Metodologia Cientifica

Metodologia Cientifica

(Parte 1 de 6)

Metodologia Científi ca

UNIDADE 1

Métodos Quantitativos

UNIDADE 1 LIVRO

Metodologia Científica

Metodologia científica

Metodologia científica

Gisleine Bartolomei Fregoneze Joacy M. Botelho Rodrigo de Menezes Trigueiro Marilucia Ricieri

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Trigueiro, Rodrigo de Menezes

T828t Metodologia científica / Rodrigo de Menezes Trigueiro,

Marilucia Ricieri, Gisleine Bartolomei Fregoneze, Joacy M. Botelho. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. 184 p.

ISBN 978-85-68075-30-2

1. Pesquisa. 2. Trabalhos. 3. Acadêmicos I. Ricieri, Marilucia. I. Fregoneze, Gisleine Bartolomei. II. Botelho, Joacy M. IV. Título.

CDD 001.42

© 2014 by Editora e Distribuidora Educacional S.A.

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Diretor editorial e de conteúdo: Roger Trimer Gerente de produção editorial: Kelly Tavares

Supervisora de produção editorial: Silvana Afonso

Coordenador de produção editorial: Sérgio Nascimento

Editor: Casa de Ideias

Editor assistente: Marcos Guimarães Revisão: Renata Siqueira Campos

Capa: Ketlin Storm, Hugo Aguiar Freitas Lima e

Milena Miyuki Takano Lima Diagramação: Casa de Ideias

Seção 1 Pesquisa científica3
1.1 Mudanças ocorridas nas pesquisas nos últimos tempos5
1.2 As escolas filosóficas e a metodologia7
Seção 2 Classificação das pesquisas14
2.1 Levantamento bibliográfico14
2.2 Abordagens quantitativa e qualitativa15
2.3 Pesquisa quantitativa16
2.4 Pesquisa qualitativa18
2.5 Tipos de pesquisa20
Seção 3 Métodos29
3.1 Metodologia30
3.2 Métodos30
3.3 Método indutivo31
3.4 Método dedutivo31
3.5 Método científico32
3.6 Método de observação32
Seção 4 Técnicas de pesquisa e instrumentos de coleta de dados34
4.1 Observação34
4.2 Entrevista35
4.3 Questionário36
Unidade 2 — Métodos e técnicas de pesquisa45
Seção 1 Métodos de pesquisa46
1.1 Metodologia48
1.2 Métodos54

Unidade 1 — A pesquisa científica ................................1 Sumário

Seção 2 Técnicas de pesquisa68
2.1 Observação69
2.2 Entrevista74
2.3 Questionário76

vi METODOLOGIA CIENTÍFICA

científicos83
Seção 1 Redação científica84
1.1 Cuidados com língua portuguesa — você sabe o que é tautologia?85
1.2 Cuidados ao redigir um texto86
1.3 Redação clara, precisa e objetiva8
1.4 A importância de respeitar os direitos autorais97
Seção 2 Etapas para elaboração do projeto de pesquisa100
2.1 O primeiro passo da pesquisa: o projeto100
2.2 Estrutura do projeto de pesquisa101
2.3 Detalhamento de cada uma das etapas103
2.4 Metodologia106
2.5 Fundamentação teórica110
2.6 Cronograma112
2.7 Instrumento de pesquisa112
2.8 Bibliografia113
2.9 Pré-teste ou pesquisa-piloto113
Seção 3 Trabalhos acadêmicos116
3.1 Fichamentos116
3.2 Resumo118
3.3 Outro tipo de resumo e resenha119
3.4 Resenha122

Unidade 3 — Elaboração de trabalhos acadêmicos e

apresentação dos trabalhos129
Seção 1 Apresentação gráfica130
1.1 Conceito de relatório131
1.2 Objetivos do relatório científico132
1.3 Tipos de relatórios132
1.4 Relatório técnico e/ou científico132

Unidade 4 — Aspectos gerais e normatização para 1.5 Fases gerais de um relatório .............................................................133

1.6 Estrutura do relatório técnico e/ou científico 133
1.7 Elementos textuais140
1.8 Elementos pós-textuais144
1.9 Regras gerais145
Seção 2 Citações e referências149
2.1 Citações (NBR 10520)149
2.2 Palavras ou expressões latinas utilizadas em pesquisa152
2.3 Referências bibliográficas152
2.4 Alguns exemplos de elaboração de referências de fontes153
2.5 Outros exemplos sobre os elementos da referência162

vii Sumário

Seção 1: Pesquisa científica

Nesta seção, iremos apresentar a pesquisa científica sob o ponto de vista de alguns autores e vamos também discorrer sobre as escolas filosóficas e a metodologia.

Seção 2: Classificação das pesquisas

Nesta seção, apresentaremos as abordagens da pesquisa científica e vamos discorrer sobre os tipos de pesquisa científica aplicada às várias áreas do conhecimento.

Seção 3: Métodos

Nesta seção, serão apresentados e discutidos os diferentes métodos e as técnicas de pesquisa, ambos essenciais para definir o caminho que será percorrido para alcançar o objetivo da pesquisa.

Seção 4: Técnicas de pesquisa e instrumentos de coleta de dados

Nesta seção, iremos abordar os instrumentos disponíveis para a realização da coleta dos dados da pesquisa.

Objetivos de aprendizagem:

Estudar o conhecimento teórico sobre pesquisa científica.

Ser capaz de discorrer sobre as prioridades e os passos indispensáveis na realização de uma pesquisa científica.

A pesquisa científica Unidade 1

Joacy M Botelho Rodrigo de Menezes Trigueiro

Iremos descrever cada um deles e chamar a atenção para a possibilidade de usar mais de um tipo de instrumento, dependendo dos objetivos da pesquisa.

A pesquisa científica 3

Introdução ao estudo

O objetivo desta Unidade é demonstrar a importância da pesquisa para a evolução do conhecimento.

Com certeza, em algum momento de sua vida você se deparou com algum questionamento que lhe causou inquietude. Pois é, são alguns desses questionamentos do nosso dia a dia mesmo que nos levam à busca de respostas. E exatamente dessa forma pode surgir uma pesquisa científica, com uma pergunta que precisa ser respondida.

No entanto, nem toda pergunta dá origem a uma pesquisa científica. Para realizar uma pesquisa científica, é relevante que se considere o caminho em busca da verdade: alguns preceitos metodológicos devem ser seguidos.

Durante a leitura deste texto, com certeza você encontrará algumas respostas para suas dúvidas e com certeza também novas indagações surgirão.

Esse processo de construção do conhecimento é normal. Ao encontrarmos respostas para um questionamento, muitas vezes essa resposta suscita outras indagações e, dessa forma, vamos construindo nosso saber a respeito de um novo conhecimento.

No desenvolvimento do conteúdo desta Unidade, você terá a oportunidade de compreender a importância das questões metodológicas, refletir sobre elas e, assim, compreender sua importância no desenvolvimento da pesquisa científica.

Seção 1 Pesquisa científica

Vamos começar nosso estudo abordando algumas questões referentes à pesquisa científica. Para desenvolver uma pesquisa científica, faz-se necessário dominar alguns conceitos e ter o entendimento do desenvolvimento da ciência, passando pelos tipos de conhecimentos, métodos, pesquisa e técnicas de pesquisa. Ao assimilar essas informações, você terá construído o conhecimento necessário para desenvolver projetos e elaborar relatórios de pesquisa.

Apresentaremos também a importância do levantamento bibliográfico no processo de realização da pesquisa científica como uma etapa indispensável, de modo que o resultado possa contribuir para uma revisão de literatura que dê a sustentação teórica necessária para a credibilidade dos resultados que você vai apresentar.

4 METODOLOGIA CIENTÍFICA

Vamos iniciar a discussão?

Daremos início a esta unidade com uma pergunta: O que é pesquisa científica?

Podemos afirmar, de forma simples, que é toda atividade realizada para se descobrir a resposta de alguma indagação que temos a respeito de um assunto. Para obter a resposta, precisamos utilizar alguns meios que têm respaldo nas ciências, pois, se não for assim, não teremos dados finais confiáveis. Volpato (2007, p. 28) define pesquisa científica “[...] como a atividade que utiliza a metodologia e os pressupostos científicos”.

Um componente que dá sustentação e faz parte da pesquisa científica é o conhecimento. Ele foi construído ao longo dos tempos, a partir das informações que constituíam o cotidiano do homem. Inicialmente esse conhecimento era baseado em mitos e crenças. Com o decorrer dos tempos, o homem passou a usar a observação e a experimentação como instrumentos para validar suas descobertas.

Entre os séculos XVI e XVII, surge a descoberta de Nicolau Copérnico (1473-1543), astrônomo polonês, sobre o heliocentrismo — surgindo assim a revolução nas ciências, que mais tarde foi consolidada por Galileu Galilei (1564-1642), considerado o primeiro cientista a utilizar o método experimental.

Nicolau Copérnico foi um astrônomo polonês (1473-1543) responsável pela descrição do sistema heliocêntrico (heliocentrismo), que dá início à Astronomia moderna. O heliocentrismo é uma teoria astronômica que demonstra cientificamente que o Sol é o centro do Sistema Solar, contrariando, assim, a ideia de que a terra era o centro do universo como até então se acreditava. Essa descoberta foi realizada em 1507 e divulgada apenas em 1530.

Para saber mais

Galileu Galilei foi um grande físico, matemático e astrônomo. Nasceu na

Itália no ano de 1564. Durante sua juventude, escreveu obras sobre Dante e Tasso. Ainda nessa fase, fez a descoberta da lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia. Foi um dos principais representantes do Renascimento Científico dos séculos XVI e XVII. Se você tiver curiosidade para saber mais sobre a vida desse homem, pode buscar o filme Galileo, cujo título original é Galileo Galilei.

A pesquisa científica 5

Em seguida, surge René Descartes (1569-1650), filósofo francês, autor do

Discurso do Método. Ele defende que o conhecimento deve ser baseado em procedimentos racionais. É o célebre autor da frase “Penso, logo existo”.

Descartes, por vezes chamado de fundador da filosofia moderna e pai da matemática moderna, é considerado um dos pensadores mais influentes da história humana. Nasceu em La Haye, a cerca de 300 quilômetros de Paris.

Para saber mais

Muitos outros estudiosos contribuíram para o desenvolvimento da ciência que continuou evoluindo de forma cada vez mais rápida e ocasionando mudanças significativas na vida do homem em todas as áreas do conhecimento.

Há um velho aforismo, atribuído a Claude Bernard, que diz que, em pesquisa, “Quem não sabe o que procura, não entende o que encontra” (MOURA; FERREIRA; PAINE, 1998, p. 9).

Para maior clareza, vamos ver uma definição do que é pesquisa científica, segundo Rampazzo:

Pesquisa é uma atividade de investigação capaz de oferecer (e, portanto, de produzir) um conhecimento novo a respeito de uma área ou de um fenômeno, sistematizando- -o em relação ao que já se sabe a respeito da área, ou fenômeno (RAMPAZZO, 1998, p. 14, grifo do autor).

Portanto, se alguém quer comprar um produto e for a diversas lojas para levantar condições, preços e qualidade do produto existente em cada estabelecimento, estará fazendo uma pesquisa. Certo? Muito bem, mas aqui nos interessa a pesquisa científica. Para que seja considerada científica, deverá obedecer a um planejamento, deve ser sistemática e controlada, precisa buscar novos conhecimentos.

1.1 Mudanças ocorridas nas pesquisas nos últimos tempos

Até a década de 1990, o problema para fazer uma pesquisa para um trabalho acadêmico era ter à disposição uma biblioteca. Muito do que se fazia era com base em enciclopédias. No Brasil, era famosa a Enciclopédia Barsa. No mundo, a mais famosa era a Enciclopédia Britânica.

6 METODOLOGIA CIENTÍFICA

Hoje as coisas estão muito diferentes. Ninguém procura mais uma enciclopédia, simplesmente pesquisa na internet. Essa mudança foi tão expressiva que a centenária Britânica não é mais impressa. Veja a notícia a seguir, publicada no jornal Folha de S.Paulo, em 15 de março de 2012:

As bases da nova indústria literária

Uma das vantagens do “livro” digital é que ele pode ser comprado em um táxi ou em um ônibus.

A ENCYCLOPAEDIA Britannica anunciou que sua última edição em papel foi a de 2010. No mercado desde 1768, a enciclopédia era atualizada a cada dois anos e estava na hora de refrescar os tomos e imprimir uma nova série. Nunca mais. O conjunto só estará disponível, no futuro, na web e em aplicações móveis.

A decisão é um marco para a indústria analógica do texto, e já não era sem tempo para a enciclopédia. Seu principal e muito mais usado concorrente, a Wikipedia, nunca teve uma versão em papel e é atualizada na velocidade das ocorrências e descobertas. O tempo, na rede, é diferente — e muito mais rápido — do que no papel (MEIRA, 2012, p. Mercado B9).

Nos dias atuais, as pesquisas são bem conhecidas. Todas as pessoas estão acostumadas com frequentes pesquisas em épocas de eleição. Nos meses que antecedem as eleições, são feitas pesquisas de intenção de voto, mas é usual também que se façam pesquisas para saber como a população está percebendo um executivo, principalmente governadores e presidente. Segundo Nunes (apud FIGUEIREDO et al., 2000, p. 43):

As pesquisas de opinião ocupam, hoje, um generoso espaço na mídia em decorrência, principalmente, de dois conceitos básicos: primeiro, porque a opinião pública, por si só, já é notícia; e, segundo, porque a divulgação das pesquisas de opinião pública permite a democratização da informação. Informações que antes eram acessíveis apenas para uma minoria hoje estão disponíveis para todo o público e os indivíduos podem escolher entre agir, ou não, de posse dessas informações.

O projeto de pesquisa corresponde a um plano, ou resultado do planejamento, e uma obra de valor não pode ser feita sem o estudo e estabelecimento de um plano para a confecção do produto final. Não há um padrão fixo para um planejamento, mas muitos autores fazem sugestões, por exemplo, Fachin (2001, p. 117) e Barros e Lehfeld (2000, p. 123).

A pesquisa científica 7

A mais rica biblioteca, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi elaborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do que uma quantidade bem mais limitada, que, no entanto, foi devidamente assimilada (SCHOPENHAUER, 2008, p. 39).

Outro roteiro bastante útil, inclusive com sugestão para apresentação da capa e os principais tópicos a serem abordados, está em Gil (1996, p. 150-7).

No que se refere aos itens de um cronograma, ver Salomon (1999, p. 224) e Henriques e Medeiros (2001, p. 15-6). Também esses autores enfatizam a necessidade de planejamento sem o que “[...] muitas pesquisas não chegam ao término”.

1.2 As escolas filosóficas e a metodologia

Aqui iremos enfocar algumas escolas filosóficas, seus principais representantes e fundamentos de modo a esclarecer pontos da metodologia de pesquisa.

A primeira corrente filosófica, uma das mais antigas, é a dialética iniciada na

Grécia, por Zenon de Eléa, que viveu entre 490 e 430 a.C. e era considerada, nessa época, a arte do diálogo, da argumentação. Modernamente entende-se que a dialética significa “[...] o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação” (KONDER, 1981, p. 8). O pensador grego mais radical foi Heráclito de Éfeso (cerca de 540-480 a.C.), conhecido pelo fragmento n. 91, em que escreveu que um homem não se banha duas vezes no mesmo rio. Isto porque, da segunda vez, não será o mesmo rio, que terá passado por mudanças diversas, nem será o mesmo homem, que não é imutável.

Com o passar do tempo, foram formados muitos movimentos que procuraram discutir os métodos em ciência. A seguir são elencados alguns.

1.2.1 Empirismo

O empirismo inglês é o mais importante. Segundo esse movimento, “[...] a única fonte de nossas ideias é a experiência sensível, valorizando assim os sentidos” (MATTAR NETO, 2002, p. 69), contrapondo-se às correntes idealistas que se baseiam no racional e não na experiência efetiva. Seus principais representantes foram Francis Bacon (1561-1626), John Locke (1632-1704) e David Hume (1711-1776). Segundo Bacon, o conhecimento científico deve

8 METODOLOGIA CIENTÍFICA seguir os seguintes passos: experimentação, formulação de hipóteses, repetição, testagem das hipóteses e formulação de generalizações e leis (LAKATOS; MARCONI, 1991, p. 43).

1.2.2 Positivismo

Para o representante mais importante deste movimento, Auguste Comte (1798-1857), a ciência é o conhecimento por excelência e “Os conceitos e expressões possuem significado se, e apenas se, puderem ser relacionados a eventos reais por meio de operações de mensuração, ou seja, se forem operacionalizados” (MATTAR NETO, 2002, p. 69).

1.2.3 Pragmatismo

O principal nome dessa corrente de pensamento é o filósofo, matemático, lógico e cientista norte-americano Charles Sanders Peirce (1839-1914). O pragmatismo busca os resultados, mais do que as origens, na compreensão das ideias.

Por isso, essa corrente filosófica assevera que uma ideia deve ser julgada por sua funcionalidade e não pelo modo como parece ou soa. William James é com frequência chamado o fundador do pragmatismo. O pragmático acha que nada é “evidente”. Uma ideia é verdadeira se funciona, e falsa se não funciona. O pragmatismo tem sido considerado uma filosofia peculiarmente norte-americana.

Os filósofos norte-americanos que elaboraram as doutrinas do pragmatismo foram William James, Charles Peirce e John Dewey. Afirmavam que se pode dizer que uma ideia “funciona” apenas quando as ações baseadas nela levam a resultados previstos. O pragmatismo pode ser considerado como a lógica que se encontra por trás do método científico. Quando a ênfase repousa não em como pensamos, mas no fato de que todo o pensamento que conhecemos é formulado por diversos seres humanos, o pragmatismo se torna um humanismo. O humanismo do filósofo F. C. S. Schiller pode ser considerado uma versão inglesa do pragmatismo.

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