Capitulo 6 A Teoria dos Sistemas Abertos e a Perspectiva Sociotécnica das Organizações

Capitulo 6 A Teoria dos Sistemas Abertos e a Perspectiva Sociotécnica das...

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Resumo 06 - livro Teoria Geral da Administração “Motta”

Serra Talhada

2013

A Teoria dos Sistemas Abertos e a Perspectiva Sociotécnica das Organizações

É formada pela interação e intercâmbio da organização com o ambiente, de acordo com as mudanças do ambiente externo, a organização se adapta para sobreviver mudando seus produtos, técnicas e estruturas. A interação e intercâmbio da organização com o ambiente moldam a estrutura de sistemas abertos. Quando ocorre uma mudança no ambiente externo, a organização se transforma mudando seus produtos, técnicas e estruturas param se adaptar à essas mudanças e sobreviver. As organizações, segundo a teoria dos sistemas, podem ser vistas como um sistema dinâmico e aberto, no qual o sistema é um conjunto de elementos mutuamente dependentes que interagem entre si com determinados objetivos e realizam determinadas funções. As organizações são dependentes de fluxos de recursos do ambiente externo, assim como os sistemas abertos. Essa dependência pode ocorrer de duas maneiras. Por um lado, ela precisa do ambiente externo para conseguir os recursos humanos e materiais que vão garantir seu funcionamento. Por outro lado, ela precisa do ambiente externo para comprar e vender serviços e produtos. Desse modo, para a organização sobreviver ela precisa de ajustes como ambiente externo, além de ajustes no ambiente interno. Ademais, assim como um sistema aberto, uma organização pode ser definida como uma associação de grupos de interesses, sendo esses formados por elementos distintos, onde cada um busca atingir seus objetivos no contexto do ambiente mais amplo. As ações que definem o comportamento organizacional dependem também de uma análise do ambiente em que ela se encontra e da maneira como a mesma se relaciona com o ambiente externo, respondendo à pressões, estabelecendo relações ou até evitando algumas Além disso, a teoria do sistema aberto também consiste em demonstrar o papel de um funcionário dentro de uma organização, expressando o conceito de “Homem Funcional”, ou seja, o homem tem um papel dentro das organizações, estabelecendo relações com outros indivíduos, exatamente como prega um sistema aberto. Sobre suas ações, o próprio funcionário cria diversas expectativas, tanto para seu papel, quanto para o papel de todos os outros elementos que fazem parte da organização como um todo, e ainda transmitindo–as a todos indivíduos participantes. Apesar dessa relação ser inevitável ela pode tanto alterar, como reforçar seu papel dentro da instituição. Logo, uma organização pode ser definida então como um sistema de papéis, nos quais indivíduos (ou no caso, funcionários), agem como verdadeiros transmissores de papel e pessoa focais. Muitos tentam aplicar a teoria geral dos sistemas a seus diversos ramos pela sua flexibilidade e abrangência. Aqui entra um assunto fundamental, para o estudo da aplicação do modelo, a percepção do processo simbiótico e do funcionalismo. Esse método não nasceu na sociologia, mas foi onde ganhou força e destaque, tendo alto nível de divulgação com a obra de Talcott Parsons. Quando as escolhas são feitas fora de um padrão, ela obedece a uma orientação normativa, não podemos considerar, via de regra, que as escolhas são feitas aleatoriamente, mas como sujeita a influências de um "fator seletivo independente determinado", ou norma e situação, que são básicos para o entendimento da análise parsoniana da escolha humana. Em síntese o acionismo social afirma que há sempre outro jeito, particular, de obter ou realizar coisas em cada variável-padrão, e que os critérios gerados pela sociedade servem para guiar as escolhas do cotidiano. Outro pioneiro nessa história é Rice (1963) que se preocupa muito mais com o interno da organização e sua relação com o ambiente. Para Homans (1950) dentro de um ambiente onde existe um sistema social, cada sistema está inserido em diferentes parâmetros, o que define suas atividades e interações. Ele considera variáveis básicas as atividades, as interações e os sentimentos, onde qualquer alteração nessas variáveis mudaria todo o contexto das demais. Ao sistema interno, Homans (1950), chama a atenção aos cuidados que se deve ter com a liderança para ser eficiente e considera a situação total um complexo onde encontramos: o ambiente físico e social, os materiais, ferramentas e técnicas, o sistema externo, o sistema interno e as normas desse grupo. Lembrando que todos esses elementos são interligados e qualquer mudança dentre eles acarretará transformações nos demais. Para Likert (1961) os sistemas são interligações de grupos, onde existem grupos estratégicos estão ligados a indivíduos-chave que pertencem a dois ou mais grupos, relacionando-se por meio de influências, desempenhando elos. Kahn, Wolfe, Quinn, Snoeck e Rosenthal (1964) acrecentam a Likert (1961) que não são pessoas, no sentido literal da palavra, que estão ligadas formando elos, mas sim pessoas desempenhando determinado papel. Existem, portanto, conjunto de papéis formando novas estruturas. Para Motta (1971) o consenso entre os autores está na libertação da teoria das organizações do dilema indivíduo-estrutura, insere ainda em seu estudo, Katz e Kahn (1966) colocando que a organização não precisa necessariamente apresentar, no sentido natural da palavra, a estrutura física identificável e permanente, e que sua estrutura pode ser definida como ciclos de eventos, diferenciando dos sistemas físicos e biológicos, sendo inseparável de seu funcionamento. Bronisław Malinowski foi um etnólogo e sociólogo, polonês de nascimento, ele fez a maior parte dos seus trabalhos acadêmicos, na Inglaterra. Ele era um professor na London School of Economics and Political Science e autor de numerosos livros, incluindo “Crime e personalizado em Savage Sociedade”, “Moeurs et des coutumes Melanesiens” e especialmente “uma teoria científica da Cultura “, onde encontra-se resumido a sua” radical teoria funcionalista “. Malinowski frequentemente apelidado si “o chefe do funcionalismo.” Utilizou o termo função com dois significados diferentes como uma ligação permanente entre os elementos de uma dada realidade social, como um órgão regulador e do doador de sentido – como uma relação positiva entre as necessidades primárias dos homens e sistemas sociais.O segundo significado envolve uma certa redução da cultura para a necessidade de que só é muito prevalente no pensamento de Malinowski e tem sido amplamente criticado posteriormente.Malinowski esquerda nas suas investigações em consideração das necessidades básicas ou fundamentais da natureza humana, e estudadas as várias formas que são expressos e reuniu-se em várias culturas. De acordo com Malinowski, a vida social é o produto da urgência sentida pelas pessoas para preencher certas “necessidades básicas”, tais como a segurança alimentar, ligando, etc. A sua “análise funcional”, baseado no pressuposto de que cada hábito, cada idéia, etc, tem um papel vital para os indivíduos no que diz respeito à satisfação das suas necessidades, em particular de cada contexto cultural.Esta vida sócio-cultural tende a falar em “instituições sociais”.Para Malinowski, cada instituição tem o seu mapa, ligada às representações de grupos sociais e crenças.Este mapa abrange a definição, estrutura e finalidade do grupo institucionalizado, e as regras que o grupo deve obedecer. Qualquer instituição, portanto, normas, atividades, pessoal e material equipamento. Envolve, por outro lado, uma “função”, porque se destina, em última análise, para satisfazer uma necessidade. Fred Emery e Eric Trist – são teóricos da abordagem sistêmica que propuseram, após observações do ambiente organizacional, que toda empresa é constituída por um grupo de empresas interligadas, aonde caracterizaram quatro tipos de ambientes possíveis de inserção: (1) ambiente plácido – fortuito: as organizações inseridas neste tipo de ambiente estabelecem interligações frágeis e são relativamente inalteráveis; (2) ambientes tranqüilos agrupados: são ambientes mais estritamente interligados, as organizações se agrupam dentro de um ambiente estável – neste tipo de ambiente as estratégias ocorrem em grande parte em resposta aos movimentos da concorrência; (3) ambientes reativos agitados – possuem interligações muito firmes, tanto quanto os agrupados tranqüilos, mas uma estabilidade menor, as mudanças no ambiente influem decisivamente nas estratégias das empresas interligadas e (4) ambientes de campos turbulentos: são extremamente complexos e mutáveis, as operações das empresas se situam em múltiplos mercados, sofrem forte influencia dos externos, suas estratégias são susceptíveis as mudanças do ambiente, o que as obrigam a se manterem flexíveis e prontas para se adaptarem as mudanças impostas. ATeoria geral de sistemas baseia-se no conceito de que a organizaçãoé um sistema de papéis nos quais o homem funcional é o indivíduo que se comporta como executante de um determinado papel. A crítica apontada que a teoria geral dos sistemas pode ser responsável por uma ilusão científica. Na ênfase dada às relações entre organizações e ambiente, a maioria dos teóricos parece dar uma importância excessiva ao papel desempenhado pelo último. É evidente que as causas externas são importantes mesmo no domínio cultural. Ocorre, porém, que sua importância está relacionada com sua ação por meio das causas internas, que são primárias. Em resumo, critica-se o determinismo personiano.

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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