(Parte 1 de 2)

Sumário

1 INTRODUÇÃO

Durante o preparo para a vida profissional, passamos por muitos ensinamentos teóricos e práticos, para que deste modo nos tornemos capazes a entrar no mercado de trabalho. Porém, para entrarmos nesse mercado temos como critério básico para nos tornarmos enfermeiros, passar por períodos de estágios, onde aprendemos nos tornamos seguros e mais maduros para assumirmos nosso lugar como enfermeiros.

Os estágios tem como objetivo: fornecer a oportunidade de viver de forma prática, todos os procedimentos aprendidos no caminho percorrido na vida acadêmica; dar-nos toda a segurança para que ao concluir o estágio, estejamos preparados para seguir a função que escolhemos e que nos será confiada; promover, através do exercício do pensamento crítico, a percepção das possibilidades e limitações do campo de atividades específico e a criação de escolhas para superá-las.

Sabe-se que O Cuidar é um exercício diário , de indagação, de prazer, de magia, de entendimento, de informação, de doação, que tem levado o homem a estudar e analisar cada caso, favorecendo a valorização pessoal, a auto-estima,chegando na promoção e recuperação do paciente.

Sendo assim vemos que o cuidar é essencial no aprendizado em sua totalidade, nem mesmo as mais sofisticadas tecnologias a substitui, porém compreende-se que o ato de cuidar exige empenho, dedicação, perseverança e determinação.

O Estagio Supervisionado deverá integrar “teoria e praticas”, componentes indissociáveis da “práxis” que tem um lado material, propriamente prático, com a particularidade do que só artificialmente, por um processo de abstração, podemos isolar (VASQUEZ, 1968).

O Estágio supervisionado é mais um conhecimento imprescindível da formação do profissional. Compreende-se que é o momento que o aluno de Enfermagem da Faculdade Aliança dispõe para refletir e intervir no seu campo de atuação profissional

No Brasil, os estágios estão baseados na lei nº 11788, de 25 de novembro de 2008 e devem proporcionar a complementação do ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com a RESOLUÇAO CNE/CES Nº 3, DE 07 DE NOVEMBRO DE 2001(art-7º) que aprova as diretrizes Curriculares do Curso de Enfermagem bem como os programas e calendários acadêmicos.

O Estágio Supervisionado tem por princípios a formação acadêmica, pessoal e profissional. Cabe a cada Instituição de Ensino Superior (IES) estruturar essa atividade obrigatória, sempre seguindo critérios gerais definidos pela Legislação específica e demais normas relativas emitidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Assim, o Estágio deve ser estruturado de forma a dar continuidade aos conhecimentos e habilidades adquiridas nas diversas disciplinas e atividades previamente ministradas pela Instituição de Ensino Superior (IES) a qual o aluno está vinculado.

O ECS I foi desenvolvido no Hospital Aliança Casamater, durante o primeiro semestre de 2012,com carga horária de 300 horas sendo 15 semanais. O Hospital Aliança fica localizado no Bairro Piçarra, na Avenida Leônidas Melo , nº 390 . Hospital Aliança é composto: por Hemodiálise, Pronto atendimento, Centro cirúrgico, UTI, Postos de Enfermagem e Central de Material e Esterilização.

Este relatório tem como objetivo descrever as experiências vivenciadas por mim durante o ECS I.

2 DESENVOLVIMENTO

O ECS I teve inicio no dia 25 de fevereiro até 06 Junho de 2013. No total de 300 horas sendo 15 semanais de estágio. Passando pelos setores: Centro Cirúrgico, CME, Posto IV, Hemodiálise, UTI e Posto II.

2.1 Centro Cirúrgico

O centro cirúrgico é uma unidade dentro do hospital composta por várias áreas interligadas entre si, a fim de proporcionar ótimas condições para a realização do ato cirúrgico. O C.C Possui 05 salas de cirurgia, 01 sala de recuperação, 01 farmácia.

Atividades desenvolvidas

  • Admissão do cliente;

  • (Assistência de enfermagem ao cliente na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), evolução no prontuário do paciente);

  • Monitorização do cliente na SRPA;

  • Realização de aspiração;

  • Observação de cirurgias eletivas;

  • Encaminhamento do cliente ao apartamento após alta do anestesista;

  • Realização de punção periférica;

  • Acompanhado o paciente ate o RX e em seguida ate o apartamento.

2.2 Central de Material de Esterelização e Lavanderia

2.2.1Lavanderia

Pra falar da CME temos que saber como e a lavagem de ticidos e recolhido os tecidos nos setores. Os tecidos e levando pra lavanderia chegando la e pesado e indentificado por cada setor e depois e colocado nas maquina de lavar os tecidos com sanque e fezes são lavados, em primeiro lugar so com àgua e depois e colocado o detergente

A lavanderia hospitalar é um dos serviços de apoio ao atendimento dos pacientes, responsável pelo processamento da roupa e sua distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação, em quantidade adequada a todas às unidades do hospital .

Atendendo à demanda de instruções, na área de lavanderia, pela rede hospitalar, o Ministério da Saúde, através da Divisão Nacional de Organização de Serviços de Saúde ( DNOSS ), se propôs, com a ajuda de outros órgãos, elaborar um manual conceitual e orientador visando contribuir para a solução dos problemas atinentes a esse serviço específico.

O Ministério da Saúde, com a elaboração um documento, pretende ressaltar a importância da lavanderia dentro do complexo hospitalar, pois da eficácia de seu funcionamento depende a eficiência do hospital, refletindo-se especialmente nos seguintes aspectos:

  • Controle das infecções;

  • Recuperação, conforto e segurança do paciente;

  • Facilidade, segurança e conforto da equipe de trabalho;

  • Racionalização de tempo e material;

  • Redução dos custos operacionais

A lavanderia estar localizada preferencialmente no pavimento térreo, junto à área de serviços gerais. Para conferir-lhe a mais correta e adequada localização, deve-se considerar os seguintes aspectos:

transporte e circulação da roupa (vertical ou horizontal);

  • demanda das unidades do hospital;

  • distâncias, considerando os diversos fatores:

  • tempos e movimentos;

  • ruídos e vibrações;

  • odores;

  • calor;

  • risco de contaminação;

  • futura expansão;

  • localização das caldeiras;

  • custo de construção;

  • direção dos ventos;

  • orientação solar;

Dentre esses aspectos, deve ser dada ênfase especial à direção do vento, para que não haja corrente de ar do ambiente contaminado para o limpo. O mesmo cuidado deve ser observado quanto à orientação solar. A face do prédio mais exposta ao sol, por permanecer mais aquecida, atrai o ar dos ambientes mais frios. O fato da lavanderia ser um ambiente quente e úmido, não exclui a insolação.

A insolação é um fator que deve se levado em conta, dependendo das condições locais. Com a adoção de certos elementos arquitetônicos e materiais podendo-se conseguir melhor proveito da orientação solar, que, aliada à direção dos ventos proporcionará mais iluminação e conforto aos usuários. A roupa, processada em ambiente arejado, bem iluminado e higiênico.

2.2.2Central de Material de Esterelização

A Central de Material e Esterilização (CME) é uma unidade de apoio técnico, a qual se propõe a prestar um serviço, que possamos assegurar o controle, preparo e esterilização de artigo médico hospitalares, assim como a distribuição de material estéril para todo o hospital, garantindo a qualidade e contribuindo para a prevenção e controle da infecção hospitalar.

A CME do Hospital Aliança conta com 01 sala de desinfecção, 01 sala de esterilização, 01 sala de preparo de instrumental cirúrgico e 01 sala de guarda de material esterilizado. Atuam na CME 02 técnicos de enfermagem com a supervisão de um enfermeiro.

Atividades desenvolvidas

  • Manipulação e conhecimento das pinças;

  • Secagem de pinças;

  • Selagem de material com papel grau cirúrgico;

  • Preparo de caixas cirúrgicas;

  • Dobramento de campos cirúrgicos e capotes;

  • Simulação de instrumentação cirúrgica;

  • Entrega de material esterilizado.

2.3Posto IV

A unidade possui no total 27 leitos distribuídos em 14 apartamentos (enfermarias), algumas são individuais e outras coletivas. As enfermarias são denominadas por ervas medicinais. A distribuição da equipe é por turno, cada turno possui 01 médico, 01 Enfermeiro e 03 técnicos de enfermagem, dependendo da demanda de atividades diárias é solicitado outro profissional. No geral a equipe de enfermagem esta sobrecarregada deixando de assistir de forma integral ao paciente e delegando aos familiares algumas atividades. O enfermeiro fica responsável por todos os postos do hospital, no total 04 postos, deixando de prestar uma assistência individualizada e focada no atendimento das necessidades dos clientes.

POSTO IV

N º

NOME APARTAMENTO

Nº DE LEITOS

401

Erva–cidreira

03

402

Hortelã

01

403

Camomila

03

404

Erva- doce

01

405

Eucalipto

05

406

Capim- santo

01

407

Malva- do- reino

05

408

Alecrim

01

409

Mastruz

01

410

Alfazema

02

411

Canela

01

412

Espinheira- santa

01

414

Cravo

01

416

Girassol

01

2.4Hemodiálise

A hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue como se fosse um rim artificial. É o processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia. A hemodiálise é uma terapia de substituição renal realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais. Permaneci durante os dias 10 de agosto a 08 de setembro.

Insuficiência renal e incapacidade de os rins executarem suas principais funções, ou seja, a regulação de líquidos, ácidos ( hidrogênio ) e eliminação de substância que o organismo não mas necessitam uréia, creatina, potássio ,fósforo. Conseqüentemente estas substanciam se acumulam em pessoas portadoras de insuficiência renal, elevando os valores obtidos nos exames laboratoriais.

Clinicamente o acumulo dessas substâncias provoca manifestações neurológicas (coma, estupor), cardíacas ( hipervolemia, insuficiência cardíaca, arritmias) de coagulação ( sangramento de difusos).

  • O tratamento da insuficiência renal de feito com a diálise em suas modalidades básica:

  • Diálise Peritoneal ( DP ).

  • Hemodiálise ( HD ).

Por meio da hemodiálise as toxinas e excesso de líquidos são eliminados, restituído temporariamente a composição do organismo do paciente. Porem a diálise é tratamento que podem ser repetidos, pois imediatamente após uma seção de diálise, recomeça o acumulo das mesmas substâncias. Em paciente com insuficiência renal aguda a diálise pode ser necessária por alguma semana ou meses. Já na insuficiência renal crônica ( IRECE ) , a necessidade se prolonga indefinidamente , por meses ou ano , ate que eventualmente seja realizado um transplante renal.

As principais indicações de diálise na insuficiência renal aguda oligúrica (menos de 400 ml de diurese ao dia são:

  • Sobrecargas de líquidos;

  • Acidose metabólica;

  • Hiperpotassemia.

TIPO DE DIÁLISE:

1 DIÁLISE PERITONIAL (DP )

Por intermédio de um cateter semirrígidos colocado no abdome, é infundida uma solução constituída de água, glicose, potássio e lactato. Essa solução entra em contato com a membrana que recobre internamente o abdome, chamada peritônio, que possui permeabilidade especial, deixando passar alguns elementos e outros não. Com isso, as substâncias que em excesso no organismo do paciente passam para líquido que esta no peritônio, e, conseqüentemente, sua concentração diminui no sangue.

Essa diálise dura de 24 a 48 horas, dividida em ciclos, que possuem três fases cada um:

INFUSÃO

Infunde - se 2.000 ml de solução de diálise padrão de diálise peritoneal (aquecida 37C), com concentração de glicose entre 1,5%e 7%. O fluxo de entrada deve ser livre, com equipos totalmente abertos.

2.5Unidade de Terapia Intensiva

A unidade de terapia intensiva (UTI), disponível na maioria dos hospitais, é utilizada para prestar cuidados diretos ao paciente que precisa de assistência 24 horas, de forma a prevenir a evolução de seu estado clínico para crítico, devido ao acometimento dos órgãos e outras estruturas evitando o comprometimento vital (AZEVEDO, 2009)

Compreende-se que a importância do estágio em UTI como um tempo destinado a um processo de ensino e de aprendizagem é reconhecer que, apesar da formação oferecida em sala de aula ser fundamental, só ela não é suficiente para preparar os alunos para o pleno exercício de sua profissão. Faz-se necessária a inserção na realidade do cotidiano escolar.

2.5.1Planta Física

A planta física da Unidade de Terapia Intensiva deve proporcionar:

1) Observação individual e de conjunto dos pacientes;

2) Espaço suficiente para mobilização do paciente e locomoção do pessoal;

3) Tranqüilidade e ambiente agradável;

4) Atendimento a pacientes de ambos os sexos, sem discriminação de grupos etários;

5) Meios para intercomunicação;

(Parte 1 de 2)

Comentários