Caderno dds novembro

Caderno dds novembro

(Parte 4 de 5)

Os benefícios que seu uso traz são diversos e vão desde o conforto e economia de tempo e dinheiro para o funcionário à adequação do ambiente de trabalho que reflete bom gosto e respeito pelos clientes. A roupa profissional tornou-se sinônimo de praticidade, modernidade, conforto, segurança, durabilidade e, atualmente, é um componente que contribui para estimular a auto-estima dos funcionários e divulgar a imagem e a marca da empresa.

O uniforme que antigamente servia apenas para padronizar, hoje constitui mais um elemento à disposição das empresas que procuram diferenciais para marcar sua imagem. É certo, também, que os uniformes estão passando por uma revolução, e aqueles modelos tradicionais estão dando lugar a trajes mais elaborados e fashion, felizmente hoje em dia estão cada vez mais adaptados as tendências da moda e principalmente estão sendo criados modelos que além de práticos, são visualmente estéticos e alinhados.

Quando uma empresa decide adotar um uniforme, deve-se estar atento para a praticidade do uso do mesmo, deve-se observar a facilidade e comodidade no uso diário do mesmo, e também as cores que serão utilizadas; para que o mesmo não se torne extremamente cansativo para quem usa, e também para os clientes da empresa.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 15

A luva é um equipamento de proteção individual, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Norma Regulamentadora 6 (NR 6), da Portaria 3.214, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.O uso de luvas exige treinamento., assim como de qualquer tipo de equipamento de proteção, para poder se tornar uma barreira de proteção ao trabalhador.

A decisão da escolha da luva deverá ser determinada por uma avaliação de risco criteriosa, devendo levar em consideração a natureza do risco, o(s) agente(s) de risco, o tipo de atividade ou ensaio a ser executado, além de considerar a resistência química específica do material assim como da razão de permeabilidade e tempo de rompimento. Esta decisão deve ser tomada pelo chefe, ou responsável pelo Laboratório ou Departamento. Atividades laboratoriais, como por exemplo a manipulação de agentes de risco químico, muitos ácidos, solventes e outros líquidos são capazes de causar danos à pele, como por exemplo dermatites e alergias de contato. Atividades onde haja a necessidade de proteção das mãos contra o fogo, fagulhas, metais fundidos e raspas a utilização de luvas de couro, cromadas e estanhadas deve ser considerada.

As luvas de trabalho de algodão ou tecido devem ser utilizadas para a proteção contra a poeira, abrasão, frio e raspas. O uso de luvas de malhas metálicas para proteção contra materiais cortantes. O trabalho com animais silvestres ou com primatas muitas vezes exigem a utilização de luvas de raspas de couro, para proteger o trabalhador de mordidas e arranhões, muito comuns no manuseio destas espécies.

As luvas de látex descartáveis tem resistência limitada a maioria dos produtos químicos perigosos usados em laboratórios. Não devem ser utilizadas em operações onde acontaminação química é prevista e deva ser imediatamente retirada das mãos por lavagem.

Luvas mais resistentes incluem borracha natural, neoprene, nitrílicas, butílicas, Viton e cloreto de polivinila. A escolha das luvas é complexa na medida que existem no mercado diversas marcas de plásticos e borrachas, cada uma com diferentes propriedades. Não existe entretanto o material resistente a todos os tipos de exposição. Uma marca pode resistir a terebentina, mas poderá não resistir ao xileno, enquanto com outra pode acontecer o inverso. Outras luvas apesar de grande resistência a um determinado líquido podem permitir a passagem da substância na fase vapor. A penetração por vapores é mais difícil de ser detectada e a luva pode mesmo manter suas características aparentes.

Lembre-se que a penetração dos agentes de risco geralmente aumenta com o decréscimo da espessura e conseqüentemente com o aumento da porosidade da luva, quando mais concentrada a solução maior a velocidade da penetração e que o calor e a abrasão afetam negativamente o desempenho da luva. As recomendações do fabricante com a natureza dos componentes da luva e a ficha de segurança do produto devem sempre ser utilizadas na escolha do material e podem ser obtidas com o fabricante.

Existem alguns cuidados que devem ser lembrados no momento do uso das luvas: é importante que estas se encaixem corretamente nas mãos, portanto elas devem ser do tamanho correto às mãos do usuário.

O desempenho da luva é dependente de diversos fatores incluindo: — a resistência da luva a penetração por uma substância em particular;

— a composição química da luva;

— o grau de concentração da solução;

— efeitos abrasivos dos materiais manipulados;

— temperatura;

— tempo de uso. As tabelas a seguir descrevem algumas categorias gerais de resistência das luvas que servirão de norte no momento da escolha.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 16

São as iniciais do Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais - PPRA. Trata-se de uma legislação federal, especificamente a Norma Regulamentadoras no 09, emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego no ano de 1994.

Estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, frente aos riscos dos ambientes de trabalho.

Para efeito do PPRA, os riscos ambientais são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração, intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.

A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Não importa grau de risco ou a quantidade de empregados. Assim, tanto um condomínio, uma loja ou uma refinaria de petróleo, todos estão obrigados a ter PPRA, cada um com suas próprias características e complexidade.

São legalmente habilitados os Técnicos de Segurança, Engenheiros de Segurança e Médicos do Trabalho.

O PPRA é um programa de ação contínua, não é um documento. Já o documento-base gerado quando de sua elaboração e as ações que compõem o programa podem ser solicitados pelo Fiscal. Caso a empresa possua o documento-base e não existam evidencias de que esteja sendo praticado, o Fiscal entenderá que o programa NÃO EXISTE.

2) O QUE É O PCMSO ?

São as iniciais do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Trata-se de uma legislação federal, especificamente a Norma Regulamentadoras no 07, emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego no ano de 1994.

QUAL O OBJETIVO DO PCMSO O PCMSO monitora por anamnese e exames laboratoriais a saúde dos trabalhadores. Tem por objetivo identificar precocemente qualquer desvio que possa comprometer a saúde dos trabalhadores.

O QUE DEVE SER FEITO PRIMEIRO, O PPRA OU O PCMSO ? O objetivo do PPRA é levantar os riscos existentes e propor mecanismos de controle. Os riscos NÃO ELIMINADOS são objeto de controle pelo PCMSO. Portanto, sem o PPR não existe PCMSO, devendo ambos estarem permanente ativos.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 17

O pó é constituído por partículas geradas mecanicamente, resultantes de operações tais como: manuseio de minérios, limpeza, corte e polimento de peças.

A maior porcentagem de partículas arrastadas pelo ar, na forma de pó, tem menos de 1 mícron (mícron - milésima parte do milímetro).

As partículas de tamanho inferior a 5 micra, são as que oferecem maior risco, por constituírem a chamada fração respirável.

As partículas de tamanho superior a 5 micra maior tamanho sedimentam no ar e não são comumente inaladas.

O pó inorgânico de maior importância do ponto de vista da saúde ocupacional é a sílica livre cristalizada, que é achada em grandes quantidades na crosta terrestre formando parte de rochas, minérios, areias, etc.

Um ambiente de trabalho poeirento pode produzir uma situação de risco aos trabalhadores expostos e, considerando os efeitos da poeira sobre o organismo humano, recomenda-se a eliminação deste risco atuando em três pontos:

1 - Sobre a geração, com o objetivo de impedir sua formação, por exemplo:

emprego de métodos úmidos; enclausuramento do processo; ventilação local através da exaustão; e manutenção. (ex. despoeiramento da sinterização).

2 - Sobre o meio pelo qual se difunde, para impedir que se estenda e atinja níveis perigosos no ambiente de trabalho, por exemplo:

limpeza; ventilação geral exaustora ou diluidora; aumento de distância entre o foco e receptor. (ex. vedação do prédio de britagem e peneiramento de coque).

3 - Sobre o receptor: protegendo o trabalhador para que a poeira não penetre em seu organismo e orientando-o sobre os cuidados necessários, treinamento e educação, limitação do tempo de exposição, equipamento de proteção individual, exames médicos pré-funcional e periódicos. (ex. uso adequado do respirador para pós e névoas que deve ser usado como complementação de medidas de controle ao nível de pessoal).

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 18

Excesso de luz é um problema comum nas empresas e nos escritórios. Muita luz, no entanto, não significa luz adequada. Pelo contrário, pode atrapalhar e gerar uma sensação de desconforto.

O limite mínimo também deve ser observado. A iluminação da área de trabalho deve apresentar, no mínimo, 500 luxes, o que é fiscalizado pelo Ministério do Trabalho. Além da iluminação geral, algumas atividades exigem uma iluminação mais pontual na mesa de trabalho (desklight).

O excesso da luz solar deve ser controlado com cortinas e persianas. Há uma tendência em se aproveitar a luz natural, sempre complementando-a com a iluminação artificial.

Ao longo do dia, as pessoas têm necessidades diferentes - normalmente decrescentes - de iluminação. Identificar essa variação pode ajudar no rendimento do trabalho. Iluminação com cores diferentes torna o ambiente de trabalho menos monótono, causando uma sensação de bem-estar.

Também é possível utilizar recursos de iluminação em paredes, para torná-las mais aconchegantes.

O computador nunca deve receber a luz natural da janela diretamente na tela. O ofuscamento prejudica a concentração e a saúde.

Pesquisa feita nos Estados Unidos demonstrou que aqueles que ficavam perto de janelas tinham 23% menos queixa de dor nas costas, dor de cabeça e exaustão.

Remova lâmpadas onde há mais luz do que o necessário, mas certifique-se de manter uma iluminação boa em locais de trabalho para não prejudicar seu desempenho ou evitar acidentes (áreas com máquinas).

Realizando a limpeza de paredes, tetos e pisos e utilizar cores claras no ambiente de trabalho e estudo, melhoram a iluminação do local e você se sentirá mais confortável e disposto no seu local de trabalho.

DIALOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA TEMA 19

Antes de cada uso, a cinta deverá ser inspecionada quanto a manutenção da sua integridade (manutenção da condição original), para assegurar que permanece oferecendo segurança na utilização. Nunca utilizar uma cinta sem a etiqueta de identificação ou, apresentando agressões acentuadas decorrentes do uso excessivo ou inadequado. Na dúvida, não utilize a cinta e encaminhe imediatamente ao Responsável Qualificado para que seja feita uma inspeção mais criteriosa. Durante o uso, diversas inspeções rápidas deverão ser feitas, no sentido de identificar danos “ocultos por excesso de sujeira”, que podem afetar o uso seguro e continuado da cinta têxtil. Essas verificações deverão se estender a todos os encaixes e acessórios de suspensão, usados em conjunto com a cinta. Se houver dúvida quanto à adequação para uso ou, se a etiqueta de identificação for perdida ou se tornar ilegível, a cinta deverá ser retirada de serviço e encaminhada para inspeção do Responsável Qualificado.

ATENÇÃO: É proibido o uso da cinta sem a etiqueta de identificação azul (que garante a rastreabilidade estabelecida na norma NBR-15637).

Existem 2 tipos básicos de inspeção: Antes de cada uso e periódica. A inspeção antes de cada uso é fundamental para garantir que a cinta mantenha-se em suas condições originais, sem cortes. A inspeção periódica tem uma frequência definida pelo “SESMT” da empresa ou “Responsável Qualificado” (conforme definido pela norma brasileira) da equipe usuária de cintas, devendo ser uma inspeção mais aprofundada, com registro formal de sua ocorrência (conforme definido na Portaria 3214 – MTE – NR 1 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais) e realizada pelo Responsável Qualificado.

Quando você deve fazer a troca das cintas

Cinta plana, apresentando acentuada “abrasão”: Mesmo que os fios externos não cheguem a se romper, podem atingir um ponto de desgaste que diminui o coeficiente de segurança da cinta, tornando seu uso precário à segurança.

Corte no sentido longitudinal: Pode ocorrer quando a cinta têxtil for utilizada em contato com área não plana da carga. Se ocorrer corte no sentido longitudinal, a cinta deverá ser retirada de uso e providenciado o descarte seguro, cortando o produto em várias partes menores para garantir que não será reutilizada.

Corte no sentido transversal: Pode ocorrer quando a cinta têxtil sofrer tensão desequilibrada ou, contato com cantos vivos, agudos e/ou abrasivos. Se ocorrer corte no sentido transversal, a cinta deverá ser retirada de uso e providenciado o descarte apropriado.

Corte em cinta tubular: Pode ocorrer quando a cinta for utilizada em contato com área não plana da carga. A tolerância à continuidade de uso de cinta tubular com estes cortes, ocorrerá apenas se o corte não atingir o núcleo da cinta (cordões internos), ficando restrito apenas na “capa” do produto. Em caso de dúvidas na inspeção, enviar o produto para inspeção do fabricante.

Acessórios (Ferragens): Controlar o estado das ferragens em todos os seus componentes, tais como travas, pinos etc. Controlar o desgaste nas paredes das peças e alargamento “plástico” causado por sobrecarga. Considerar entre outras características: alongamento interno e externo, amassamento nos elos ou cabo, danos mecânicos, deformação visual, desgaste por arraste ou corrosão, entalhamento, torção etc. Especificamente para os “ganchos”, devem ser retirados de uso quando a abertura da “boca” tenha uma deformação superior a 10%, ou, apresentar desgaste nas paredes superior a 5% ou, apresentar trincas/rachaduras. Também deverá ser imediatamente substituído se apresentar dobras laterais (identificado quando o encaixe da trava de fixação ficar “fora de centro”). As manilhas de suspensão devem assentar-se corretamente no gancho de içamento.

Rachadura da superfície: Sob uso normal, podem surgir rachaduras nas fibras de superfície. Isso é comum e seu efeito é mínimo. Entretanto, os efeitos são variáveis e, à medida que o processo aumenta, pode ocorrer uma perda na capacidade da carga de trabalho. Qualquer rachadura substancial deverá ser examinada criticamente. A abrasão local/pontual (diferentemente daquela decorrente de uso geral) pode ser provocada por bordas agudas enquanto a cinta esteja sob tensão, podendo provocar perda significativa de resistência mecânica.

(Parte 4 de 5)

Comentários