu número além do normal indica casos de processos alérgicos ou parasitoses.NEUTRÓFILOS: É a célula mais encontrada em adultos. Seu aumento pode indicar infecção bacteriana, mas pode estar aumentada em infecção viral.LINFÓCITOS: É a célula predominante nas crianças. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou, mais raramente, leucemia.MONÓCITOS: Quando estão aumentados indica infecções virais. Os valores são alterados também, após quimioterapia.

CONTAGEM DE PLAQUETAS: As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea responsáveis pela coagulação do nosso sangue. É por isso que a queda brusca do valor das plaquetas pode indicar a dengue hemorrágica.

Preparo do paciente: Jejum de 4 horas.

Resultado: Normal

Colesterol Total:

Resultado encontrado: 197-mg/dl ; Valor de referência: inferior a 200 -mg/dl.

Triclicerideos :

Resultado encontrado: 83-mg/dl ; Valor de referência: a 200 -mg/dl.

LDL: Resultado encontrado: 127,40-mg/dl ; Valor de referência: a 130 -mg/dl.

4.2 - Uréia

Serve como um índice da função renal. A uréia é o produto final nitrogenado do metabolismo da proteína. Os valores são afetados por ingestão de proteína e alteração do volume hídrico.

Preparo do paciente: Jejum não necessário ou de acordo com recomendação do laboratório.

Resultado encontrado: 15,0 mg/dl ; Valor de referência: 16,6 – 48 mg/dl

4.3 – Glicemia

Este exame pode ser usado para avaliar os níveis de glicose (açúcar no sangue). Pode ser usado para diagnosticar diabetes, monitorar o controle de diabetes ou como um exame de triagem.

Resultado encontrado: 70 mg/dl ; Valor de referência: 89– 106 mg/dl

4.4 – Sódio

O teste de sódio no sangue é utilizado para detectar hiponatremia ou hipernatremia associada à desidratação, edema e a uma variedade de doenças. O médico pode solicitar este teste, em conjunto com outros electrólitos, para o rastreio de um desequilíbrio eletrólito. Pode ser solicitado para determinar se uma doença ou condição relacionada com o cérebro, pulmões, fígado, coração, rins, tiróide ou glândulas adrenais está a ser provocada ou exacerbada por uma deficiência ou excesso de sódio. Em doentes com um desequilíbrio electrolítico conhecido, pode solicitar-se um teste de sódio no sangue em intervalos regulares para controlar a eficácia do tratamento. Também podem solicitar-se para controlar doentes que tomam medicamentos que possam afetar os níveis de sódio, como os diuréticos.

Resultado encontrado: 134mm/ Valor de referência: 136 -145 - mg/dl

4.5 - Potássio

O teste de potássio é freqüentemente solicitado, em conjunto com outros eletrólitos, como parte de um exame de rotina. É utilizado para detectar concentrações demasiado elevadas (hipercalémia) ou demasiado baixas (hipocalémia). A causa mais comum da hipercalémia é a doença renal, no entanto, existem vários fármacos que podem diminuir a excreção de potássio do organismo, dando origem a esta condição. A hipocalémia pode acontecer em casos de diarréia, vômitos ou transpiração excessiva. O potássio pode ser eliminado através dos rins, pela urina ou, em casos raros, os seus níveis poderão estar anormalmente baixos devido a uma ingestão de quantidades insuficientes na dieta.

Resultado encontrado: 38meg/ Valor de referência: 3,5 -5,1 -0,90 mg/dl

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