E. de Máquinas - elementos de m?quinas

E. de Máquinas - elementos de m?quinas

(Parte 2 de 4)

5.Agentes alcalinos: neutralizam os ácidos de oxidação dos óleos, assim eles não poderão com o lubrificante e o motor.

6.Inibidores de ferrugem: eliminam a formação de ferrugem em presença da água e umidade.

to em que o óleotende a solidificar face a baixa temperatura

7.Rebaixadores do ponto de fluidez: rebaixam o ponambiente.

8.Melhoradores do índice de viscosidade: aumentam a capacidade de suportar o aumento de temperatura, sem variação muito acentuada de viscosidade.

9.Agente de oleosidade: aumentam a untuosidade, ou seja, o poder lubrificante do óleo, reduzindo a fricção o engripamento e o desgaste.

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10.Agentes antiespumantes: previnem a formação de espuma estável. Está características é muito importante em óleos submetidos à agitação e circulação à altas velocidades. Isto evidencia-se em sistemas hidráulicos e em sistemas circulatórios de turbinas à vapor, motores de combustão interna, compressores de refrigeração, etc.

1.Agentes antigotas: aumentam a adesão e coesão dos lubrificantes, dando-lhes propriedades não gotejantes.

12.Emulsificadores: reduzem a tenção superficial do óleo, permitindo à água dispersar-se nele. Como exemplo de óleos de corte.

13.Gorduras animais: possuem alto poder umectante para condições de lubrificação em presença de água.

14.Bactericidas: previnem a queda de emulsão e o aparecimento de odores desagradáveis devido ao desenvolvimento de bactérias. É usado como aditivo nos óleos emulsionáveis.

15.Agentes de extrema pressão (EP): aumentam a resistência da película lubrificante, bem como sua capacidade de suportar cargas elevadas.

Armazenagem

Lubrificantes de maneira geral, não são afetados por variações climáticas, exceto por temperaturas excessivamente baixas ou altas e água. Também devem ser estocados verticalmente, sobre estrados ou ripas de madeira, de forma a não tem contato direto com o chão.

Exposição de tambores ao sol direto pode ocasionar temperaturas de aproximadamente 90°C nas paredes dos mesmos e, nestes casos, devem ser estocadas em área coberta. Não há necessidade de paredes laterais, apenas um teto apoiado sobre a estruturas adequada, de forma a proteger os

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produtos da incidência direta dos raios solares. No caso de temperaturas abaixo de 0°C é conveniente proteger os produtos sensíveis ao congelamento.

Pequenas embalagens (baldes, caixas com latas, etc.) são ainda mais sensíveis à intempéries, devendo ser armazenadas em áreas cobertas com plástico grosso ou lona impermeável.

O ideal seria armazenar todos os lubrificantes em áreas cobertas, se isto for impossível os seguintes produtos nunca deverão ser guardados em áreas descobertas:

Óleos isolantes Óleos para refrigeração Óleos brancos Graxas

Manuseio e rejeito de embalagens

Embalagens usadas não podem ser pressurizadas para se expelir o seu conteúdo residual, devido ao risco de explosão. Qualquer embalagem que tenha contido anteriormente derivados do petróleo deve ser eliminada de forma segura, de preferência vendida à recondicionadores locais. Caso o consumidor deseja reaproveitar essas embalagens, deverá laválas após então poderá usá-las para recolher lixo, guardar peças, estopas, panos de limpeza, etc. os rótulos das embalagens devem ser mantidos legíveis, afim de servirem como guia de segurança. É muito perigoso proceder a modificações nessas embalagens usando maçaricos de oxi-acetileno, martelos, talhadeiras, etc. devido ao risco de explosão.

Lubrificantes usados

Lubrificantes usados podem conter as mais diversas impurezas, que não estavam presentes no lubrificante novo, e as quais representam sérios riscos à saúde. Não é possível especificar a presença ou ausência de impurezas nocivas no lubrificante usado; elas dependem essencialmente de todo o período de uso do lubrificante e, por precaução, o contato de

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lubrificantes usados com a pele deve ser evitado. Deve ser evitado a contaminação do solo e redes de água com lubrificantes usados. O rejeito deve ser feito através de venda a recondicionadores devidamente cadastrados no CNP e no orgão controlador do Meio Ambiente Local, quando for o caso.

Deverá ter um ambiente adequado ou um tanque coberto para a coleta dos lubrificantes usados. Nos casos onde o derrame é inevitável, deverá haver um coletor ou unidade de tratamento de efluentes para evitar a contaminação do mar, rios, canais, redes de água potável ou escoamento de águas pluviais, esgotos, etc.

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1)O que você entende por lubrificação? 2)Classifique os lubrificantes de acordo com a sua origem.

3)Quais os tipos de lubrificação?

4)O que é viscosidade?

5)De que maneira classificamos os óleos?

6)Dê um conceito de graxa.

7)O que é ponto de gota?

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8)De que maneira classificamos as graxas? 9)Como podemos ter uma lubrificação eficiente em mancais de deslizamento?

10)Descreva três itens importantes na elaboração das fichas de lubrificação de má quinas.

12)Como devemos armazenar os lubrificantes?

13)O que devemos fazer com lubrificantes usados?

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AditivosMatérias que são adicionadas em pequenas quantidades aos lubrificantes, para melhorar a capacidade destes.

AglutinanteO componente não volátil de tintas e vernizes, que na formação de filme liga as matérias sólidas entre si, e ainda proporciona a aderência ao material portante.

AtritoResistência contra o deslizamento de duas superfícies entre si. Bissulfeto de molibdênio (MoS2) Um lubrificante sólido.

Carga de solda (soldagem)

Indicação de capacidade de sustentar pressão de um lubrificante, em Newton (N). A carga sob a qual de movimentação de corpos de ensaio um contra o outro, o filme lubrificante quebra, soldando ambos os corpos de ensaio. A carga, que se situa antes da carga de solda, se chama carga de validade.

Carga de validade (real)Indicação sobre a resistência à pressão de um lubrificante. Aquela carga máxima, onde ainda não ocorre uma quebra do filme lubrificante, e com isto nenhuma soldagem do corpo de ensaio (indicação em Newton).

Coeficiente de atritoRelação da força de atrito entre duas superfícies para a força que atua verticalmente sobre as superfícies.

ColóidePequenas partículas (10-5 até 10-7 cm) em um líquido, que se comporta como uma solução (sem precipitação).

CompoundÓleo de silicone engrossado com bióxido de silício com consistência de graxa.

ConsistênciaDureza de uma graxa lubrificante, também: plasticidade, ductilidade, elasticidade, qualidade de uma graxa de contrapor uma resistência interna à uma força deformante.

DensidadeA densidade é a relação da massa em gramas de uma matéria para com o seu volume em cm³ Densidade = massa/volume = (g)/cm³

(Se um óleo tem a densidade = 0,900 g/cm³, isto significa que 1000 cm³ (1 litro) deste óleo pesam 900g).

DesgasteDesgaste mecânico no deslizamento de duas superfícies uma contra a outra.

Efeito sinergéticoEfeito simultâneo de dois ou mais componentes, onde as características individuais não só se adicionam, mas multiplicam.

EmcorExame quanto à proteção contra corrosão de graxas lubrificantes em rolamentos na presença de água: oito rolamentos de esferas enchidos com graxa operam em água durante cerca de 7, respectivamente 21 dias. Avaliação dos anéis quanto a corrosão de 0-5 (0 = sem corrosão; 5 = corrosão muito forte).

Ensaio de borrifação de sal (Salt-Spray)

Indicação da corrosão de chapas de aço sob influência de névoa de sal. Chapas de aço são cobertas com lubrificantes e expostos numa câmara fechada a uma névoa de sal. É medido o número de horas até a ocorrência de um determinado grau de corrosão.

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Ferrugem de ajustagemFerrugem que ocorre em ajustagens, ou melhor: desgaste de atrito, que ocorre em ajustagens e assentos devido a oscilações com amplitude muito reduzida e alta freqüência. Geralmente, partículas muito pequenas de desgaste de ferro se transformam com oxigênio em ferrugem, o que finalmente causa um engripamento da ajustagens. Outro fenômeno desvantajoso de ferrugem de ajustagem é uma rápida fadiga material do aço, que facilmente poderá causar quebras (a ferrugem de ajustagem pode ser evitada com alta efetividade por meio da separação dos dois parceiros metálicos, por exemplo por meio de lubrificantes sólidos).

GraxaLubrificante plástico: óleo engrossado por exemplo com sabão.

Sistema de duas fases: meio de engrossamento com meio líquido capaz de lubrificar.

Graxa de sabão complexo

Graxa lubrificante engrossada com uma combinação de um sabão com um ácido orgânico de longa corrente e um sal de ácido orgânico de curta corrente.

LítioMetal alcalino, cujo hidróxido, conjuntamente com ácidos orgânicos, é usado para a fabricação de sabões de lítio, como engrossador, para graxas lubrificantes.

LubrificanteMatéria que reduz o atrito entre duas superfícies deslizantes uma contra a outra.

Materiais l ubrificantes sólidos

Matérias sólidas que são colocadas entre superfícies deslizantes uma contra a outra, para reduzir atrito e desgaste e evitar gripamento.

Medições de viscosidade

Viscosidades podem ser medidas em vários aparelhos de medição (viscosímetros). Indicação da unidade: grau Engler (°E) ou Centistokes (cSt), (mm²/segundo). Decisivo para a medição da viscosidade é a indicação da temperatura de medição, porque a viscosidade depende muito da temperatura (óleos frios são tenazes no fluir, óleos quentes se tornam mais líquidos).

Meio de engrossamentoEm geral são sabões de metal (engrossados com sabão), mas também meios de inchar anorgânicos, ou orgânicos (não engrossados com sabão, como por exemplo gel silícico, bentone, poliureias, PTFE, etc.).

Momento de solturaO efeito de alavanca atuante transformado em movimento giratório, para soltar uma união de rosqueamento (parafuso).

Momento de torqueA força de alavanca atuante transformada em movimento giratório, para fixar uma união de parafusamento.

NewtonIndicação para uma força (carga), 10 Newton = 1 kg. Óleos sintéticosAo contrário de óleos minerais, são óleos sinteticamente produzidos. Óleos de síntese geralmente têm bom comportamento de temperatura-viscosidade, reduzida tendência de coqueificação, baixo ponto de solidificação, alta resistência ao calor e boa durabilidade química.

PastasCombinação de lubrificantes sólidos com óleo, para aplicação de finos filmes lubrificantes.

PenetraçãoUma medida que caracteriza a moleza ou dureza de uma graxa.

Mede-se a profundidade de penetração de um cone de chapa normado em uma amostra de graxa (mais alta a penetração, mais mole é a graxa).

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Penetração em repousoConsistência de uma graxa ou uma pasta no estado de repouso, ou seja: no estado em que foi fornecida.

Penetração trabalhadaSob exigência mecânica, graxas lubrificantes freqüentemente alteram a sua consistência. Por isto, a indicação da penetração de apisoamento é mais racional. A penetração do apisoamento é a consistência de uma graxa lubrificante no estado bem mexido, pronta para o uso.

Peso específicoPeso de um mililitro de uma substância em gramas.

Ponto de auto-igniçãoÉ a temperatura, na qual ocorre auto-ignição de um óleo, ou seja: sem a presença de uma chama.

Ponto de gotaA temperatura, na qual uma graxa se torna tão líquida, que uma gota de graxa cai da abertura do aparelho de ensaio. O ponto de gotejamento é uma indicação de temperatura, na qual uma graxa flui para fora do mancal ou do rolamento.

Ponto de inflamaçãoO ponto de inflamação é a temperatura mais baixa, na qual com o aquecimento acima da superfície do óleo sob exame, se formam tantos vapores combustíveis, que estas se inflamam brevemente na aproximação de uma chama.

Ponto de queimaçãoO ponto de queimação é a temperatura, na qual o óleo a ser examinado contínua queimando após a inflamação (ele se situa cerca de 40-50°C acima do ponto de inflamação).

Ponto de solidificaçãoO ponto de solidificação de um óleo é a temperatura em graus

Celsius, onde o óleo, devido a um contínuo esfriamento, acaba de perder a capacidade de fluir. A solidificação do óleo é causada pela precipitação de cristais de parafina.

Ponto de turvaçãoÉ a temperatura de um óleo, onde, durante o esfriamento, ocorre uma visível separação (turvamento) de parafina. O ponto de turvamento (turvação) ocorre antes de ser alcançado o ponto de solidificação.

Pressão de escoamentoÉ uma medida para a consistência de uma graxa lubrificante e o seu comportamento de fluxo em diversas temperaturas. Trata-se da pressão necessária para pressionar uma quantidade de graxa lubrificante para fora de um bico de ensaio sob condições especificadas.

Quimicamente inerteLubrificante, que não reage com determinadas outras substâncias.

Resistência à água de uma graxa

O comportamento de graxas lubrificantes em relação à água é de importância para a utilização para lubrificação de rolamentos. Necessita-se ou de uma graxa lubrificante que repele a água (constante na água) ou uma neutralizante da água (emulsionante).

Resistência ao frioIndicações para a resistência ao frio são o ponto de turvamento e o ponto de solidificação.

Resistência contra envelhecimento

Resistência contra fenômenos de envelhecimento que podem ocorrer devido a influências como absorção de oxigênio, superaquecimento, presença de determinados metais como cobre, o chumbo; luz. Por meio de determinados aditivos (antioxidantes), a resistência contra envelhecimento poderá ser aumentada.

Resistência contra oxidação

Força de resistência de combinações de hidrocarbonetos contra uma composição com oxigênio.

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Sabão na graxa lubrificante

Combinação de um ácido graxo com um hidróxido de metal. Pela escolha, do ácido graxo e do hidróxido de metal (cálcio, lítio, alumínio), a característica do sabão pode ser alterada na direção de resistência à água, resistência à temperatura. O sabão tem a função de uma esponja, que deve segurar o óleo. A proporção de sabão na graxa oscila entre 5% e 30%.

SiliconePolímeros com boa resistência contra temperatura e oxidação, que também são usados como lubrificantes para temperaturas altas e baixas.

Silicones de flúorSilicones que possuem átomos de Flúor na molécula.

SolventeÉ um líquido que pode dissolver matérias e assim resulta em um produto homogêneo.

SuspensãoUma distribuição uniforme e estável de matérias sólidas num líquido, onde as matérias sólidas não são dissolvidas pelo líquido.

TribologiaA ciência e técnica das superfícies atuantes entre si em movimento relativo e dos problemas resultantes disto.

Valor DNIndicação da velocidade do rolamento.

Verniz deslizanteSuspensões de lubrificantes sólidos finamente divididos em solventes e meios de ligação orgânicos, que após a aplicação resultam num filme totalmente seco de lubrificante sólido.

Viscosidade de um óleoSob viscosidade ou tenacidade de um líquido entende-se a resistência, que as moléculas de um líquido contrapõem a um deslocamento entre si. Esta resistência também é denominada atrito interno.

Viscosidade dinâmicaA medida para determinar, que resistência interna o óleo lubrificante contrapõe ao fluxo (por exemplo: fluxo através de tubulações, fluxo na fenda de lubrificação).

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Conceito

Roda que gira em torno de um eixo e cujo o aro é projetado para receber um elemento flexível como correias, cabos, correntes, cordames, etc., afim de transmitir a transmissão de um movimento.

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