Capitulo 2 Escola de Relações Humanas (E.R.H)

Capitulo 2 Escola de Relações Humanas (E.R.H)

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Teoria Geral da Administração

Serra Talhada

Janeiro de 2013

Resumo capitulo 2 - livro Teoria Geral da Administração

Escola de Relações Humanas (E.R.H)

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No capitulo anterior vimos que os teóricos da época consideravam que o importante era aperfeiçoar os sistemas de trabalho, elaborando assim, sistemas mais eficientes para que pudesse trazer bons resultados,a burocracia visava uma estrutura para promover a racionalização de atividades humanas.Os estudiosos das organizações foram compreendendo novos aspectos ligados á motivação e á afetividade humana, perceberam que os limites da regra e do controle burocrático como formas de regulação social. A escola de Relações Humanas (E.R.H), surgiu através de estudos realizados por professores da Universidade de Harvard na Western Electric em sua fábrica de equipamentos telefônicos a partir de 1927, baseando-se nas orientações de Taylor, Gilbreth e seus sucessores. Acreditava-se que a eficiência do homem se dava através de fatores diversos, para testar isso os estudos foram divididos em fases, e em cada fase analisava-se algo novo na produtividade e essa eficiência seria influenciada principalmente por três fatores, “ O movimento dispendiosos e ineficientes na execução do trabalhador”,”A Fadiga”e a “Deficiência do ambiente físico”.

A partir dos resultados obtidos, o grupo de pesquisadores de Hawthorne iniciou novas pesquisas,com o objetivo de determinar novas variáveis, uma das características daquela época, era que os pesquisadores de Hawthorne eram todos cientistas sociais, que traziam muitos conhecimentos para à administração.Mas antes que fossem aplicados á administração, passaram por um extenso período de desenvolvimento. Nesse grupo de pesquisadores se destacou Freud com suas teorias, e a pesquisadora Mary Parker Follett, fazendo notáveis observações sobre os grupos de trabalho.

As idéias da Escola de Relações Humanas tiveram mais destaque a partir de 1930, época da grande crise,que forçou aos atingidos aderirem a novos métodos industriais.

Grandes nomes da E.R.H, foram a já citada acima, Mary Parker Follett, dizia a autora que, para a utilização do método da integração ,muito estudo e imaginação aprofundado do problema se faziam necessários, e ela advertia que nem sempre a solução integradora era viável, é dela a formulação dos três métodos de solução do conflito industrial, Elton Mayo,a antes das experiência de Hawthones, ele já trabalhava como psicólogo industrial, em 1923, Mayo tinha sido chamado para investigar as causas da alta rotatividade de pessoal no departamento de fiação de uma empresa têxtil ,Mayo ainda era influenciado por suposições característicasde uma fase de Brown(Psicologia social da Industria), ex-professor de Harvard, e autor do livro The social problems of industrial civilization, onde suas idéias estão sintetizadas, Roethlisberger e Dickson, Para eles os administradores da época davam muita atenção á primeira função e pouca á segunda função,relativa ao equilíbrio interno,foram autores da obra Management and the warker, e propuseram um modelo de organização industrial com duas funções: Eficiência técnica e Eficiência social, e Chester Barnard, ele deslocou a análise da organização formal para os grupos informais, afirma que; “As organizações informais são necessárias ao funcionamento da organização fomal como um meio de comunicação,coesão e proteção da integridade individual”,autor da obra The functions of the executive.

A Escola possuía algumas idéias centrais, foram elas a do Homo Socialis,que sugeria a substituição do modelo de homo economicus para o modelo de homo socialis. A do grupo Informal, que dizia que os homens se reúnem em grupo para satisfazerem suas necessidades de segurança, aprovação social e afeto. E a da Participação nas decisões, dizia que o homem deveria participar da própria decisão que desse origem a tarefa que fosse fazer.

Em relação a organização a E.R.H teve sempre uma analise informal,ou seja, algo não previsto,espontâneo. Isso influenciava o funcionamento das estruturas formais, por isso a escola propunha uma dualidade entre essas duas relações.

Miller e Form, fornecem-nos em sua obra Industrial sociology algumas conclusões sobre as pesquisas de Mayo. Tais conclusões foram extremamente importantes para o desenvolvimento da administração,como por exemplo a que diz que “o trabalho é uma atividade grupal”.

Várias criticas relacionadas à E.R.H foram feitas ao longo dos tempos. A critica à obra de Mayo teve muita repercussão, dando origem as críticas dos industriais, sempre tentando julgar suas conclusões. A crítica dos Psicólogos, que dizia que o que Mayo concluía já vinha sido feito muito antes por outros psicólogos. E a critica dos Sociólogos, que diziam que as conclusões de Mayo não detalhavam o problema no que realmente era necessário. Essas críticas foram salientadas principalmente por Daniel Bell, Wilbert Moore, Miller e Form.

Criticas feita ao Movimento de Relações Humanas declararam que o interesse da administração nos problemas de cooperação é uma consequência da especialização,mas a “ciência” de relações humanas que daí resulta tem sido vista por muitos autores como responsáveis pela justificação ideológica da estrutura industrial vigente, desviando seus pensamentos sobre problemas para o ajustamento da estrutura individual. Esse movimento deveria ser para solucionar o problema de conflitos por meio de sua negação. Embora apresente muitos pontos com base nas obras de Karl Max e Max Weber, seu debate mais parelho é com a escola da qual emergiu.

Suas principais críticas são de natureza analítica. Para o estruturalismo, a escola se restringia a muito pouco. Para a escola alem dos estímulos econômicos devem-se levar em conta os estímulos psicológicos e as relações de grupos informais. Outro limite dessa escola é que ela cria uma dualidade em sua analise. Os conceitos predominantes sobre a natureza humana vão tornando-se mais complexos à medida que se aumenta o conhecimento sobre o comportamento humano.

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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