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Deglutição (disfagia neurogênica).

Pacientes podem apresentar alteração no processo de deglutição (na fase oral, orofaríngea e/ou esofágica) tendo como conseqüência, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração prejudicando o estado geral do paciente. É muito comum o uso de sonda nasogástrica para manter o estado nutricional do paciente. Caso houver reabilitação fonoaudiológica essa condição pode ser minimizada como também reabilitada.

Convulsões:

Nos casos de acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução, associados a crises convulsivas parciais ou generalizadas. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento), além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

Diagnóstico Clínico

Todo paciente que apresenta um déficit neurológico focal de início súbito que dura mais de 15-20 min deve ter suspeita de AVC.

A TC (tomografia computadorizada) não contrastada é essencial para descartar um AVC hemorrágico que aparece logo como uma área hiperdensa branca. Já o AVE isquêmico só aparece na TC após 24 a 72hs como uma área hipodensa cinza.

A RNM (Ressonância magnética) é um exame de maior acurácia do que a TC no diagnóstico de AVC isquêmico mas só é indicada quando a TC do terceiro dia não detecta possível AVC.O problema é sua indisponibilidade em vários hospitais públicos.

O Doppler transcraniano pode descobrir qual a artéria intracraniana está obstruída.

Exames laboratoriais como hemograma completo, coagulograma, uréia, creatinina, sódio, potássio, glicemia, tipagem sanguínea,velocidade de hemossedimentação,gasometria arterial, rad. Tórax e ECG são complementares feitos na admissão recomendados pelo consenso brasileiro.

Todo paciente que apresenta um déficit neurológico focal de início súbito que dura mais de 15-20 min deve ter suspeita de AVC.

Sinais que precedem um derrame e que auxiliam o diagnóstico:

  • Dor de cabeça intensa e súbita sem causa aparente;

  • Dormência nos braços e nas pernas;

  • Dificuldade de falar e perda de equilíbrio são os principais sintomas da doença;

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna do lado esquerdo ou direito do corpo;

  • Alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;

  • Perda súbita de visão em um olho ou nos dois;

  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar palavras ou para compreender a linguagem;

  • Instabilidade, vertigem súbita e intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Como identificar o acidente vascular cerebral

  • Primeira peça que a pessoa sorria. Se ela mover sua face só para um dos lados, leve-a a um hospital. Ela pode estar tendo um AVC.

  • Diga a ela que levante os braços. Caso ela tenha dificuldades para levantar um deles ou, após levantar os dois, um deles caia, procure socorro médico.

  • Dê uma ordem ou peça que a pessoa repita alguma frase. Se ela não responder ao pedido, pode estar sofrendo um derrame cerebral. Leve-a a um hospital imediatamente para atendimento médico.

Tratamento

O melhor tratamento para o AVC é a prevenção, identificar e tratar os fatores de risco, como a hipertensão, aterosclerose, o diabete melitus, o colesterol elevado, cessar o tabagismo e o etilismo, além de reconhecer e tratar problemas cardíacos.

O Acidente Vascular Cerebral é uma emergência médica. A visão fatalista do AVC foi definitivamente substituída pela evidência concreta de que hoje é possível reduzir o déficit neurológico na fase aguda e prevenir eficazmente a ocorrência de novos eventos vasculares. O papel do enfermeiro nesse aspecto é crucial, pois a pronta estabilização do doente e o início precoce da investigação etiológica são determinantes no prognóstico final. Como qualquer emergência médica, a abordagem inicial do paciente com AVC passa pelo ABC da reanimação. Hipoxemia refratária a oxigênio suplementar, rebaixamento do nível de consciência e inabilidade de proteção das vias aéreas são indicações de intubação orotraqueal. O tratamento da hipertensão arterial, emborabenéfico na fase subaguda como medida de prevenção secundária, pode ser deletério na fase aguda. O aumento da pressão arterial nesta fase pode ser uma forma compensatória para aumentar o fluxo sangüíneo na área de isquemia cerebral. A correção para níveis de pressão arterial normal está relacionada à pior evolução clínica. Por isso, o consenso é não tratar a hipertensão arterial nos primeiros 10 dias do AVC isquêmico exceto em casos de hipertensão extrema (>220x120mmHg) ou de lesão aguda de órgão-alvo (insuficiência coronariana aguda, dissecção aguda da aorta, insuficiência renal aguda, edema agudo do pulmão). Medicações para controle da hipertensão utilizadas previamente ao evento podem ser mantidas. No caso do AVC hemorrágico pode-se reduzir cautelosamente a pressão arterial para níveis abaixo de 180x110mmHg. Nesse caso, dá-se preferência a drogas intravenosas de curta ação, que podem ser suspensas em caso de deterioração neurológica (Anti-hipertensivos no AVC agudo.Agentes intravenosos: nitroprussiato de sódio, esmolol, metoprolol, enalaprilato.Agentes orais: inibidores da ECA (captopril, enalapril, perindopril).

Após a estabilização do paciente, a prioridade é identificar a etiologia do AVC. Esta etapa é fundamental, pois define as escolhas terapêuticas. Dados simples da história e exames complementares iniciais podem ser úteis nessa definição. Uma tomografia computadorizada (TC) do crânio deve ser realizada o mais precocemente possível para afastar hemorragia, outros diagnósticos (por exemplo, hematoma subdural) e identificar sinais precoces de isquemia cerebral.

A administração de Heparina é instituída com intuito de prevenir a recorrência precoce de embolia ou a progressão de um trombo local. Portanto, o consenso é considerar heparinização plena (1.000UI/hora inicialmente, mantendo TTPA 1,5 a 2X o valor normal) nos casos de DCV isquêmica por embolias cardiogênicas, coagulopatias, dissecção arterial ou nos casos de piora progressiva do déficit neurológico sugerindo trombose em atividade. Deve-se ter cuidado, entretanto, nos casos de infartos extensos, onde o potencial de transformação hemorrágica pode sobrepujar o benefício da anticoagulação. Nesses casos, deve-se aguardar 48 horas para decisão terapêutica após nova TC. Nos demais casos, heparina subcutânea (5.000-7.500UI de 12/12 horas) ou Heparina de baixo peso molecular devem ser administrados como profilaxia de trombose venosa profunda.

Antiplaquetários devem ser considerados nos demais pacientes onde não haja indicação ou haja contra-indicação para anticoagulação (ou seja, DCV isquêmica por aterosclerose de pequenos ou grandes vasos que não estejam piorando agudamente, ou DCV de causa desconhecida). A escolha inicial é a aspirina por haver dados concretos na literatura quanto à sua eficácia na fase aguda. A Aspirina deve ser iniciada o mais precocemente possível. Embora haja controvérsia quanto à dose, utilizamos rotineiramente 325mg ao dia. Nos casos de intolerância ou alergia à Aspirina, podem ser utilizados: o clopidogrel (75mg/dia) ou Ticlopidina (500mg/dia).

Na profilaxia de AVC isquêmico por aterosclerose extracraniana, a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria)carotídea reduz substancialmente o risco de AVC recorrente. Sua indicação deve ser considerada em pacientes sintomáticos (imediatamente após um ataque isquêmico transitório ou após 4-6 semanas de um AVC isquêmico instalado) com estenose acima de 70% e em alguns assintomáticos ou com estenose menores, selecionados criteriosamente por neurologista experiente.

Febre e hiperglicemia aumentam o grau de lesão no tecido cerebral isquêmico. Quando presentes, ambos devem ser tratados agressivamente (antitérmicos, medidas físicas de resfriamento e insulina de demanda).

Estágios da Fase de Recuperação

Consoante a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperação são: Persistência da hipotonia (estágio flácido), havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tônus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios.

Evolução para o tônus normal (o estagio de recuperação), os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente, permanecendo na generalidade uma leve incapacidade.

Evolução para a hipertonia (o estágio espástico), a recuperação da função motora com uma evolução para a espasticidade é bastante freqüente. Há uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros. O tônus muscular aumentado conduz à espasticidade que se apresenta nos músculos antigravíticos.

Este tônus muscular é diferente em cada indivíduo, influenciando a qualidade do movimento:

  • Espasticidade severa: os movimentos são difíceis e por vezes impossíveis devido à contração muscular contínua;

  • Espasticidade moderada: os movimentos são lentos e realizados com esforço e coordenação anormal;

  • Espasticidade leve: os movimentos grossos dos membros são possíveis, enquanto os movimentos finos da mão são difíceis.

Ataxia é resultado em alguns casos de hemiplegia (principalmente os causados por trauma), o cerebelo ou o sistema cerebelar pode ser afetado. Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção das posições intermediárias de um movimento. A realização de tentativas voluntárias para resolver esses problemas causa tremor intencional e dismetria.

Segundo Bobath, também, existem três estádios pós-AVE: 1º estádio é a hipotonia no hemicorpo afetado, 2º estádio é a hipertonia do hemicorpo afetado e o 3º estádio é a de recuperação relativa que depende de muitos fatores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do paciente que podem fazer variar o tempo de permanência entre os estádios e condicionar a recuperação (O´Sullivan, 1993).

Problemas Secundários e Complicações

  • Problemas Psicológicos: Os problemas mais comuns associados ao AVE são: a depressão, o isolamento, a irritabilidade, a impaciência e a impulsividade (Sullivan, 1993).

  • Contraturas e Deformidades: São resultado da perda de movimentos, espasticidade e posicionamento inadequado (Sullivan, 1993);

  • Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar: São complicações potenciais para todos os pacientes imobilizados e os sintomas mais comuns são, a dor, a hipersensibilidade, o edema e a descoloração da perna (Sullivan, 1993);

  • Dor: Este sintoma provém da perda sensorial contra – lateral da lesão. A dor é em queimadura no lado hemiplégico, sendo aumentada por estímulos ou contactos (Sullivan, 1993);

  • Problemas Urinários e Intestinais: A incontinência urinária pode exigir o uso de uma sonda de espera, sendo a sua remoção o mais desejável, pois impede a ocorrência de infecções. Para os problemas intestinais pode ser necessário o uso de amolecedores das fezes e de dietas pobres em resíduos (Sullivan, 1993);

  • Disfunção Oro – facial: A disfunção da deglutição, disfagia, é uma complicação comum pós AVE. A maioria apresenta corrimento de saliva, dificuldade na ingestão de alimentos, aspiração, disartria e assimetria dos músculos da expressão facial (Sullivan, 1993).

  • Disfunção do Ombro: Ocorre em 70 a 80% dos indivíduos pós AVE (Sullivan, 1993).

  • Diminuição da Resistência / Problemas Cardíacos Adjuvantes: Pacientes que sofreram um AVE secundário a causas cardíacas podem evidenciar débito cardíaco prejudicado, descompensação cardíaca e graves desordens do ritmo, originando limitações cardíacas na tolerância ao exercício físico (Sullivan, 193).

CONSIDERAÇOES FINAIS

A Sistematização de Assistência de Enfermagem é a utilização de metodologia cientifica para assistir o ser humano no atendimento de suas Necessidades Humanas Básicas, respeitando a individualidade de cada paciente ou cliente através da aplicação do processo de enfermagem (COFEN 2002) e tem como objetivos:

  • Definir o modelo do processo de enfermagem a ser utilizado em cada instituição; Conduzir os enfermeiros para junto do paciente confirmando seu papel assistencial; Assegurar uma assistência de enfermagem mais humana e individualizada; Promover o retorno ao auto-cuidado;

  • Analisar do grau de dependência do paciente Direcionar as ações da enfermagem nas 24 horas facilitando a supervisão da equipe;

  • Profissionalizar o cuidado;

Qualificar os registros de enfermagem. É uma atividade privativa do enfermeiro, tem como bases legais: Decisão COREN/BA/2000, Decisão COREN/BA007/2001 e Resolução COFEN272/2002.É de implantação obrigatória em todas as instituições de saúde publica e privada. .O processo de enfermagem compreende as seguintes etapas: Histórico; Diagnostico; Prescrição e Evolução. O trabalho desenvolvido teve como campo de prática o Hospital Publico

. As atividades de enfermagem são direcionadas para evitar posturas inadequadas que contribuam para lesões do sistema músculo-esquelético e contribuindo para a preservação da boa mecânica corporal. O processo de enfermagem, implica numa implementação de cuidados de enfermagem de modo que o trabalho seja executado dentro de um protocolo direcionado para todos os diagnósticos avaliados pelo Enfermeiro.

Devemos valorizar a prática de enfermagem, mas, sobretudo a prática elaborada com fundamentos científicos e com análise dos resultados esperados que teremos através do processo de enfermagem. 

PENUMONIA

É uma infecção dos pulmões que envolvem seus diminutos sacos (alvéolos) e os tecidos circunjacentes. Não é uma doença única, mais muitas doenças diferentes, cada uma causada por um microorganismo diferente. Geralmente, a pneumonia inicia após a inalação de microorganismos para o interior dos pulmões, mas, algumas vezes a infecção é levada aos pulmões através da circulação sanguínea ou migra aos pulmões diretamente a partir de uma infecção próxima. Nos adultos, as causas mais comuns são as bactérias (ex: Estreptococcus Pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella e Haemophilus influenzae). Os vírus (ex: da gripe e da varicela); também podem causar pneumonia. Alguns fungos também causam pneumonia. Indivíduos mais jovens e idosos apresentam mais riscos, os indivíduos debilitados, acamados, paralisados, inconscientes, ou que apresentam uma doença que compromete o sistema imune, também correm riscos.

Os sintomas comuns da pneumonia são tosse produtiva, a dor torácica, os calafrios, a febre e a dificuldade respiratória. Quando o individuo apresenta pneumonia, o medico realiza a ausculta pulmonar com o auxilio do estetoscópio para avaliar estado. Geralmente, a pneumonia produz alterações características na transmissão dos sons. Na maioria dos casos a pneumonia é diagnosticada através de uma radiografia torácica, que também auxilia na determinação do microorganismo causador da doença. Também são examinadas amostras de escarro e sangue com o objetivo de identificar o microorganismo responsável.Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar secreções são úteis na prevenção da pneumonia, em indivíduos de alto risco, como debilitados ou submetidos a cirurgia torácica.

Os idosos e aqueles que apresentam dificuldades respiratórias ou uma doença cardíaca ou pulmonar preexistentes geralmente são hospitalizados e medicados como antibióticos pela via intravenosa. Esses indivíduos também podem necessitar de suplementação de oxigênio, da administração de líquidos pela via intravenosa e de suporte ventilatório mecânico. A vacinação é recomendável para indivíduos com alto risco de pneumonia pneumocócica, como aqueles que apresentam uma doença pulmonar ou cardíaca, um comprometimento do sistema imune e aqueles com mais de 65 anos de idade. Em aproximadamente 50% das vezes, as vacinações produzem dor ou rubor no local da injeção. Apenas 1% dos indivíduos apresentam dores e febre após vacinação.

A Trombose Venosa Profunda (TVP) consiste no desenvolvimento de um trombo dentro de um vaso sangüíneo venoso com conseqüente reação inflamatória e outros agravantes. Embora a exata etiologia permaneça desconhecida, acredita-se que os fatores da tríade de Virchow: estase venosa, lesão da parede vascular e coagulação sanguínea alterada, contribuam no seu desenvolvimento. Apesar de uma incidência relativamente baixa, 50 casos/100.000 habitantes, a TVP é responsável por manifestações e sequelas que vão desde dor, edema e úlceras de estase, até embolia pulmonar, insuficiência venosa, amputações, incapacitação e morte. Mediante a compreensão da gravidade da TVP e da necessidade de cuidados de enfermagem qualificados que permitam minimizar a dor e o sofrimento dos pacientes, objetivou-se neste estudo descrever a sistematização da assistência de enfermagem estabelecida para um paciente acometido por TVP.

O que é amputação?

Amputação é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção de uma extremidade / membro (perna ou no braço) ou uma parte de um membro (como um dedo do pé, dedo, pé ou mão), geralmente como resultado de uma lesão, doença, infecção ou cirurgia (para remover tumores dos ossos e músculos). Cerca de 1,8 milhões de pessoas na UE estão a viver com uma amputação. Amputação da perna (acima e abaixo do joelho) é o tipo mais comum de procedimento de amputação realizada. A razão mais comum para uma amputação é má circulação. A falta de circulação é causada pelo estreitamento ou danos às artérias (também conhecida como doença arterial periférica). Aproximadamente 8-12000000 pessoas têm PAD, e 75 por cento não têm sintomas. Doença arterial periférica (DAP), que ocorre mais freqüentemente em pessoas entre as idades de 50 a 75 anos, geralmente resulta de diabetes ou aterosclerose (acúmulo de placas no interior da parede da artéria). Quando os vasos sanguíneos danificados e o fluxo sanguíneo é prejudicada para as extremidades, o tecido começa a morrer e podem se infectar. Doença arterial periférica avançada geralmente é tratada através de outros métodos. No entanto, a amputação pode ser necessária para alguns indivíduos. Doença vascular periférica, com ou sem diabetes é a indicação mais comum para amputação. PAD causas relacionadas com a representar até 90 por cento de todas as amputações.

Outras indicações para amputação incluem uma lesão traumática, como queimadura grave ou acidente, ou um tumor canceroso em um membro. Trauma é a indicação de líderes para amputações em pessoas mais jovens.

Amputação também pode ser realizada para infecções agudas ou crônicas que não respondem a antibióticos ou desbridamento cirúrgico (remoção do tecido morto ou danificado). Em alguns casos, um procedimento de amputação pode ser realizada devido ao neuroma (um espessamento do tecido nervoso que pode se desenvolver em várias partes do corpo), congelamento, ou bloqueio arterial.

Fratura é a quebra de um osso. Parece simples, mas não é. Os ossos fazem parte do sistema músculo-esquelético, que dá forma, sustentação, proteção e movimento ao corpo. Portanto, um ferimento em qualquer parte do esqueleto pode afetar profundamente estas funções.(3) Fratura do col de fêmur ocorre na junção da cabeça, que tem a forma de uma esfera, com a parte cilíndrica desse osso. O colo de fêmur pode se considerado uma espécie de pescoço que sustenta a cabeça e que , por apresenta=se em uma posição inclinada , precisa suportar todo o peso do corpo . Quando há um enfraquecimento nessa delicada área do fêmur, coomo na osteoporose, o osso fica mais frágil e predisposto a fraturas , que são mais comuns em idosos e em pessoas do sexo feminino. É uma situação grave com grande chance de levar a morte se não tratada adequadamente.

O Paciente quiexa se de dor muito forte no quadril, não consegue mais andar e ,quando deitado ,o pé do lado afetado poderá se apresentar em posição de rotaçãoexterna, somam um risco de morte muito alto. Após um ano de uma fratura dessas, diversos estudos mostram que a taxa de morte dos idosos é em média 25%, independentemente do tratamento. Isso quer dizer que a cada quatro idosos que sofrem uma fratura de fêmur, um deve falecer no próximo ano.

MAL DE ALZHEIMER

O mal de Alzheimer ou Doença de Alzheimer é uma patologia degenerativa, que acomete o cérebro e é considerada a forma mais comum de um grupo de doenças que afeta o cérebro, denominadas “Demência”. Por demência entende-se um prejuízo progressivo da função mental, caracterizada por deterioração da capacidade intelectual prévia, com conseqüente intervenção na convivência social e na vida profissional.

Usualmente é de natureza crônica e progressiva, comprometendo funções corticais superiores como a memória, o pensamento , a linguagem e o julgamento crítico. As áreas afetadas por estas alterações degenerativas são aquelas que controlam as funções da memória, concentração e cognição ou raciocínio. Estas áreas compreendem o córtex frontal, têmporo-parietal e occipital, com comprometimento também do hipocampo. Há uma marcada diminuição na atividade colinérgica, nesta doença, uma vez que a maior perda neuronal compreende neurônios que utilizam a Acetilcolina como neurotrasmissor. A acetilcolina é crítica no processo formador da memória, além de ser o neurotrasmissor usado comumente pelos neurônios do hipocampo e córtex cerebral. Pesquisas têm demonstrado que seus níveis caem habitualmente no processo do envelhecimento normal, porém, nos pacientes com a doença de Alzheimer seus níveis declinam por volta de 90%. Apesar do déficit de acetilcolina liderar a perda neuroquímica, existem evidencias de que outros neurotrasmissores também estejam alterados ou diminuídos, contribuindo para os distúrbios sensoriais, comportamento agressivo e morte neuronal.Os primeiros sintomas abrangem uma leve perda de memória, que não chega a atrapalhar o raciocínio geral, a perda da memória torna-se progressiva, inicialmente para fatos recentes, até a perda total. Além da perda da memória, outros sintomas envolvem dificuldade de raciocínio, dificuldade de linguagem, dificuldade de orientação temporal e espacial, alterações de comportamento, depressão, agitação ou até agressividade, delírios, alterações de apetite, tendendo à compulsão, alterações do sono, cuja latência do sono REM é prolongada. Em geral a doença costuma se manifestar por volta dos 65 anos, podendo ser mais precoce, com os sintomas aparecendo lentamente. O período médio entre os primeiros sinais e o agravamento total da doença é em torno de 8 a 10 anos, podendo variar individualmente. O declínio progressivo da função cognitiva não é exclusivo desta doença, podendo aparecer inclusive no processo natural do envelhecimento, o que torna o quadro dramático é o prejuízo da função cognitiva, incompatível com a idade em que se manifesta. A causa desta doença ainda é desconhecida, assim como é desconhecida a sua cura. Acredita-se que sua causa possa estar relacionada a uma complexa combinação entre fatores genéticos e pessoais.

Diagnóstico:

O diagnóstico da doença também apresenta uma série de problemas, uma vez que o único meio de conferir a certeza diagnóstica provem do exame do tecido cerebral afetado, através de biópsia ou exame de necropsia. Desde que uma biópsia cerebral não é um exame aplicável sem implicar em riscos, a melhor maneira de efetuar tal diagnóstico é através da clínica, analisando-se a presença de sintomas compatíveis, através dos testes da função cognitiva. As prescrições de enfermagem são direcionadas para a manutenção da segurança física do paciente, redução da ansiedade e agitação, melhoria da comunicação, manutenção da nutrição adequada e controle dos distúrbios do padrão de sono. Portanto, a assistência de enfermagem prestada aos pacientes com DA está direcionada a buscar formas para minimizar o sofrimento dos mesmos e de seus familiares com o propósito de oferecer uma assistência de qualidade (LEFEVRE, 2005). É de vital importância destacar que o cuidado de Enfermagem não está restrito a atos, procedimentos ou técnicas executadas. O cuidado é um processo que inicia para si, continua para o outro e evolui na busca do bem-estar de ambos. Além disso, ele só será realizado a partir do momento em que o cliente seja visto em sua totalidade, como um ser que possui necessidades físicas, psicológicas, espirituais, culturais e afetivas. Diante das repercussões do cuidado, fica claro que, a grande importância da assistência de enfermagem ao paciente com Alzheimer, evidenciando a necessidade da sensibilização dos profissionais, a fim de ampliar a dimensão do cuidar, não se restringindo apenas a patologia em si, mas principalmente a atenção, a orientação, o afeto e o carinho aos pacientes e as famílias. Portanto, a enfermagem enquanto integrante de uma equipe multidisciplinar é fundamental no processo do cuidado ao paciente com Alzheimer, de forma a ajudá-los a minimizar as alterações progressivas, oferecendo apoio, estímulo, e segurança.

Esse trabalho visa mostrar os cuidados de enfermagem ao paciente com, AVC Isquêmico, pneumonia, fratura de colo de fêmur, TVP, Alzheimer, de acordo com a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) para um melhor atendimento das necessidades humanas básicas proporcionando uma recuperação e reabilitação mais rápida e personalizada

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM:

Para que possamos abordar assistência de enfermagem ao paciente hospitalizado por pneumonia, devemos retomar aos conceitos e definições anatofisiológicas, sendo que, o sistema respiratório abrange o trato respiratório superior e o trato respiratório inferior, sendo este sistema o responsável por efetuar a troca gasosa, ou seja, sua função é conduzir o oxigênio (O2) até as células, que necessitam deste para a execução de suas funções metabólicas, e eliminar o dióxido de carbono (CO2) que as células produzem, pois o excesso deste é tóxico para o nosso organismo. Essas funções ocorrem em um organismo sadio e bem integrado, de forma natural sem que o indivíduo perceba e se esforce para isso. Este sistema, essencial para a preservação da vida, constitui-se pelos órgãos: nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e os pulmões.

O Enfermeiro, em seu campo de atuação hospitalar, geralmente se depara com pacientes com distúrbios do sistema respiratório, com maior ocorrência de pneumonias, sendo importante que o mesmo esteja devidamente preparado para executar ou implementar o plano terapêutico de cuidados. Visando que o Diagnóstico de Enfermagem é parte integrante do processo de trabalho deste profissional, possibilitando ao mesmo que identifique os problemas, dando-lhe subsidio para a prescrição dos cuidados. Identificar e saber compreender os diagnósticos de enfermagem que podem estar presentes nos pacientes com quadros de pneumonias é de fundamental valia ao enfermeiro, o que certamente poderá possibilitar agilidade e facilidade nas escolhas das intervenções de enfermagem que o favorecerá no alcance dos resultados pelos quais é responsável. Sendo assim, se faz presente à percepção de que possa haver melhora na qualidade da assistência prestada a estes pacientes, norteando os cuidados e permitindo que os mesmos sejam realizados de forma sistemática e individualizados com foco num julgamento clínico e científico do profissional enfermeiro.

8.0 EVOLUÇÕES / DIAGNÓSTICOS E PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM

Dia O9/11/2012

15:40h: Segue NO 7º DIH, por AVC ,sabidamente HAS, evolui consciente , desorientada, disfásica, respondendo aos estímulos verbais, restrita ao leito ,calma, deambulando com auxilio, pele e mucosas normocorada, afebril (36.5 ºC),pulso 60 bpm (normofisgmo), respiração 20mrpm (eupneico),PA 110x70 mmHg (normotenso), APMV+ sem ruídos adventícios ,AC BNF em 2T RH+ sem sobros, abdome plano flácido indolor a palpação,presença de UPP região glútea e calcanho,apresenta fratura de fêmur em MID, edema e equimoses em MMII,aceita dieta vo oferecida ,sono e repouso satisfatório, eliminações presentes em fralda (SIC). Higiene satisfatória; em hidratação venosa periférica em MSE. Realizado curativo em UPP em região glútea e calcanho.

DIAGNÓSTICO

  • Riscos de infecções urinárias e na genitália devido ao uso de fralda geriátrica.

  • Risco de infecção devido a procedimentos invasivos, punção venosa no MSD, possibilitando a entrada de agentes oportunistas no organismo do paciente.

  • Riscos de dermatite de contato devido ao uso de fralda geriátrica. Objetivo:Manter a integridade da pele; evitar o aparecimento de mais lesões; evitar o aparecimento de úlceras de pressão, proporcionar integridade da pele.

  • Risco de quedas devido doença vascular evidenciada por inspeção,

  • Dor aguda relacionada com o distúrbio musculoesquelético:

  • Déficit do aoutocuidado relacionada a prejuízos musculoesquelético, evidenciada por inspeção;

PRESCRIÇÕES

  • Manter higiene íntima e trocar a fralda do paciente, proporcionando maior conforto;

  • Prevenir infecções hospitalares, entrada de microrganismos e piora do estado de saúde do paciente, manter assepsia no local do cateter venoso, manter integridade da pele, Reduzir a suscetibilidade do paciente à infecção através de dietas balanceadas, do monitoramento da terapia aplicada e minimizando a permanência do indivíduo no hospital. Fazer rodízios dos locais de punções venosas, prevenindo lesões e possibilitando integridade da pele

  • Trocar fralda geriátrica sempre que necessário, fazendo uma limpeza rigorosa com água e sabão, evitando umidade prolongada, e possível lesão e infecção de pele e genitália;

  • Sempre levantar as grades de proteção da cama, para paciente não cair;

  • Administrar medicações prescritas pelo médico; Lavar sempre as mãos antes e depois de cada administração de medicamentos, evitando infecção cruzada; Usar luvas de procedimentos; Fazer assepsia do local sempre que necessário;

  • 1.6 Observar integridade da pele a cada plantão;Hidratação da pele com óleos ou hidratante e massagem de conforto para ativar a circulação 3x/dia; Tentar modificar os fatores contribuintes para diminuir a possibilidade de desenvolvimento de úlceras de pressão, como: incontinência de fezes e urina.

Resultados esperados

  • Evitar aparecimento de infecções;

  • Prevenir infecção recorrente e/ou cruzada.

  • Manter integridade da pele

  • Trocar o cateter a cada 72 horas;

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