Livro auto ajuda para concurso público

Livro auto ajuda para concurso público

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Não faça o contrário, passar para o caderno, sublinhar ou grifar e depois tentar aprender, pois muitas informações podem ser perdidas.

Não precisa ler de forma desesperada, saiba imprimir um bom ritmo de estudo, pois como orienta Blaise Pascal: “Quando lemos demasiado depressa ou demasiado devagar, não entendemos nada”.

A importância da leitura reside no fato de ser uma das mais utilizadas fontes de informação, além da mais disponível. Nem sempre se pode contar com um professor ou possui-se tempo para ouvir palestras, mas os livros estão sempre conosco ou em lugares acessíveis, como nas bibliotecas.

O material impresso também permite uma seleção maior daquilo que nos interessa ou não. Se vai assistir a um documentário, somos quase que obrigados a participar de todas as notícias que a editora de jornalismo achou interessantes. Em um jornal, por exemplo, podemos ler rapidamente o texto descobrindo aquilo que compensa uma leitura mais detida e abandonando assuntos que não nos são úteis.

A IMPORTÂNCIA DA BOA LEITURA é, portanto, consequência inevitável, dado que não devemos desperdiçar nosso tempo ou capacidade. Se for para ler, devemos fazê-lo da forma mais eficiente possível, o que não significa ler rápido. Ler eficientemente significa buscar utilidade e prazer no ato de ler e obter o melhor equilíbrio, este assunto será abordado posteriormente de forma completa.

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1.5 COMO FUNCIONA SEU CÉREBRO

É comum compararmos o computador com o cérebro humano e vice-versa. E parece que essas analogias ficaram mais sérias depois de 1997, quando o computador IBM Deep Blue venceu o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma partida de seis jogos, sendo que três delas resultaram em empate.

Para entender melhor, segue abaixo partes da obra Aprendendo Inteligência, do autor Pierluigi Piazzi:

No computador tempos dois tipos de memórias, que serão descritas abaixo:

RAM -> A memória RAM é aquela em que as informações ficam armazenadas enquanto estamos utilizando o computador e antes de salvar definitivamente os arquivos. Assim, se você digita um texto em um editor de texto, todas as palavras digitadas ficam na memória RAM e aparecem rapidamente no monitor. Porém como a memória RAM é mais volátil você precisa salvar esse texto em uma memória permanente, pois as informações são perdidas depois do desligamento da máquina.

HD -> O HD é a memória permanente do computador. É nele que ficam armazenadas todas as informações que o computador possui e mesmo com o computador desligado as informações continuam armazenadas nele. O HD possui um disco interno onde são gravados os programas, os arquivos e o Sistema Operacional do Computador. Além disso, a capacidade do HD é muito maior que o da RAM.

A memória RAM é muito pequena e muito provisória. Assim se faltar energia de repente, todo seu conteúdo será perdido!

Para evitar isto, devemos “salvar” periodicamente o arquivo. "Salvar" significa acionar uma rotina que copia o conteúdo da RAM, para o HD (Hard Disk - Disco Rígido), uma memória magnética e, portanto, permanente.

Se o computador for desligado, o conteúdo da RAM se perde, enquanto o do HD é mantido para uso posterior.

Como você já deve ter notado, enquanto todo mundo sabe "salvar" no micro, quase ninguém sabe “salvar" no cérebro! http://www.supremaciaconcursos.com.br/ contato@supremaciaconcursos.com.br https://w.facebook.com/supremaciaconcursos

A maioria das escolas não se preocupa em ensinar seus alunos em realmente aprender, ou seja, em armazenar o conhecimento de forma permanente.

Para essas "escolas," basta que a pequena vítima retenha as informações o tempo suficiente para tirar uma boa nota, de maneira a deixar os clientes (família) felizes.

Para evitar cair nessa armadilha, você deve ter consciência de que, em seu cérebro, você tem os equivalentes a uma memória RAM e a um HD. Se pudéssemos fazer a radiografia mental da cabeça de um aluno, veríamos, basicamente, duas estruturas.

No miolo temos o chamado sistema límbico, cheio de estruturas complexas (tálamo, hipotálamo, amígdala etc.), nas quais se destaca uma, denominada hipocampo, muito importante para a memória de CURTO PRAZO. Envolvendo esse miolo, como se fosse a casca de uma árvore (em latim, córtex), tem a parte mais "nobre" do cérebro, fundamental na memória de LONGO PRAZO.

Como você já deve ter percebido, o sistema límbico faz um pouco o papel da memória RAM de um micro, enquanto o córtex, entre outras funções, seria o equivalente a um HD:

"Escrever" nessa RAM é muito fácil, mas "apagar" é mais fácil ainda! Você tem, nessa estrutura, um rascunho relativamente pequeno (no qual cabem apenas algumas horas de informação).

Ela é muito provisória, pois as informações dificilmente sobrevivem a uma noite de sono!

Se alguém lhe disser um número de telefone, por exemplo, você é capaz de retê-lo por alguns minutos, o tempo em que ele ainda estiver "ressoando" em sua mente.

Mas, se você não tomar alguma medida para que fique gravado de forma permanente, no dia seguinte (ou até algumas horas depois) o número estará completamente esquecido!

Quando essa parte do cérebro está no controle (o que costuma acontecer assim que você acorda), você passa a ter um comportamento que, na melhor das hipóteses, poderia ser chamado de "abobado", pois esse rascunho abriga a fração menos inteligente de sua mente.

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Em compensação, no HD (córtex) cabe uma quantidade gigantesca de dados.

Se alguém estudar como um louco 10 horas por dia, todos os dias de sua vida, somente esgotará a capacidade de processamento e armazenamento de seu córtex em, aproximadamente, quatro séculos!

Para poder aproveitar todo esse potencial, porém, você deve ser capaz de escrever em seu córtex, tarefa nem sempre muito fácil.

Isso ocorre porque, no HD do cérebro, as informações são retidas de forma bem diferente do que num computador.

Enquanto no computador a estrutura física (circuitos elétricos) fica inalterada e as informações alteram apenas a estrutura lógica, no cérebro humano uma informação apenas será retida de maneira permanente se as ligações entre os neurônios (sinapses) forem alteradas.

Uma informação, portanto, apenas é transformada em conhecimento se as redes neurais do córtex forem reconfiguradas. Sinapses devem ser desfeitas, outras ativadas, dendritos morrem ou nascem, caminhos são refeitos. Portanto, a estrutura física do cérebro deve ser alterada!

Escrever no córtex, portanto, implica tantas mudanças físicas que é como se tentássemos trocar um pneu furado com o carro em movimento!

Devido a essa dificuldade, só conseguimos escrever, sem esforço, na RAM do cérebro.

Assim, praticamente todas as informações que absorvemos durante o dia são colocadas (de forma instável, insisto) no sistema límbico.

Nossa RAM, porém, além de volátil, é muito pequena. Consequentemente, no fim do dia, o cérebro sente a necessidade de "resetar". Para isso, você sente sono e adormece.

Durante o sono, alternam-se períodos de sono profundo e momentos de intensa atividade.

É por isso que você sente sono. Sono não é a consequência de um corpo cansado. O sono é causado pela necessidade de esvaziar a RAM.

É o cérebro pedindo: - Por favor, pare o carro que preciso trocar o pneu!

Na analogia do automóvel, o sono profundo seria o "parar o carro" e o sonho é o momento de "trocar o pneu", ou seja, durante a fase do sonho é que é feita a

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