Caderno de Psicologia da Educação

Caderno de Psicologia da Educação

(Parte 1 de 6)

Psicologia da Educação

CURITIBA 2012

2 Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

Psicologia da Educação

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLCA Dilma Roussef

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Aloízio Mercadante

Diretor João Carlos Teatini de Souza Lima

Reitor Zaki Akel Sobrinho

Vice-Reitor Rogério Andrade Mulinari

Pró-Reitora de Graduação - PROGRAD Maria Amélia Sabbag Zainko

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação - PRPPG Sérgio Scheer

Pró-Reitora de Extensão e Cultura - PROEC Elenice Mara Matos Novak

Pró-Reitora de Gestão de Pessoas - PROGEPE Laryssa Martins Born

Pró-Reitor de Administração - PRA Paulo Roberto Rocha Krüger

Pró-Reitora de Planejamento, Orçamento e

Finanças - PROPLAN Lucia Regina Assumpção Montanhini

Pró-Reitora de Assuntos Estudantis - PRAE Rita de Cássia Lopes

SETOR DE EDUCAÇÃO Diretora Andrea do Rocio Caldas

Vice-Diretora Deise Cristina de Lima Picanço

Coordenador do Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental Américo Agostinho Rodrigues Walger

Coordenador de Tutoria Lezyane Silviera Daniel

Revisão Textual Altair Pivovar

Coordenadora EaD - UFPR e UAB Marineli Joaquim Meier

Coordenadora Adjunta UAB Gláucia Brito

Coordenadora de Recursos Tecnológicos Sandramara Scandelari Kusano de Paula Soares

Produção de Material Didático CIPEAD

Coordenação de Integração de Políticas de Educação a Distância - CIPEAD

Foto da capa - http://www.sxc.hu/photo/ 1191196

CIPEAD Fone: (41) 3310-2657

Coordenação do Curso de Pedagogia Fone:(41) 3360 5139

Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

Contatos

Praça Santos Andrade, 50 Térreo 80020-300 Curitiba PR Fone: (41) 3310-2657 e-mail: cipead@ufpr.br w.cipead.ufpr.br

Setor de Educação

Rua General Carneiro, 460 2º andar 80060-150 Curitiba PR

Fone:(41) 3360 5141 3360 5139 e-mail:pedagogiaEAD@ufpr.br w.educacao.ufpr.br

Foto da capa - http://www.sxc.hu/ photo/1191196

Psicologia da Educação

Prezado Aluno,

A Psicologia da Educação pode ser considerada como o campo científico que toma como objetivos a compreensão, a explicação, a previsão e a modificação dos fenômenos educativos. A Psicologia da Educação ganha identidade própria por volta do fim do século XIX e início do século X em diversos países. Os conteúdos que a compõem surgem, por um lado, da aplicação dos conhecimentos e das explicações das diferentes correntes teóricas da Psicologia ao âmbito educacional, e, por outro lado, dos estudos específicos das diferentes situações educativas.

Até meados da década de 50 do século X, predominou a aplicação dos conhecimentos gerados pela Psicologia em consultórios terapêuticos e laboratórios universitários. Destacam-se, por exemplo, as tentativas de estender à escola os princípios e leis da aprendizagem elaborados com os resultados de estudos realizados em sua maioria com animais em laboratórios.

Por volta da década de cinquenta, e principalmente em anos posteriores, essa visão da Psicologia da Educação como aplicação direta da Psicologia geral se modificou em função da compreensão das especificidades do espaço escolar. O ambiente escolar, os professores, os alunos e suas características e funcionamento passaram a ser objeto de estudos.

Neste volume sobre Psicologia da Educação, você encontrará um pouco de Psicologia aplicada à educação e um pouco de pesquisa específica realizada na escola.

Na Unidade 1 discutem-se alguns dos principais conceitos da teoria piagetiana do desenvolvimento cognitivo e suas implicações para a educação. Empreende-se nesta discussão um movimento que parte da ação pedagógica para a reflexão teórica. A Unidade 2 enfoca a teoria histórico-cultural de Vygotsky e sua importância na compreensão do papel da escola e do professor para o desenvolvimento psicológico humano. A Unidade 3 aborda as contribuições da teoria behaviorista para a educação. Após uma apresentação geral do que é o behaviorismo, são trabalhadas as principais ideias de dois dos maiores expoentes dessa corrente psicológica. Skinner e Bandura desenvolveram estudos sobre aprendizagem e formação de hábitos que apresentaram resultados extremamente úteis para os professores na sociedade atual. As diferenças entre aprendizagem por meio de reforços e por meio de punições, a formação de hábitos de estudo e a influência dos meios de comunicação sobre o comportamento

Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR agressivo são temas discutidos nesta unidade.

A Unidade 4 trata da contribuição de alguns conceitos básicos da psicanálise para o campo educacional. Optou-se por discutir o conceito de pulsão e a sua vinculação à sexualidade humana. Também abordam-se a relação entre a pulsão e os modos de defesa na latência e na adolescência, por entender-se que essa discussão auxilia os professores a conhecer o impacto da sexualidade, de acordo com os pressupostos freudianos, nos seus alunos.

Profª Clara Brener Mindal

Profª Tamara da Silveira Valente Profª Tania Stoltz

Psicologia da Educação

1 DISCIPLINA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

2 CÓDIGO EDP- 036

3 CARGA HORÁRIA TOTAL 120 HORAS 3.1 CARGA HORÁRIA PRESENCIAL 3.1.1 Com Professor formador: 12 horas 3.1.2 Com o tutor presencial no Polo: 12 horas

3.2 CARGA HORÁRIA À DISTÂNCIA

Noventa e seis (96) horas de estudos com orientação presencial e a distância dos tutores do polo presencial e/ou tutores da UFPR. Estes estudos incluem a participação em fóruns, chats e outros espaços virtuais.

4 EMENTA

Histórico, conceito e objeto. Teoria do desenvolvimento psicológico do ser humano e suas implicações educacionais: perspectivas psicanalíticas e cognitivistas. Concepções teóricas contemporâneas sobre o processo de aprendizagem e suas implicações para a atividade docente: enfoques behaviorista, humanista e cognitivista.

Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

5 OBJETIVOS 5.1 OBJETIVO GERAL

Promover a compreensão dos processos psicológicos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e sua relação com o desenvolvimento humano, e das principais abordagens teóricas da Psicologia da Educação.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Reconhecer a importância do conhecimento científico sobre o processo de ensino e aprendizagem.

Conhecer os postulados básicos das principais teorias contemporâneas acerca do processo de ensino e aprendizagem.

Compreender as principais contribuições de teorias sobre o desenvolvimento psicológico para a aprendizagem escolar.

Refletir sobre as possibilidades de aplicação à prática pedagógica dos postulados teóricos estudados sobre o papel do educador no processo de ensino e aprendizagem.

6 PROGRAMA

UNIDADE 1

1 O CONSTRUTIVISMO PIAGETIANO 1.1 COMO AS PESSOAS APRENDEM, PARA PIAGET. 1.2 FATORES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO.

1.3 A CONSTRUÇÃO DAS ESTRUTURAS DO CONHECIMENTO.

UNIDADE 2 2 A PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL DE VYGOTSKY 2.1 O HOMEM COMO SER HISTÓRICO.

2.2 COMO AS PESSOAS APRENDEM?

Psicologia da Educação

UNIDADE 3 3 CONTRIBUIÇÕES DO BEHAVIORISMO PARA A EDUCAÇÃO 3.1 O QUE É O BEHAVIORISMO?

3.2 PRIMEIRA GERAÇÃO DE BEHAVIORISTAS: COMPORTAMENTO REFLEXO E APRENDIZAGEM INSTRUMENTAL.

3.3 SEGUNDA GERAÇÃO DE BEHAVIORISTAS: CONDICIONAMENTO OPERANTE.

3.4 TERCEIRA GERAÇÃO DE BEHAVIORISTAS: APRENDIZAGEM SOCIAL DO COMPORTAMENTO.

UNIDADE 4

4 CONTRIBUIÇÕES DE ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DA PSICANÁLISE PARA O CAMPO EDUCACIONAL.

7 ORIENTAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA 7.1PROCEDIMENTOS PARA LEITURA E ANÁLISE DOS TEXTOS

Para que você aproveite ao máximo o material teórico, indicamos os seguintes passos para sistematização e estudo. Na medida do possível, utilize-o habitualmente.

Faça uma primeira leitura, buscando uma visão do conteúdo como um todo. Releia o texto, anotando palavras ou expressões desconhecidas, e sublinhe as ideias centrais. Leia novamente e procure entender a ideia principal, que pode estar explícita ou implícita no texto. Localize e compare as ideias entre si, procurando semelhanças ou diferenças. Interprete as ideias, tentando descobrir conclusões a que o autor chegou.

Elabore uma síntese/resumo/apreciação crítica.

8 AVALIAÇÃO

8.1 Atividades presenciais com 75% de frequência (aula na UFPR e tutoria no polo). 8.2 Atividades e exercícios sobre os textos e materiais de apoio. 8.3 Atividades como fóruns, pesquisa, produção de textos e outras que o professor considerar. 8.4 Leituras complementares indicadas, com registro de análise crítica. 8.5 Exercícios de autoavaliação com produção de conhecimento. 8.6 Prova presencial ao término de pelo menos 75% das atividades realizadas.

10 Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

Psicologia da Educação

1 O CONSTRUTIVISMO PIAGETIANO
1.1 COMO AS PESSOAS APRENDEM, PARA PIAGET?
1.2 FATORES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
1.3 A CONSTRUÇÃO DAS ESTRUTURAS DO CONHECIMENTO
REFERÊNCIAS
2 A PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL DE VYGOTSKY
2.1 O HOMEM COMO SER HISTÓRICO
2.2 COMO AS PESSOAS APRENDEM?
REFERÊNCIAS
3 CONTRIBUIÇÕES DO BEHAVIORISMO PARA A EDUCAÇÃO
3.1 O QUE É BEHAVIORISMO?
RESPONDENTE E APRENDIZAGEM INSTRUMENTAL
3.2.1 Comportamento reflexo ou respondente: Pavlov
3.2.2 Aprendizagem instrumental: Thorndike
3.3 SEGUNDA GERAÇÃO DE BEHAVIORISTAS: CONDICIONAMENTO OPERANTE
3.3.1 O condicionamento operante: Skinner
3.3.2 Aumentar ou manter um comportamento: reforços
3.3.3 Diminuir um comportamento: punição e extinção operante
3.3.4 Modelagem e esquemas de reforçamento
3.3.5Implicações educacionais dos estudos de Skinner
COMPORTAMENTO
3.4.1 A Teoria da Aprendizagem Social de Bandura
3.4.2 A Teoria Cognitivo-Social da Aprendizagem de Bandura
REFERÊNCIAS

SUMÁRIO 3.2 PRIMEIRA GERAÇÃO DE BAHAVIORISTAS: COMPORTAMENTO REFLEXO OU 3.4 TERCEIRA GERAÇÃO DE BEHAVIORISTAS: APRENDIZAGEM SOCIAL DO

PARA O CAMPO EDUCACIONAL
REFERÊNCIAS

4 CONTRIBUIÇÕES DE ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DA PSICANÁLISE

12 Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

Psicologia da Educação

UNIDADE 1

14 Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR

Psicologia da Educação

1 O CONSTRUTIVISMO PIAGETIANO

Um dos teóricos mais importantes do desenvolvimento psicológico é o biólogo e psicólogo suíço Jean Piaget (1886 - 1980). Sua teoria merece destaque por seu rigor científico, vasta produção científica e por suas implicações no campo da educação. Piaget desenvolveu inúmeras pesquisas em diferentes lugares do mundo, contando com o uso do método clínico (DELVAL, 2002). O construtivismo piagetiano entende o desenvolvimento psicológico humano a partir de construções que se estabelecem de um nível inferior a um nível superior e são desencadeadas pela interação do sujeito com o meio físico e social. A teoria de Piaget é construtivista porque ele estuda essas construções ou mudanças que ocorrem no desenvolvimento cognitivo ao longo da vida e os mecanismos que explicam essas transformações. A partir da década de 1960, com os estudos sobre a causalidade, a característica construtivista da teoria de Piaget começa a ficar mais marcante, porque ele passa a precisar melhor o papel do objeto no processo de construção do sujeito.

FIGURA 1 - JEAN PIAGET FONTE: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jean_Piaget.jpg

Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR 1.1 Como as pessoas aprendem, para Piaget?

impaciente, diz: “O que é Carlos? Já começa cedoNão posso nem começar
O professor continua com a “explicação”Depois de ter lido e repetido o

Segunda-feira, 7h30 da manhã, aula de história na 8ª série A. O professor saúda os alunos. Pede para pegarem o caderno e copiarem o que está escrevendo no quadro. Os alunos reclamam. O professor diz que depois irá explicar tudo o que está no quadro. O professor começa a escrever compulsivamente no quadro, enchendo-o com tópicos referentes à Revolução Russa. Os alunos estão inquietos, mas o professor continua virado para a lousa. Depois de aproximadamente 20 minutos de cópia, o professor pára, senta-se à sua mesa, olha para a turma e espera cerca de 10 minutos até que os alunos terminem de copiar o texto. Os alunos estão agora em silêncio. O professor começa a explicar o que está no quadro. Repete as frases que já foram escritas, dando-lhes outra ordem. Por exemplo, quando está escrito 1905 Revolução popular contra o czar, acentua-se a crise social na Rússia, o professor fala: “Tinha uma crise social na Rússia em 1905, então ocorreu uma revolução popular contra o czar”. Um aluno levanta a mão. O professor ignora. O aluno chama o professor. O professor, a explicar?”. O garoto se retrai, mas faz a pergunta. “Por que a Rússia estava em crise, professor?”. O professor responde com má vontade: “Tinha uma revolução popular contra o czar e a crise na Rússia aumentou, entendeu?”. O aluno responde: “Não”. O professor: “Ai, Carlos! Tá difícil, heim?”. Fala olhando para a turma. A turma reage à provocação do professor: “É, Carlos, fica quieto, cala a boca. Deixa o professor explicar...”. que leu do quadro, pergunta: “Entenderam?”. Silêncio. “Ótimo”, diz o professor. Podem abrir o livro na página 17 e começar a responder a atividade 1 até a 3. O professor senta à sua mesa e espera, a qualquer momento, o barulho do sinal...

O trecho citado demonstra uma típica rotina de escola. Mas será que essa rotina está contribuindo para que o aluno aprenda? O que Piaget nos fala sobre como as pessoas aprendem?

Para Piaget (1958; 1964; 1974; 2003), tudo o que o aluno vai aprender depende de seu nível de desenvolvimento cognitivo. Esses níveis, estágios ou formas vão caracterizando as possibilidades de relação com o

Psicologia da Educação meio ambiente. A cada momento de seu desenvolvimento, o homem interpreta e resolve os problemas de sua realidade de maneira diferente.

O desenvolvimento cognitivo começa quando nascemos; não está dado antes do nascimento. Isso significa que a nossa inteligência vai sendo construída lentamente a partir de nossa interação com o meio físico e social. É por isso que Piaget é INTERACIONISTA. A ação do aluno é aqui fundamental! Não a ação de cópia, mas a ação física ou mental sobre o conteúdo apresentado pelo professor. O aluno precisa fazer algo com o conteúdo que o professor apresenta.

A perspectiva interacionista entende o processo de desenvolvimento humano a partir da interação com o meio físico e social. Nessa perspectiva, todas as funções humanas desenvolvemse pela interação. O raciocínio, por exemplo, não se desenvolve sem a interação com um meio ambiente.

representaçãosão atividades da mente.

Você sabia que a cognição, para Piaget, representa as diferentes atividades da mente humana? É isso mesmo! Memória, atenção, raciocínio,

O que o aluno vai fazer com o conteúdo apresentado pelo professor precisa ser primeiro assimilado e depois acomodado pelo aluno. ASSIMILAÇÃO e ACOMODAÇÃO são dois mecanismos complementares e indissociáveis que estão envolvidos no desenvolvimento e na aprendizagem do aluno (PIAGET, 1936; 1983). O desenvolvimento intelectual é o resultado de um equilíbrio progressivo entre assimilação e acomodação. Como isso se expressa na sala de aula?

Primeiro, é necessário que o aluno integre a informação nova à estrutura de conhecimentos que possui. Os alunos sempre trazem uma série de conhecimentos fruto de sua interação com o meio físico e social. Ao mesmo tempo, têm também uma determinada capacidade de pensar sobre esses conhecimentos. Como fica isto então na atividade do aluno?

Quando o aluno se esforça por entender o conteúdo apresentado pelo professor, vai primeiro interpretar o conteúdo novo tomando como referência a sua compreensão de mundo, os conhecimentos que já tem. Para interpretar o mundo, usamos o que já está disponível, e o que está

Curso de Pedagogia - Magistério da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino FundamentalUFPR disponível já foi construído a partir de interações anteriores. A esse movimento denominamos de ASSIMILAÇÃO. A assimilação refere-se à incorporação de um dado novo à estrutura de conhecimento do sujeito. Ela sempre vem antes quando pensamos em um avanço. É por essa razão que nos surpreendemos muitas vezes com as colocações de nossos alunos que estão muito distantes daquilo que apresentamos a ele. Ele está tentando assimilar e, para isso, tenta entender o novo a partir do velho conhecimento que possui.

(Parte 1 de 6)

Comentários