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UNIP Universidade Paulista- PRONATEC PROCESSOS LOGÍSTICOS

AS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE

MANAUS AM

Trabalho sobre Ferramentas da Qualidade ministrado pelo Profº Erivelton Sampaio, para obtenção de nota na disciplina Processos Logísticos 1º módulo; Curso Técnico em Logística.

INTRODUÇÃO2
1. AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE- VISÃO GERAL3
1.1 ROTINA3
1.2 COLETA DE DADOS5
2. AS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE6
2.1 FLUXOGRAMA6
2.2 DIAGRAMA ISHIKAWA (ESPINHA DE PEIXE)8
2.3 FOLHAS DE VERIFICAÇÃO9
2.4 DIAGRAMA DE PARETO10
2.5 HISTOGRAMA1
2.6 DIAGRAMA DE DISPERSÃO12
2.7 CARTAS DE CONTROLE13
2.8 RESULTADO DA APLICAÇÃO DAS 7 FERRAMENTAS15
CONCLUSÃO16

Neste trabalho apresentaremos as sete ferramentas da qualidade e suas aplicações no mundo de análises e estratégias empresariais, de que forma iniciamos a pesquisa, quais os meios para a coleta dos dados e a determinação da pesquisa a ser explorada seja ela na produção, no financeiro ou outros setores em que a empresa achar necessária.

E no decorrer do trabalho serão explicadas todas as características das ferramentas, de que forma elas são trabalhadas e suas principais particularidades, ou seja, como os valores são apresentados em cada ferramenta, mostrando os dados finais da pesquisa e organizados através de gráficos representativos, o resultado de um processo empresarial e suas melhorias.

3 1. AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE- VISÃO GERAL

As ferramentas da qualidade são técnicas que podemos utilizar com a finalidade de definir, mensurar, analisar e propor soluções para os problemas que eventualmente encontramos e que podem interferir no bom desempenho dos processos de trabalho. Estruturadas a partir da década de 50, com base em conceitos e práticas existentes, desde então o uso das ferramentas tem sido de grande valor para os sistemas de gestão.

Sobretudo podemos destacar que as ferramentas da qualidade podem elaborar estatísticas concretas para a melhoria de produtos, serviços e processos. Devidamente aplicadas às sete ferramentas, podem levar a organização (COMEXITO, 2015):

• Elevar os níveis de qualidade por meio da solução eficaz de problemas;

• Diminuir os custos com produtos e processos mais uniformes;

• Executar melhores projetos;

• Melhorar a cooperação em todos os níveis da organização;

• Identificar problemas existentes nos processos, fornecedores e produtos;

• Identificar causas raízes dos problemas e soluciona-los de forma eficaz. É necessário saber para que serve cada ferramenta e como aplica-la, pois somente assim será possível obter bons resultados.

1.1 Rotina

Estabelecida de forma que a administração da empresa possa delegar a condução dos processos às pessoas que os operam e passam a se preocupar com os projetos de melhorias, realizadas por meio da padronização. Suas funções são a obediência aos padrões, atuando na causa fundamental dos problemas, garantindo que não haverá reincidência.

Os padrões devem ser viáveis e fáceis de serem obedecidos, pois o papel importante do chefe deve ser reconhecido dentro da organização, porque é o ponto inicial para a organização da melhoria bem como, incentivar aos outros colaboradores a importância do trabalho a ser feito. Para iniciar o planejamento é necessário utilizar a ferramenta PDCA (BOTANA, 2011):

4 Figura 1- Método PDCA Fonte: (BOTANA, 2011).

Figura 2- Ciclo PDCA Fonte: (BOTANA, 2011).

Através da ferramenta são destacados os pontos fortes da organização como o tipo de problema, observação de características específicas, a investigação como o início do problema, o plano de ação isso denominado na função de planejamento, sendo dessa forma organizado os problemas e então são aplicados os conceitos de desenvolvimento- ação da melhoria, o controle- verificação das aplicações das ações e finalmente a prática como a execução da melhoria, e levar para os próximos anos no conceito ação, ou seja, o projeto sendo aplicado futuramente.

1.2 Coleta de Dados

Para a correta utilização das ferramentas da qualidade é necessário que seja realizada a coleta de dados, uma vez que todas as análises e avaliações para serem efetivas, dependem da utilização de dados reais, que representem realmente o que está ocorrendo na prática, podemos definir dados como sendo um conjunto de observações sobre um evento específico (COMEXITO, 2015).

A fase da coleta de dados é de grande importância, entretanto é necessário ter alguns cuidados para que se possa garantir a veracidade dos resultados (COMEXITO, 2015):

• Deixar claro a finalidade para a qual os dados estão sendo coletados;

• Ter a garantia de que os responsáveis da coleta de dados estão preparados;

• Decidir o tipo de amostragem a ser utilizado;

• Ser cuidadoso com erros de medição;

• Anotar claramente a origem dos dados;

• Ser criativo quando coletar dados;

• Dados só podem ser coletados caso seja necessário aplicar uma ação.

Após sua coleta, os dados são analisados e a informação é obtida pela organização dos dados, em geral com emprego de métodos estatísticos, sendo assim os dados devem ser coletados e organizados de modo que simplifique a análise posterior, quanto ao registro de dados é necessário cadastrar a sua natureza, do contrário ao passar do tempo, os dados não corresponderão à situação atual na qual foi submetida na pesquisa porque cada pesquisa possui uma finalidade e sempre ocorrem mudanças no resultado anteriormente coletado para o futuro em questão.

6 2. AS 7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE

As 7 ferramentas da qualidade são: Fluxograma, Diagrama de Ishikawa

As ferramentas da qualidade são técnicas que podem utilizar com a finalidade de definir, mensurar, analisar e propor soluções para problemas que eventualmente são encontrados e interferem no bom desempenho dos processos de trabalho. As ferramentas foram estruturadas, principalmente a partir da década de 50, com base em conceitos e práticas existentes. Desde então, o uso das ferramentas tem sido de grande valor para os sistemas de gestão, sendo um conjunto de ferramentas possíveis para a melhoria do processo, desempenho e serviços (MAGALHÃES, 2015).

(Espinha de Peixe), Folha de Verificação, Diagrama de Pareto, Histograma, Diagrama de Dispersão e Cartas de Controle. Estas ferramentas fazem parte de grupos de métodos que devem ser de conhecimento de todas as pessoas envolvidas com a empresa, do presidente aos colaboradores sendo dessa forma, devem fazer parte dos programas básicos de treinamento das organizações.

2.1 Fluxograma

Figura 3- Fluxograma Fonte: (IBFL, 2015).

O Fluxograma tem como finalidade identificar o caminho real e ideal para um produto ou serviço com o objetivo de identificar os desvios. É uma ilustração sequencial de todas as etapas de um processo, mostrando como cada etapa é relacionada. Utiliza símbolos facilmente reconhecidos para denotar os diferentes tipos de organizações em um processo (MAGALHÃES, 2015).

Descreve a melhor forma de planejar como a empresa está dividida e os níveis de organização de cada setor, dependendo de como será planejado o fluxograma, ele deve conter todos os níveis da empresa e indicações entre relações, ou seja, como os setores são direcionados para cada departamento e no fluxograma é demonstrado claramente e de maneira simples e objetiva.

As principais vantagens como ferramenta de análise de processos são (COMEXITO, 2015):

• É uma ferramenta gráfica, um retrato, um quadro ou desenho, sendo muito mais representativo do que centena de palavras escritas;

• Permite uma visão global de todo o processo analisado. Os integrantes de cada atividade passam a se ver como componentes de processo e conseguem enxergar como podem influenciar ou ser influenciados pelas atividades antecedentes ou subconsequentes;

• Mostra com clareza oportunidades de aperfeiçoamento no processo;

• Define exatamente o pessoal envolvido nas atividades do processo;

• As informações sobre o processo são mais claras permitindo explica-las para profissionais que ainda estão chegando à empresa;

• Permite fixar limites para cada departamento de maneira objetiva.

8 2.2 Diagrama Ishikawa (Espinha de Peixe)

Figura 4- Diagrama Ishikawa Fonte: (METITIER, 2013).

O diagrama Espinha-de-Peixe tem como finalidade explorar e indicar todas as causas possíveis de uma condição ou problema específico. O diagrama foi desenvolvido para representar a relação entre o efeito e todas as possibilidades de causa que pode contribuir para esse efeito. Conhecido como diagrama de Ishikawa, foi desenvolvido por Kaoru Ishikawa, da Universidade de Tóquio em 1943, na qual foi utilizado para explicar para um grupo de engenheiros da Kawasaki Steel Works como vários fatores podem ser ordenados e relacionados (MAGALHÃES, 2015).

Ela apresenta a relação existente entre o resultado de um processo (efeito) e os fatores (causa) do processo que por razões técnicas possam afetar o resultado considerado (BOTANA, 2011), sendo assim os resultados correspondem todos os acontecimentos dentro da produção e através de orientações em cada evento, representa se o mesmo influencia ou não no desenvolvimento do trabalho, em outras palavras, é diretamente relacionado ou não em cada evento.

A construção de um diagrama de causa e efeito deve ser realizada por um grupo de pessoas envolvidas com o processo considerado, pois a participação do maior número de pessoas possíveis e diretamente envolvidas é muito importante para que possa ser construído um diagrama completo e que não omita causas relevantes. Para o levantamento das causas é aconselhável que seja realizada uma reunião conduzida por uma técnica conhecida como brainstorming que tem como objetivo auxiliar um grupo de pessoas a produzir o máximo de idéias em um curto período de tempo (BOTANA, 2011).

Dessa forma com os funcionários diretos do processo, cada um durante a reunião discutem as principais falhas, atrasos ou algo que possa impedir ou retardar o resultado esperado e assim propor as soluções baseado no diagrama de Ishikawa, todas representadas através de setas que indicam todos os fatos decorrentes no processo e, que tem como resultado esperado a influência ou não de cada fato citado no diagrama e que a melhoria deve ser discutida a partir do evento contrário ao processo, ou seja, o que pode atrasar o mesmo.

Contudo, durante a reunião, outra ferramenta que inicialmente desenvolve as idéias para que possam ser analisadas com maior clareza e aplicadas no diagrama é a estratificação que consiste no agrupamento de informações sobre vários pontos de vista, de modo a focalizar a ação. Os fatores equipamentos, insumos, pessoas, métodos, medidas e condições ambientais são categorias naturais para o agrupamento dos dados (BOTANA, 2011).

2.3 Folhas de Verificação

Figura 5- Folha de Verificação Fonte: (SILVA, 2011).

As folhas de verificação são tabelas ou planilhas simples usadas para facilitar a coleta e a análise de dados. O uso das folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos.

São formulários planejados, nos quais os dados são preenchidos de forma fácil e objetiva. Registram os dados dos itens a serem verificados, permitindo uma rápida percepção da realidade e uma imediata interpretação da situação ajudando a diminuir erros e confusões (MAGALHÃES, 2015).

É a ferramenta da qualidade utilizada para facilitar e organizar o processo de coleta e registro de dados, de forma a contribuir para otimizar a posterior análise de dados obtidos através do formulário no qual os itens a serem examinados já estão impressos, com o objetivo de facilitar a coleta e o registro de dados (BOTANA, 2011).

Sobretudo, no processo ele é o facilitador de idéias, porque os dados preenchidos no formulário indicam quais ações foram tomados, o que pode melhorar e a descrição do setor na qual o funcionário pertence, assim como no diagrama espinha-de-peixe, a folha de verificação pode ser a principal maneira de coletar os dados, a fim de aplicar melhores condições de qualidade no processo, mas de maneira mais simples e de rápida organização das idéias, enquanto que no diagrama é o resultado final dos processos que representam tanto a melhoria como ao fator que pode atrasar o andamento do trabalho.

2.4 Diagrama de Pareto

Figura 6- Diagrama de Pareto Fonte: (QUALIEX, 2015).

O Diagrama de Pareto tem como finalidade mostrar a importância de todas as condições, a fim de escolher o ponto de partida para a solução do problema, identificar a causa básica do problema e monitorar o sucesso. Velfredo Pareto foi um economista Italiano que descobriu que a riqueza não era distribuída de maneira uniforme. Ele formulou que aproximadamente 20 % do povo detinham 80% da riqueza criando uma condição de distribuição desigual. O diagrama de Pareto pode ser usado para identificar o problema mais importante através do uso de diferentes critérios de medição, como frequência ou custo (MAGALHÃES, 2015).

É um gráfico de barras verticais que dispõe a informação de forma a tornar evidente e visual a priorização de problemas e projetos (BOTANA, 2011), nele é apresentado de que maneira o problema varia e quanto maior o valor é o que destaca a principal causa na falha durante o processo de trabalho.

2.5 Histograma

Figura 7- Histograma Fonte: (KOLB, 2015).

O Histograma tem como finalidade mostrar a distribuição dos dados através de um gráfico de barras indicando o número de unidades em cada categoria. Um histograma é um gráfico de representação de uma série de dados (MAGALHÃES, 2015). As barras indicam a variação dos dados dependendo da tabela a ser desenvolvida e procura enfatizar quais dos itens possui o maior valor e conforme sua classificação é levada em consideração ou não pela empresa.

É um gráfico de barras no qual o eixo horizontal, subdividido em vários pequenos intervalos apresenta os valores assumidos por uma variável de interesse. Para cada um destes intervalos é construída uma barra vertical, cuja área deve ser proporcional ao número de observações na amostra e os valores organizados ao intervalo correspondente.

O Histograma dispõe as informações, de modo que seja possível a visualização da forma da distribuição de conjunto de dados, e também a percepção da localização do valor central correspondente à dispersão dos dados em torno deste valor central (BOTANA, 2011).

2.6 Diagrama de Dispersão

Figura 8- Diagrama de Dispersão Fonte: (PESSOA, 2015).

O Diagrama de Dispersão mostra o que acontece com uma variável quando a outra muda, para testar possíveis relações de causa e efeito (MAGALHÃES, 2015). Ou seja, no gráfico são apresentadas as variáveis na vertical enquanto que na horizontal é representada a variação conforme o tempo ou outro método que a empresa adotar como resultado através do gráfico.

É utilizada para visualização do tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. Esta é uma ferramenta muito simples, que permite o estudo de algumas relações, proporcionando o aumento e a eficiência dos métodos de controle do processo, para facilitar a detecção de possíveis problemas e para o planejamento de melhorias a serem adotadas, e por este motivo ele é amplamente utilizado (BOTANA, 2011).

Na análise do gráfico podemos afirmar que existem duas variáveis representadas na horizontal e vertical, e através do resultado, podemos analisar de que forma os valores são descritos conforme o tempo e rapidamente a elaboração de métodos, para o melhor desempenho do valor analisado ou a detecção de um possível problema, e que deverá ser corrigido o quanto antes, sendo assim adicionado ao planejamento da empresa.

2.7 Cartas de Controle

Figura 9- Cartas de Controle Fonte: (PESSOA, 2015).

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