Vidros Professora Ligia Pauline

Introd ução

Incerteza sobre o início de sua produção. Algo em torno de 3000 a.C. Evidência de envidraçamento em algumas ruínas em Pompéia e na Inglaterra. Primeiras janelas no século I ou I;

Somente no século X houve grande avanço em sua produção: vidros temperados, laminados, fibras de vidro, produção: vidros temperados, laminados, fibras de vidro, fibras óticas e vidro cerâmico. Vidro alcança o espaço: viagem do homem à Lua;

Estado físico do vidro: líquido super-resfriado. Arranjo molecular aleatório.

Estrutura Molecular do Vidro Estrutura Molecular do Vidro

Composição do Vidro

Vidro-água :solúvel em água;

Si O3 + CO

Adição de cálcio: insolúvel em água;

Vidro calco-sódico:

10% CaO; 5% outros óxidos.

Sódio e cálcio entram como carbonatos e perdem CO 2 no processo.

Produção do Vidro Plano Primeiro processo: sopro;

Produção de Vidro Plano

Processo do cilindro: derivado do processo de sopragem.

Cilindro de vidro resfriado, cortado e alisado. Processo descontínuo, caro, produto resultante de baixa qualidade;

Processo Fourcault(1914): lâmina estirada verticalmente através de uma barra de refratário com uma ranhura por onde o vidro sobe por uma torre, onde é resfriado e onde o vidro sobe por uma torre, onde é resfriado e recozido;

Produção de Vidro Plano

Processo Libbey-Owens(Colburn, 1920): rolo é estirado verticalmente, até que em um determinado momento ele se curva e segue horizontalmente.

Produção de Vidro Plano

Processo Pittsburgh (1925): semelhante ao processo

Fourcault, com maior controle da ranhura e maior controle das temperaturas.

Produção de Vidro Plano

Processo Float(década de 50): gera um vidro plano, transparente, com faces polidas, sem distorção de visão.

Inicialmente o processo era empregado somente para espelhos e automobilística. Hoje o processo é empregado em todos os setores.

Diferenças entre Vidro, Floate Cristal

Ambos possuem a mesma composição química. A diferença entre eles é que, em decorrência do processo, o float(ou cristal) é mais transparente e sem ondulações, ou seja, não causa distorções em imagens;

O cristal (de Baccarat, da Boêmia...) não é utilizado na construção civil. É excelente para a confecção de taças, construção civil. É excelente para a confecção de taças, vasos, enfeites, entre outros. O brilho do cristal é decorrência do chumbo adicionado em sua composição química, que aumenta grandemente o índice de refração do chumbo.

Vidros Coloridos e Termorrefletores

Além do aspecto estético, pode reduzir o consumo energético de uma edificação (iluminação, ar condicionado);

Cores: verde, azul, cinza e bronze;

Nos projetos, procurar o balanço ótimo entre luminosidade necessária e calor para otimizar o processo. luminosidade necessária e calor para otimizar o processo.

Os vidros coloridos, termorrefletorese termoabsorventespodem ajudar consideravelmente no conforto térmico e economia das edificações.

Vidros Impressos ou Fantasia

Vidros impressos através de rolos ainda no processo de fabricação;

Vidros coloridos a base de esmalte vítreo;

Outros tipos: aplicação de ácido hidrofluorídricoou jateamentocom areia fina e ar comprimido (vidros foscos).foscos).

Utilização: locais onde se deseja controlar a luminosidade aliado com privacidade;

CUIDADO: alguns tratamentos enfraquecem o vidro, não sendo então recomendado a sua utilização. Consultar o revendedor sobre essa possibilidade.

Vidro de Segurança

O que é considerado um vidro de segurança?

Aquele que, ao fraturar, produz fragmentos menos suscetíveis de causar ferimentos graves do que o vidro recozido (comum) em iguais condições;

Tipo temperado: lâmina de vidro exposta a intensa variação de temperatura visando redução de tensões variação de temperatura visando redução de tensões internas;

Tipo laminado: lâminas de vidro intercaladas com resina polivinilbutiral(PVB);

Tipo aramado: malha metálica colocada na massa de vidro.

Vidro Comum x Vidro de Segurança

Necessidade, segundo a NBR 7199, de utilizar vidro de segurança nas seguintes situações:

Balaustradas, parapeitos e sacadas;

Vidraças não-verticais sobre passagens;

Clarabóias e telhados;

Vitrine s; Vitrine s;

Vidraças exteriores sem proteção adequada até 0,1 m do piso (pavimentos térreos) e até 0,9 m do piso (demais pavimentos).

Vidro de Segurança -Temperado

Têmpera: aquecimento a altas temperaturas com posterior resfria ment o rápido;

Objetivo: criar pré-tensões que aumentam a resistência à compressão inicial do material;

Devido às ações induzidas internas no vidro, quando o vidro temperado recebe um choque, rompe-se por completo, em temperado recebe um choque, rompe-se por completo, em pequenos fragmentos não-pontiagudos;

Visualmente, pode-se observar pequenas distorções em vidros temperados quando expostos a luz polarizada que não repr esent a m defeitos;

Existe ainda a têmpera química, que tem o mesmo objetivo que a têmpera térmica, mas o processo é diferente. O processo é caro e além disso não produz fragmentos regulares como na têmpera térmica quando fraturado.

Vidro de Segurança -Laminado

Duas ou mais lâminas de vidro interligadas sob calor e pressão por uma ou mais camadas de polivinilbutiral(PVB) ou outra resina plástica resistente e flexível;

Em caso de quebra, os fragmentos ficam aderidos ao PVB. O PVB tem grande elasticidade e mesmo muito deformado, os fragmentos mantém-se aderidos;

Além da segurança, o vidro laminado possui excelentes Além da segurança, o vidro laminado possui excelentes propriedades como filtros de raios ultravioleta e isolamento acústico (a película de PVB serve como amortecimento para ondas acústicas);

Laminados múltiplos: vidros a prova de balas;

Colocação e manutenção mais cuidadosas e detalhadas que para vidro comum, sob risco de danificar a camada de PVB.

Vidro de Segurança -Aramado

Característica de resistência ao fogo;

No processo de fabricação, a medida em que o vidro vai sendo produzido, a malha de aço vai sendo introduzida para ficar centralizada;

Indicado para uso em elementos de sistemas de prevenção de incêndios (portas corta-fogo) bem como prevenção de incêndios (portas corta-fogo) bem como em locais onde o estilhaçamentodo vidro pode representar risco aos usuários;

Cortes e furos não previstos não devem ser feitos para não gerar tensões. Vidros aramados são especialmente mais sensíveis a tensões que vidros comuns, correndo o risco de ruptura prematura em instalações mal planejadas.

Corrosão em Vidros

Apesar de estar entre os materiais considerados como imunes ao desgaste, o vidro pode sofrer corrosão;

Quando em contato com água, os íons de sódios interagem com os íons de hidrogênio da água;

Com isso o pH vai aumentando. Quando o pH fica superior a 9,0, as hidroxilas (OH-) passam a atacar os superior a 9,0, as hidroxilas (OH-) passam a atacar os silicatos, havendo assim a desintegração dos vidros;

A qualidade ótica do vidro fica comprometida com esse processo, mesmo que mecanicamente ele ainda esteja intacto. Isso pode tornar obrigatório a rejeição da peça para espelhação, gravação a ácido, entre outros processos.

Espelhos

Processos primitivos: estanho e mercúrio aplicados em vidros cilíndricos alisados;

Processo moderno: aplicação de prata protegida com vernizes, tintas e cobre eletrodepositado;

Vidro “espião”: liga de cromo aplicado em vácuo parcial;

Principais utilizações do vidro espião em edificações:

Locais de observação e pesquisa: estabelecimentos penais, ho spitais psiqui átricos...

Locais em que seja necessário refletir a luz solar e reduzir o ofuscamento sem prejudicar a transparência interna, como em fachadas de edifícios.

Corrosão em Vidros

O processe de corrosão pouco ocorre em vidros instalados, pois a configuração evita o acúmulo de umidade, mas é crítica em peças armazenadas sem controle;

Manter as chapas de vidro longe da umidade e em ambiente levemente ácido evita o processo. Papel de ambiente levemente ácido evita o processo. Papel de jornal, de natureza ácida, é adequado para envolver o vidro e separar as chapas;

Para armazenamento mais controlado e por longos períodos (exemplo de fábricas de vidro), existem materiais que prestam a função de acidificar o ambiente, além de ser necessário alto controle da umidade local.

Tijolos de Vidro

Desenvolvido em 1929, fabricado em 1933;

Princípio de fabricação simples, porém altamente complexo em sua execução:

Dois pratos de vidro com padrões são fabricados e unidos por fusão a altas temperaturas. O ar no espaço entre os vidros é desidratado e evacuado (vácuo parcial). Bordas revestidas em desidratado e evacuado (vácuo parcial). Bordas revestidas em plástico para vedação;

Cuidados com execução necessários:

Necessidade de armadura horizontal acima de 2,5 m de altura do painel;

Limpar as peças antes da secagem para não danificar o material.

Fibra de Vidro

Processo primitivo: gostas de vidro em um disco rotativo onde as fibras eram enroladas;

1713 (Réamur) –vidro têxtil;

1893 (Libby) –fibras de vidro tecidas com seda;

1929 (Rosengarth) –vidro fundido flui para o centro de um disco rotativo com ranhuras radiais. A força centrífuga um disco rotativo com ranhuras radiais. A força centrífuga expele o vidro fundido para as extremidades do vidro, formando as fibras;

1938 (Owens-CornigFiberglassCorporation) –lã de vidro;

Processo básico: passar vidro fundido por orifícios, resfriar e enrolá-lo em bobinas.

Fibra de vidro

Material incombustível, não absorvente, quimicamente estável, resistente ao ataque de insetos, roedores e fungos;

Eletricidade –material isolante –revestimento de cabos e fios. Indústria química –filtros;

Construção civil: isolamento térmico e acústico; Construção civil: isolamento térmico e acústico;

Resistente a altas temperaturas: pode ser aplicada em regiões de temperatura superior a 260 o C.

O Vidro do Futuro

O “Vidro do Futuro” permitiria regular a incidência de luz e calor aos ambientes;

Eletrocromático: impulso elétrico para modificar as propriedades do revestimento;

Termocromático: transparência reduzida quando a temperatura excede um valor desejado;temperatura excede um valor desejado;

Fotocromático: transparência reduzida com forte incidência solar;

DESAFIOS: custo, qualidade, durabilidade.

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