Relatorio preparação de meio de cultura

Relatorio preparação de meio de cultura

Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí - CEAVI

Departamento de Engenharia Sanitária

Relatório de Microbiologia

Aula Laboratorial – Preparação de Meio de Cultura

Data de realização do experimento: 11/10/2013

Acadêmico: José Guilherme Espíndola

Assinatura:

Acadêmico: Emanuel Fusinato

Assinatura:

Acadêmica: Schaynize Prestes Pereira

Assinatura:

Data de elaboração do relatório: 18/11/2013

Ibirama, 18 de novembro de 2013.

Introdução

Na maior parte das vezes, o estudo da morfologia, arranjo e a interpretação das propriedades de coloração são insuficientes para a identificação do agente bacteriano. Recorre-se então à cultura, para se conseguir um elevado número de microrganismos, para estudar as características culturais da bactéria como a capacidade de crescer em meio seletivo e o aspecto das colônias. Através da cultura em meios sólidos, pode-se também quantificar a presença bacteriana no material analisado (importante para diferenciar infecção de colonização em determinadas situações), obter colônias para a realização de testes de identificação, bem como obter inoculo para suspensão (em solução salina) para a realização de antibiograma.

A cultura pura de um dado microrganismo é uma cultura de células genética e morfologicamente idênticas. A imobilização das células num meio sólido torna possível a visualização do crescimento em massas celulares isoladas denominadas colónias. As colónias microbianas são caracterizadas por uma forma e tamanho que depende do próprio organismo, de condições ambientais, quantidade de oxigénio e de nutrientes disponíveis no meio de cultura e de outros parâmetros fisiológicos.

Assim, para a realização de uma cultura bacteriana, precisamos de um inoculo e de um meio de cultura. O meio de cultura é uma substância líquida ou gelificada, simples ou complexa, que permite a nutrição, o crescimento e a multiplicação dos microrganismos.

A esterilização do meio de cultura é efetuada após a sua preparação, para assim eliminar os microrganismos contaminantes. Conseguido geralmente por esterilização na autoclave.

A autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor úmido sob pressão, formado por um cilindro metálico resistente, vertical ou horizontal e com uma tampa que permite fechar hermeticamente o autoclave. Essa tampa apresenta parafusos de orelhas e uma anilha de amianto que impedem a existência de fugas de pressão. A temperatura do processo a vapor varia conforme os materiais a serem esterilizados situando-se entre 121º e 134 °C. A pressão para esterilização situa-se entre 1,2 kgf/cm² (121 °C) e 2,2 kgf/cm² (134 °C).

Os meios de cultura podem ser classificados segundo o seu estado físico, pela sua composição e a sua utilização. No que respeita ao seu estado físico, os meio podem ser líquidos, também designados por caldos, e a sua turvação é o indicador de crescimento bacteriano. Os meios gelificados (geloses) permitem o crescimento das células formando colónias. As geloses são obtidas a partir de um meio líquido ao qual é adicionado uma substância gelificante: inicialmente era a gelatina, mas como esta era usada pelos microrganismos, passou a ser usado o ágar-ágar (1.5%), que apenas promove a gelificação do meio. O ágar-ágar pode ainda ser usado em concentrações inferiores (0.5/0.7), em meios semi-gelificados (são utilizados para verificar a mobilidade das bactérias).

Em relação à composição do meio, podem ser classificados como naturais, cuja composição é complexa e mal definida (ex. caldo de carne), sintéticos (substâncias químicas perfeitamente conhecida - normalmente é um pó ao qual se adiciona água) e semi-sintéticos aos quais se adiciona uma substância natural (ex. gelose de sangue).

Finalmente, em relação à sua prática laboratorial, podemos considerar os meios de base, que contêm os nutrientes mínimos essenciais ao crescimento e multiplicação bacterianas, os meios enriquecidos, meios aos quais foram adicionados produtos biológicos (ex. sangue) e meios seletivos, quando há uma alteração de um ou mais fatores físico-químicos ou se adicionam substâncias com uma ação antibacteriana, que vão atuar como seletora de algumas bactérias ( TORTORA,2005).

  1. Objetivo (s)

  • Preparar meios de cultura: caldo nutriente e ágar nutriente;

  • Executar esterilização dos meios em autoclave (calor úmido);

  • Executar esterilização das placas de Petri em estufa.

  1. Materiais

  • Pipeta automática

  • Placa de Petri

  • Erlenmeyer

  • Espátula

  • Gaze

  • Autoclave

  • Estufa

  1. Reagentes

  • Ágar rico em proteínas

  • Água deionizada

  1. Métodos

  • Placas de Petri: Embalar a placa de Petri com papel alumínio. Colocar os pacotes na estufa, para esterelização;

  • Tampões: Preparar tampões com algodão e gaze com a finalidade de vedar tubos de ensaio.

  • Ágar Nutriente: Preparar uma solução de 7g do Ágar rico em proteínas com 250 mL de água deionizada em um Erlenmeyer. Tapar o Erlenmeyer com gaze. Em seguida, levá-lo para a autoclave.

  • Ponteiras: Esterelizar as ponteiras na autoclave.

  • Na autoclave: Colocar os meios de cultura e ponteiras na autoclave, à 15 bar, com o nível de água correto. Esperar chegar a uma temperatura de 105ºC. Desligar e esperar por 15 min.

  1. Resultados

Figura - Meio de Cultura

A Figura 1mostra o meio de cultura, que foi devidamente esterelizado e preparado, sendo assim, adequado para o desenvolvimento de colônias de fungos.

  1. Conclusões

Nesta aula prática, aprendemos como fazer e esterilizar meios de cultura e utensílios em autoclave e também como esterilizar vidrarias em estufa.

Os meios de cultura foram esterelizados corretamente e foram adequados para o desenvolvimento dos microrganismos.

  1. Referências bibliográficas

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