Capitulo 4 Os processos Decisórios nas Organizações e o modelo Carnegie (Racionalidade limitada)

Capitulo 4 Os processos Decisórios nas Organizações e o modelo Carnegie...

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Resumo capitular 04 do livro

Teoria Geral da Administração “Motta”

Serra Talhada

Janeiro de 2013

Os processos Decisórios nas Organizações e o modelo Carnegie (Racionalidade limitada)

Os Pensamentos sobre o mecanismo cognitivo acabam fazendo surgir um novo modelo de racionalidade, que ficou conhecido como Carnegie, que foi uma critica ao modelo clássico. O processo decisório nas organizações se converte na essência da habilidade gerencial, em que a responsabilidade do gestor é a de decidir qual a melhor Alternativa, para cada momento que se encontra a organização, de modo a garantir os resultados esperados.

Herbert Simon e um grupo coordenado por ele relatou o conceito de que a racionalidade é sempre relativa ao sujeito que decide. A capacidade de compreensão e escolha do administrador são desafiadas a todo instante a tornarem-se objetivas pela necessidade da decisão racional diante do cenário de incertezas no qual estão inseridas as organizações.Em relação ao modelo Racional da Economia Clássica, pode-se dizer que se baseava na concepção de que a pessoa que tinha o poder de decidir deveria ter total conhecimento das opções disponíveis.Evidencia-se que a tomada de decisão é o processo necessário para dar resposta a um problema, em que alternativas de escolha são propostas para possíveis soluções que venham a gerar os melhores resultados para as organizações, sendo considerado, em muitas organizações, como a mais importante tarefa desempenhada pelos administradores.

Já o modelo da racionalidade limitada ou Carnegie, dizia que os tomadores de decisões não poderiam ter acesso a todas as opções, deveriam ser expostas apenas as informações mais importantes, realizando assim decisões mais racionais. Assim sendo, observa-se que as tomadas de decisão de modo racional levam os gestores a enxergar a organização de forma sistêmica, a considerar o cenário em que se insere a organização, sua cultura, bem como uma gama de alternativas possíveis, de modo a ponderar as conseqüências que podem vir a ocorrer, antes de tomarem suas decisões.As pesquisas sobre as condições organizacionais e sociais do processo decisório investigavam os meios de poder e o sistema de aliança política. Esses estudos, dependendo da divisão do trabalho, mostravam que os atores sociais possuíam diferentes relações a seu meio profissional.

Richard C. e James M. obtiveram quatro conceitos para descrever as atividades dos tomadores de decisão no processo de escolha:

Quase resolução de conflitos, Tendência a evitar incertezas, Buscar sequencial de resolução de problemas e a Aprendizagem organizacional. Outras pesquisas, dessa vez sobre a estruturação do campo cognitivo dos indivíduos, realizada por autores como Allison, Gremion, Cohen, March e Olsen, tentava observar uma decisão a partir da estruturação do campo cognitivo dos atores sociais. Esses autores Tentavam explicar a origem dos processos de decisão tomada pelos indivíduos, também chamada de, “lógica de ator”.

Cohen, March e Olsen, em 1972 propuseram o garbage can model ou “modelo da lata de lixo”, onde deixam definidos que a solução dos problemas não precede especificamente de uma tomada de decisões, mas muitas vezes de invenções de soluções. O bargage can model faz uma critica a burocracia e mostra o quanto as organizações estão longe da estrutura definida pelo modelo democrático. Esse processo de tomada de decisões é assim contraditório e imprevisível. Refere-se ainda aos sistemas considerados loosely coupled system, um sistema que permite a existência de várias lógicas de ação e racionalidade. Contrário a esse sistema existe o tightly coupled system, definido por Karl Weick, em que o processo de tomar decisões é centralizado.

Para Simon, S. e Thompson existem duas maneiras de enfrentar a autoridade, ou seja, como um fenômeno legal e um fenômeno psicológico. A segunda é a mais adotada pelos autores, pois as pessoas aceitam as ordens e as decisões das outras. Os motivos para que isso aconteça definem as relações de autoridade, são elas: autoridade por confiança, autoridade por identificação, autoridade por sanções, autoridade por legitimação.

Os mesmos autores citados anteriormente enxergam a organização como algo planejado de esforço cooperativo, em que os participantes têm seu papel definido, e deveres e tarefas a serem cumpridos. Peter Blau e Richard Scott diziam que as definições de Simon sobre a tomada de decisão referiam-se aos efeitos de projetos formais sobre a tomada de decisões. James Earley também critica Simon, dizia que a literatura da administração é pródiga no enfoque sistemático da redução de custos. Alguns modelos de comportamento humano na ciências sociais pressupõem que os seres humanos podem ser razoavelmente aproximado ou descrito como “ racionais "entidades (ver por exemplo a teoria da escolha racional). Muitas economias assumem que as pessoas são em média racional, e pode, em quantidades suficientes ser aproximado para agir de acordo com suas preferências . O conceito de racionalidade limitada revisa esta suposição para explicar o fato de que decisões perfeitamente racionais muitas vezes não são viáveis ​​na prática, devido aos recursos finitos computacionais disponíveis para fazê-los. As evidências externas ao indivíduo são percebidas através de um "filtro" de crenças. Este mesmo indivíduo temdesejos, que alteram as próprias evidências, de acordo com as expectativas de cada um. As evidências filtradas e alteradas por estes dois sub-sistemas desencadeiam a seleção de alternativas, que servirão de base para a tomada de decisão e conseqüente ação que o indivíduo irá realizar.

É importante perceber que a decisão não é um fim em se mesmo e sim uma etapa para que os objetivos sejam alcançados. Nem sempre o esforço é dirigido para o objetivo final e sim para um objetivo intermediário, que somado a outros, constituem o objetivo final. Têm-se aí uma rede cujo ponto final é o objetivo maior da organização e, neste contexto, os tomadores de decisão precisam escolher entre as diversas alternativas a melhor. Com tudo, observou-se que a teoria Garnegie, de Simon e demais ajudantes, influenciou profundamente na teoria econômica e organizacional de diversos fatores da área.

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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