Terceira Meditação - Descartes

Terceira Meditação - Descartes

Edlan Santos do Amaral

Introdução à Filosofia (FCH 001)

Matrícula: 201512659 Professor: Gustavo Melo

Salvador – Bahia Maio de 2015

O objetivo de Descartes em sua terceira meditação é o de mostrar a veracidade das representações das ideias. Porque até o momento ele provou apenas a existência do sujeito, mas de nada que seja exterior a este. Para chegar a tal objetivo, ele precisará provar a existência de Deus, um ser infinito e perfeito que possui atributos como onisciência, onipotência e onipresença, e que implica na realidade e veracidade de todas as representações.

Estabelece conceitos como “inclinação natural” e “luz natural”, o primeiro é o de um impulso que levar o ser humano a acreditar em algo, e o segundo, algo que me faz de fato chegar à verdade. Para chegar à exterioridade, tem que partir da interioridade, afirma o Professor Frankin em seu livro: “Descartes, a metafísica da modernidade”. Com isso, observa-se então algo que é interior ao homem: as ideias, ele divide então essas ideias em gêneros, que levarão a conceitos como “Realidade Objetiva” e ”Realidade Formal”, com ênfase no Princípio da Causalidade, princípio do qual se enuncia que “Um efeito nunca pode ser maior do que a sua causa”. A partir disso, ele percebe que a Realidade Objetiva seria o efeito da Realidade Formal que é a sua causa, observa ainda que há no indivíduo ideias finitas e infinitas, e que essas respondem a diferentes “Graus de ser”, na qual existe uma escala de importância entre cada ideia e que elas diferem entre si.

Com isso, ele percebe que existem ideias infinitas teoricamente originadas pelo homem, e que este apresenta algo que lhe delimita um limite: a dúvida. Que torna este um ser limitado, então a pergunta que faz-se é como pode um ser finito gerar ideia infinitas? Pelo princípio de causalidade, tal afirmação é negada facilmente. O homem como ser finito só pode gerar ideias finitas, neste ponto, Descartes prova a existência de Deus, um ser superior dotado do infinito que é a causa de tudo, ou seja, a Realidade Formal equipara-se nele a Realidade Objetiva, e garante assim a validade de todas as representações, desde que se apresentem de forma distinta e clara.

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