Caderno dds novembro

Caderno dds novembro

(Parte 3 de 5)

O que é a coleta seletiva?

A coleta seletiva é o processo de se separar os diversos materiais e encaminhá-los para os locais adequados aonde serão transformados novamente em produtos novos. Porém, para que a reciclagem seja um processo economicamente viável, é necessário toda uma infra-estrutura que vai desde os locais para a coleta até as industrias que farão o processo, apesar de em alguns casos não se necessitar obrigatoriamente de toda esta infra-estrutura. Ao poucos, os empresários estão percebendo que a reciclagem é um ótimo negócio em todos os aspectos, desde ou econômico passando pelo ambiental e o social. Os códigos de cores dos recipientes. Para separar o lixo em categorias de forma a organizar e facilitar a coleta, é utilizado um código de cores para cada recipiente que recebe um determinado material: Amarelo: Identifica todo tipo de metal (ferro, alumínio, cobre, bronze, latão, zinco, etc...). Citando alguns dos materiais que pertencem a esta classe: as latinhas de alumínio, tampas de lata, latas de óleo, conserva etc, sucata, peças de metal, utensilios domésticos, e outros; Azul: Identifica todo tipo de papel. Alguns exemplos são jornais, revistas, papelão, caixas de embalagens, cadernos, cartolina e etc; Vermelho: Identifica todo tipo de plásticos. Alguns exemplos são potes, sacos, garrafas, tampas, plásticos duros, vários tipos de brinquedos e etc; Verde: Identifica todo tipo de vidro. Alguns exemplos são garrafas, frascos, potes, cacos e recipientes em geral. Preto: Em muitos locais esta cor identifica o lixo orgânico, que nada mais é do que comida, restos de vegetais, plantas mortas, aparas de árvores, folhas e etc. O que não pode ser reciclado (por enquanto). Nem todo o lixo pode ser reciclado, pelo menos por enquanto, sendo que estimativas dizem que cerca de 30% do lixo produzido no Brasil não é reciclável. Alguns exemplos de materiais que não podiam ser reciclados, pelo menos até o ano 2000 são: No escritório: Papel carbono, papel de fax, etiquetas e fitas adesivas, fotografias, papéis plastificados, grampos e clipes; Na cozinha: copos de plástico descartáveis, papel parafinado e metalizado; No banheiro: Fraldas descartáveis, papel higiênico e papel toalha; Outros ambientes: Espelhos planos, louça, porcelanas, isopor, espumas, pneus, filtros de ar, cristais.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 1

Todos nós que vivemos “antenados” em tecnologia frequentemente nos esquecemos de que às vezes o progresso e a tecnologia podem trazer grandes desgraças; um exemplo disso é o grande desastre que aconteceu em Bhopal, na Índia, em 1984. Em 3 de dezembro daquele ano, gás venenoso vazou das instalações de uma fábrica de pesticidas da Union Carbide, matando milhares de pessoas, em um desastre frequentemente descrito como o pior acidente industrial da história.

A Union Carbide escolheu Bhopal, uma cidade de 900 mil habitantes para instalar sua fábrica em função de suas ligações com o vasto sistema ferroviário do país. A unidade começou a operar em 1969, produzindo entre outros componentes de pesticidas, o MIC – metilisocianato.

Na noite de 2 de dezembro água começou a se infiltrar em um tanque de armazenamento de MIC – isso provocou a formação de gás que começou a vazar para a atmosfera, porém o alarme somente foi dado cerca de duas horas depois, por volta de meia noite, quando pessoas começaram a sentir os efeitos do envenenamento pelo gás. Houve pânico, e pessoas começaram a morrer imediatamente, não só envenenadas, mas também pisoteadas por outras que tentavam fugir.

Nunca se soube o número exato de vítimas; a Union Carbide falava em 3.800 mortos, mas a prefeitura da cidade dizia terem sido recolhidos 15.0 corpos, além das 50.0 pessoas que ficaram inválidas ou desenvolveram doenças crônicas por terem aspirado o gás. Independentemente dos números, todos os indícios apontavam como culpados a Union Carbide e o governo indiano, seu sócio na fábrica, principalmente por negligência, pois apesar da extrema volatilidade e toxicidade dos produtos químicos em uso na fábrica, não estavam previstas medidas de segurança ou prevenção, que haviam sido deixadas de lado como forma de economia.

Trabalhadores que apontaram problemas foram demitidos, alarmes estavam desligados há anos, os tanques de armazenagem estavam sobrecarregados, a manutenção preventiva negligenciada, enfim, um desastre anunciado, causado pelo desleixo e pela ganância. A Union Carbide, considerada a principal responsável, pagou indenizações estimadas em 15% dos prejuízos (seguros de vida, tratamentos de saúde, etc.). Seu principal executivo, Warren Anderson, foi acusado por homicídio pela justiça indiana, porém simplesmente desapareceu – o governo americano não demonstrou nenhuma disposição em entrega-lo à justiça. Investigadores do Greenpeace, que têm mantido um interesse ativo no caso, encontraram

Anderson, em 2002, vivendo confortavelmente numa região elegante dos Estados Unidos.

A Union Carbide foi adquirida pela Dow Corporation em 2001; esta recusou-se a assumir qualquer responsabilidade pela tragédia, argumentando que a dívida já havia sido paga através de vários acordos extrajudiciais. As vítimas sobreviventes continuam a lutar com problemas de saúde: dificuldades respiratórias crônicas, problemas de visão, aumento da incidência de câncer e defeitos congênitos. O meio ambiente permanece contaminado. O que se espera é que a tragédia nos sirva como alerta, no sentido de que cuidados com a segurança são sempre necessários e não devem ser deixados de lado por questões financeiras.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 12

O problema do açúcar, em especial o refinado, é que ele é 100% caloria, sem valor nutricional. Quando consumido regularmente em grande quantidade ou puro, ele deflagra uma série de reações bioquímicas que podem levar à obesidade, e esta, à hipertensão, ao diabetes e até a alguns tipos de câncer. Isso é sabido pela medicina há muitas décadas. O que existe de novo no estudo do metabolismo do açúcar no corpo vem da medição exata de como outros alimentos podem produzir os mesmos efeitos adversos do doce pó branco.

O consumo de açúcar causa automaticamente aumento de glicose no sangue? Alimentos com alto teor de açúcar, além de ser calóricos, promovem, sim, um aumento rápido dos níveis de glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia para o corpo humano. Ela é obtida a partir principalmente dos carboidratos – grupo do qual o açúcar faz parte. A glicose só pode ser utilizada pelas células, onde se transforma em energia, na presença do hormônio insulina. Pessoas com sobrepeso, obesidade ou predisposição genética estão mais propensas a desenvolver resistência à insulina. Uma descoberta recente explica as razões: a gordura em excesso funciona como uma glândula produtora de hormônios que desregulam o apetite, como a leptina, a resistina e a adiponectina. A resistência à insulina caracteriza-se pela dificuldade das células do organismo em reconhecer o hormônio, o que pode levar ao acúmulo de glicose no sangue e, conseqüentemente, a uma produção exagerada de insulina. O açúcar de açucareiro não é o único alimento responsável por elevar as taxas de glicose no sangue. Na década de 80, a ciência da nutrição desenvolveu um instrumento, batizado de índice glicêmico, ou IG, capaz de medir a velocidade com que cada alimento aumenta os níveis da glicemia. Depois surgiu outra ferramenta ainda mais prática, a carga glicêmica, ou CG, que avalia as alterações na glicemia causadas por uma determinada porção do alimento.

Todos os alimentos que contêm açúcar elevam os níveis de glicose na mesma proporção?

Os alimentos que contêm carboidratos aumentam a glicemia, sem exceção. Entre eles, estão até mesmo os insuspeitos hortaliças e grãos. O impacto dos diversos alimentos sobre as taxas de glicose sanguínea, no entanto, é variável (veja tabelas). Depende da velocidade com que essas comidas são digeridas. Quanto mais rápido, maior é o pico glicêmico. Dentre os fatores que alteram esse índice estão a presença ou não de gordura, fibras insolúveis e proteínas, a forma de preparo e a combinação desses itens com outros à mesa. Por exemplo: a batata cozida apresenta carga glicêmica maior que a da batata frita, porque é isenta de gordura. A mesma batata cozida terá teor glicêmico menor se consumida com casca ou acompanhada de uma fonte de proteína, como um bife. O macarrão feito à base de trigo refinado tem carga glicêmica maior que a versão integral da massa bem cozida. Esta, por sua vez, terá carga glicêmica maior, se comparada com o macarrão integral servido al dente (pouco cozido).

O açúcar causa diabetes? O consumo exagerado de açúcar é parte de uma série de fatores que provocam a doença. Ele é talvez um atalho, o caminho mais rápido para a obesidade, que abre a porta para a resistência insulínica e para o diabetes. Sem que possa ser usada adequadamente pelas células para produzir energia, a glicose mantém-se na corrente sanguínea, obrigando o pâncreas, órgão no qual se localizam as células responsáveis pela produção de insulina, a secretar quantidades cada vez maiores da substância. Caso esse processo seja experimentado pelo organismo por muitos anos, a instalação do diabetes é quase inevitável. Ainda assim, as pessoas com blindagem genética à doença podem viver muitos e muitos anos sem que seu organismo acuse o golpe do abuso de açúcar na dieta. Essa blindagem pode ser reproduzida, mesmo em pessoas com diabetes, com o auxílio de medicamentos. Assim, com a doença sob controle, alguns diabéticos podem ocasionalmente comer doces sem maiores danos ao organismo.

Quais são os melhores substitutos do açúcar refinado, fora os adoçantes? A Organização

Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de açúcar refinado não ultrapasse 10% do consumo diário total de calorias. Isso equivale, numa dieta de 2.0 calorias diárias, a quatro colheres de sopa rasas, aproximadamente. Essa porção inclui tanto a colherinha que adoça o cafezinho de manhã quanto o açúcar usado na receita do bolo ou na do molho de tomate. Por isso, se o objetivo é reduzir calorias e obter um sabor mais próximo ao do açúcar, uma opção é o açúcar light, que mistura o alimento refinado e adoçante. O açúcar refinado também pode ser substituído pelo mascavo ou por mel. A vantagem é que, enquanto o açúcar refinado não contém vitaminas nem sais minerais, o mascavo e o mel possuem. A desvantagem é que, como eles apresentam um poder edulcorante menor, as pessoas são tentadas a usá-los em maior quantidade.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 13

destes ou daqueles acidentes - irão de alguma forma contribuir para a redução no geral

Embora a área de prevenção de acidentes tenha nos últimos anos passado por grande evolução existem ainda alguns pontos e algumas questões que carecem de revisão ou atenção. Sem dúvida alguma a questão do ATO INSEGURO está entre estas. Por detrás deste termo oculta-se um universo de situações registradas obscuramente e quase sempre com o objetivo de definir e transferir a culpa para o acidentado. Do ponto de vista ético o uso inadequado do ATO INSEGURO é uma lacuna vergonhosa na história da prevenção de acidentes e que contribuiu demais para que muitos segmentos sociais vejam o SESMT com maus olhos.Não bastasse isso um outro grande problema gerado pelo mal uso diz respeito a impossibilidade de gerarmos - a partir da caracterização equivocada das causas dos acidentes - programas capazes de fazer frente as reais causas dos acidentes. Claramente falando fica evidente que as medidas tomadas para evitar novos acidentes - a partir das clássicas investigações - não são mais do que panacéias visto que não sabendo a real causa certamente tudo que fizermos para corrigi-la será inócuo. Diante disso algumas pessoas podem alegar que mesmo assim seus programas de segurança apresentam resultados. Com certeza isso é verdade - em especial porque a grande maioria destes programas diz respeito ao comportamento - e mesmo que não atinjam diretamente as causas Poderíamos chamar isso de prevenção de acidentes no "atacado" , mas gostaríamos de lembrar que a investigação inadequada ou tendenciosa pode - digamos assim - levar a acidentes mais graves no "varejo". Particularmente e pela experiência temo muito estes programas muito amplos que não contemplem atenção especial a situações especificas.

Penso que muitos deles conduzam a "sensação de ambiente seguro" - ficando apenas na sensação. A realidade mostra casos de muitas empresas - algumas delas com tradição em prevenção de acidentes - onde registraram-se a ocorrência de seqüenciais acidentes graves mesmo estando dentro de poderosos e famosos programas de segurança.Um ponto importante que também deve ser discutido diz respeito ao direito do acidentado de conhecer a verdade sobre os fatos. Neste ponto há uma mistura das mais complexas de ignorância, medo e culpa. Durante todos estes anos tentei entender ou compreender o que vai dentro de uma pessoa que tendo perdido uma parte de seu corpo ainda tenha que de alguma forma assumir que o fato ocorreu por sua vontade e ação pura e simplesmente. Penso que neste ponto estamos diante de uma das questões mais complexas do universo da infortunística laboral e de uma imensa divida social.

EXISTE ATO INSEGURO ? Com certeza sim. A própria natureza humana e a capacidade de escolher ou criar inerente ao ser humano acabam por possibilitar que certas atitudes impliquem em alguma forma de insegurança. No entanto para chegarmos até esta conclusão precisamos levar em consideração uma série de fatores. Um erro, uma falha, uma atitude pura e simplesmente não podem por si caracterizar um ato inseguro. Por detrás do AGIR há muitos fatores que podem e DEVEM ser analisados. Ato inseguro - na concepção mais justa da coisa - é uma conduta a partir de uma decisão, escolha ou opção que desnecessariamente conduzam a ocorrência de um acidente ou contribua direta ou indiretamente para que ele ocorra.Vejam bem que as palavras ESCOLHA OU OPÇÃO ou DESNECESSARIAMENTE são de suma importância nesta definição. Não há coisa mais simples no mundo prevencionista do que atribuir a culpa ao trabalhador. E como já foi dito acima - embora culpa não seja a palavra mais adequada - ocorrem sim acidentes cujas causas estão diretamente relacionadas a atitude do acidentado. Mas tenham certeza de que elas são muito mais raras do que indicam tantas e muitas estatísticas que vemos por toda parte.Antes de chegarmos pura e simplesmente ao momento do acidente - ponto este que a maioria dos prevencionistas utiliza para realizar sua investigação e análise, precisamos entender uma série de coisas. A primeira delas diz respeito a DECISÃO, ESCOLHA OU OPÇÃO.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 14

Hoje, mais do que uma roupa, o uniforme é visto, não só pelos empresários mas também por seus clientes, como uma forma de comunicação, um diferencial responsável pela identificação de uma empresa.

O uniforme transformou-se em um cartão de visitas, e, para muitos clientes, sinônimo de confiança e até de higiene em alguns segmentos de mercado. Mas a importância do uniforme vai além de uma boa comunicação, pois os empresários brasileiros já começaram a perceber que a relação custo/benefício na compra de uniformes para o funcionário é favorável às empresas.

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