Capitulo 5 O Estruturalismo e a Teoria da Burocracia

Capitulo 5 O Estruturalismo e a Teoria da Burocracia

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Resumo 05 - livro Teoria Geral da Administração “Motta”

Serra Talhada

2013

O Estruturalismo e a Teoria da Burocracia

A Teoria Estruturalista representa um desdobramento da Teoria da Burocracia e uma leve aproximação à Teoria das Relações Humanas. Representa também uma visão extremamente crítica da organização formal. Surge como um desdobramento da teoria Burocrática, com ênfase na estrutura, nas pessoas e no ambiente. A preocupação dos estruturalistas foi procurar inter-relacionar as organizações com o seu Ambiente Externo. O estruturalismo, método desenvolvido na linguística, invadiu posteriormente as demais áreas do conhecimento social, isto é, a economia, a sociologia, a teoria das organizações, a ciência política e a psicologia. Podemos afirmar que o estruturalismo é um método analítico comparativo. Pra o estruturalismo o conceito de sistema é de especial importância, pois se considera em sua análise o relacionamento das partes na constituição do todo. O conceito de organização para o estruturalismo é múltiplo, depende da teoria e do enfoque empregado, é necessário a compreensão de que cada paradigma utilizado ou cada teoria tem seus limites metodológicos e esclarecem alguns aspectos do objeto “organização”, descobrindo outros. Os quatro tipos de estruturalismo são: estruturalismo abstrato, estruturalismo concreto, estruturalismo fenomenológico e estruturalismo dialético. Em teoria crítica, vários estudos adotam uma posição mostrando as relações e a dominação do sistema social, outro exemplo de argumentação crítica é o argumento segundo o qual adoção recente do nome de “gestão de pessoas” para a antiga administração de recursos humanos é uma tentativa de ocultar relações do poder subjacentes ao sistema. Atualmente criticam outras formas de alienação na organização além da alienação marxista tradicional. Seeman diz que as consequências de alienação, analisada como insatisfação profunda em relação ao trabalho, podem levar o individuo a desenvolver desde uma frustração agressiva a uma atividade radicalmente hostil. Já os trabalhos de Robert Sevigny caracterizam o homem moderno pela teoria rugiriam da atualização do ego. A palavra estrutura é de emprego muito antigo, tanto nas ciências físicas quanto nas sociais e em termos amplos significa tudo o que a análise interna de uma totalidade revela, ou seja, elementos, suas inter-relações, disposição. O conceito de estrutura é especialmente importante para a ciência porque pode ser aplicada coisas diferentes, permitindo a comparação. Nesse sentido, podemos afirmar que o estruturalismo é um método analítico comparativo. Além disso, o estruturalismo considera os fenômenos ou elementos com referência a uma totalidade, considerando, pois, o seu valor de posição. Assim, à sua característica comparativa, podemos acrescentar seu aspecto totalizante. Disto se conclui que para o estruturalismo é de especial importância o relacionamento das partes na constituição do todo, ou seja, que estruturalismo implica em totalidade e interdependência, já que excluios conjuntos cujos elementos sejam relacionados por mera justaposição. Simplificando, os conjuntos que interessam ao estruturalista apresentam como característica básica o fato de que o todo é maior do que a simples soma das partes. A ênfase recente na aplicação de métodos estruturalistas no estudo das organizações pode ser entendida como uma volta às suas origens mais autênticas. De fato, o primeiro teórico significativo das organizações foi Max Weber, que as analisou de uma perspectiva estruturalista fenomenológica, numa linha muito semelhante àquela adotada por Ferdinand Tõnnies no nível macros sociológico. Weber deixou inúmeros escritos esparsos que, organizados por sua viúva e por outros cientistas sociais, têm exercido enorme influência no desenvolvimento das ciências sociais e, em particular, da teoria das organizações. Além das várias coletâneas que trazem trabalhos de Weber, como Estrutura de Classes e Estratificação Social, Sociologia da Burocracia e Sociologia Política, trabalhos como Economia e Sociedade, História Econômica Geral, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, A Cidade e Ciência e Política: Duas Vocações relacionam se com áreas de estudo que vão desde a sociologia até o urbanismo, passando pela teoria das organizações, pela ciência política, pela história e pela economia. A preocupação central da obra desse pioneiro da teoria das organizações parece ser a racionalidade, entendida em termos de equação dinâmica entre meios e fins. Seus estudos sobre poder e burocracia parecem ser tentativas de resposta a perguntas tais como: quais as condições necessárias para o aparecimento da racionalidade?; qual a natureza da racionalidade?; quais as suas consequências socioeconômicas?" Nessa linha, nos sistemas sociais altamente burocratizados, o formalismo, a impessoalidade, bem como o caráter profissional de sua administração seriam manifestações de sua racionalidade. Outros estruturalistas de grande importância na teoria das organizações são Robert K. Merton, Phillip Selznick e Alvin Gouldner, que procurando fugir ao mecanicismo na análise organizacional, tratam de adaptar o modelo weberiano da burocracia à variável comportamental introduzida na teoria pela Escola de Relações Humanas. Para Merton, a estrutura burocrática introduz transformações na personalidade dos seus participantes que levam à rigidez, a dificuldades no atendimento aos clientes e a ineficiência, transformações essas responsáveis pelo que chama disfunções ou consequências imprevistas. Responsável por diversas coletâneas, Merton tem suas ideias expostas nessas e em outras. Além disso, uma obra sua de grande significação é Teoria Social e Estrutura Social. Na mesma linha, Phillip Selznick vê, ao nível da delegação de autoridade, forcas geradoras de ineficiência na burocracia, através da criação de condições favoráveis à bifurcação de interesses. Sua obra mais conhecida é Liderança na Administração - Uma interpretação Sociológica. Sua preocupação central é a demonstração do desequilíbrio provocado no sistema pela aplicação de uma técnica de contrôle que vise a manter o equilíbrio de um subsistema e da forma pela qual tal desequilíbrio influi no subsistema inicialmente afetado. Não menos importante que os demais é Amitai Etzioni que tem causado um grande impacto na teoria das organizações. Etzioni teve, entre outros, o mérito de chamar a atenção para a importância do método estruturalista na análise organizacional. O nível de modernização da sociedade atual nos leva a pensar que das indústrias e organizações são essenciais para o indivíduo, desde seu nascimento até a sua morte. Nesse aspecto, essas organizações precisam apresentar certa flexibilidade, capacidade de adiar recompensas, desejo interminável de realização e resistência a frustração. A cooperação da organização com o indivíduo é dada pelo desejo intenso de realização e a conquista progressiva de recompensas. Essas características imprimem um novo modelo de personalidade do homem, chamado de Homem Organizacional. Nos modelos de estruturalismo, durante a administração das organizações, há três dilemas que são gerados pela racionalidade e o modelo de Homem Organizacional.O primeiro dilema é gerado pela comunicação e coordenação. Com a comunicação livre, traz as vantagens de cooperação, e o aumento de produtividade e inovação. Mas com essa comunicação, há o embate de ideias, o que leva cada decisão seja pesada com outra proposta do grupo, o que pode ter bastante desvantajoso em relação a decisões rápidas.O segundo dilema é gerado pelas divergências da disciplina burocrática e a especialização profissional. O profissional procura os interesses dos seus clientes, e a burocracia da organização. Nesse embate pode ocorrer de certas perdas e prejuízos para ambos os lados.O terceiro dilema é relacionado ao planejamento administrativo e a iniciativa. Com os avanços tecnológicos, as empresas precisam de mais inovação e iniciativa em novas ideias. Entretanto, a necessidade de planejamento e controle persiste. O dilema é que com as técnicas de planejamento e controle, há a supressão da criatividade e iniciativa, já que com o planejamento há a comparação de ações, o que leva a organização a não arriscar, tomar iniciativa. As críticas ao modelo estruturalista são baseadas nas próprias perguntas feitas pelos estruturalistas, os três dilemas mostrados no Nó IV, e também as críticas seguintes:-A confusão de relações humanas na estrutura: Ao citar gestão de pessoas e relações humanas, têm-se a ideia que é ser gentil com as pessoas, proporcionar uma ambiente amigável para a execução do trabalho, quando na verdade é conciliar o bem-estar do empregado com os interesses da empresa.-A influência dos grupos e gestão de pessoas: Com a livre interação dos grupos, mostra que o grupo exerce uma influência local nos seus participantes, e que a gerência acaba se transformando numa liderança permissiva, em que os participantes do grupo serão influenciados pelo grupo em si. Uma sociedade moderna e industrializada é formada pela existência de um número muito grande de organizações, a ponto de se afirmar que o homem passa a depender delas para nascer, viver e morrer. É indiscutível que um grande número de pessoas participa das organizações ressinta-se do conformismo exigido. O homem organizacional é um homem que age racionalmente, visando atingir seus objetivos e interesses pessoais. Em uma organização existem conflitos inevitáveis, tanto a Escola da Administração Clássica como a de Relações Humanas colocaram de fora esta discussão. Os dilemas foram entendidos como dilema comunicação e coordenação, o segundo dilema, disciplina burocrática e especialização profissional e o terceiro dilema analisado por Blau e Scott refere-se ao planejamento administrativo e à iniciativa. Classificação das tipologias da organização burocrática, segundo Etzioni: Organizações burocráticas coercitivas, as organizações burocráticas utilitárias, as organizações burocráticas normativas e as organizações burocráticas híbridas. As críticas feitas ao estruturalismo têm sido em sua grande maioria, respostas àquelas perguntas formuladas pelos estruturalistas. Outro tipo de crítica que se considera frequente é aquela que confunde relações humanas e dinâmicas de grupo aplicadas de acordo com a pressão grupal.

Regras burocráticas:

1-Permite o controle a distância

2-Aumentam a impessoalidade na organização Restringem à arbitrariedade e legitimidade a sanção

3-Tornam possível o controle comportamental minimalista do subordinado

4-Geram espaço de negociação entre subordinado e hierarquia

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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