Botânica Sistemática Conceição1

Botânica Sistemática Conceição1

(Parte 1 de 7)

Eng° Agr° ANTÔNIO JOSÉ DA CONCEIÇÃO Prof. Titular do Dep. de Fitotecnia

Cruz das Almas – Bahia 1986

Antônio José da Conceição Prof. Titular do Depatº de Fitotecnia

Cruz das Almas

Bahia 1986

Apresentaçãoiv-v
Introdução1
1. SISTEMÁTICA2
1.1 – Unidades Taxionômicas2
1.2 – Regras de Nomenclatura2-4
2. SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO4
2.1 – Histórico dos Sistemas de Classificação5
2.1.1 – Período I: Classificações baseadas no “hábitos” das plantas5
2.1.2 – Período I: Sistemas Artificiais baseados em caracteres numéricos6
2.1.3 – Período I: Sistemas baseados na formação de relação entre plantas6-8
2.1.4 – Período IV: Sistemas baseados em Filogenia8-1
2.1.5 – Desenvolvimento da Botânica no Brasil12
3. FANERÓGAMAS OU ESPERMATÓTIFAS13
3.1 – Caracteres florais das Angiospermas13-15
3.2 – Diferença entre Gimnospermas e Angiospermas16
3.3 – Diferenças entre Monocotiledônea e Dicotiledôneas17
4. GIMINOSPERMAS18
4.1 – Sub-divisão Coniferophytina18
4.1.1 – Classe Ginkgoatae18
4.1.2 – Classe Pinatae18
4.1.2.1 - - Ordem Pinales18
4.1.2.1.1 – Família Araucariaceae18
4.1.2.1.2 – Família Pinaceae19
4.1.2.1.3- Família Taxodiaceae19-20
4.1.2.1.4 – Família Cupressaceae20
4.1.2.1.5 – Família Podocarpaceae20
4.2 – Sub-divisão Cycadophytina20
4.2.2 – Classe Gnetatae21
4.2.2.1 – Ordem Gnetales21
4.2.2.1.1 – Família Gnetaceae21
4.2.2.2.2 – Ordem Ephedrales21

ÍNDICE 5. ANGIOSPERMAS – Monocotiledôneas e Dicotiledôneas..........................................................21

5.1.1 – Sub – classe Liliadae2
5.1.1.1 – Ordem Liliales ( Liliiflorso )2
5.1.1.1.1 – Família Liliaceae2-24
5.1.1.1.2 – Família Agavaceae…25- 27
5.1.1.1.3 – Família Amaryllidaceae27-28
5.1.1.1.4 – Família Iridaceae28
5.1.1.1.5 – Família Dioscoreaceae28-29
5.1.1.1.6 – Família Pontederiaceae29-30
5.1.1.1.7 – Família Velloziaceae30-34
5.1.1.2 – Ordem Orchidales30
5.1.1.2.1 – Família Orchidaceae30-34
5.1.1.3 – Ordem Bromeliales34
5.1.1.3.1 – Família Bromeliaceae34-35
5.1.1.4 – Ordem Zingiberales ( Scitaminae )36
5.1.1.4.1 – Família Musaceae36-38
5.1.1.4.2 – Família Zingiberaceae38-39
5.1.1.4.3 – Família Cannaceae39
5.1.1.4.4 – Família Maranthaceae39-40
5.1.1.5 – Ordem Pandanales40
5.1.1.5.1 – Família Pandanaceae40
5.1.1.5.2 – Família Typhaceae40-41
5.1.1.6 – Ordem Cyparales41
5.1.1.6.1 – Família Cyperaceae41-42
5.1.1.7 – Ordem Commelinales42
5.1.1.7.1 – Família Comelinaceae42-43
5.1.1.8 – Ordem Poales (Glumiflorae )43
4.2.1 – Classe Cycadatae20
4.2.1.1 – Família Zamiaceae20
4.2.1.2 – Família Cycadaceae21
5.1.1.8.1 – Família Poaceae ( Graminae )43-59
5.1.2 – Sub-classe Arecidae60
5.1.2.1 – Ordem Aracales (Pincipes)60

5.1 – MONOCOTILEDONEA (CLASSE LILIATAE )..............................................................21-2 5.1.2.1.1 – Família Aracaceae (Palmae)........................................................................................60-68

5.1.2.2.1 – Família Araceae69-71
6. Chave para identificação de famílias de Ginospermas72
7. Chave para identificação de famílias de Monocotiledôneas73-76
8. Glossário7-8
9. Agradecimentos8

Existem, no Brasil, duas correntes nitidamente opostas, de opiniões, sobre a convivência do uso das apostilas nas Escolas. Uns as consideram o elemento de contenção do preparo do estudante, bitolando-o em face de novas fontes de informação que poderiam ou deveriam ser consultadas. Outros, pelo contrário, encaram-nas como importante fonte bibliográfica, adrede preparada e devidamente atualizada, podendo servi de livro texto nas unidades universitárias, onde o material bibliográfico é escasso ou não existe o suficiente na língua vernácula, como séria de desejar. Preferimos não entrar na discussão do assunto.

Apostila ou apostilha seriam o mesmo, no dizer de Cândido de Figueiredo. O ilustre professor de língua portuguesa da Universidade de São Paulo, Luiz Antônio Saccori considera formas variantes – Apostila ou apostilha ou postilha, considerando-as sinônimas e sorretas. No entanto, o nosso Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, na A2ª. Edição do “pequeno Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa” - 1977, portanto atualíssimo, distingue: “apostila- adição ou anotação a um escrito”. -”Apostilha – pontos ou materiais de aulas publicadas em avulsos para uso de alunos”. São cousas de Linguísticas que nem por sonho nos cabe analisar. Vale a pena o registro.

Cabe-nos apreciar, no entanto, as “APOSTILAS DE BOTÂNICA SISTEMÁTICA I

FASCÍCULO: Gimnospermas e Monocotiledôneas”, do Prof. Antônio José da Conceição, conceituado mestre, Prof. Do Departamento de Fitotecnia da Escola de Agronomia da UFBA, autor de obra de vulto: “A MANDIOCA”.

anatômicos, citológicos, etcdentro das famílias botânicas. Faz referência ao

O conteúdo do presente trabalho parece-nos excelente, porque, além de fazer considerações sobre “SISTEMÁTICA”, “UNIDADES TAXIONÔMICAS E REGRAS DE NOMENCLATURA”, aborda os SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO e seus históricos, dos de Theophrastus (370 a.C) que classificou os vegetais em árvores, arbustos, sub-arbustos e ervas – termos até Rolf. Dahlgren (1975) que apresentou Sistema, baseado em um sem número de caracteres químicos, embriológicos, “DESENVOLVIMENTO DA BOTÂNICA NO BRASIL”, citando, como botânicos brasileiros, Frei José Mariano da Conceição Veloso, com sua monumental obra em 1 volumes sobre “Flora Fluminense”, João Barbosa Rodrigues com seus “Certum Plantarum Brasilianum” e “Iconografia de Orquídeas”, Manoel Pio Correia com “Dicionário das Plantas úteis do Brasil e das Exóticas cultivadas”, sem esquecer eminentes botânicos de porte internacional, como Alexandre Humbolnt, Von Martins e outros.

No capítulo “FANEROGRAMAS OU ESPERMATOFITAS” distingue os caracteres que qualificam as Gimnospermas e as Angiospermas e mostra as diferenças entre Monocotiledôneas e os Dicotiledôneas. Enfoca a família ARAUCARIACEAE, tendo como principal espécie a

Araucária brasiliensis, hoje Araucári angustifolia – Pinheiro-do-Paraná – lamentavelmente em vias de extinção, como pude verificar no Estado que lhe dera o nome. Discorre habilmente sobre MONOCOTILEDÔNEAS, enfatizando Subclasses, Ordens e Famílias e se detém na Família GRAMINEAE, hoje POACEAE, dando-lhe a importância econômica que tem merecido por todo esse mundo afora. Fala das palmeiras, Família ARECACEAE, antiga PALMACEAE, de que o Brasil é tão rico. E é tão rico o Brasil em palmáceas que, por isso, é chamado, pelas gentes ando-peruanas e pampianas, de Pindorama, o que quer dizer: “País das palmeiras”.

Não esqueceu o mestre de anexar uma “CHAVE PARA IDENTIFICAÇÃO DE FAMÍLIAS

DE “GIMNOSPERMAS” e uma “CHAVE PARA IDENTIFICAÇÃO DE FAMÍLIAS MONOCOTILEDONEAS”, além de um “GLOSSÁRIO” que esclarecerá ao estudante os termos de significação mais obscura.

O presente trabalho do Prof. Conceição – aluno que foi do eminente Professor Geraldo

Carlos Pereira Pinto, nos idos de 1945/46, com alguns complementos, poderá servir de livro texto àqueles que pretendem estudar Botânica Sistemática na língua prática, sem as dúvidas ou percalços que ocorrem em casos semelhantes, pois, a experiências do Mestre é uma das marcas do Autor. Considero-o excelente.

Cruz das Almas, julho de 1981

Zinaldo Figueirôa de Sena Prof. Titular do Dept° de Engenharia Agrícola

Temos a grata satisfação de oferecer aos estudantes de Agronomia e aos de outras Escolas, as presentes APOSTILAS DE BOTÂNICA SISTEMÁTICA – I º FASCÍCULO: GIMNOSPERMAS E MONOCOTILEDÔNEAS – augurando colaborar com o ensino de tão importante disciplina para a sua formação universitária.

Procuramos desenvolver o conteúdo desde modesto trabalho em linguagem acessível e atraente, visando motivar o estudante a ter na Botânica Sistemática um alicerce para outras disciplinas curriculares e mesmo para ser um especialista no futuro.

Consideramos Classes, Ordens e Famílias com base na terminologia atual, reportando-nos a antiga – à títulos de compatibilização – consultando autores nacionais, o que, por certo, facilitará a aprendizagem. Um outro nosso intuito, foi facultar o estudante não ter a preocupação de tomar apontamentos em aula, fato que, indutivamente, desvia sua atenção, ficando agora à sua disposição apontamentos corrigidos pelo professor, que satisfazem o conteúdo programático da Disciplina da EAUFBA.

Focalizamos os assuntos levando em consideração, sobretudo, as espécies de maior interesse para o Nordeste e a sua importância econômica, sob múltiplos aspectos.

O Autor, na oportunidade em que lança este fascículo, pede escusas à todos aqueles que dele fizerem uso – pelas falhas encontradas, aceita sugestões para melhorar futuras edições, ao tempo em que compromete-se lanças, em breve, o fascículo sobre Dicotiledôneas.

Cruz das Almas, julho de 1981

Antônio José da Conceição Prof. Titular do Deptº de Fitotecnia.

APOSTILHA DE BOTÂNICA SISTEMATICA – I° FASCÍCULO Antônio José da Conceição*

1. SISTEMÁTICA

É a ciência ou parte da Botânica, que estuda a classificação, a identificação e a nomenclatura das plantas. Há aqueles que preferem o termo Taxonomia, palavra derivada do grego – taxis e nomos – significado “dispor segundo uma lei” ou “um princípio” (Joly, 1977). Gantchújnicov (1967) define Taxonomia como “parte da Botânica que se ocupa com o conhecimento de indivíduos, seu agrupamento em respectivas unidades e nomenclaturação desta”. Tais unidades ou categorias taxonômicas são denominadas TAXON (pl. TAXA ou TAXONS). Essa autora sugere que Sistemática seja o estudo filogenético da hierarquia dos taxa, na base de semelhança (parentesco) e diferença entre organismos vivos. BARROSO (1978) considera Taxonomia como a ciência que elabora as leis da classificação, enquanto a Sistemática cuida das classificação dos seres vivos, ciência baseada, fundamentalmente, na morfologia, compreendendo a identificação, a nomenclatura e a classificação.

1.1 – UNIDADES TAXONÔMICAS

A unidade básica é a espécie: “um agrupamento de gerações procedente de um ancestral comum, que no decorrer da seleção natural, sob a influência do ambiente e luta pela existência, adquiriu características que o diferenciam de todos os outros seres viventes” (KOMAROV).

O conjunto de espécies constitui o GÊNERO; gêneros afins se reúnem em FAMÍLIAS, famílias em ORDENS; ordens em CLASSES; Classes em SUBDIVISÕES; Subdivisões em DIVISÕES; divisões em REINOS. Há ainda categorias intermediárias como subfamília, subclasse, tribo, série, variedade, etc.

1.2 – REGRAS DE NOMENCLATURA

O Reino Vegetal compreende Divisões, táxon este que varia nos diferentes sistemas de classificação.

A Divisão Spermatophyta, a que interessa ao curso, se caracteriza pela predominância da geração esporofítica. A reprodução das plantas subordinadas a essa divisão está confiada à estruturas denominadas sementes. As regras do Código Internacional de Nomenclatura Botânica estabelecem que uma

(*) Prof. Titular do Departamento de Fitotecnia da EAUFBA categoria de plantas pode subdividir-se em categorias intermediárias e hierarquia mais baixa, acrescentando-se ao seu nome o prefixo sub, para designá-las. Assim, a divisão Sparmatophyta tem duas Subdivisões: Angiospermar (Magnoliophytina) e Gimnospermae. Os nomes aplicados a todas as categorias taxionômicas (táxons) são latinos. A terminação para o nome classe é ae (Dicotyledoneae) ou atae (Magnoliatae). Cada classe se divide em Sub-classe, com a terminação idae (Rosidae). As sub-classes constituem Ordens, com a terminação em ales (Fabales, Glumiflorales). Há exceção como Tubiflorae, Labiatae, Controtae, etc. Modernamente, adota-se o nome de um dos gêneros mais representativos com a terminação em ales. Uma ordem engloba uma ou mais famílias, com a terminação em aceae (Moraceae, Solanaceae). A família pode ser subdividida em Subfamília, com a terminação em oideae (Panicoideae). A família ou a subfamília pode se subdividir em tribos, com a terminação em eae (Melinidaea, Cloradeae).

O nome científico da espécie é escrito com duas palavras (Nomenclatura Binomial de

Lineu): A primeira representa o gênero e a segunda a espécie. O nome genérico é um substantivo ou latinizado e escrito com letra inicial maiúscula (Zea).

O nome de espécie é escrito com letras inicial minúscula (Zea mays). O nome específico deve ser acompanhado do nome do gênero, isto é: Zea mays e não dizer-se ou escrever-se: O milho é do gênero Zea e pertence à espécie mays. É, portanto, permitido mencionar-se o gênero e nunca a espécie sem gênero. O nome de uma espécie não seria completo sem a abreviação do nome do autor que identificou a espécie pela primeira vez. Muitas espécies foram identificadas por Lineu. Assim, após o nome Binário, aparece L maiúsculo seguido de ponto, por exemplo: Zea mays L. = milho. Quando são dois os autores da espécie, indicam-se os nomes ou as abreviaturas dos dois, por exemplo: Cuphea balsamona Cham. et Schlechtd. Quando uma espécie foi identificada por um autor após um outro, o nome do primeiro é posto entre parêntese e o do segundo, em seguida, por exemplo: Ipomoes batatas ((L.) Lam.).

ReinoVegetalia

Milho duro

Divisão Spermatophyta Subdivisão Angiospermae (Magnoliophytina) Classe Monocotyledonae (Liliatae) Ordem Glumiflorales (Glimifloraes) (Poales) Família Graminae (Graminaceae) (Poeceae) Subfamília Panicoideae Tribo Maydeae Gênero Zea Espécie Zea mays Variedade Z. mays L. var. indurata

2. SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO

Compreende três tipos principais: o artificial, o natural e o filogenético O Sistema Artificial se baseava num único caráter da planta. O Sistema artificial clássico é o chamado sistema sexual de Lineu, fundamentado no número e disposição dos estames. Neste sistema, plantas inteiramente diferentes eram ordenadas na mesma classe, só porque apresentavam o mesmo número de estames. Podia acontecer que espécies do mesmo gênero, com número diferente de estames, fosse enquadradas em classes diferentes. O Sistema Natural está baseado na afinidade natural das plantas. Essas afinidades não podem depender de uma só característica, mas de toda a organização do vegetal, de tal modo que cada planta fique situada ao lado da que com elas se pareça. O primeiro sistema natural foi o de Jussieu. Ele procurou ordenar as plantas levando em consideração o número de cotilédones, a estrutura da semente e uma soma de caracteres vegetativos. O Sistema Filogenético está baseado na variabilidade das espécies; cuida de suas relações genéticas, levando, em consideração tanto os vegetais atuais, como os da outra eras geológicas. Em suma, ele se firma na teoria da evolução.

2.1 HISTÓRICO DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO

Os Sistemas de classificação comportam quatro períodos, descritos resumidamente a seguir.

2.1.1 Período I. Classificação baseadas no “habitus” das plantas

Theophratus (370 a.C) Classificou os vegetais como árvores, arbustos, subarbustos e ervas (anuais, bianuais e perenes), e nos tipos de inflorescências (centrípetas ou indefinidas). Reconheceu diferenças na posição do ovário das flores e nas corolas polipétalas e gamopétalas. Em sua História Plantarum classificou e descreveu cerca de 500 plantas e deu informações sobre suas aplicações medicinais e supostas virtudes.

Albertus Magnus (1193-1280) é considerado o primeiro a reconhecer as diferenças entre dicotiledôneas e monocotiledôneas, com base na estrutura do caule.

Otto Brunfels (1464-1534) foi um dos primeiros herbaristas a descrever e ilustrar plantas conhecidas na época, com o intuito de reconhecer as propriedades medicinais das espécies, contribuindo assim para a difusão da fase descritiva de vegetais.

Andrea Cesalpino (1519-1603) é considerado o primeiro taxionomista vegetal, por seu importante trabalho De plantis, publicado em 1583. A creditava que as folhas se tivessem formado com a finalidade de proteger as gemas, flores e frutos; negou a existência de sexo nas flores; classificou as plantas primeiro na base do hábito e nos tipos de frutos e sementes; depois reconheceu e usou as características da posição do ovário e do número de lóculos, da ausência ou presença de bulbos e de sucos aquosos ou leitosos.

Ainda são desse período Jean Bauhin (1541-1631), lembrado como o primeiro botânico a distinguir categorias de gênero e espécie. A primeira nomenclatura binominal fora usada por ele, há cem anos antes de Lineu. John Ray (1628-1705) foi o primeiro a reconhecer a importância do embrião em Sistemática e a presença de 1-2 cotilédoneas nas sementes. Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708). Seu sistema de classificação, baseado na forma das corolas, e artificial e inferior as de Ray. Foi um dos primeiros a dar uma definição à categoria de gênero. Muitos dos nomes genéricos por eles criados são usados ainda hoje, como, por exemplo, Salix, Populos, Betua, Lathyrus, Acer, Verbena etc.

2.1.2 Período I. Sistemas artificiais baseados em caracteres numéricos

Carolus Linnaeus ou Carl Linné (Lineu) (1707-1778). Considerado o pai da taxionomia vegetal e zoológica, foi o sistema mais extraordinário de todos os tempos. Em 1730 publicou Hortus Uplandicus que constava de uma lista de nomes de plantas do Jardim Botânico de Upsala, ordenadas de acordo com o sistema de classificação de Tournerfort. Em 1737 publicava seu Systema Nature, um trabalho que dava as bases para a classificação de vegetais, animais e minerais. Depois publicou Genera Plantarum e a Flora Lapponica. Mas, foi Species Plantarum seu trabalho que serviu de ponto de partida para o sistema de classificação binomial. O sistema de classificação de Lineu consta de 24 classes, distintas pelo número de estames e pela sua posição na flor. As classes são divididas em ordens, baseadas no número de estiletes do ovário. Visto que o Sistema de Claddificação de Lineu fundamenta-se em características do androceu e do gineceu, é chamado, também, Sistema Sexual.

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