Técnicas de Construção Civil e Construção de Edifícios

Técnicas de Construção Civil e Construção de Edifícios

(Parte 2 de 5)

As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.

Figura 6.5 - Esquema do apoio das terças nas tesouras

Tabela 6.2 - Vão máximo das terças (m)

Vão dos caibros Francesa, Romana, Portuguesa ou planColonial ou paulista

(m) A B C A B C A B C A B C

Seção transversal (cm) d) Caibros

Os caibros são colocados em direção perpendicular às terças, portanto paralela às tesouras. São inclinados, sendo que seu declive determina o caimento do telhado.

A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças, com o tipo de madeira e da telha. Podemos adotar na prática e utilizando as madeiras da Tabela 6.1: : - terças espaçadas até 2,00m usamos caibros de 5 x 6.

- quando as terças excederem a 2,00m e não ultrapassarem a 2,50m, usamos caibros de 5x7 (6x8).

Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0,50m (eixo a eixo) para que se possa usar ripas comuns de peroba 1x5.

Estes vãos são para as madeiras secas. Caso não se tenha certeza, devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.3.

Tabela 6.3 - Vão Máximo dos Caibros (m)

Tipo de madeiraFrancesa, Romana,

Portuguesa ou plan Colonial ou Paulista

Seção transversal (cm) 5x6 5x7 5x6 5x7 e) Ripas

As ripas são a última parte da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.

São encontradas com seções de 1,0x5,0cm (1,2x5,0cm).

O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas para medir a sua galga. Elas são colocadas do beiral para a cumeeira, iniciando-se com duas ripas ou sobre testeira (Figura 6.6).

Portanto, para garantir esse espaçamento constante, o carpinteiro prepara uma guia (galga) (Figura 6.7).

Figura 6.6 - Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira Figura 6.7 - Detalhe da galga

As ripas suportam o peso da telhas, devemos portanto, verificar o espaçamento entre os caibros. Se este espaçamento for de 0,50 em 0,50m, podemos utilizar as ripas 1,0x5,0m. Se for maior, utilizamos sarrafos de 2,5x5,0m (peroba).

6.1.3 - Ligações e emendas

Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas, com encaixes precisos para isso devemos saber:

recorte: - h = altura da peça - r = recorte, r ≥ 2cm

Figura 6.8- Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno, 1992)

Figura 6.9- Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno, 1992)

Figura 6.10 - Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno, 1992) Figura 6.1 - Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno, 1992)

Figura 6.12 - Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno, 1992)

Figura 6.13 - Detalhe da ligação entre a linha, asnas e pendural (Moliterno, 1992)

As emendas das terças devem estar sobre os apoios, ou aproximadamente 1/4 do vão, no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.16), com chanfros à 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.14 e 6.15).

Figura 6.14- Detalhe da emenda das terças com pregos Figura 6.15- Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas

Figura 6.16- Detalhe das emendas de uma linha de terças

6.1.4 - Telhado pontaletado

Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Para isso, devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes.

Em construções residenciais, as paredes internas e as lajes oferecem apoios intermediários. Nesses casos, portanto, o custo da estrutura é menor.

O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na laje.

Sendo assim, a laje recebe uma carga distribuída (Figura s6.17 e 6.18).

Nas lajes maciças, onde tudo é calculado, podemos apoiar em qualquer ponto.

Entretanto na lajes pré não devemos apoiar sobre as mesmas e sim na direção das paredes (Figuras 6.17 e 6.19).

Havendo necessidade de se colocar um pontalete fora das paredes, é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vão grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Devemos ainda, ter algumas precauções como:

- a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. - a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura - deverá ser acrescido aos pontaletes, berço (de no mínimo 40cm) para distribuir melhor os esforços, mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.

Figura 6.17- Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.18- Detalhe do berço para distribuição das cargas

Figura 6.19- Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes

- Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro, quando os alinhamentos das peças são perfeitos, formando cada painel do telhado um plano uniforme. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.

- Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água, antes do término, pelo carpinteiro, do madeiramento.

- Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar, deve ser colocado em ângulo (Figura 6.20). Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. O ideal seria o prego penetrar 2/3.

Figura 6.20- Detalhe da fixação por pregos menores

- Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra, incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.21).

Figura 6.21- Detalhe da fixação das ripas nos caibros

- para evitar fissuras na madeira, devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa, no caibro, não alinhar os pregos (Figura 6.2)

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