Guia - de - Arte - Final - para - Designers

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Um manual indispensável para os profissionais do segmento (mesmo para os mais experientes).

Um manual indispensável para os profissionais do segmento (mesmo para os mais experientes).

Montando o arquivo Proporções da arte sem perda de resolução Como escolher o tipo de papel Como escolher a gramatura Tamanho da arte para maior aproveitamento de papel Diagramas para maior aproveitamento de papel Marcas de corte e Sangria Dobras e Vinco As cores Tipos de Imagem Tipografia Marcas e convenções gráficas Etapas do Processo Gráfico

Certificados Exigidos para o Setor Gráfico Peças gráficas mais comuns

Diferenças entre Máquinas Rotativas e Planas23

Fechando o arquivo para impressão29 Glossário 30

Montar o arquivo corretamente é o primeiro passo para a produção gráfica. Antes de tudo, lembre-se que o tamanho da ”artboard” deve ser proporcional ao tamanho a ser impresso. É essencial verificar se o arquivo está em cores CMYK, com as sangrias e margens de segurança. Parece ser simples, mas é logo no começo que acontecem os erros. Nos próximos capítulos, veremos como dar início à montagem do projeto, além de entender qual o melhor tipo e tamanho de papel que se deve utilizar.

Dimensão proporcional da “artboard” Cores CMYK Resolução de 300 dpi Margem de segurança interna de 3mm Sangrias de 3mm

Montando o arquivo

Ao abrir o documento verifique sempre:

C M Y K 300 dpi

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Escolher o tipo e tamanho do material que você irá utilizar é um fator muito importante, que deve se feito antes de começar a criação gráfica do projeto.

Na impressão offset, o papel é o principal suporte para impressão. As folhas podem possuir diversos formatos, gramaturas e texturas diferentes. Nos papéis mais conhecidos, com a junção de duas folhas A4, obtém-se uma folha A3 com o dobro da área, sendo assim, possível imprimir uma folha A3 em uma folha A4 sem perder sua proporção. Entretanto, realizar o método ao contrário não é aconselhável por perda de resolução, tendo em vista que o formato A3 é maior que o A4.

Na imagem ao lado é possível constatar o fato explicado. Esse mesmo método também funciona com as séries de papéis ISO B.

Proporções da arte sem perda de resolução A1

A3 A4

A5 A6

Há três parâmetros fundamentais que devem nortear a escolha do papel:

beleza, sofisticação, diferenciação, etc.

O custo relativo do papel depende da tiragem. Quanto maior a quantidade de impressos, menor será o valor da impressão. Muitas vezes, em demandas com pequenas tiragens, a diferença de preço compensa o uso de um papel mais nobre, principalmente pelo valor subjetivo que será agregado.

É importante verificar o processo de impressão, pois alguns métodos não permitem o uso de qualquer tipo de papel. O processo que aceita a maior variedade de papéis para impressão é o offset, mesmo assim, há diferenças de qualidade de acordo com as propriedades de cada tipo. Em caso de dúvida, é sempre bom consultar um profissional gráfico.

Como escolher o tipo de papel

O valor subjetivo: O custo:

Restrições Técnicas:

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PAPEL SULFITE Comum para quem não trabalha com projetos gráficos, este papel é exatamente a folha usada para impressão em casa e no escritório. Só possui duas gramaturas: 75 e 90 g/m².

PAPEL COUCHÊ Este papel é indicado para quem exige cores mais vivas no material impresso, já que, devido à sua microporosidade, a tinta depositada permanece na superfície do papel. Basicamente, o brilho e a lisura de suas folhas, conhecido como papel revestido, são as características básicas desse material. É muito utilizado na impressão de catálogos, revistas, cartazes, posters, folders, malas-diretas, livros, convites, encartes promocionais, capas de CD, calendários, papéis de presente, entre outros. É possível encontrar no mercado várias opções de gramaturas: 90, 115, 150, 170, 230 E 250 g/m².

PAPEL RECICLADO Já que o mercado atual faz questão de mostrar seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, o papel reciclado é uma ótima opção para diferenciar seus produtos gráficos. A folha tem uma qualidade superior, possui textura única, ideal para diferenciar seus trabalhos, e é 100% reciclada, sendo: 75% constituído de aparas pré-consumo e 25% de aparas pós-consumo, retiradas dos resíduos acumulados nas metrópoles. Possui diversas gramaturas: 75, 90, 120, 150, 180 e 240 g/m².

PAPEL OFFSET Preparado para resistir o melhor possível à ação da umidade, o que é muito importante na impressão pelo sistema offset e litográfico. Em geral, este papel é conhecido por dar um aspecto “lavado” às páginas impressas. É uma folha macro porosa, não revestido, e, por isso, absorve mais tinta. Sua superfície é uniforme e livre de felpas e penugens. Esse papel é do mesmo tipo utilizado em impressões domésticas, porém disponível em diversas gramaturas: 56, 70, 75, 90, 120, 180 e 240 g/m².GUIA COMPLET

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A gramatura de um papel pode ser explicada em duas formas: de grosso modo, significa a espessura do papel. De maneira dedutiva, gramatura não é a medida da espessura, mas sim do peso do papel. Por isso, ela é expressa em g/m2 (gramas por metro quadrado).

Baixa gramatura (até 60g/m2):

É uma opção recomendada para impressões de um só lado da folha, já que a maioria dos tipos de papéis possui pouca opacidade (ver à frente). Existem, entretanto, algumas exceções. É o caso, por exemplo, do papel bíblia e dos papéis CWC, que podem ser impressos em ambos os lados, sem interferir na qualidade do resultado. Dicionários e bulas de remédio também são outros exemplos de aplicações que utilizam baixas gramaturas para impressão na frente e no verso.

Média Gramatura (entre 60g/m3 e 130g/m2):

Revistas, folders, folhetos e miolos de livros são os produtos mais comuns na impressão de gramatura média. O papel offset de 75g/m2 é o mais usado e, por isso, é conhecido como principal referência para essa categoria. Porém, muitos trabalhos também são impressos em 90g/m2.

Alta gramatura (acima de 130g/m2):

Existem dois modelos: acima de 180g/m2, chamados de cartolina, e acima de 225g/m2, conhecido como cartão. A diferença dos cartões com os papelões (papéis espessos, em geral rígidos) não é dada pela gramatura, mas sim pela espessura da folha, ou seja, há papelões mais leves, só que mais grossos do que cartões com a mesma gramatura. É comum trabalhar com papéis até 250/m2 e 300g/m2, normalmente utilizado para imprimir capas, cartões, embalagens, entre outros. Para trabalhos que exigem uma gramatura maior, é necessário procurar as gráficas de cartonagem, específicas para isso.

Como escolher a gramatura g/m²GUIA COMPLET O DE ARTE FINAL P

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Comum para notas fiscais e blocos de orçamento.

Bastante usado na maioria dos timbrados, receituários e nas impressoras de casa ou do escritório. Tanto no offset quanto no couchê, também é possível imprimir panfletos de menor qualidade. Outro material bastante usado é o papel reciclado, respeitando o enfoque ecológico.

É usado principalmente em panfletos. O offset 120g dificilmente é usado, porém podem ser vistos nos timbrados.

Típico das cartolinas e dos cartões caseiros de menor qualidade. Geralmente é a maior gramatura que as impressoras domésticas suportam.

Típica de cartões de visita, folhinhas, calendários e capas de livros.

Pouco usada no mercado editorial. Porém pode ser vista para cartonagem e serviços especiais.

50 a 63g 75 g e 90 g

120 e 150 g 180 g

210 a 300 g Acima de 300 g

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A estética, o custo e a usabilidade são os principais fatores que devem atuar na definição do formato final do impresso. Existem formatos padronizados que em geral são capazes de conter mais de uma lâmina ou página, indicando que o designer deve definir o formato de seu projeto em função do próprio formato do papel de entrada em máquina. Por isso, o aproveitamento do papel é o que irá definir o custo.

Mesmo assim, essa teoria pode deixar de ser válida, principalmente quando se leva em conta à estética e/ou as usabilidades. Certos tipos de peças, como cartão-postais e de visita, por exemplo, possuem formatos já consagrados. Entretanto, é sempre bom repensar ao fazer essa avaliação.

A ideia de considerar o formato do papel logo na definição das dimensões da lâmina ou das páginas serve para resultar em um custo menor de produção. Afinal, quanto menor o desperdício de papel mais barato o trabalho fica.

Tamanho da arte para maior aproveitamento de papel

Vários profissionais de design ignoram esta regra básica. Na prática, isso encarece seu trabalho devido a poucos centímetros a mais no formato do projeto, muitas vezes, sem necessidade considerável.

Importante! GUIA COMPLET

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Parâmetros fundamentais que ajudam a evitar o desperdício:

Vamos usar um exemplo: digamos que o papel escolhido seja o 2B (66x96cm), o mais comum para este tipo de impressão. Entre 24cm e 26cm, são apenas dois centímetros de diferença e talvez ele fique mais bonito se for um pouco mais largo.

No entanto, é possível perceber na figura 1 o desperdício de papel quando escolhemos a dimensão de 26cm para a largura. Só pode ser produzido cinco unidades por folha 2B. Por outro lado, conforme ilustrado na figura 2, a dimensão reduzida para 24cm faz com que caiba oito unidades por folha. A diferença parece pouca, três unidades a mais do que no primeiro caso, mas em grande escala faz muita diferença.

Na próxima página, veja uma tabela prática de como optar pela melhor dimensão na hora de criar seu projeto, tendo em vista o menor desperdício possível, garantindo muitas vezes um custo menor.

Considerando uma peça com 33cm de altura, parece não haver muita diferença se ela tiver 24 ou 26 cm de largura, certo?

96cmFormato 2B

Figura 1Figura 2

Formato 2B

66cm 66cm

96cm per da de p apel per da de p apel

Na verdade, há muita diferença quando se trata de economia de papel no processo de impressão. GUIA COMPLET

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Desenvolver seu trabalho no formato indicado é a melhor forma para aproveitar o papel ao máximo. Com isso, você evita desperdícios, facilita o trabalho e diminui o custo.

Diagramas para maior aproveitamento de papel Verifique a melhor dimensão para sua arte.

Tamanho do Papel: 6 x 96 cm Mancha de Impressão: 64 x 94 cm Unidades/Folha: 01

Tamanho do Papel: 32 x 34 cm Mancha de Impressão: 30 x 32 cm Unidades/Folha: 05

Tamanho do Papel: 2 x 37 cm Mancha de Impressão: 20 x 35 cm Unidades/Folha: 07

Tamanho do Papel: 24 x 3 cm Mancha de Impressão: 2 x 31 cm Unidades/Folha: 08

Tamanho do Papel: 32 x 3 cm Mancha de Impressão: 30 x 31 cm Unidades/Folha: 06

Tamanho do Papel: 24 x 42 cm Mancha de Impressão: 2 x 40 cm Unidades/Folha: 06

Tamanho do Papel: 2 x 48 cm Mancha de Impressão: 20 x 46 cm Unidades/Folha: 06

Tamanho do Papel: 48 x 6 cm Mancha de Impressão: 46 x 64 cm Unidades/Folha: 02

Tamanho do Papel: 32 x 6 cm Mancha de Impressão: 60 x 64 cm Unidades/Folha: 03

Tamanho do Papel: 3 x 48 cm Mancha de Impressão: 31 x 46 cm Unidades/Folha: 04

Tamanho do Papel: 2 x 32 cm Mancha de Impressão: 20 x 30 cm Unidades/Folha: 09

Tamanho do Papel: 2 x 26 cm Mancha de Impressão: 20 x 34 cm Unidades/Folha: 10

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Tamanho do Papel: 19,2 x 3 cm Mancha de Impressão: 17,2 x 31 cm Unidades/Folha: 10

Tamanho do Papel: 19,2 x 23,4 cm Mancha de Impressão: 17,2 x 21,4 cm Unidades/Folha: 14

Tamanho do Papel: 19,2 x 2 cm Mancha de Impressão: 17,2 x 20 cm Unidades/Folha: 15

Tamanho do Papel: 16,5 x 24 cm Mancha de Impressão: 14,5 x 2 cm Unidades/Folha: 15

Tamanho do Papel: 16,5 x 2 cm Mancha de Impressão: 14 x 20 cm Unidades/Folha: 18

Tamanho do Papel: 12 x 2 cm Mancha de Impressão: 10 x 20 cm Unidades/Folha: 24

Tamanho do Papel: 12,5 x 21 cm Mancha de Impressão: 10,5 x 19 cm Unidades/Folha: 23

Tamanho do Papel: 16,5 x 19,2 cm Mancha de Impressão: 14,5 x 17,2 cm Unidades/Folha: 20

Tamanho do Papel: 13 x 2 cm Mancha de Impressão: 1 x 10 cm Unidades/Folha: 2

Tamanho do Papel: 16 x 16,5 cm Mancha de Impressão: 14 x 14,5 cm Unidades/Folha: 24

Tamanho do Papel: 13,2 x 19,2 cm Mancha de Impressão: 1,2 x 17,2 cm Unidades/Folha: 25

Tamanho do Papel: 1 x 19,2 cm Mancha de Impressão: 9 x 17,2 cm Unidades/Folha: 30

Tamanho do Papel: 12 x 16,5 cm Mancha de Impressão: 10 x 14,5 cm Unidades/Folha: 32

Tamanho do Papel: 21 x 25 cm Mancha de Impressão: 19 x 23 cm Unidades/Folha: 1

Tamanho do Papel: 2 x 24 cm Mancha de Impressão: 20 x 2 cm Unidades/Folha: 12

Tamanho do Papel: 16 x 3 cm Mancha de Impressão: 14 x 31 cm Unidades/Folha: 12

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Marcas de corte e Sangria

Cortar o material, tecnicamente chamado de refilar, é o primeiro passo pós-impressão. Muitas vezes, o corte não é exato, podendo sofrer uma variação de até 3mm. A melhor forma para o material não perder qualidade com essa variação é usar a sangria no documento. Isso significa fazer a arte ultrapassar o limite do formato original. Para ser mais claro, todo elemento que faz contato com as bordas/limites do material deve ser sangrado, ou seja, ultrapassando em 3mm a borda da página. Essa técnica também serve para preservar as informações internas, exigindo assim, uma margem de segurança dentro do arquivo no mesmo tamanho (3mm), impedindo que informações importantes sejam cortadas ou que fiquem muito próximas aos limites do material.

área segura de impressão área de sangria limite final do papel GUIA COMPLET

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Dobras e Vinco

O processo que auxilia e reforça a dobra do material (pré-dobra) é chamado de vinco. É indicado para papéis de altas gramaturas, geralmente a partir de 200g. É o caso, por exemplo, do papelão, que possui uma resistência maior e pode “quebrar” com a dobra.

linha de vinco

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As cores

CORES CMYK O modo de cor CMYK (Ciano, Magenta, Yellow e Key) é usado para o processo colorido. Nesse caso, as retículas são posicionadas em um determinado ângulo.

Ciano e magenta resultarão em roxo, assim como retículas de amarelo e magenta resultarão em vermelho. A partir dessas quatro cores principais é possível criar uma quantidade significativa de cores. Para isso, basta mudar suas relativas porcentagens (tamanho dos pontos), além de seus espaçamentos.

O método reticulado meio tom é a base da impressão offset. Funciona da seguinte forma: as retículas (pequenos pontos) de cor são unidas para atingir as possíveis tonalidades, variando entre diâmetro (tamanho) dos pontos e o espaçamento entre eles. Esse processo cria uma ilusão de ótica, pois só assim o cérebro irá identificar as cores de acordo com os espaços e tamanhos dos pontos.

O processo de transição do cinza para o preto também é realizado através da variação do tamanho dos pontos. Quanto maior os pontos mais escura será a tonalidade, consequentemente, diminuindo os espaços brancos.

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PRETO DO CMYK É possível criar uma enorme gama de cores apenas com a união das quatro cores principais. No entanto, ao misturar uma grande quantidade destas cores, aproximamos do preto. Então, por que existiria o preto propriamente dito? A explicação é que haveria um gasto desnecessário de tinta e algumas peças impressas em papéis de gramatura baixa poderiam sair mal acabadas, devido à resistência do seu papel e ao volume tão alto de tinta.

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