Capitulo 1 A escola clasica de administração e o movimento da administração cientifica

Capitulo 1 A escola clasica de administração e o movimento da administração cientifica

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Teoria Geral da Administração

Serra Talhada Janeiro de 2013

Resumo capitulo 01 - livro Teoria Geral da Administração “Motta”

•Início

burocráticas, que por sua vez era baseada na autoridade racional-legal

Nesse resumo do livro Teoria Geral da Administração - “Motta”, são mostrados os pilares dos pensamentos administrativos, os enfoques que constituíram os patamares da administração. Assim sendo, essa primeira fase foi marcada pelo estruturalismo e pela preocupação no âmbito interno das organizações, sem dar atenção às interações interorganizacionais e ambientais. As escolas de administração mostram como a evolução do pensamento administrativo aumentou, baseando-se na compreensão, crítica, e proposição. Para chegar a esse ponto foi preciso um processo de modernização, com a economia baseada na autoridade tradicional dos senhores feudais, dos nobres e das autoridades religiosas e patriarcais foi substituída pelos fundamentos das organizações

•A Escola Clássica de Administração e o Movimento da Administração

Científica

• Origens

Para chegar ás origens do Movimento de Administração Cientifica é necessário que façamos uma pequena incursão pela história. A escola visa o aperfeiçoamento das estruturas e regras internas da organização, eles acreditam que com um bom funcionamento das estruturas, que aprimoram a produção todos os problemas são resolvidos, seja relacionado a competição ou ao relacionamento humano com outras organizações, o ser humano poderia criar e implantar os melhores sistemas a racionalidade era considerada absoluta, essa, foi a ideia consolidada ao longo dos tempos, no séc. XVII, Descartes negou todo o conhecimento recebido com base apenas em costumes e tradições e salientou o poder da razão para revolver qualquer espécie de problema, ele afirmou ser a razão, o poder para resolver qualquer problema. No séc XVIII, o racionalismo atingiu o seu apogeu, no século seguinte, aplicado ás ciências naturais e finalmente ás ciências sociais. O advento da aplicação das máquinas tornou o trabalho evidentemente mais eficiente, no entanto, a racionalização da organização e execução do trabalho ainda não tinha atingido o campo trabalhista, até quando no séc X surgiram os pioneiros da racionalização do trabalhoe, comoo em muitas aspectos suas ideias eram semelhantes, ficaram conhecidos como fundamentadores da Escola de Administração Científica ou Escola Clássica, cuja premissa era de que um bom administrador á medida que seus passos forem planejados e coordena seus passos de maneira cuidadosa e racional.

•As grandes figuras da escola clássica.

Taylor, engenheiro cuja primeira atividade profissional fora a de mestre de uma fábrica, foi eleito em

da psicologia para aumentar a produtividade

1906, presidente da Associação Americana de Engenheiros, ele buscava aumentar a eficiência do trabalho, publicou livros como Shop management (1903) e o seu mais conhecido: Princípios de administração científica (1911). Em 1916, foi publicado o livro Administração geral e industrial por Henry Fayol, também era engenheiro, era mais um administrador de cúpula e já chegou a salvar uma empresa da falência. Enquanto Taylor preferia a experiência e a indução e por conseqüência interessou-se mais pelos métodos e sistemas de racionalização do trabalho na linha de produção, Fayol se concentrou na análise lógico-dedutiva. Este último foi o criador da divisão das funções do administrador em planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar. Frank e Lilian Gilbreth foram os contemporâneos de Taylor e Fayol e ajudaram principalmente nos estudos de tempo e movimento, Gilbreth chegou a aplicar a psicologia à administração quando poucos se preocupavam com isso. Henry Gantt utilizou-se

•Ideias Centrais do Movimento – Homo Economicus

quanto as consequências, surgiu então a expressão homo economicusInicialmente ele foi

Uma das ideias centrais do Movimento de Administração Científica é a de que o homem é um ser eminentemente racional e que ao tomar uma decisão, conhece todos os cursos de ações disponíveis visto como um ser previsível. G autores como Taylor, Guilick, Fayol acreditavam que os comportamentos inadequados dos indivíduos não eram fruto de irracionalidade, mas sim como consequência de erros na estrutura ou implementação da organização. Antigamente a ética paternalista cristã condenava a ambição, o desejo de acumular riquezas, indo de contra ao capitalismo industrial. Esses princípios foram mudando pouco a pouco, Hobbes desenvolveu uma argumentação onde o ser humano era egoísta, os homens viveriam em guerra, daí a necessidade de um poder central para proteger o homem do egoísmo do próximo. Em seguida, autores desenvolveram argumentos que valorizavam o liberalismo econômico e o descentralizamento do poder. Para Adam Smith, querendo aumentar seu ganho individual, os agentes econômicos devem procurar as alternativas mais racionais de ganhos no mercado. O homem, para os ideólogos do liberalismo, é egoísta, calculista, inerte e atomista. Então, as motivações egoístas promoveriam o bem-estar de toda a sociedade. O utilitarismo, desenvolvido por Jeremy Bentham, propõe que o prazer à rejeição da dor são os únicos impulsos do homem. O homem, de forma egoísta, buscaria aumentar o seu prazer e reduzir a dor. Essa visão individualista também foi abordada por Locke, que definiu os direitos naturais do ser humano, como a própiedade individual, conquistada por meio do trabalho. Existe apenas uma forma, que se descoberta e posta em pratica, aumentará a eficiência do trabalho. Para descobri-la é necessário uma análise do trabalho nas mais variadas fases e planejar a maneira como executar essa forma, simplificando a mesma, além de experiências com diversos movimentos para descobrir a maneira mais rápida. Os operários deveriam executar o trabalho de forma prescrita. Com isso, Taylor considerou que o antigo sistema de administração por iniciativa e incentivo foi substituído pela Administração Científica. Assim, os administradores criariam as estratégias e os operários tinham que executar as operações planejadas.

•Administração como Ciência – O Fordismo

A Escola Clássica sugeria a seleção, o treinamento (operário teria que aprender a realizar algumas operações simples), o controle por supervisão (onde o supervisor deveria seguir, de forma detalhada, o trabalho dos subordinados) e um sistema de incentivos (o que mais produzisse, mais ganharia) que foi pressuposto segundo o homo economicus. Para uma boa racionalização do trabalho, a empresa necessita ser organizada. Fayol acreditava que organizar era uma das funções do administrador e englobaria a divisão do trabalho, agrupamento de tarefas, pequeno número de funcionários para cada chefe, organização centrada para as tarefas e não para os homens. A administração era considerada uma ciência, pela Escola Clássica, pois possuía princípios própios, com base nos seus métodos (lógico-dedutivo, experiências físicas). Quando a Escola de Relações Humanas criticou a ideia do homo economicus, percebeu-se que a administração desenvolvida por Taylor e Fayol não era como uma ciência com exatidão como as naturais. No fim da Primeira Guerra Mundial, Henry Ford, desenvolveu um sistema de trabalho em linhas de montagens conhecido como fordismo. Esse sistema baseava-se em plataformas volantes que transportavam as peças. As inovações de Ford descartaram os cartões de instruções que Taylor utilizava para descrever os movimentos e as funções do operário, mas o trabalho ainda era baseado na Administração Científica. A fábrica de automóveis conseguiu produzir rapidamente o modelo Ford Bigode, a produtividade aumentou significativamente, no entanto essa produção única não gerava inovação até que esse carro perdeu espaço para o modo de produção japonês, o modelo Toyota.

•Pontos Importantes da Escola de Administração Clássica

A separação de planejadores de um lado (engenheiros) e executores do outro (operários) representou no início da Revolução Industrial uma proteção para o operariado, pois se o operário realizasse todas as instruções e a produtividade não fosse ideal, a culpa era imposta ao engenheiro, isso era baseado na proposição de que o operário era incapaz de pensar por si próprio. Com o passar do tempo as fábricas foram substituindo as corporações de ofício e o trabalho artesanal, os trabalhadores tinha dificuldade em adaptar-se, inicialmente o trabalho não era regulamentado. A administração Científica foi contra o clientelismo e ao protecionismo. Antes o emprego era controlado pelos mestres-artesãos e profissionais especializados, com a regulamentação do trabalho os candidatos não eram mais controlados pelos mestres-artesãos

Robert Hoxie fez um estudo das proposições de Taylor e concluiu que a Administração Científica queria aumentar o lucro dos dirigentes e limitar os direitos e o bem-estar dos empregados. O operário era apenas um instrumento de produção.

• Criticas

Escrevendo sobre os princípios administrativos geralmente aceitos, Simon (1970), em seu livro Comportamento administrativo, fez criticas muito interessantes, houve uma crítica de que cada princípio administrativo possui outro princípio contraditório. A amplitude de controle ia de contra a idéia de uma decisão passar pelo mínimo de níveis hierárquicos. A idéia de homo economicus foi combatida, a proposição de Taylor, de certa forma, reconheceu essa dificuldade com o que chamou de supervisão funcional cientifica por outros teóricos queda administração,porem não tomaram conhecimento dela, só existia apenas uma maneira certa de realizar o trabalho também. Assim, quase todas as ideias da Escola Clássica estão sujeitas a críticas. A corrente dos estruturalistas, fazendo uma síntese da Escola Clássica, de Relações Humanas, de Marx e de Max Weber, contraria a harmonia de interesse das outras duas e a racionalidade da Escola Clássica. March, Olsen e Weick observaram que as organizações burocráticas frequentimente são estruturas cujos elementos estão interligados de forma sutil e relaxada e que, na prática, muitas regras não são obedecidas. Argyris e Schon ao estudaram as atitudes dos atores sociais e concluíram que o discurso não é incorporado à ação. Enfim, o modelo industrial foi questionado e surgiram novos modelos que valorizavam a aprendizagem, autonomia, flexibilidade e mudança, com o passar do tempo surgiram ferramentas gerenciais e técnicas que pretendiam minimizar esses problemas,com base em uma visão restritiva da a aprendizagem o modelo industrial foi questionado e foram sugeridos novs modelos com base na valorização da aprendizagem e de valores como autonomia, flexibilidade e mudança.

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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