MODERNISMO NO BRASIL- PRIMEIRA GERAÇÃO

MODERNISMO NO BRASIL- PRIMEIRA GERAÇÃO

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ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DR. FERNANDO FERREIRA DE MELLO

ALICIO GIACOMOZZI NETO

AMANDA OTTO

BEATRIZ NIENKOTTER

JAQUELINE APARECIDA HAVEROTH

MARCELO FLAVIO HACKER

TAVIANI IGNACZUK

MODERNISMO NO BRASIL – PRIMEIRA GERAÇÃO

RIO DO CAMPO-SC

2015

ALICIO GIACOMOZZI NETO

AMANDA OTTO

BEATRIZ NIENKOTTER

JAQUELINE APARECIDA HAVEROTH

MARCELO FLAVIO HACKER

TAVIANI IGNACZUK

MODERNISMO NO BRASIL – PRIMEIRA GERAÇÃO

Trabalho para a disciplina de língua portuguesa e literatura sobre o modernismo no brasil – poesia e prosa da primeira geração para o 4º bimestre de 2015

Prof: Áurea Ligia Tambosi Mannrick

RIO DO CAMPO-SC

2015

SUMÁRIO

1.0 INTRODUÇÃO 4

2.0 CONTEXTO HISTÓRICO 5

3.0 CARACTERÍSTICAS 6

4.0 AUTORES MODERNISTAS DA PRIMEIRA GERAÇÃO 7

4.1 OSWALD DE ANDRADE (1890-1954) 7

4.2 MANUEL BANDEIRA (1886-1968) 8

4.3 MÁRIO DE ANDRADE (1893-1945) .......................................................9

4.4 ALCÂNTARA MACHADO (1901-1935) ...............................................10

5.0 CONCLUSÃO......................................................................................................12

6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................14

  1. INTRODUÇÃO

O conturbado início do século XX, tanto no Brasil como em todo o mundo, serviu de estopim para uma revolução no campo artístico, filosófico e literário brasileiro. Com a ajuda de escritores como Oswald de Andrade, Alcântara Machado, Mário de Andrade e Manuel Bandeira a literatura do Brasil sofreu grandes transformações ao criticar com certo humor e ironia o governo. Também abandonaram as regras acadêmicas e deram prioridade à liberdade de escrita.

2.0 CONTEXTO HISTÓRICO

Após a primeira Semana da Arte Moderna, teve início a primeira fase modernista, que começou em 1922 e foi até 1930.

O Brasil vivia os últimos anos da República Velha e a economia mundial entrou em crise por causa da queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Além disso, o Brasil passou por diversas revoltas sociais que culminou na Revolução de 1930 e na ascensão de Getúlio Vargas.

Nos anos compreendidos da primeira fase modernista, os imigrantes vinham ao Brasil para substituir a mão-de-obra dos ex-escravos e também para ocupar os postos de trabalho nas indústrias, que davam lugar às importações ocorridas a partir da Primeira Guerra Mundial, que trouxe instabilidade na economia mundial.

Somado a isso, o Brasil estava em um clima de revoltas e mobilizações radicais, inclusive foi criado o Partido Comunista Brasileiro que, como o próprio nome já diz, adotou uma filosofia partidária contrária a que se firmava: a do capitalismo. Foi quando no Rio de Janeiro aconteceu a Revolta do Forte de Copacabana, em 1922, e em São Paulo a Revolta de 1924, com o objetivo de destituir Artur Bernardes da Presidência, cujo governo foi marcado por censura à imprensa. Alguns meses depois, no Rio Grande do Sul, o capitão Luís Carlos Prestes liderou gaúchos que enfrentaram alguns combates em prol dos ideais comunistas, logo após se juntaram a tenentes paulistas, e assim a chamada Coluna Prestes foi formada.

As agitações da primeira década do século XX se tornaram mais evidente nos anos 1920 quando a "República do café com leite" passou a dar sinais de desgaste. O contexto da crise da república no Brasil se deu no período dos "anos loucos", bastante ricos do ponto de vista cultural. Era o período pós-guerra, e o continente europeu comemorava o fim do conflito e experimentava a efervescência intelectual. A arte moderna nasceu dessas várias tendências, e se espalhou pelo mundo inteiro com o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo.

Em meio às contradições sociais e políticas vividas pelo Brasil naquele momento, um grupo de artistas, em São Paulo, promoveu um evento que foi um marco na literatura brasileira, bem como o começo da primeira fase do Modernismo: a Semana da Arte Moderna, que foi um movimento artístico, social e político, que aconteceu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Este evento que revolucionou a cultura brasileira foi uma tentativa de jovens artistas, cansados da literatura inspirada nas escolas de belas artes francesas ao gosto burguês, mostrarem o que estavam fazendo de novo no país, visto que, essa inovação já acontecia na Europa. Enfim, inspirados por novas ideias, pretendiam romper com os velhos padrões estéticos que vigoraram no século XIX.

3.0 CARACTERÍSTICAS

Dentre as principais características da primeira geração modernista (a fase heroica e guerreira do modernismo) temos:

*Pluralidade de linguagens e perspectivas;

*Irracionalismo: negação da racionalidade burguês;

*Influência das vanguardas artísticas europeias;

Das características formais a principal delas é a destruição de todo o academicismo (o nacional e o importado) a métrica, a rima, a linguagem de dicionário, a linearidade do discurso, o sentimentalismo romântico, o racionalismo realista-naturalista.

Quanto ao conteúdo, a principal característica se dá ao nacionalismo ufanista (verde-amarelismo e Grupo da Anta) e crítico (Pau-Brasil e Antropofagia).

A primeira geração modernista teve várias conquistas, dentre elas:

*Verso livre;

*Associação mais analógica do que lógica entre as palavras;

*Preferência por substantivos e verbos, em vez de adjetivos e advérbios;

*Blague (poema-piada), bom humor e ironia;

*Mistura entre prosa e poesia;

*Utilização de linguagem coloquial;

*Temáticas tradicionalmente consideradas não poéticas;

4.0 AUTORES MODERNISTAS DA PRIMEIRA GERAÇÃO

4.1 OSWALD DE ANDRADE (1890-1954)

É uma das figuras mais importantes do modernismo brasileiro, o grande articulador da semana da arte moderna. Amadureceu sua produção moderna no romance, na poesia e nos manifestos Pau-Brasil e Antropófago.     Foi um dos autores que melhor representaram o conflito vivido pela burguesia da época: evidenciou questões sociais e psicológicas, criticou a elite cafeeira das grandes capitais, produziu textos divertidos a partir da contradição do homem da cidade.     Ficou conhecido pelos poemas-piada - textos curtos em que um trocadilho exprime humor diante da situação apresentada. Além dos livros escritos por ele, Oswald de Andrade foi o precursor de perspectivas totalmente inexploradas pelo teatro brasileiro.     Marcas de sua produção literária: o humor, a crítica e a grande admiração pelo Brasil, país tão contraditório e rico.

Oswald de Andrade na Semana da Arte Moderna – 1920

 PRINCIPAIS OBRAS:         Romances:- Os condenados;- Memórias Sentimentais de João Miramar;- Estrela de Absinto;- Serafim Ponte Grande;- A Escada Vermelha, entre outras.

  Poesia:- Pau-Brasil;- Poesias reunidas;- Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade.

Teatro:- O Homem e o Cavalo;- Teatro (A Morta, o Rei da Vela).

Ensaio:- Ponta de Lança;- A Arcádia e a Inconfidência;- A Crise da Filosofia Messiânica;- A Marcha das Utopias.  Memórias:- Um Homem sem Profissão.

Na obra Manifesto da Poesia Pau-Brasil, podemos observar:* Defesa da liberdade temática e da ampliação dos temas poéticos, destacando as paisagens nacionais pobres e anônimas;* Crítica à cultura elitista, que se isola das massas nos gabinetes e academias;* Defesa da liberdade linguística, por meio da aproximação entre fala - cujos "erros" na verdade são possibilidades expressivas - e escrita;* Rejeição ao passadismo literário e à mentalidade de cópia; defesa da conciliação entre cultura primitiva e a atitude intelectualizada.

4.2 MANUEL BANDEIRA (1886-1968)

Nascido no Recife, em Pernambuco, viajou várias vezes para o Rio do Janeiro antes de se instalar em São Paulo, onde iniciou a faculdade de arquitetura.

Em 1904, aos 18 anos, descobriu que sofria de tuberculose e partiu para o Rio de Janeiro buscar condições climáticas melhores. A doença o levou para à Europa, onde entrou em contato com o Simbolismo e as vanguardas artísticas.

Mas tarde, no Rio de Janeiro, tornou-se amigo de poetas que como ele, passaram do Simbolismo ao Modernismo. Seus poemas apresentam características bem definidas do movimento modernista, com o humor e o olhar aguçado sobre tudo que o cercou.

Manuel Bandeira, um dos maiores poetas brasileiras de versos livres, em tudo encontrou temas para a sua poesia.

Manuel Bandeira

Principais obras de Manuel Bandeira

 - Poesia: A cinza das horas (1917); Carnaval (1919); Ritmo dissoluto (1924); Libertinagem (1930); Estrela da manhã (1936); Mafuá do malurgo (1948); Estrela da tarde (1948); Opus 10 (1952); Estrela da vida inteira (1966).

 - Prosa: Crônicas da província do Brasil (1936); Guia de Ouro Preto (1938); Noções de história das literaturas (1940); Literatura hispano- americana (1949); Gonçalves Dias (1952); Itinerário de Pasárgada (1954); De poetas e de poesia (1954); Flauta de papel (1957); Andorinha, andorinha (1966).

4.3 MÁRIO DE ANDRADE (1893-1945)

Nasceu em São Paulo, cidade que amou intensamente e que retratou em várias obras. Estudou música no conservatório musical de São Paulo e cedo iniciou sua carreira como crítico de arte, em jornais e revistas. Com apenas 20 anos e com pseudônimo de Mário Sobral, pulicou seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema, no qual faz críticas a carnificina produzida pela primeira guerra mundial e defendia a paz. As inovações formais da obra desagradaram aos críticos de orientação parnasiana.

   O autor teve um papel decisivo na implantação do Modernismo no Brasil. Homem de vasta cultura, pesquisador paciente, Mário soube dar a substância teórica de que necessita o movimento em algumas ocasiões decisivas: em 1922, meses após a semana publicou o seu “Prefácio interessantíssimo” texto teórico que abre Paulicélia desvairada, sua primeira obra de poemas verdadeiramente modernista. Em 1925, quando s articulavam revistas e movimentos por todo o país, Mário lançou o ensaio “A escrava que não é Isaura”, no qual retomava e aprofundava suas considerações iniciais sobre arte moderna.

Mário de Andrade

  Entre 1924 e 1927, Mário de Andrade empreendeu uma pesquisa profunda sobre cultura brasileira - o folclore, as lendas, os ritmos, a dança, os costumes, as variações linguísticas - cujos resultados contribuíram para a produção de obras decisivas em sua carreira, como Macunaíma (1928)

  Da década de 1930 até 1945, quando de sua morte, Mário cultivou uma poesia que toma duas direções: a poesia intimista e introspectiva e a poesia social, de denúncia da realidade brasileira.

   Na prosa, Mário escreveu contos, publicados em primeiro andar (1926) e contos novos (1946), Crônicas, reunidas em Os filhos da Candinha (1945), o romance Amar, verbo intransitivo (1927) e a Rapsódia Macunaíma (1928). Em quase todas essas obras se destaca a preocupação com a descoberta e a exploração de novas técnicas narrativas e, ao mesmo tempo, com a sondagem do universo social e psicológico do ser humano das grandes cidades.

4.4 ALCÂNTARA MACHADO (1901-1935)

Antônio Castilho de Alcântara Machado d’Oliveira, mais conhecido como Alcântara Machado, nasceu no dia 25 de maio de 1901 e foi um escritor, jornalista e político brasileiro.

Estudou e se formou no curso de Direito. Neste período, obteve a publicação de sua primeira crítica sobre literatura no Jornal do Comércio. Esse foi o passo inicial de Alcântara Machado no periódico, do qual se tornou colaborador assíduo, chegando ao cargo de redator-chefe anos depois. Após se formar advogado, não exerceu o ofício, pois já estava extremamente envolvido com o jornalismo e a produção de diversos estudos sobre a área cultural.

Alcântara Machado

Com a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, começaram a ganhar destaque os movimentos de literatura modernista. Porém, Alcântara Machado não participou da primeira manifestação do modernismo no Brasil. Apesar disso, acaba iniciando uma amizade com o escritor Oswald de Andrade e se torna mais um membro do movimento, virando um dos grandes ícones da Geração de 22 no que se refere à prosa.

Com prefácio escrito por Oswald de Andrade, a primeira obra de Alcântara Machado foi Pathé Baby, produzida com base no material produzido para a imprensa durante uma viagem à Europa no ano de 1925. Três anos depois, o escritor publicou uma de suas obras mais influentes e conhecidas: Brás, Bexiga e Barra Funda, uma antologia de contos que teve grande destaque dentro do movimento modernista. Nas páginas deste livro, o autor homenageia os imigrantes italianos, seus cantos, maneiras de falar, alegria e movimentações pela cidade de São Paulo. Entre outros aspectos, Alcântara Machado foi peça fundamental no desenvolvimento e publicação de revistas modernistas como: Revista da Antropofagia, Terra Roxa e Outras Terras e “Revista Nova”.

Entre as principais características encontradas na obra de Alcântara Machado, destacam-se o dinamismo de seus contos, a forma objetiva e direta de narrar, a utilização da linguagem jornalística e o uso de jargões, gírias e maneirismos populares dos imigrantes italianos em suas obras.

5.0 CONCLUSÃO

A Primeira Geração do Modernismo brasileiro muito ajudou para difundir as ideias contra o governo regente no país, que na época era muito contestado pela população. Também deu a liberdade para que os escritores fizessem suas obras do modo que melhor lhes entendesse, sem se preocupar em seguir alguma escola literária ou artística. Por esses motivos que a Primeira Geração Modernista Brasileira foi muito importante para a história do país e influencia artistas e escritores até hoje, por ser considerado o marco inicial da liberdade artística.

6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Sites :

http://www.brasilescola.com/literatura/o-modernismo-no-brasil.htm acesso em 15/11/2015 ás 13:20

http://www.todamateria.com.br/primeira-geracao-modernista/ acesso em 20/11/2015 às 13:40

http://www.releituras.com/oandrade_bio.asp acesso em 17/11/2015 às 15:00

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Bandeira acesso em 16/11/2015 às 15:18

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_Andrade acesso em 18/11/2015 às 16:00

http://www.e-biografias.net/alcantara_machado/ acesso em 19/11/2015 às 16:25

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