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Link DATA do submenu GRID

Neste link ainda aparecem algumas informações básicas sobre os dados, tais como dados ativos, valores a serem excluídos ou que não foram amostrados, especialmente útil quando se trabalha com dados multivariados, e algumas variáveis menos amostradas que outras. Na barra de rolagem dessa janela podem ser observadas ainda as estatísticas básicas desses dados (média, desvio padrão, máximos e mínimos, correlação entre as variáveis, etc.).

Métodos de Interpolação

Verificados os dados, deve-se definir a malha de interpolação, limites máximos e mínimos dessa malha e o espaçamento de pontos ou número de linhas. Logicamente uma malha mais densa terá um tempo de processamento maior no computador, bem como é dependente também do método de interpolação escolhido.

O método a ser utilizado é imprescindível para o resultado a ser alcançado no mapa final. O SURFER® dispõe de diversos métodos, sendo o default a Krigagem, e além desse o Inverso da Distância à Potência (Inverse Distance to a Power), normalmente utilizando a 2ª potência (Inverso do Quadrado da Distância/IQD) e o da Mínima Curvatura, que é um método suavizador (spline) e fornece um resultado razoável para uma rápida avaliação do comportamento espacial da variável.

Janela com os métodos de interpolação disponíveis

Ao definir o método e opções, pressionando a tecla OK, gera-se um arquivo da malha de amostragem com os dados dispostos regularmente, com a extensão .GRD.

Um passo seguinte para quem pretende dedicar-se mais à análise espacial é o uso e comparação dos diversos métodos. O melhor método é aquele que gera resultados confiáveis, rápidos e satisfatórios ao usuário. Assim, a metodologia geoestatística, que tem como base para interpolação a Krigagem pode atender alguma dessas necessidades, mas o seu enfoque esta fora do escopo deste texto.

Basicamente os algoritmos de interpolação funcionam fornecendo pesos aos pontos amostrados na predição diferindo, entre eles, a maneira de atribuir os pesos às amostras. Na figura seguinte estão cruzes, que representam os pontos da malha de predição, e as curvas que representam a interpolação dos valores.

Pontos da malha de predição

Os métodos geralmente são eficientes para interpolação e permitem, por vezes, extrapolação, o que deve ser feito com extremo cuidado e segurança.

Outra técnica comum é a Regressão Polinomial para a Análise de Superfície de

Tendência e comentários sobre essa metodologia usando o SURFER® podem ser encontradas no texto “Cálculo de Superfícies de Tendência, por regressão polinomial, pelo ‘SURFER 6’”

LANDIM & CORSI, 2001). Para comparação entre métodos de interpolação recorrer ao texto “Introdução aos métodos de estimação espacial para confecção de mapas” (LANDIM, 2000).

Após a criação da malha de pontos para a predição, define-se a apresentação desses resultados. Comumente utiliza-se um mapa de contorno, mas pode-se optar por uma superfície 3-D, uma imagem sombreada e outras opções gráficas.

Mapa de Contorno

O mapa de contornos, a seguir, apresenta curvas de isovalores, chamadas isolinhas.

Assim, por exemplo, a curva “70” representa os pontos nela situados com valores da variável igual a 70 unidades.

Mapa de contorno

A opção de cores, com a respectiva escala, permite uma melhor visualização de valores mais altos e mais baixos assumidos pela variável. Por convenção opta-se por cores mais frias para valores baixos e cores mais quentes para altos.

Criação do mapa

Para criar o mapa basta escolher a opção NEW CONTOUR MAP do item MAP|

CONTOUR MAP, e escolher o arquivo de malha (.GRD), gerado pelo procedimento anterior de interpolação.

Menu para criação do mapa de contornos

15 Edição do mapa

O mapa gerado pode ser editado com um duplo clique sobre ele e seus objetos ou ainda nos menus DRAW e ARRANGE. Os contornos podem ainda facilmente ser exportados no formato .DXF (Data Exchange File) para o AutoCAD®.

Ferramentas de edição do mapa

Com estas ferramentas é possível preencher com cores ou padrões, suavizar os contornos, mudar as escalas de cores, rotular as isolinhas, mudar o padrão, cor e espessuras das linhas, entre outras opções. A escala de cor que acompanha o mapa também pode ser editada.

Mapa de Pontos

O mapa dos pontos amostrados se consegue pelo menu MAP|POST MAP|NEW POST MAP, e indica a posição espacial das amostras na área.

inclusive rotular pontos com o nome da amostra se for especificado no arquivo de dados, por exemplo, para separar amostras de diferentes naturezas ou medida por diferentes técnicas.

Mapa de pontos amostrais Superfície 3-D

A Superfície 3-D (wireframe), na realidade pseudo 3-D, permite uma melhor visualização espacial do comportamento da variável.

Superfície 3-D da variável

17 É criada com o mesmo arquivo de malha de interpolação (.GRD) pelo menu

MAP|WIREFRAME. Esta figura pode ser colorida, rotacionada, ter uma barra de escala acrescentada, etc.

Mapa Base

O mapa base pode ser um arquivo vetorial ou matricial (raster) de diversos formatos que pode ser acrescentado como “pano de fundo” do mapa interpolado. Pode ser um mapa com rodovias, hidrografia, divisão de bairros de uma cidade, etc. Normalmente opta-se por um formato .DXF, importado do AutoCAD®, quando no formato vetorial, ou formato .TIF (TIFF - Tagged Image File Format) ou .JPG (JPEG – Joint Photographic Experts Group), quando no formato matricial. Para inserir um mapa base basta pressionar no menu MAP|BASE MAP e selecionar o arquivo no formato e diretório desejados.

Menu para inserir mapa base

Abaixo se tem um exemplo de um arquivo de mapa base que pode ser inserido na figura do SURFER®, representando o estado norte-americano da Califórnia e seus condados. Obviamente, em sendo um arquivo vetorial, o sistema de coordenadas do mapa base e do mapa gerado no programa devem ser o mesmo.

Exemplo de mapa base vetorial Sobrepondo Mapas

Outro recurso interessante do SURFER® é a sobreposição de mapas. Na figura seguinte estão representados um mapa de contorno topográfico da Ilha do Cardoso/SP e a sua superfície em 3-D. Selecionando-se os dois mapas (mantendo a tecla Shift pressionada) basta pressionar em MAP|OVERLAY MAPS para sobrepô-los.

Sobreposição de mapas Resultado da sobreposição de mapas

20 3. REFERÊNCIAS

CHRISTAKOS, G. 2000. Modern Spatiotemporal Geostatistics. New York: Oxford Univ. Press.

288 p.

DEUTSCH, C.V.; JOURNEL, A.G. 1992. GS-LIB – Geostatistical Software Library and User’s

Guide. New York: Oxford Univ. Press. 340 p. (with compact disk).

SURFER, version 7.0. [s.l.]: Golden Software, 1999. Conjunto de programas. 1 CD-Rom e manuais. (informações em http://www.goldensoftware.com

LANDIM, P.M.B. 2000. Introdução aos métodos de estimação espacial para confecção de mapas. 20 p. Rio Claro: UNESP. Disponível no formato PDF (Adobe Acrobat®) em

<http://w.rc.unesp.br/igce/aplicada/textodi.html>. (Texto Didático 02, interpo.pdf).

LANDIM, P.M.B.; CORSI, A.C. 2001. Cálculo de Superfície de Tendência por Regressão

Polinomial, “pelo Surfer 6”. 1 p. Rio Claro: UNESP. Disponível no formato PDF (Adobe Acrobat®) em <http://w.rc.unesp.br/igce/aplicada/textodi.html>. (Texto Didático 05, tendsurfer.pdf).

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