Caderno dds outubro

Caderno dds outubro

(Parte 1 de 5)

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 1

Quantos choques você já tomou na vida? É difícil encontrar alguém que nunca tenha passado por esta situação. Infelizmente, os choques elétricos vão continuar acontecendo, pois a quantidade de eletroeletrônicos não para de aumentar nas residências, empresas e até nos carros e outros meios de transportes. Praticamente tudo o que usamos precisa de energia elétrica para funcionar, por isso os acidentes com a eletricidade são tão comuns, pois ela é um inimigo íntimo que habita nossas casas, faz parte do dia-a-dia e merece atenção. De acordo com a ABRACOPEL (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) em uma pesquisa realizada em 2006, de 250 respondentes, 86% afirmaram já haver levado um choque. As principais causas do choque são eletrodomésticos (23%), chuveiro elétrico (2%) e a troca de lâmpadas e tomadas (20%). Além destes números, a associação também divulga outras causas de choque como: inserir objetos metálicos na tomada e empinando pipa. Com estes dados é possível observar a displicência das pessoas com a eletricidade e por isso ela é uma das maiores causas de acidentes domésticos. Como a eletricidade é comum no dia-a-dia, alguns descuidos podem acontecer e causar acidentes, mas muitas providências podem ser tomadas para diminuir os riscos. Uma das causas mais comuns de curtos-circuitos é o acúmulo de componentes ligados a uma única fonte de energia. Os famosos “Ts”, Benjamins e extensões são muito perigosos, já que facilitam uma sobrecarga elétrica e muitos deles não possuem certificação de órgãos reguladores como o INMETRO.

O uso de equipamentos elétricos em ambientes úmidos ou molhados é um perigo eminente. Desta maneira, evite utilizar secadores de cabelo, barbeadores, pranchas alisadoras ou aquecedores enquanto toma banho ou assim que terminar de se banhar. Como se sabe, a água é um ótimo condutor de energia e você, por descuido, pode tocar ou usar estes aparelhos com o corpo molhado, por exemplo, aí o choque será inevitável. Use aparelhos à pilha, será mais seguro. O banheiro não combina com eletricidade e uma prova disso é uma das mortes mais estúpidas do rock, pois o músico Keith Relf morreu eletrocutado ao entrar em uma banheira com sua guitarra. Sem dúvida este foi o som mais eletrizante que saiu do seu instrumento.

Muitos acidentes e prejuízos são causados pela falta de conhecimento dos produtos. Há diferentes tensões elétricas nas tomadas do Brasil. Em alguns lugares como no norte de Santa Catarina, os equipamentos utilizam a tensão de 220v, já em Curitiba, por exemplo, o padrão de energia é 110v. Esta diferença pode ser catastrófica se alguns detalhes não forem observados. Ao ligar aparelhos de 110v em tomadas de 220v, certamente ele irá queimar.

Além de perder o aparelho ou ter que consertá-lo, há o risco de um curto-circuito estourar sua tomada e, em casos mais graves, causar um incêndio ou queimaduras em você ou em alguém que esteja ao redor. Por isso, antes de ligar um produto novo na tomada da sua casa, verifique na etiqueta fixada pelo fabricante a voltagem do equipamento. Para saber mais sobre o assunto, consulte o artigo “Ligar eletrônicos em tomadas de 110v ou 220v?”.

Como a quantidade de equipamentos que usam eletricidade é crescente em muitas casas, a fiação precisa acompanhar a demanda cada vez maior de energia. Por isso, sempre faça a manutenção da fiação da sua residência, pois fios velhos, gastos, desencapados ou ressecados podem provocar incêndios. É aconselhável fazer uma vistoria anual, para manter tudo em ordem e evitar a perda de energia ou descargas em seus equipamentos elétricos.

Todos sabem que a curiosidade infantil não tem limites. Por isso, sempre tome muito cuidado com tomadas sem capa de proteção, fios desencapados ou soltos, aparelhos elétricos abertos e fios espalhados. Se você tem crianças pequenas em casa, compre um protetor de tomadas e encaixe nas saídas de energia. Eles são super baratos e podem evitar vários acidentes. Além disso, oriente os pequenos sobre os riscos da energia elétrica.

Eletricidade é muito perigosa, o que estamos fazendo para nossa segurança?

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 2

Você sabia que 41,5% dos casos de acidente com equipes de manutenção envolvem lesões nas mãos? O quê temos feito para melhorar esses números?

Pois é, nossas mãos são órgãos dos mais complexos do corpo humano. Sua sofisticada estrutura é composta por significativa quantidade de nervos, tendões, tecido muscular e ossos que trabalham sincronizadamente.

No trabalho, nossas mãos contribuem decisivamente para nos torar um trabalhador hábil e valioso. Apesar da grande importância que as mãos representam no desenvolvimento do nosso trabalho e no atendimento das nossas necessidades, a maioria das pessoas não atenta para os cuidados quanto a adequada prevenção contra os riscos. No nosso trabalho encontramos os seguintes riscos para as mãos: pontos de atrito e enrascamento, pontos de superaquecimento, superfícies rotativas, máquinas de partida automática, adornos e roupas largas e/ou soltas, ferramentas manuais, perigos diversos. As principais causas de lesões nas mãos são: equipamentos defeituosos, ferramentas danificadas, locais de trabalho inadequados (recursos de apoio e projetos deficientes), tédio ou cansaço e comportamentos de risco (descaso quanto às normas de segurança, não uso de EPI’s ou por simples desatenção ou distração). Para a proteção das nossas mãos, além do cumprimento das normas e procedimentos de segurança, podemos contar com os seguintes dispositivos de proteção: telas de proteção, grades, interruptor duplo, detetores fotoelétricos e outros mecanismos para libertação rápida.

Sugestões para trabalharmos com segurança:

Sempre que puder usar dispositivos apropriados ao invés das mãos, faça-o; Ao usar qualquer maquina ou ferramenta rotativa, não use luvas e certifique-se que todas as ações foram adotadas para proteger suas mãos; Quando tiver que remover uma peca metálica que tenha se desprendido de alguma maquina e se alojado em local de difícil acesso, não coloque as mãos em área de risco, use recurso apropriado; Tenha cuidado com ferramentas cortantes. Execute forca sempre em sentido oposto ao corpo e as mantenha protegidas quando estiverem fora de uso; Ao movimentar qualquer tipo de carga, proteja suas mãos para que não fiquem presas entre objetos; Sempre que o trabalho exigir uso de luvas apropriadas, nunca use luvas além das medidas de suas mãos, no manuseio de produtos químicos, respeite a compatibilidade da luva com o produto manuseado; Participe dos treinamentos, tire todas as suas duvidas e trabalhe com segurança.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 3

Fazer prevenção não é uma atividade fácil. Fazer prevenção depende de muitos fatores e variáveis. Fatores e variáveis que se alteram de empresa para empresa. A segurança do trabalho e prevenção de acidentes deve ser trabalhada com o uso de diversas ferramentas.

Certamente, a CIPA é uma ferramenta de prevenção de extrema importância nas empresas. Essa importância está atrelada a forma de atuação da CIPA. As CIPA's são, em parte, constituídas por membros representantes dos trabalhadores. São, em sua maioria, pessoas "exemplos" ou "referências" dentro do "chão de fábrica" e dessa forma a comunicação, levantamento e fiscalização torna-se mais fácil.

Muitas vezes a CIPA consegue chegar onde o SESMT não chega como aos detalhes "escondidos" no desempenho das atividades pois a CIPA é formada pelos próprios trabalhadores e executores dessa atividade. O SESMT e a própria empresa devem investir nessa ferramenta disponibilizando condições de atuação.

Quando a CIPA está bem dimensionada ela consegue representar toda a empresa, todos os setores e dessa forma poderá ser utilizada pelo SESMT e pela própria empresa para as seguintes ações:

Inspeções permanentes nos locais de trabalho; Auxílio na implementação de novas ações de prevenção de acidentes;

Fiscalizações preventivas como em relação ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI;

Supervisão do cumprimento das Ordens de Serviços;

Incentivo à participação dos trabalhadores nas campanhas internas de prevenção de acidentes do trabalho ou de qualidade de vida;

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 4

A consequência mais evidente do ruído no homem é a surdez, que depende de alguns fatores, como: Intensidade, tipo de ruído (contínuo, intermitente ou impacto), sua qualidade (sons agudos) são mais prejudiciais que os graves, susceptibilidade individual, tempo de exposição e a idade. A surdez pode ser dividida em três grupos que são:

Temporária Permanente Trauma acústico

A surdez temporária: é caracterizada pela dificuldade de audição, embora passageira, que notamos após exposição pôr algum tempo a ruído intenso. A exposição prolongada e repetida ao ruído é capaz não só de causar a surdez temporária como, potencialmente, provocar a surdez permanente. Se a exposição for repetida antes de uma completa recuperação, pode tornar-se surdez permanente. Podendo ainda ocorrer a fadiga dos músculos do ouvido médio.

A surdez permanente: é a perda irreversível da capacidade auditiva, devido à exposição contínua, ou seja, o trabalhador fica exposto ao ruído de intensidade excessiva, sem proteção auditiva. No princípio, ocorre a destruição das células no início da cóclea, sensível a sons de 4.0 Hz, e a alteração não é percebida por não atingir a frequência da fala. As perdas progridem até atingir a frequências da comunicação oral, entre 250 e 2.0 Hz, quando a vibração chega ao ouvido, mas não consegue ser transmitida.

O trauma acústico: é de instalação repentina, após a exposição a ruído intenso como de explosões e impactos, que podem causar perfurações no tímpano e mesmo deslocamento dos ossículos, causando a surdez temporária ou permanente.

Outros efeitos possíveis:

Além destes, podem ser causados efeitos nos demais sistemas orgânicos, como ações no sistema cardiovascular, aumento da pressão sanguínea, aceleração da pulsação, aumento da liberação de hormônios, condições idênticas às de situações de medo ou estresse, contração dos vasos sanguíneos, dilatação das pupilas e músculos tensos, redução da velocidade de digestão, irritabilidade, desconforto, diminuição da eficiência do trabalho e prejuízo às atividades que dependa da comunicação oral, pois o ruído mascara a voz.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 5

A LER são Lesões por Esforços Repetitivos, que mais tarde foram rebatizadas pela Previdência social com o nome de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). A LER ou DORT são ocupacionais, pois, têm relação com o trabalho, por isso é importante identificar possíveis causas em sua situação de trabalho.

Assim temos como possíveis causas, as seguintes:

Movimentos repetitivos; Ritmo de trabalho intenso; Falta de tempo até para ir ao banheiro;

Necessidade de ficar parado ou sentado durante muito tempo; Móveis e equipamentos incômodos; Cobrança continua para manter a produtividade; Cobrança contínua da chefia para produzir mais e errar menos; Incentivo à produção cada vez maior; Exigência de horas extras;

Dificuldade de interromper o trabalho até para respirar; Inexistência de canal para conversar sobre problemas no trabalho; Falta de flexibilidade de tempo; Ambiente frio.

Todas as situações acima favorecem o aparecimento de LER/DORT. Isso acontece por que os músculos, tendões, cápsulas e ligamentos foram concebidos para se esticar e se encolher. Porém, há um limite. Eles precisam de descanso, pois do contrário entram em fadiga e acabam perdendo sua função, fazendo com que até mesmo um simples movimento cause incômodos à pessoa.

Sintomas

Se a pessoa trabalha fazendo movimentos repetitivos durante várias horas, tendo que se manter sentada, pressionada para aumentar a produtividade, com a musculatura tensa durante horas, preocupada em acertar sempre, todo o sistema entra em colapso, podendo resultar em: Fadiga muscular;

Alteração da sensibilidade; Sensação de peso; Perda de controle de movimentos; Dificuldade para encostar a ponta de um dedo em outra ponta; Formigamento; Dor.

Esses sintomas podem significar, isolada ou associadamente, a existência de: Tendinite: inflamação de tendão. Tenossinovite: inflamação de tendão e bainha sinovial. Sinovite: inflamação de bainha sinovial. Neurite: inflamação do nervo. Síndrome do túnel do carpo: estreitamento do túnel do carpo, localizado no punho, o que causa a compressão de várias estruturas existentes ao longo do túnel, inclusive do nervo mediano.

Todas essas são doenças que não aparecem de repente, isto é, ocorrem de maneira lenta e gradativa, por isso é importante você prestar atenção em si mesmo. Veja se seu organismo não está dando alguns sinais de alerta, que talvez não sejam percebidos em nosso dia-a-dia. Talvez seja muito difícil fazer as mudanças necessárias no ambiente de trabalho, tudo vai depender de os trabalhadores se organizarem, discutirem suas condições de trabalho, e junto com as CIPA's e os sindicatos, entrarem em acordo com a empresa sobre quais outras formas alternativas de trabalho existem. Entre eles, existem aqueles que devem, obrigatoriamente, ser contratados pela empresa, dependendo do seu tamanho e do grau de risco. São os profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 6

As operações manuais envolvem muitos riscos e está relacionado ao tamanho, forma e o peso do objeto, riscos que podem causar cortes, prensagens e quedas de objetos. O carregamento de peso pode provocar danos nas articulações, especialmente as da coluna vertebral, o que é frequente quando:

Os objetos são difíceis de pegar devido a sua forma ou tamanho; O peso é superior a 25 Kg; A diferença entre a altura que a carga está e a que deverá ser colocada é grande; O deslocamento com o objeto é superior a 2 metros; Os movimentos e posturas são forçados ou incômodos. As lesões na coluna vertebral, além de causar perda de tempo na realização da atividade, podem levar o trabalhador a se aposentar por invalidez.

Como prevenir?

O trabalho deve ser feito de maneira a evitar o manuseio de objetos pesados e, sempre que possível, deve-se utilizar sistemas mecânicos para a movimentação de cargas. Os postos de trabalho também devem ser feitos para facilitar as operações de manipulação. A empresa também deve tomar algumas medidas de segurança, como:

Avaliar os riscos à segurança e a saúde dos trabalhadores; Buscar soluções para facilitar o trabalho de movimentação de utensílios e equipamentos;

Organizar o trabalho para que haja recursos humanos e materiais para o atendimento de demandas dessas operações;

Prever espaços suficientes para o armazenamento, tanto fixos como eventuais; Adequar os locais de armazenamento e as vias de circulação; Aplicar sistemas para garantir a estabilidade das cargas e sua correta disposição;

Garantir a distribuição do trabalho para evitar esforços individuais excessivos ou posturas forçadas;

Distribuir aos trabalhadores os equipamentos de proteção individual (EPI), adequados ao risco e com certificado de aprovação (CA).

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