Introdução a Tutoria em Educação a Distancia

Introdução a Tutoria em Educação a Distancia

(Parte 1 de 6)

Fórum de Apresentação e Interação12/03 (terça-feira) a 30/04 (terça-feira)

1º Fórum Temático = 20 pontos 20/03 (quarta-feira) 27/03 (quarta-feira)

Primeira Avaliação = 20 pontos 02/04 (terça-feira) 08/04 (segunda-feira)

2º Fórum Temático = 20 pontos 1/04 (quinta-feira)17/04 (quarta-feira)

Avaliação Final = 40 pontos 1/04 (quinta-feira)2/04 (segunda-feira)

Prazo para correção da Avaliação Final23/04 (terça-feira)30/04 (terça-feira) Fim do acesso ao curso30/04 (terça-feira)

Aos nossos alunos e colaboradores

Aos nossos alunos e colaboradores

Se constatarem que utilizamos – na íntegra ou em parte e sem a devida citação da fonte – obras protegidas por direito autoral, solicitamos entrarem em contato para que, procedente a reclamação, providenciemos a imediata retirada do material indevidamente disponibilizado.

Enfatizamos, contudo, o caráter excepcional, inadvertido e de boa-fé dos procedimentos, pois é nosso objetivo principal difundir o conhecimento e a cidadania, por meio de oferta gratuita, plural e democrática.

Equipe de Educação a Distância do ILB

Calendário e critérios de aprovação do aluno CALENDÁRIO DO CURSO

*Para aprovação é necessária média mínima de 70 pontos.

Guia do estudante

Guia do Estudante

As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso.

Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos.

O material didático, elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância, está dividido em Módulos, cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível.

Familiarize-se com os recursos disponíveis em nosso ambiente virtual de aprendizagem, o Trilhas:

Guia do estudante - pág. 2 Guia do estudante - pág. 2

Guia do estudante - pág. 3 Guia do estudante - pág. 3

Guia do estudante - pág. 4 Guia do estudante - pág. 4

Guia do estudante - pág. 5 Guia do estudante - pág. 5

Guia do estudante - pág. 6 Guia do estudante - pág. 6

Apresentação

Apresentação

Estamos iniciando o curso Introdução a tutoria em educação a distância.

Seja bem-vindo(a)!

Se esta for sua primeira experiência como aluno on-line, não se preocupe: nossa equipe está preparada para fornecer todo o suporte necessário à sua ambientação no curso. Se já participou de outros cursos pela internet, poderá compartilhar suas experiências com os colegas, enriquecendo nossa convivência.

Esperamos construir, neste ambiente virtual de aprendizagem, um espaço de interação, colaboração e reflexão, que possa tornar sua aprendizagem significativa, com aquisição de conhecimentos que auxiliem para uma atuação com excelência na tutoria de cursos a distância.

Objetivos

Durante a navegação pelo conteúdo, você será levado à reflexão sobre os temas em estudo. Pare, reflita, anote suas observações e continue navegando. Esse é um passo importante para sua aprendizagem. Também são sugeridas leituras adicionais, por meio de textos complementares aos temas estudados.

Unidade 1 - A educação na sociedade do conhecimento

Introdução O modelo tradicional de ensino, no qual o professor é o centro do processo educativo, detentor e transmissor de conhecimentos, e o aluno, um sujeito passivo, mero receptor de informações, não tem mais espaço na chamada Sociedade do Conhecimento.

O crescimento acelerado das tecnologias da informação e comunicação (TIC), adicionado às novas demandas sociais exigidas na formação e capacitação das pessoas, têm levado educadores e outros estudiosos da área a repensar as concepções e práticas pedagógicas adotadas no nosso sistema educacional. Como neste estudo vamos tratar da necessidade de mudanças de paradigmas na Educação, incluídos os novos papéis do professor e do aluno, é interessante você observar o conteúdo da música “Pela Internet”, de Gilberto Gil.

Música Clique aqui para ouvir a composição “Pela Internet”.

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Gilberto Gil — Pela Internet

Letra:

Criar meu web site

Fazer minha home-page Com quantos gigabytes

Um barco que veleja(2x)

Se faz uma jangada

Que veleje nesse informar

Que aproveite a vazante da infomaré

Que leve um oriki do meu orixá Ao porto de um disquete de um micro em Taipé

Um barco que veleje nesse infomar Que aproveite a vazante da infomaré

Que leve meu e-mail até Calcutá

Depois de um hot-link Num site de Helsinque Para abastecer

Eu quero entrar na rede

Promover um debate Juntar via Internet Um grupo de tietes de Connecticut

De Connecticut de acessar

O chefe da Mac Milícia de Milão

Um hacker mafioso acaba de soltar Um vírus para atacar os programas no Japão

Eu quero entrar na rede para contatar Os lares do Nepal, os bares do Gabão

Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar...

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Transformações na concepção educacional

Acompanhamos, na sociedade industrial, o destaque dado ao capital físico, considerado variável-chave do crescimento econômico. Hoje, percebemos a ênfase no capital humano ou intelectual. A abordagem do capital humano procura transmitir a ideia de que investir nos indivíduos, por meio da Educação e da capacitação, gera retorno às organizações, na forma de uma melhor produtividade, desenvolvimento de habilidades e maior criatividade. Essa nova sociedade em constante formação, que tem por base o capital humano, é chamada de Sociedade do Conhecimento. Nela, a tecnologia tem gerado muitos impactos, tendo como conseqüências modificações no mundo do trabalho, maior conscientização da cidadania e economia baseada no conhecimento, que é a tônica do século XXI, o século da era digital.

Percebe-se, nessa sociedade, a valorização do conhecimento e, conseqüentemente, a ênfase na Educação como um dos maiores recursos de que as pessoas, organizações e nações dispõem para enfrentar as transformações do mundo contemporâneo.

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Vimos até agora que a Educação é o elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação, no conhecimento e no aprendizado. Nessa sociedade, em crescente transformação, fica clara a necessidade de mudanças nos paradigmas educacionais. Precisa ser repensado o papel do aluno, do professor, da avaliação, dos currículos e da sala de aula, de forma a adequar a Educação às demandas contemporâneas: formar sujeitos ativos, aptos a solucionar problemas e com autonomia para buscar novos conhecimentos de forma continuada.

A Educação não é apenas o processo de construção da capacidade cognitiva de um indivíduo, mas um processo que deve visar a sua formação plena, construindo e recuperando valores morais, sociais, científicos e éticos, como respeito pela diversidade, igualdade, tolerância, respeito pela liberdade, criatividade, emoção e preocupação com os problemas do planeta, entre outros. Como educadores, precisamos estar presentes na vida dos educandos de forma construtiva, emancipadora e solidária, formando sujeitos com iniciativa e compromissados.

Mas, como formar sujeitos assim?

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Vamos conhecer o significado dessas aprendizagens?

Aprender a conhecer: exercitar a atenção, a memória e o pensamento. Adquirir os instrumentos da compreensão e da capacidade de discernimento. Despertar a curiosidade intelectual e o senso crítico. Construir as bases que permitirão ao indivíduo continuar aprendendo ao longo de toda a vida. Aprender a aprender.

Aprender a fazer: aprender a colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Solucionar problemas. Habilitar-se a ingressar no mundo do trabalho moderno e competitivo, tendo como foco a formação técnica e profissional, o comportamento social, a aptidão para o trabalho em equipe e a capacidade de tomar iniciativa.

Aprender a conviver: aprender a viver juntos, desenvolvendo o conhecimento do outro, de modo a permitir a realização de projetos comuns e gestão de conflitos. Compreender a si mesmo e ao outro. Valorizar o saber social. Interagir. Cuidar de si, do outro e do lugar em que se vive. Valorizar as diferenças e manter a paz.

Aprender a ser: aprender a agir com autonomia, solidariedade e responsabilidade. Desenvolver-se integralmente – espírito, corpo, inteligência e sensibilidade. Elaborar pensamentos autônomos e críticos. Formular os seus próprios juízos de valor. Exercitar a liberdade de pensamento, discernimento, sentimento e imaginação, para desenvolver os seus talentos e permanecer, tanto quanto possível, dono do seu próprio destino.

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Sabemos que a prática educativa focada no acúmulo de conhecimentos, na memorização de fatos e procedimentos, como mostrado na canção de Gilberto Gil, não é mais valorizada na Sociedade do Conhecimento ou da Informação. Precisamos, sim, estar aptos para construir e reconstruir conhecimentos significativos, nesse mundo em permanente e acelerada mudança.

Essa construção e reconstrução de conhecimentos são para Moraes o aprender a aprender, que “se manifesta pela capacidade de refletir, analisar e tomar consciência do que sabe, dispor-se a mudar os próprios conceitos, buscar novas informações, substituir velhas verdades por teorias transitórias, adquirir os novos conhecimentos que vêm sendo requeridos pelas alterações existentes no mundo, resultantes da rápida evolução das tecnologias da informação e não apenas o acumular conhecimentos”. (MORAES, 2003:64)

Pág. 7 Distinção entre informação e conhecimento

Dissemos que os indivíduos precisam ser criativos, críticos, independentes e autônomos, para poderem solucionar problemas e adquirir competências que ajudem a acessar as informações disponíveis por meio das novas tecnologias e transformá-las em conhecimento.

A informação é uma associação de dados. Já o conhecimento é fruto do esforço intelectual de processamento de uma informação. Quando informo o índice de analfabetismo da sociedade brasileira, passo uma informação. Quando um cidadão conclui que precisamos aperfeiçoar a educação do País, com vistas à elevação do padrão de trabalho, está demonstrando conhecimento de uma área.

Dado –► Informação – ► Conhecimento O processo cognitivo opera a transformação desses elementos.

Interpretando o esquema acima, percebemos que o conhecimento deriva da informação, que é obtida por meio dos dados. O conhecimento é difícil de ser entendido em termos lógicos. Ele está dentro das pessoas e por isso é complexo e imprevisível. De acordo com Davenport e Prusak, “o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo, que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente”. (1998:6)

Que outros exemplos ilustram a diferença entre informação e conhecimento? De que forma a instituição em que você trabalha se relaciona com o conhecimento?

Diversos autores afirmam que há dois tipos de conhecimento: o tácito e o explícito:

Conhecimento tácito: é aquele que está confinado no indivíduo; é intangível, já que envolve crenças pessoais, sistema de valores, insights, intuições, emoções, habilidades. É o conhecimento pessoal incorporado à experiência individual. Na atualidade, é considerado muito importante porque se apresenta em forma de ação.

Conhecimento explícito: é aquele que é exteriorizado e compartilhado. Pode ser transmitido formal e facilmente entre os indivíduos.

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Observando a figura ao lado, com tantos recursos tecnológicos disponíveis, percebemos suas influências no comportamento e pensamento dos jovens, já que os meios informáticos permitem acesso a múltiplas possibilidades de interação, mediação e expressão de sentidos.

Verificamos que a utilização de videogames, celulares e computadores com acesso à internet, entre outros equipamentos digitais, tem gerado o desenvolvimento de novas competências, habilidades e atitudes.

Xavier (2005) nos alerta para o fato de que os aprendizes desta nova geração estão raciocinando e agindo de modo surpreendente, pois eles têm ampliado a capacidade de:

apreender, gerenciar e compartilhar os novos conhecimentos aprendidos com os parceiros de suas comunidades virtuais; checar on-line a veracidade das afirmações apresentadas e refutar com base em dados disponíveis na rede, a fim de exercitar a crítica a posicionamentos e não simplesmente acolher tudo o que se diz na Internet como verdades incontestáveis; explorar e contemplar as formas de arquitetura escolhida para apresentar as ideias materializadas em discursos hipertextuais, verbais, visuais e sonoros.

Ver: http://www.hipertextus.net/volume1/artigo-xavier.pdf

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Ainda atentos aos dizeres de Xavier (2005), o professor consciente dessa realidade virtual já entendeu que precisa ser:

pesquisador, não mais repetidor de informação; articulador do saber, não mais fornecedor único do conhecimento; gestor de aprendizagens, não mais instrutor de regras; consultor que sugere, não mais chefe autoritário que manda; motivador da “aprendizagem pela descoberta”, não mais avaliador de informações empacotadas a serem assimiladas e reproduzidas pelo aluno.

Diz Comassetto (2004) que as novas TICs, quando utilizadas no contexto educacional, promovem um ensino mais dinâmico e socializador. Integram os alunos num ambiente global e enriquecedor, sem deixar de respeitar a individualidade de cada um.

A interseção da Educação com a Tecnologia tem despertado o interesse pelo desenvolvimento de novas concepções educacionais e crescente demanda pela Educação a Distância (EAD), como uma modalidade de ensino mais democrática e capaz de promover aprendizagem significativa.

Apesar dessa modalidade educacional estar em processo de expansão, sendo implementada por inúmeras Instituições de Ensino Superior (IES), públicas e privadas, ainda há um pouco de preconceito e falta de informação quanto aos seus resultados. Na próxima unidade, aprofundaremos os conhecimentos acerca do tema.

Com o avanço do universo virtual, surge a questão: será que a tecnologia vai tomar o lugar da Humanidade? Aprofunde seus conhecimentos lendo o artigo Tecnologia com alma (clique no título).

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Unidade 2 - A educação a distância

Já sabemos que a Educação é um processo de humanização e capacitação. Essa capacitação se concretiza pela aprendizagem de novos valores, habilidades e competências, que pode se dar por meio da experiência do aluno com o ambiente, com os colegas, ou pode ser originada por meio de leituras ou de simulações.

A aprendizagem se caracteriza, ainda, pela incorporação de novos comportamentos a diferentes situações, evidenciados a partir da integração entre a parte informativa (conteúdos) e a formativa (valores).

Vimos que a Educação a Distância (EAD) tem sido definida como uma modalidade utilizada para promover oportunidades educacionais a grandes contingentes de alunos em diferentes espaços geográficos, e a partir de noções de flexibilidade, ritmo individual, inclusão, autonomia e qualidade pedagógica. Essa prática educativa é viabilizada pelas TICs, que promovem a mediação entre alunos e tutores, disponibiliza materiais instrucionais e propicia o uso de uma linguagem dialógica, onde ambos demonstram interesse pela comunicação inter e transpessoal.

A expressão "Educação a Distância" passou a ser utilizada a partir da mudança, em 1982, que o Conselho Internacional para a Educação por Correspondência (ICCE) sofreu para se tornar Conselho Internacional para a Educação a Distância (ICDE).

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