Caderno dds novembro

Caderno dds novembro

(Parte 1 de 5)

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 1

Estresse está associado à dinâmica do mercado de trabalho. Talvez por isso a questão hoje seja tratada como item da cesta básica do profissional bem-sucedido, que precisa dedicar muito tempo e energia no emprego, e também na conquista de uma boa posição social, que inclui boa aparência, família feliz, férias caras, casa nova etc. A questão é que, além de consequências negativas à saúde, pode comprometer seu promissor plano de carreira. Não dar importância ao estresse também é um dos itens considerados pela jornalista norte-americana Lona O'Connor como uma das dez mancadas que prejudicam a carreira, tema de um dos seus livros. Confira abaixo como identificar e combater o estresse:

1) Observe

As pessoas no seu local de trabalho podem servir como espelho da sua saúde física e mental. E pode ser apenas no futuro. Observe principalmente os que estão na mesma empresa ou mesma função há mais tempo e veja como encaram o trabalho e a própria saúde. Reclamações constantes, doenças crônicas como dores de cabeça ou nas costas, estado de espírito, aspecto da pele são alertas de como você pode ficar ou já estar. Segundo escreveu Lona, "você inicia o combate à exaustão quando toma consciência dos efeitos dela sobre si mesmo".

2) Organização

Um local de trabalho adequado para manutenção da saúde do corpo é regra número um. A altura da mesa, cadeira, posição do teclado, tela do computador e de quaisquer outros instrumentos usados deve respeitar a ergonomia de cada um. Isso inclui o condicionador de ar, pois funcionários que trabalham próximo da saída de ar tendem a sofrer com baixas temperaturas, enquanto seus colegas que sentam mais longe reclamam que a refrigeração do ambiente não é eficiente. Manter o local de trabalho organizado e limpo é fundamental para manutenção da boa saúde.

3) Escolher

Se o corpo e a mente estão dando sinais de cansaço, é tempo de se perguntar se a rotina é realmente necessária, se as longas jornadas de trabalho e as crescentes responsabilidades financeiras foram uma escolha ou uma imposição. A autora propõe uma pergunta: você está se recusando a escolher porque está se apegando a uma imagem impossível de si mesmo e sacrificando sua sanidade mental por ela?

4) Cortar as mensagens negativas

Não encare os problemas de maneira fatalista ou sentindo pena de si mesmo, pois tais atitudes abalam confiança e energia necessárias para combater o estresse. Comece a prestar atenção ao que acontece quando pega o vigésimo farol vermelho num dia que está com pressa. Se o que vem à mente é "isso sempre acontece comigo!", mude o pensamento e se pergunte se vale a pena se culpar por causa do trânsito na cidade. O mesmo acontece no trabalho, quando mensagens negativas de fracasso são ditas mentalmente o dia todo quando enfrenta um desafio ou um problema com colega ou chefes. Combate o negativismo encarando as coisas como elas realmente são.

5) Assumir o controle

Em vez de viver como se as exigências dos outros controlassem sua vida ("Meu chefe espera que eu...", "Preciso fazer isso para manter meu emprego"), encare que é impossível fazer tudo o que as outras pessoas esperam que você faça. Assuma o controle dessas exigências delegando, abreviando, estipulando prazos realistas e cortando tarefas desnecessárias. E não abra mão de momentos de lazer ou descanso que são vitais para sentir-se no controle e combater o estresse.

E você o que faz para evitar o estresse?

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 2

Fisicamente não existe qualquer diferença entre o som e o ruído. O som é uma percepção sensorial e o ruído é visto como sendo um som indesejado.

O ruído está normalmente presente em todas as atividades humanas. Quando se avalia o impacto do ruído que ocorre durante o trabalho no bem-estar e saúde dos trabalhadores, o ruído é normalmente designado por ruído laboral ou ruído ocupacional.

O som pode ser explicado por variações em maior o menor grau da pressão do ar, que provocam uma reposta sensitiva no sistema auditivo. Tal como o efeito dominó uma onda em movimento é colocada em movimento a partir do movimento de um elemento físico (fonte sonora). Este movimento gradualmente espalha-se às partículas de ar adjacentes, cada vez mais longe da fonte sonora.

Dependendo do meio de propagação, o som pode-se propagar a velocidades diferentes. No ar, o som propaga-se a uma velocidade aproximada de 340 m/s. Em líquidos e sólidos a velocidade de propagação é maior (1500m/s na água e 5000 m/s no aço por exemplo).

Uma variação de pressão sonora de 20 µPa (o Pascal(Pa) é a unidade do sistema internacional para medir a pressão) corresponde ao valor médio do limiar de audição humana. Por outro lado uma variação de 100 Pa é suficientemente grande para causar dor. É por isso chamado de limiar da dor. O rácio entre estes dois valores, representativos das extremidades da gama auditiva média do ser humano, é superior a 1 milhão para um.

Com este rácio que resulta da comparação entre o limiar de audição e o limiar da dor, a medição da pressão sonora resulta na manipulação de números demasiado diferentes e grandes. Por outro lado o ouvido humano responde de forma logarítmica e não de forma linear aos estímulos. Quer isto dizer que um estímulo sonoro com o dobro da pressão sonora que outro, não produz o dobro do efeito no ouvido humano.

Desse modo é mais prático expressar os parâmetros acústicos como sendo um rácio logarítmico entre um valor de pressão sonora medida e um valor de pressão sonora de referência (limiar da audição). Este rácio logarítimico é denominado por decibel ou dB. A vantagem da utilização da escala em dB pode ser verificada na imagem em baixo. Aí uma escala linear com uma grande distância entre os seus valores extremos [20 µPA a 100.0.0 µPa] transforma-se numa escala de valores tratáveis e facilmente relacionáveis entre si.

O cuidado a ter na utilização desta escala é não cair no engano que uma pequena diferença de dB significa também uma pequena diferença de energia sonora efetiva, ou ruído. Uma diferença de apenas 3 dB significa o dobro ou metade da energia sonora.

È importante a utilização de proteção auditiva, seja proteção de inserção ou abafador de ruídos, lembre se que o incomodo é temporário, mas a perda auditiva é para sempre, prevenir é melhor do que remediar.

Você faz a utilização de proteção contra ruídos adequadamente?

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 3

O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

Transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV)

A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos que alberguem o HPV.

Diagnóstico

As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos, só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.

Sintomas

A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

Tratamento

O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

Recomendações

* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis; * Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;

* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos; * Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento; * Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade; * Consulte regularmente o médico e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 4

A eletricidade mudou o mundo e a sua vida também. Mesmo sendo indispensável, ela é um perigo cotidiano. É difícil encontrar alguém que nunca tenha apanhado um choque na vida. Praticamente tudo o que usamos precisa de energia eléctrica para funcionar, por isso os acidentes com a eletricidade são tão comuns e merecem a nossa atenção.

Dicas gerais

O uso da energia eléctrica de forma segura e sem desperdício pode melhorar a qualidade de vida, preservar o meio ambiente e reduzir a conta de luz. Ao fazer reparos nas instalações de sua casa, desligue os disjuntores ou a chave geral. Não ligue muitos aparelhos na mesma tomada, com benjamins. Isso pode provocar aquecimento nos fios, desperdiçando energia e podendo causar curto-circuitos. Nunca mexa no interior do televisor, mesmo que ele esteja desligado. Nunca mexa em aparelhos com as mãos molhadas ou com os pés em lugares húmidos. Não coloque facas, garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhos eléctricos ligados. Se tiver crianças em casa, não deixe que elas mexam em aparelhos eléctricos ligados ou que toquem em fios e tomadas. Ao trocar a lâmpada, não toque na parte metálica. Fios mal isolados na instalação podem provocar incêndio, além de desperdiçar energia. Ao queimar um fusível, procure identificar a causa. Após solucionar o problema, substitua o fusível por outro de igual capacidade ou rearme o disjuntor.

O que fazer em caso de acidentes com choque eléctrico

- O choque eléctrico, geralmente causado por altas descargas, é sempre grave, podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cárdiorespiratória. - Acidentes com eletricidade são muito comuns no dia-a-dia e devemos ter muito cuidado, principalmente com as crianças. - A principal medida para evitar os acidentes com o choque elétrico é o estabelecimento de cuidados para evitar o contato com a eletricidade, usando objetos de borracha e tendo atenção com as tomadas e fios sem proteção. - A rede eléctrica é projetada de modo a não oferecer riscos à população. Mas chuvas, ventos, galhos de árvores, colisão em postes e outros acidentes podem quebrar um cabo e deixá-lo pendurado ou caído no chão.

Fios e cabos quebrados

A maior parte da rede eléctrica é desencapada ou não isolada. Alguns cabos e fios têm uma capa que não oferece nenhuma proteção às pessoas. Serve apenas para protegê-los do sol, da chuva e outras intempéries. Na parte mais alta dos postes, ficam as linhas de alta tensão, por onde passam 13.0 volts ou mais. Apenas 15 centímetros de aproximação destas linhas é o suficiente para causar uma descarga eléctrica fortíssima, que pode provocar queimaduras graves, mutilações e até morte. A rede eléctrica é projetada de modo a não oferecer riscos à população. Mas chuvas, ventos, galhos de árvores, colisão em postes e outros acidentes podem quebrar um cabo e deixá-lo pendurado ou caído no chão.

Cuidado: mesmo que falte luz nas casas próximas, não significa que o cabo caído não esteja energizado.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 5

Da mesma forma que organizamos a entrada de alimentos em nosso organismo, teremos que organizar o gasto de energia.

Na verdade, não existem muitas opções para gastarmos energia, uma é o nosso metabolismo basal (que o faz para nos manter vivos, ou seja, se estamos vivendo estamos gastando energia), outra seria através das atividades físicas ou ainda, através de certos tipos de doenças (que na verdade alteram nosso metabolismo basal).

Aliás, antigamente alguns médicos através de fórmulas, induziam seus pacientes a terem algum tipo de doença na qual buscavam o emagrecimento. O que acontecia era o seguinte: sabe-se por exemplo que o paciente com hipertiroidismo emagrecia mais rápido, assim oferecia-se a eles o hormônio tiroidiano, induzindo-o a essa doença. O paciente então, agora, um portador de hipertiroidismo começava a emagrecer, o problema é que depois a doença continuava.

Hoje essa prática é condenada pelo conselho federal de medicina, afinal tem-se um arsenal moderno de fármacos de nova geração que substituem com vantagens essa prática, alguns médicos que usam de manipulações farmacológicas usam desses novos fármacos. É importante lembrar que a atividade física além de possibilitar esse aumento do gasto calórico agrega uma série de benefícios ao organismo humano.

Agora vamos entrar num assunto interessante e polêmico. A manutenção da atividade física. Quando falamos em estarmos fora do peso temos a balança, a fita métrica e o espelho como testemunha, mas e para a atividade física?

A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.

Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.

Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão. A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar. Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

(Parte 1 de 5)

Comentários