Enfermagem Obstétrica - Diretrizes Assistenciais

Enfermagem Obstétrica - Diretrizes Assistenciais

(Parte 5 de 5)

- Inicialmente, o facilitador pede para que as pessoas formem duplas. Em seguida, explica que cada dupla irá conversar entre si sobre o que quiserem, por cinco minutos. Caso o grupo seja ímpar, forma-se um subgrupo de três pessoas.

- Passados os cinco minutos, as participantes formam um círculo e cada uma apresenta o seu par: nome, trabalho, signo, desejos, estado de saúde, enfim, tudo o que passou a conhecer sobre a outra pessoa.

- Esta técnica pode ser aplicada tanto em grupos que estão se formando como nos já existentes, cujas pessoas já se conhecem. Neste último caso, a facilitadora deve ressaltar que o conhecimento interpessoal é um processo em construção permanente e não um ato único.

ENFErmaGEm oBStÉtrICa

2 - dinâMica de inTegRação dinâmiCa do barbantE

OBjETIVOS: Trabalhos de apresentação no grupo; trabalhos em equipe; mútuo conhecimento; descontração; a importância da participação individual e suas relações no trabalho coletivo.

Dispor os participantes em círculo; organizar um grupo de, no máximo, 20 pessoas. A facilitadora toma nas mãos um novelo (rolo/bola) de cordão ou lã. Em seguida, prende a ponta em um dos dedos de sua mão. Pedir para as pessoas prestarem atenção na apresentação que ela fará de si mesma. Assim, logo após sua breve apresentação, dizendo quem é, de onde vem, o que faz etc., joga o novelo para uma das pessoas à sua frente. Essa pessoa apanha o novelo e, após enrolar a linha em um dos dedos, irá repetir o que lembra sobre a pessoa que terminou de se apresentar e que lhe atirou o novelo. Após fazê-lo, essa segunda pessoa irá se apresentar, dizendo quem é, de onde vem, o que faz etc. Assim se dará sucessivamente, até que todos do grupo digam seus dados pessoais e se conheçam. Como cada um atirou o novelo adiante, no final haverá no interior do círculo uma verdadeira teia de fios que os une uns aos outros. Pedir para as pessoas dizerem: o que observam; o que sentem; o que significa aquela teia; o que aconteceria se um deles soltasse seu fio etc.

MATERIAL A SER USADO: Um rolo (novelo) de fio, lã ou barbante.

dinâmiCa do PrEsEntE

OBjETIVO:

Promover integração entre os presentes, também pode ser usada para finalizar o trabalho.

O facilitador explica que o presente será dados a um elemento do grupo que receberá representado todos os participantes e ele deve abri-lo com todo o grupo.e ler a mensagem contida no embrulho em voz alta. Ao abrir o primeiro invólucro ele encontra a frase: “ Este presente não é seu entregue-o para a pessoa mais elegante do grupo hoje”.A segunda pessoa ao abrir lerá :” Este presente não é seu entregue a pessoa do grupo que você tenha se identificado”. A terceira pessoa encontrará ao abrir mais um invólucro a frase ” Este presente não é seu cante uma música que lembre sua adolescência e entregue a que você achou mais desinibido”. Por último ao abrir o participante lerá a seguinte frase este presente é seu compartilhe-o com os colegas”.

É necessária uma caixa de bombons, que o número de unidades seja o número de participantes ou mais. A caixa deve ser o embrulhada várias vezes e a cada vez deve conter a frase que será lida pelo participante.

As frases podem ser adaptadas ao objetivo da dinâmica podendo usála para abrir um grupo ou fechá-lo fazendo uma avaliação sucinta do trabalho realizado.

dinâmiCas dE rElaxamEnto

Luz, viagem

OBjETIVOS:

Localizar e suavizar as tensões; facilitar o contato consigo mesma, com o seu corpo e com a presença do corpo do seu bebê; aumentar a conscientização sobre sentimentos, emoções e o vínculo com seu bebê; preparar o grupo para a próxima oficina (oficina de introspecção com forte teor emocional como, por exemplo, a linha do nascimento).

- Essa técnica divide-se em três partes: respiração profunda, relaxamento e fantasia.

ENFErmaGEm oBStÉtrICa

- Em uma sala suficientemente ampla para acomodar todas as participantes, o facilitador pede que tirem os sapatos e deitem de barriga para cima com os braços estendidos ao longo do corpo. É importante observar se todas estão bem acomodadas.

- A facilitadora explica a importância da respiração para o bem-estar geral das pessoas e como o respirar profundamente ajuda a suavizar as dores e tensões físicas, além de, na maioria das vezes, provocar sensações de leveza e segurança. Em seguida, a facilitadora dá as instruções do exercício, fazendo a demonstração em si própria.

- As instruções a seguir devem ser dadas de forma pausada e com timbre de voz mais suave.

- Deve-se preparar o ambiente, com música suave ao fundo e aroma.

1. RESPIRAçãO PROFUNDA

“Vocês vão inspirar pelo nariz suavemente, enchendo o peito de ar de baixo para cima, e fazer uma pequena pausa segurando o ar nos pulmões. Depois, expirar suavemente pela boca, de cima para baixo e fazer outra pausa antes de inspirar outra vez”. Enquanto as participantes fazem o exercício, a facilitadora sugere que durante todo o trabalho elas procurem se manter em silêncio e seguir as instruções que serão transmitidas.

2. RELAxAMENTO

- “Feche os olhos e entre em contato com o seu corpo. Agora, preste atenção à sua respiração. Procure observar todos os detalhes. Você está com dificuldade? Se estiver, não force. Faça apenas o que lhe for possível, sem desconforto.”

- “Agora, pense nos seus pés. Perceba o que eles lhe transmitem. Dor? Cansaço? Os pés, geralmente, são partes muito esquecidas do corpo. No entanto, eles são fundamentais para caminhar e manter o equilíbrio.”

pernasDepois, suas coxas... Seu quadril... Seu sexo... Suas costas... Sua
barriga (seu bebê dentro da sua barriga)Seu peito... Seus ombros, seus
braçosSeu pescoço, sua cabeça... Todo o couro cabeludo... Sua testa...
Seus olhosSeu nariz... Sua face, sua boca, seu queixo, suas orelhas.

- ”Agora, pense nas suas pernas. Procure sentir como estão as suas Agora, imagine que, quando o ar entra pelo seu nariz, ele vai até os seus pés e volta para sair pela sua boca. Nessa viagem pelo seu corpo, procure perceber se tem alguma parte tensa ou dolorida. Se, porventura, você encontrar alguma tensão, pare e contraia essa(s}. parte(s} o máximo que você suportar e depois solte. Repita esta operação por três vezes. “Respire lenta, suave e profundamente, sentindo o contato com todo o seu corpo.”

3. FANTASIA

- “Agora, imagine que você está em um grande vale, muito bonito, com árvores, um rio e flores. Procure sentir a relva sob suas costas, a brisa, o calor do sol, o canto dos passarinhos, o perfume das flores. Desfrute o máximo que puder desse lugar. Agora, perceba que há uma montanha bem próxima de você. Procure caminhar em direção a ela e comece a subi-la. Vá olhando a paisagem, tocando as plantas, sem pressa. Você está quase no meio do caminho. Agora, perceba que o sol está um pouco mais quente e a trilha por onde você pisa está cheia de pedras. As plantas começam a ficar rasteiras e você começa a sentir-se cansada, mas ainda assim, prossiga. Falta pouco para você atingir o topo da montanha. Agora, você percebe que o caminho está bloqueado por uma pedra. Você acha que não vai conseguir passar, mas falta tão pouco, é só escalar este obstáculo e você chega lá em cima. O sol está muito quente. Você está muito cansada. Tente. Você pode conseguir. Faça este último esforço e você chegará onde você quer.

- “Agora que você chegou, deite-se e descanse. Respire aliviada. Procure desfrutar deste lugar calmo. Olhe o céu, sinta a brisa e relaxe...”

- “Agora, procure voltar aqui para esta sala, sentir o seu corpo em contato com este chão. Vá mexendo os seus pés, os seus braços e abrindo os seus olhos bem devagar. Procure esticar o seu corpo (espreguiçar).”

- Sentadas em círculo, iniciam-se os comentários e depoimentos acerca do exercício.

Pode ser aplicada no grande grupo e deve ser conduzida por apenas uma facilitadora, enquanto as demais darão suporte ao trabalho, providenciando uma música suave e protegendo o grupo de interferências. A sala deve estar em total silêncio.

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4 - dinâmiCas dE introsPECção

Linha da vida (Identidade Feminina) * autora Martha Zaneth

A linha da vida é uma técnica desenvolvida pelo movimento de mulheres para trabalhar as questões da sexualidade e da identidade feminina. É um recurso que estimula a reflexão sobre a história de cada mulher, sua sexualidade e sua vida reprodutiva. O objetivo não é trabalhar valores e conceitos, mas sim resgatar, a partir da história individual, aquilo que foi construído, a concepção social do “Ser Mulher”, e o que as histórias têm em comum.

Para aplicar esta técnica não é necessário formação psicológica; entretanto, a postura da facilitadora é fundamental: deve ter sensibilidade para se interessar pela história do grupo, exercitando a escuta ativa. Essa dinâmica é um processo rico de emoções e revelações, em que perdas e ganhos se equilibram no conjunto da trajetória de vida de cada uma ou na relação das histórias entre si.

OBjETIVOS:

- Baixar os véus da timidez, da vergonha, do medo, da angústia, da dor, da alegria e do prazer que encobrem a vivência sexual de cada uma; compartilhar experiências com um grupo de pessoas que não se conhece; identificar-se com o discurso da outra.Tudo isso é novo e difícil e o desafio da educadora é exercer a escuta e ser cúmplice desses momentos;

- Trabalhar as questões da sexualidade e da identidade feminina;

- Refletir sobre a condição feminina a partir do viés de gênero/cultura/ condição social feminina.

O trabalho deve ser conduzido em pequenos grupos, pincéis atômicos, lápis de cor, de cera ou canetas são distribuídos e as folhas grandes de papel devem ser espalhadas pelo chão, para que as participantes desenhem;

Em cada um desses grupos, cada gestante traça sobre um grande papel uma linha, à medida que vai verbalizando suas vivências, que fala o que sabe, lembra ou sente sobre os fatos marcantes da sua vida relacionados à sexualidade, reprodução, nascimento, relações parentais, vida social etc.

Dessa forma, possibilita-se às mulheres refletirem sobre suas próprias histórias, tanto em termos individuais quanto coletivos.

Ao final, no grande grupo, é identificado o perfil geral a partir das discussões dos pequenos grupos, permitindo correlacionar os aspectos socioculturais comuns e ainda possibilitando a compreensão dos significados dessas fases na vida das pessoas.

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