Capitulo 9 UMA VISÃO TRANSVERSAL DA TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS RELACIONADOS AO “HOMEM”, À “ORGANIZAÇÃO” E AO “MEIO AMBIENTE”

Capitulo 9 UMA VISÃO TRANSVERSAL DA TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO A EVOLUÇÃO DOS...

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Unidade Acadêmica de Serra Talhada - UAST

Sistemas de Informação 2012.2 Wandersson Ferreira Saraiva

Resumo 09 - livro Teoria Geral da Administração “Motta”

Serra Talhada

2013

UMA VISÃO TRANSVERSAL DA TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO: A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS RELACIONADOS AO “HOMEM”, À “ORGANIZAÇÃO” E AO “MEIO AMBIENTE”

As principais características do Homo Economicus e do foco das Estruturas Organizacionais são:

  • Ser simples e previsível; incentivos financeiros, vigilância e treinamento eram suficientes.

  • O importante era aperfeiçoar regras estruturas.

  • Ser que analisava as diversas possibilidades decisão, optando por aquela que maximizasse os ganhos; pressuposto da racionalidade absoluta.

O Homem era visto como um ser simples e previsível, para Taylor, Gulick e Fayol, os comportamentos percebidos como inadequados pelos gerentes não eram vistos como resultado de uma irracionalidade no comportamento dos indivíduos no trabalho, mas sim como decorrentes de defeitos na estrutura da organização ou de problemas na sua implementação. Sendo assim, o importante era aperfeiçoar regras e estruturas.

Experiências feitas por Elton Mayo e Wawthorne mostraram que os bons resultados de uma organização não dependente somente da melhoria das regras, dos sistemas de trabalho e das estruturas formais, mas sim, dos elementos relacionados com a afetividade e o ambiente de trabalho. A partir dessa concepção dos fatores afetivos e psicológicos no ambiente de trabalho foi que se deu origem a Escol das Relações Humanas e posteriormente ao conceito de homo socialis.

O conceito do homo complexus vai alem do conceito do homo socialis. Autores como Argyris, McGregor, Likert e Bennis utilizaram argumentos ligados a psicologia para tratar de conceitos como motivação e liderança.

Em definição, o modelo do homo complexus busca a realização e o autodesenvolvimento no ambiente de trabalho. Apesar das criticas que foram feitas, Vroom, Schein e Bernnis foram os primeiros a introduzir a noção de homo complexus, ser que não é passivo em suas reações.

Autores como Pages e Enriques basearam seus estudos em psicanálise, para denunciar os efeitos repressores das estruturas organizacionais sobre a psique e as representações humanas.

Herbert Simon e o grupo coordenado por ele propôs o conceito de que a racionalidade é sempre relativa ao sujeito que decide não havendo uma única racionalidade superior (one beste way), como tinham proposto os teóricos da Escola Clássica da Administração.

O modelo da racionalidade limitada gerou estudos sobre as condições organizacionais e sociais do processo decisório. Pesquisas relacionadas por autores como Alisson, Gremion, Cohem, March e Olsen tentavam compreender uma decisão a partir da estruturação do campo cognitivo dos autores sociais, ou seja, querendo ver como essa estruturação condiciona a percepção dos problemas pelos indivíduos, à emergência de soluções possíveis e a adoção de uma dessas soluções por meio de uma decisão afetiva.

A essa teoria deu-se o nome de “teoria da escolha racional”, que relata que a ação humana não se resumiria nos objetivos que um indivíduo acredita possuir e com os quais ele acredita fundamentar a sua ação cotidiana. A existência de uma racionalidade superior e abstrata, acima dos atores sociais que decidem, ou a otimização de uma decisão seriam contestadas por essa teoria.

Cybert e March, analisando a estrutura organizacional, dizem que se é verdade que as regras formais regulam em parte o comportamento de um grupo organizacional, servindo de referência para os seus membros basearem sua ação, esse fato não comprova a existência de uma racionalidade superior na organização, representada por essas mesmas regras. Ocorre, na verdade, o confronto entre os vários tipos de racionalidade (“lógicas de ator”) presente em um mesmo sistema político, não existindo o conflito entre uma posição “racional” defendida por um grupo e a “irracionalidade” dos outros grupos.

Gereth Morgan, em seu livro Images of organizations relata que o modelo clássico vê a empresa como um todo coerente e estruturado por objetivos em função dos quais toda a organização seria administrada. Essa última é vista como uma verdadeira “maquina” cujas diversas engrenagens são planejadas para funcionar harmonicamente a fim de atingir os mesmos objetivos, obedecendo a uma lógica comum de funcionamento. Segundo o interacionismo simbólico e outros trabalhos, a organização é fruto de uma construção social baseada nas diversas interações dos grupos que a compõem.

Segundo os trabalhos de autores como Merton, Selznick, Blau e McGregor, as resistências dos autores sociais às estruturas burocráticas se manifestam por meio de fenômenos com a “frenagem” e a criação de normas informais, de rituais de trabalho e da solidariedade entre diversos grupos que desobedecem às normas e práticas oficiais.

A existência de fronteiras claras permite distinguir o interior da organização de seu exterior é uma premissa de Escola Clássica de Administração. No entanto, somente nos anos 1990 o meio ambiente passou a ser um dos temas centrais em administração, por corrente chamada “contingência estrutural”.

Anteriormente a Lawence e Lorsch, porém, em 1961, Burns e Stalker realizaram um estudo pioneiro reunindo mais de 20 empresas inglesas que operavam em setores diferentes, com taxas distintas de concorrência e de mudança tecnológica. A partir desse estudo, eles elaboraram dois tipos ideais de organização, cada uma adaptado a um tipo de setor ou “meio ambiente”: as organizações mecânica e orgânica.

Outros autores desenvolveram, mais tarde, um modelo que leva em conta os aspectos políticos da organização e as suas relações com o meio ambiente. Os trabalhos desses autores se apóiam nas pesquisas realizadas por Thompson e McEwen e mostram que as organizações devem procurar controlar ativamente as incertezas geradas pelo seu setor, mais especificamente pelo seu meio ambiente imediato de atuação (task-environment), a fim de terem um bom desempenho.

Segundo Cyert e March o primeiro mundo é o das relações estratégicas, confiado aos executivos que tomam as decisões tanto no ponto de vista interno como externo, constituindo uma “colisão dominante”. O segundo mundo nível estruturaria o trabalho do segundo cm a criação de procedimentos e rotinas de ação.

Karl Weick, combinado essas duas teorias e desenvolvendo essa questão, mostra que não se considerar a forma com a qual a organização administra e “negocia” o seu meio ambiente e determina suas ações com uma resultante das avaliações e estratégias determinam suas ações como uma resultante das avaliações e estratégias determinadas somente pelos executivos que constituíram o grupo ou “coalizão” dominantes.

O objeto da pesquisa em termos de meio ambiente organizacional não é mais a influência deste sobre a organização, mas quais são os mecanismos instituídos em um setor industrial que regulam a percepção que os atores(indivíduos, grupos e empresas) têm dos problemas desse setor, e que influenciam em sua ação e na reestruturação desse mesmo setor.

Evolução dos conceitos sobre o meio ambiente:

- A Organização que se adepta ao ambiente:

  1. Organização mecânica- formalidade, pouca comunicação entre os setores em um nível horizontal, centralização de poder; ambiente de pouca inovação tecnológica, demanda regular.

  2. Organização orgânica- comunicação se dá tanto em nível horizontal como no vertical; poder descentralizado e difuso; ambiente turbulento, forte concorrência.

  3. Lawrence e Lorsch- diferenciação interna e integração.

  4. Capacidade de reação as mudanças e a velocidade da resposta- vistas como vantagens competitivas.

Bibliografia

MOTTA, Fernando C. Prestes Motta e VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria Geral da Administração. 3ª Ed. Revista: Thomson, 2008.

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