Recuperação de áreas degradadas - Livro

Recuperação de áreas degradadas - Livro

(Parte 1 de 7)

Aloisio Rodrigues Pereira, Dr. Eng.° Ambiental; Eng.° Civil e Eng.° Florestal CREA-MG 13.183/D

Este livro contém dois conceitos que tem relevância no revestimento vegetal de taludes, erosões e áreas degradadas. De um lado apresentam-se as técnicas e métodos para se escolher as espécies mais apropriadas para determinada situação, de outro lado a determinação das quantidades otimizadas de sementes e/ou mudas a serem aplicadas na área. Este trabalho apresenta um avanço na área de proteção e recuperação ambiental, pois atualmente a escolha das espécies e as respectivas quantidades de sementes são feitas empiricamente, sem a utilização das variáveis necessárias, bem como das técnicas conhecidas. Em razão disto, são utilizadas espécies inadequadas, com grande desperdício de sementes, o que contribui para elevação os custos e insucesso nos trabalhos de revegetação. Este livro busca contribuir para que técnicos, empresas e instituições ambientais adotem um padrão técnico, que irá garantir proteção segura ao meio ambiente, eliminando o empirismo, suposições e sentimentos pessoais, além da participação de leigos e curiosos que tendem a utilizar conceitos genéricos, sem fundamentação técnica, o que não contribui com a proteção adequada ao meio ambiente. O livro não tem a pretensão de esgotar os assuntos aqui tratados, tampouco aprofundar nos conceitos teóricos e em detalhes técnicos, que podem ser encontrados na literatura específica.

1 – INTRODUÇÃO5
2 – FATORES DETERMINANTES NA SELEÇÃO DAS ESPÉCIES6
2.1 – Edáficos6
2.2 – Climáticos6
2.3 – Ambientais6
2.3.1 – Longevidade6
2.3.2 – Produção de biomassa6
2.3.3 – Crescimento e efeitos paisagísticos7
2.3.4 – Fixação de Nitrogênio7
2.3.5 – Palatabilidade da Fauna7
2.3.6 – Dormência das sementes7
2.3.7 – Biodiversidade7
3 – EFEITOS NEGATIVOS DAS PLANTAS8
4 – EFEITOS POSITIVOS DAS PLANTAS9
5 – SEMENTES DE QUALIDADE10
5.1 –Padrões e Indicativos da Qualidade da Semente12
5.2 – Como escolher sementes de qualidade12
5.3 – Benefícios ao utilizar sementes com alto VC13
5.4 – Cuidados no armazenamento e transporte de sementes13
6 - TAXA DE SEMENTES x ESTABELECIMENTO DAS PLANTAS14
6.1 - Quando aumentar a quantidade de sementes:14
6.2 - Quando reduzir a quantidade de sementes:14
6.3 - Quando fazer ressemeio na área:15
6.4 – Quando usar plantas nativas:15
7 – ESPÉCIES VEGETAIS16
7.1. Leguminosas16
7.1.1. Alfafa (Medicago sativa)20
7.1.2. Calopogônio (Calopogonium mucunoides)21
7.1.3. Centrosema (Centrosema pubescens)2
7.1.4. Crotalária (Crotalaria juncea)23
7.1.5. Crotalária (Crotalaria spectabilis)24
7.1.6. Estilosante (Stylosanthes guianensis)25
7.1.7. Feijão de Porco (Canavalia ensiformis)26
7.1.8. Feijão Guandu (Cajanus cajan)27
7.1.9. Girassol Forrageiro (Helianthus annuus)28
7.1.10. Grama Amendoim (Arachis pintoii)29
7.1.1. Lab-Lab (Dolichos lablab)30
7.1.12. Leucena (Leucaena leucocephala)31
7.1.13. Mucuna Preta (Mucuna aferrima)32
7.1.14. Nabo Forrageiro (Raphanus sativus)3
7.1.15. Puerária (Pueraria phaseoloides)34
7.1.16. Sesbânia (Sesbania virgata)35
7.1.17. Siratro (Macroptilium atropurpureum)36
7.1.18. Soja Perene (Glycine wiightii)37
7.1.19. Trevo Branco (Trifolium repens)38

C O N T E Ú D O 7.1.20. Unha de Gato (Acacia plumosa)................................................................................. 39

7.2. Gramíneas40
7.2.1. Andropogon (Andropogon gayanus)41
7.2.2. Aveia Preta (Avena strigosa)42
7.2.3. Azevém Anual (Lolium multiflorum)43
7.2.4. Brachiarão (Brachiaria brizantha)4
7.2.5. Brachiária Decumbens (Brachiaria decumbens)45
7.2.6. Capim Agulha (Brachiaria humidicola)46
7.2.7. Brachiária Peluda (Brachiaria ruziziensis)47
7.2.8. Capim Búfalo (Cenchrus ciliaris)48
7.2.9. Capim Centenário (Panicum maximum)49
7.2.10. Capim Colonião (Panicum maximum)50
7.2.1. Capim de Rhodes (Chloris gayana)51
7.2.12. Capim Elefante (Pennisetum purpureum)52
7.2.13. Capim Favorito (Melinis repens)53
7.2.14. Capim Gordura (Melinis multiflora)54
7.2.15. Capim Jaraguá (Hyparrhenia rufa)5
7.2.16. Capim Marmelada (Brachiaria plantaginea)56
7.2.17. Capim Pangola (Digitaria decumbens)57
7.2.18. Capim Quícuio (Pennisetum clandestinum)58
7.2.19. Capim Tanzânia (Panicum maximum)59
7.2.20. Capim Tobiatã (Panicum maximum)60
7.2.21. Capim Vencedor (Panicum maximum)61
7.2.2. Grama Batatais (Paspalum notatum)62
7.2.23. Grama Bermuda (Cynodon dactylon)63
7.2.24. Grama Comprida (Paspalum dilatatum)64
7.2.25. Milheto (Pennisetum americanum)65
7.2.26. Painço (Panicum miliaceum)6
7.2.27. Pensacola (Paspalum saurae)67
7.2.28. Setária Kuzungula (Setaria sphacelata)68
7.2.29. Sorgo Forrageiro (Sorghum bicolor)69
7.2.30. Vetiver (Vetiveria zizanoides)70
8 - VARIÁVEIS BÁSICAS PARA DETERMINAÇÃO DO MIX DE ESPÉCIES71
8.1 – Determinação do Mix de Espécies71
8.1.1 – Taxa Única para Espécie71
8.1.2 – Pureza, n° de plantas e peso das sementes72
8.1.3 – Pureza e estabelecimento da vegetação72
9 - VARIÁVEIS UTILIZADAS NO CÁLCULO DA QUANTIDADE DE SEMENTES76
9.1 - Fator de segurança no cálculo das quantidades de sementes76
9.2 – Determinação da quantidade de sementes78
10 – DETERMINAÇÃO DAS ESPÉCIES E CÁLCULO DA QUANTIDADE DE SEMENTES82
1 – ÍNDICE DE NOMES COMUNS E NOMES CIENTÍFICOS83

4 12 – LITERATURA CONSULTADA ................................................................................................ 86

1 – INTRODUÇÃO

As áreas degradadas e erosões necessitam de obras de drenagem, geotecnia, terraplenagem e revestimento vegetal para garantir o sucesso dos trabalhos e melhoria do aspecto visual. É necessário estabelecer a vegetação, que permite maior infiltração, menor escoamento superficial e proteção contra erosão laminar. Deve-se considerar, ainda, aspectos para melhorar a estabilidade de taludes que apresentam problemas de estabilidade. A escolha adequada das espécies e respectivas quantidades é fator decisivo no estabelecimento da vegetação e proteção contra os processos erosivos, sendo, portanto, necessários conhecimentos técnicos que abrangem os aspectos climáticos, edáficos, fisiológicos e ambientais. A maioria das empresas, instituições e órgãos governamentais, utiliza um determinado número de espécies e quantidades, sem, contudo, selecionar tecnicamente as espécies e as respectivas quantidades, por isso os resultados obtidos não atingem os objetivos estabelecidos, para recuperação ambiental e controle da erosão. O objetivo deste livro é apresentar uma metodologia para selecionar as espécies utilizadas em cada situação e região, com respectivas quantidades, abrangendo as necessidades técnicas de recuperação, tempo, aspectos edafoclimáticos e ambientais. Há um considerável volume de informações relacionadas a dois tópicos: vegetação e controle de erosão. Essas informações se tornam muito complexas em razão das condições edafoclimáticas que podem variar consideravelmente em diferentes locais. Além disso, os objetivos da revegetação e controle de erosão não são sempre complementares. O que atende melhor para o controle de erosão pode não ser a melhor solução para a revegetação, sendo a recíproca verdadeira. A escolha do mix de espécies e as respectivas quantidades, quando realizada corretamente, determinam o sucesso da proteção ambiental e a redução de custos, eliminando o empirismo e a escolha aleatória das espécies.

2 – FATORES DETERMINANTES NA SELEÇÃO DAS ESPÉCIES

Vários fatores afetam a escolha adequada das espécies para recuperação e proteção ambiental. Os principais são:

2.1 – Edáficos

Trata-se da adaptação das espécies às condições do local onde será realizada a recuperação ambiental, por isso é necessário conhecer os solos da região, com informações como: pH, fertilidade natural, salinidade, toxidez, textura, drenagem e matéria orgânica.

2.2 – Climáticos

Torna-se o fator mais importante, porque as condições climáticas não podem ser reproduzidas artificialmente, enquanto que para alguns fatores edáficos é possível. Dentre os fatores climáticos deve-se avaliar: tolerância à seca, à geadas, déficits hídricos da região, precipitação anual, temperaturas médias anuais e umidade relativa.

2.3 – Ambientais

Estes fatores são determinados em função da rapidez e segurança da recuperação ambiental, além dos objetivos e exigências legais. Dentre os principais fatores, podemos citar:

2.3.1 – Longevidade

Se o objetivo da proteção é temporário ou definitivo, deverão ser selecionadas espécies anuais, bianuais, perenes, de ciclo curto ou ciclo longo.

2.3.2 – Produção de biomassa

Deve-se verificar o nível de matéria orgânica no solo, o nível de recobrimento desejado no solo e a profundidade necessária das raízes para a estabilidade dos taludes.

2.3.3 – Crescimento e efeitos paisagísticos

Há necessidade de obter altas taxas de crescimento dos vegetais, tufos de vegetação, vegetação rasteira, vegetação exótica ou nativa, tipos de raízes, necessidade de manutenção.

2.3.4 – Fixação de Nitrogênio

É necessário o uso de leguminosas, pois a maioria das áreas degradadas apresenta solos estéreis, necessitando de melhorias dos seus níveis de fertilidade.

2.3.5 – Palatabilidade da Fauna

Dependendo da região, podem ser selecionadas espécies que irão favorecer a fauna, servindo de suprimento alimentar, como frutos, grãos, pastagem.

2.3.6 – Dormência das sementes

A utilização de sementes que apresentam dormência, vigor, resistência a pragas e doenças é interessante, pois as germinações poderão ocorrer em épocas diferentes, reduzindo assim a competitividade inicial.

2.3.7 – Biodiversidade

É necessário utilizar um grande número de espécies, pois isto contribui para aumentar a biodiversidade, com a atração de pássaros e animais silvestres. É fundamental a escolha de plantas de diferentes portes e a utilização de espécies de gramíneas e leguminosas para manter a biodiversidade e a sustentabilidade da vegetação.

3 – EFEITOS NEGATIVOS DAS PLANTAS

A vegetação implantada inadequadamente pode causar instabilidade em áreas estáveis e causar o surgimento de erosões. Exemplos de efeitos não desejáveis causados pela vegetação são apresentados a seguir:

• Redução da umidade do solo: quando se utilizam espécies que necessitam de grande consumo de água, podem causar trincas e aberturas, principalmente em solos expansivos;

• O peso das árvores aumenta as forças atuantes, provocando deslizamentos;

• O vento, atingindo as árvores, produz forças sobre as massas de solo, podendo ativar deslizamentos;

• As raízes podem contribuir para danificar estruturas cimentadas superficialmente, nos canais, revestimentos, passeios e sistema de drenagem em taludes;

• As raízes e árvores secas podem contribuir para concentrar o fluxo de água pluvial e provocar sulcamentos e ravinamentos;

• As raízes superficiais podem contribuir para a desagregação do solo, quando muito concentradas, em grande volume e superficiais; por exemplo, o bambu;

• Plantas de raízes finas e superficiais impedem a infiltração e desagregam partículas do solo;

• Plantas altas e de folhas largas podem causar a erosão, pois concentram água nas folhas, em conseqüência, as gotas d’água oriundas das plantas serão maiores que as gotas da chuva.

4 – EFEITOS POSITIVOS DAS PLANTAS

A escolha correta de plantas, para uso em áreas degradadas, erosões e áreas instáveis, permite obter o sucesso da revegetação e até mesmo estabilizar áreas que apresentavam instabilidade. A seguir serão apresentados os principais efeitos positivos das plantas:

• Reduzem o transporte de sedimentos: as raízes agregam partículas e aumentam a resistência do solo. Os caules das plantas aumentam a rugosidade, reduzindo a energia potencial da água;

• Reduzem o run-off: as raízes aumentam a taxa de infiltração da água no solo, a porosidade do solo e canais de sucção, bem como o tempo de infiltração;

• Reduzem a erosão pelo efeito splash: as plantas interceptam a chuva, reduzindo a erosão laminar, evitando a erosão pelo efeito das gotas da chuva, que não atingem diretamente o solo;

• No controle de erosão, as plantas mais eficientes são as de folhas curtas e espessas, de raízes profundas, que apresentam grandes níveis de tolerância, e aumentam os efeitos de atirantamento do solo;

• Plantas rasteiras apresentam cobertura do solo mais eficiente, por estarem em contato direto com o solo;

• Quando usamos plantas de compatibilidade ecológica, ou seja, plantas geneticamente diversificadas, com várias espécies, há uma maior capacidade de resistência a mudanças no meio ambiente do que em uma monocultura.

5 – SEMENTES DE QUALIDADE

O produtor deve dispor de unidade de beneficiamento de sementes e submeter as exigências e fiscalização do Ministério da Agricultura. Após cumprir as exigências será credenciado como Produtor de Semente Fiscalizada. As principais exigências são:

• Dispor de Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), exclusiva para semente, com a capacidade de recepção e beneficiamento compatíveis com a estimativa de produção bruta prevista, informando ao inspetor sua capacidade de armazenamento, bem como os equipamentos e instalações mínimas necessárias;

• Apresentar ao inspetor a Relação de Campos para Multiplicação de Sementes, nos prazos estipulados no Calendário das Obrigações, devidamente acompanhada dos documentos comprobatórios da origem da semente e dados gerais de boletim de análise de sementes;

• Para produção de semente fiscalizada exige-se o efetivo controle da área, a qual não poderá ser inferior àquela estabelecida pela subcomissão específica da espécie em questão. Considera-se sob efetivo controle apenas a área inscrita e conduzida pelo produtor, em terras próprias, em parcerias, de cooperante ou associados, perfeitamente legitimados por meio de contrato. O produtor deverá manter em seu escritório, à disposição do inspetor, cópias do contrato de cooperação;

• Dispor de Laboratório de Análise de Sementes próprio, credenciado quando a meta de produção anual for superior a 150.0 kg.

O quadro 1 apresenta os padrões mínimos de qualidade exigidos para as sementes, que devem ser exigidos pelos consumidores para obtenção de sucesso no estabelecimento da vegetação. O quadro 2 apresenta os indicativos usados na determinação da qualidade de sementes.

QUADRO 1 – Padrões mínimos de qualidade exigidos para algumas sementes de gramíneas e leguminosas

Nome Comum Nome Científico

(%) Pureza

Germinação (%)

Valor Cultural (%)

Alfafa Medicago sativa 75 95 71 Andropogon Andropogon gayanus 50 20 10

Aveia branca Avena sativa 75 95 71 Aveia preta Avena strigosa 75 95 71 Azevém anual Lolium multiflorum 70 95 6 Brachiária decumbens Brachiaria decumbens 60 40 24 Brachiária humidicola Brachiaria humidicola 38 40 15 Brachiária marandu Brachiaria brizantha 60 40 24 Brachiária peluda Brachiaria ruziziensis 60 40 24 Calopogônio Calopogonium mucunoides 60 95 57 Capim bufalo Cenchrus ciliaris 3 30 10 Capim chorão Eragrostis plana 75 95 71 Capim Colonião Panicum maximum 30 40 12 Capim de Rhodes Chloris gayana 38 40 15 Capim gordura Melinis multiflora 3 30 10 Capim jaraguá Hyparrhenia rufa 25 15 10 Capim lanudo Holcus lanatus 50 90 45 Centeio Secale cereale 70 95 6 Centrosema Centrosema pubescens 60 95 57 Cornichão Lotus corniculatus 65 95 62 Desmódio Desmodium tortuosum 60 95 57 Dilatado Paspalum dilatatum 35 60 21 Ervilhaça Vigna spp 70 95 6 Estilosantes Stylosanthes spp 60 95 57 Falaris Phalaris aquatica 50 95 48 Feijão de porco Carnavalia ensiformis 75 95 71 Feijão Guandu Cajanus cajan 60 95 57 Festuca Festuca arundinacea 70 95 6 Galáxia Galactia striata 60 95 57 Kudzu tropical Pueraria phaseoloides 60 95 57 Lab-Lab Dolichos lablab 70 98 68 Leucena Leucaena leucocephala 75 98 71 Milheto Pennisetum americanum 60 95 57 Mucuna preta Mucuna aferrina 70 98 68 Pasto ramirez Paspalum guenoarum 35 60 21 Pensacola Paspalum saurae 60 90 54 Serradela Ornithopus sativus 65 95 62 Setaria Setaria sphacelata 30 50 15 Siratro Macroptilium atropurpureum 60 95 57 Soja perene Glycine wiightii 60 95 57 Trevo branco Trifolium repens 80 95 76 Trevo encarnado Trifolium incarnatum 80 95 76 Trevo subterrâneo Trifolium subterraneum 70 95 68 Trevo vermelho Trifolium pratense 70 95 68 Trevo vesiculoso Trifolium vesiculosum 70 95 68

5.1 – Indicativos da Qualidade da Semente

QUADRO 2 – Indicativos da qualidade de sementes para cálculo da quantidade por unidade de área

Germinação

É a quantidade de sementes viáveis que germinarão e produzirão plântulas normais, quando em condições normais de plantio.

Pureza

Quantidade de sementes viáveis (puras e granadas) encontradas em determinado peso de sementes.

Impurezas

Sementes não viáveis, resíduos, pedras, torrões, areia, etc., que se apresentam junto com as sementes viáveis. A separação das impurezas com máquinas específicas oferece um padrão de qualidade e segurança ao comprador.

Amostragem

O tamanho de uma amostra é de aproximadamente 300 g, devendo ser coletada em pontos diferentes da embalagem, para representar significamente a população.

5.2 – Como escolher sementes de qualidade

O sucesso da germinação e do desenvolvimento da vegetação depende, fundamentalmente, da qualidade das sementes. O poder germinativo, o grau de pureza e o vigor inicial são requisitos essenciais a serem observados na aquisição de sementes. A qualidade das sementes é medida pelo seu valor cultural (VC), através da fórmula:

Valor Cultural (%) = % de Pureza x % de Germinação
100

Quanto maior for o VC, menor deverá ser a quantidade de sementes a ser aplicada por área. As taxas mínimas de semeio devem ser aquelas suficientes para que, em condições ideais de plantio, apresentem taxa de recobrimento do solo em um determinado período de tempo. O verdadeiro valor da semente está no valor cultural para estudos das quantidades a serem aplicadas e dos preços de aquisição.

5.3 – Benefícios ao utilizar sementes com alto VC

• Garantia que será aplicada à semente da espécie adquirida

• Pode-se utilizar menor quantidade de sementes por área

• Garantia de homogeneidade na germinação e no desenvolvimento

• Economia de mão-de-obra no plantio, evitando replantio

5.4 – Cuidados no armazenamento e transporte de sementes

As sementes necessitam de cuidados especiais com relação ao transporte e armazenamento até o momento do plantio. Para isso, alguns procedimentos devem ser rigorosamente observados:

• Evitar umidade no transporte cobrindo adequadamente com lona toda a carga de sementes;

• Evitar transportar e/ou armazenar as sementes com produtos químicos;

• Armazena-las em local fresco, ventilado, sobre estrados, para evitar contato da semente com a umidade;

• As pilhas com sacos de sementes devem ser dispostas de tal maneira a permitir a circulação de ar;

• Nas condições de campo, nunca deixe as sementes diretamente expostas ao sol.

Cobri-las sempre com lona, para evitar que a chuva umideça as sementes; se possível, utilizar sempre condições sombreadas.

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