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20 P rojeto de revitalização e/ou implantação de área verde

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS:

Proponente: Hermano Nascimento Incorporação e Construção Ltda Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 1195, Boa Viagem, Recife, PE,

Responsáveis Técnicos: Geraldo Romero de Melo, Engenheiro Agrônomo, CREA 24353D; Marta de Souza Leão Cavalcanti, Arquiteta e Gestora Ambiental, CREA PE009053D e Berta Maria Silva de Santana, Pedagoga e Gestora Ambiental.

2. INTRODUÇÃO

O município do Recife, capital de Pernambuco, situa-se no centro-leste da região

Nordeste do Brasil, abrangendo uma área de 220 Km2 e abrigando uma população de 1.422.905 habitantes (IBGE, Censo 2000). O Recife tem 100% de sua população alocada em área urbana. Este município, sendo o núcleo da Região Metropolitana, sofre os impactos demográficos, sociais e econômicos, decorrentes de um processo de urbanização descontrolada, que se refletem na crescente deterioração das condições de vida, moradia e trabalho da população, na degradação ambiental e na vulnerabilidade social e econômica dos segmentos de mais baixa renda.

O Recife possui um déficit elevado em relação a área verde por habitante (espaço verde construído com instalações para o lazer). Essa relação é de aproximadamente 0,70m2/hab. Esse índice contraria várias proposições, inclusive a Lei Estadual 9.990 que recomenda 6m2/hab. A ONU recomenda 12m2/hab.

Por esses motivos, é de suma importância a preservação e implantação de pulmões verdes na área urbana.

3. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA:

Ás áreas verdes propostas a serem revitalizadas e implantadas estão situadas em dois bairros distintos da Região Metropolitana:

3.1 - A Praça, a M. MO. Teodoro, área a ser recuperada e adotada, localizada entre as ruas Tito Lívio e Virgílio Oliveira e Monsenhor Lobo, no Poço da Panela, bairro que apresenta características predominantemente Residenciais e Unifamiliar, com uma cobertura vegetal bastante integrada. O comércio e serviços concentram-se ao longo do principal eixo viário de acesso a esse bairro, a Avenida 17 de Agosto. A mesma deverá ser reformada, arborizada, conforme projeto anexo e adotada pela Construtora Hermano Nascimento. O novo projeto da Praça pretende valorizar a livre locomoção e permanência das pessoas. Será um local de encontro e um ponto de passagem para o uso de equipamentos de apoio. Será composta por espaços livres conectados, destinado a usos diversos.

3.2 – A área 1, a ser reflorestada

- A quadra I, do Loteamento do Sítio do Poço da Panela, com aproximadamente 2.600m2, limitando-se a Sudeste com a área verde pertencente à Prefeitura, cedida a Construtora Hermano Nascimento, para ser reflorestada a Noroeste com a Rua Engenheiro Jair Furtado Meireles, a Nordeste com o terreno da Rua Marechal Bittencourt.

- Apresenta parte plana, após intervenções e parte acidentada, necessitando de aterro conforme materiais fotográficos e croquis em anexo.

- Já existem nessa área algumas árvores de grande porte, conforme arquivo fotográfico em anexo.

3.3 – Parque do Caiara, área 2, a ser reflorestada

- Área de aproximadamente 5.609 m2, localizada no Parque do Caiara, no bairro de Caxangá. Limita-se a Leste com o Rio Capibaribe, a Oeste com a Rua Monsenhor Fabrício e ao Norte e Sul com propriedade de terceiros

- Área plana, pois já sofreu intervenções anteriores, quando implantaram o parque.

- Já existe nessa área alguma cobertura vegetal de médio porte, e algumas de grande porte, conforme fotos anexas.

4. OBJETIVO

- Recuperar através de um processo de reforma, arborização e reflorestamento numa área de 8.600m2, sendo 3.857 m2, no Poço da Panela e 5.609 m2, na Caxangá, utilizando para isso mudas de árvores nativas e plantas ornamentais (no caso da praça).

5. METODOLOGIA

Organizamos o Projeto em duas etapas: uma descritiva e outra ilustrada. Esta última um resumo gráfico complementar. Quanto ao procedimento de estudo, buscamos seguir as questões pertinentes às exigências urbanísticas da Prefeitura e adicionamos itens importantes ao contexto do trabalho, além de considerações técnicas.

O espaço urbano é constituído basicamente por áreas edificadas (residências e comércio), áreas destinadas à circulação da população e áreas livres de edificação (praças, quintais, etc.). A arborização é toda formada por cobertura vegetal existente dentro das cidades, na sua maioria por árvores exóticas.

No processo de revitalização e implantação das áreas verdes, serão utilizadas espécies nativas que contribuirá significativamente na melhoria da qualidade do ambiente urbano, com:

- purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;

- melhoria do microclima da cidade, retendo a umidade do solo e do ar;

- influência no balanço hídrico, favorecendo a infiltração da água no solo e provocando evapo-transpiração mais lenta, e amortecimento de ruídos.

Essa recuperação e implantação de áreas verdes é uma ação compensatória aos inevitáveis impactos causados pelas construções futuras, e deve ser entendida como uma ação antrópica na tentativa de resgatar parte dos componentes bióticos, associações e indivíduos próprios que compõem os ecossistemas de Mata Atlântica.

As atividades serão implementadas da seguinte forma:

1. Reforma física da área:

1. Introdução e plantio de novas espécies; 2. Recuperação dos equipamentos existentes (brinquedos, luminárias, bancos); 3. Colocação de novos equipamentos como: coletores para reciclagem de lixo, pergolado em madeira, etc...;

2. Reflorestamento:

4. Limpeza da área; 5. Aterramento da área ou movimento de terra, nos locais necessários; 6. Cercamento da área; 7. Aquisição das mudas; 8. Plantio das mudas; 9. Manutenção das mudas; 10. Monitoramento.

3. Etapa 2. Projetos, Mapas e Fotografias.

6. CROQUIS DAS ÁREAS CONTENDO DETALHES FÍSICOS NATURAIS OU ARTIFICIAIS E SEUS ENTORNOS IMEDIATOS. (Anexos: Planta de Situação e arquivos do Google)

7. DOCUMENTAÇÕES FOTOGRÁFICAS.

8. AVALIAÇÃO DAS DEGRADAÇÕES:

1. Caracterização do tipo de degradação;

- Praça - Área necessitando reforma e recuperação dos equipamentos existentes, além de acréscimo de alguns outros. Manutenção e recuperação da vegetação existente e plantio de novas espécies.

- Quadra I, do Loteamento do Sítio – aproximadamente 2/3 da área sofreu intervenção recente, foi limpa e planeada.

- Área do Parque do Caiara – por ter sido, essa área, anteriormente urbanizada apresenta-se bastante plana.

2. Condição do solo;

- Praça – solo pobre decorrente de aterro, necessitando o uso de nutrientes.

- Área da Quadra I – em um terço do terreno, o solo apresenta boas condições, principalmente por servir de depósito de restos de folhas e materiais orgânicos dos quintais das residenciais próximas, os quais ao longo do tempo transformaram-se em fertilizantes, após o processo de decomposição. Nas áreas restantes, por terem sofrido interferência, o solo é mais pobre necessitando correção.

- Área do Parque do Caiara – por ter sido aterrado com material argiloso e ter ficado durante muito tempo sem nenhuma cobertura vegetal (forração) o solo desta área apresenta-se bastante pobre, sendo demonstrado através da cobertura vegetal existente, Senna bicapsularis, grande quantidade em toda a sua extensão.

3. Cobertura vegetal existente:

Nome Popular Nome científico Quant. Castanhola Terminalia catappa 01

Azeitona Rhamnidium elaeocarpus 05

Dendê Elaeis guineensis 01

Nome Popular Nome científico Quant. Jenipapo Genipa americana 02 Cajá Spondias mombin 02 Acácia mimosa Acacia baileyana 05 Mangueira Mangifera indica 01

Azeitona Rhamnidium elaeocarpus 01

Coqueiro Cocus nucifera 01

Nome Popular Nome científico Quant. Jenipapo Genipa americana 02 Castanhola Terminalia catappa 02 Canafistula Cassia ferruginea 05 Matapasto Senna bicapsularis * Ingá Inga edulis 02 Acácia mimosa Acacia baileyana 04

Azeitona Rhamnidium elaeocarpum 01

Coqueiro Cocus nuncifera 05

* As áreas a serem reflorestadas se encontram quase que totalmente coberta por essa espécie em diferentes portes, dificultando o levantamento da quantidades das mesmas, algumas serão preservadas e outras retiradas.

Deverá ser feito uma avaliação prévia do estado de fitossanidade das espécies existentes, para que possam ser tratadas e recuperadas caso necessitem.

9.SELEÇÃO DO(S) SISTEMA (S) DE PLANTIO. a) ÁREA DA PRAÇA

- Após a reforma física, serão plantadas mais algumas árvores de espécies nativas e algumas plantas ornamentais de acordo com o projeto de paisagismo que segue em anexo.

- As espécies nativas terão o porte e aproximadamente 1,50 e as ornamentais com portes variados;

- As covas das espécies arbóreas deverão medir 0,50 x 0,50 x 0,50, e das espécies ornamentais deverão medir 0,30 x 0,30 x 0,30 e preenchidas com substrato no traço: 2/1, ou seja, de 02 (solofértil) para 01 (adubo orgânico). As mudas arbóreas após implantadas, deverão ser tutoradas e protegidas com cerca de imbira;

- Serão acrescidas mais 17 espécies sendo 12 árvores e 05 palmeiras utilizando espaçamento de aproximadamente 07 metros;

- As espécies arbóreas a serem utilizadas serão (fotos anexas):

Nome Popular Nome científico Família Quant.

Ixora vermelha Ixora coccinea vermelha

Angiospermae - Rubiaceae 200

Ixora amarela Ixora coccinea amarela Angiospermae -

Rubiaceae 400

Craibeira Tabebuia caraiba Bignoniaceae 03 Ipê roxo Tabebuia avellanedae Bignoniaceae 04 Ipê branco Tabebuia roseo alba Bignoniaceae 05 Palmeira vetchia Veitchia merrilii Palmaceae 05

Sassy Heliconia psittacorum sassy

Angiospermae – musaceae 200

Tumbergia Thunbergia grandiflora Angiospermae acanthaceae 02

Grama esmeralda Zoysia japonica Angiospermae 820 gramineae A Arborização terá início previsto para OUTUBRO DE 2008.

b) QUADRA I - LOTEAMENTO DO SÍTIO E PARQUE DO CAIARA a) Reflorestamento:

1- A área a ser reflorestada deverá ser protegida, utilizando-se para tal cercamento de arame farpado com estacas de sabiá, com um espaçamento de 2,5m.

2- Serão utilizadas espécies Pioneiras, s, que tem rápido crescimento, germinam e se desenvolvem a pleno sol, produzem dormência, as quais são predominantemente dispersadas por animais e espécies Secundárias, são especialistas de pequenas clareiras, oportunistas, nômades ou intermediárias, onde suas sementes germinam à sombra, mas requer a presença da luz para seu desenvolvimento.

3- Para a cobertura vegetal dessas áreas serão utilizadas mudas de espécies nativas, arbóreas e arbustivas com o espaçamento de 5,00m entre plantas e 5,00m entre linhas, perfazendo um total de 73 mudas no loteamento e 569 mudas no Parque.

3.1. - Utilizou-se esse espaçamento por dois motivos:

3.1.1. por ser uma área com uma arborização razoável, onde existem árvores de médio e grande porte;

3.1.2. No caso da quadra do Lote I, por ser uma área razoavelmente extensa, sugere-se que, após a entrega da mesma aos órgãos públicos competentes seja somada ao Lote vizinho que também será revitalizado pela Construtora Hermano Nascimento, haja a criação de uma sistema de áreas verdes destinadas ao lazer e a usos recreacionais intensivos e extensivos, e de cunho ecológico.

3.1.3. Quanto ao Parque do Caiara, esperamos que essa revitalização sirva para incentivar a recuperação total dessa área tão importante para a população e que atualmente se encontra totalmente abandonada.

4- Por ser utilizada grande quantidade de mudas, o porte sugerido das mesmas será de no mínimo 0,60cm, pois além da dificuldade de se encontrar espécies nativas nos viveiros locais, as que apresentam portes bem maiores, geralmente apresentam enovelamento das raízes, o que poderá prejudicar o desenvolvimento das mesmas.

- As covas deverão medir 0,40 x 0,40 x 0,40 e deverão ser preenchidas com substrato no seguinte traço: 2/1, ou seja, de 02 (solo fértil) para 01 (adubo orgânico).

5 - As mudas nativas a serem utilizadas serão as disponíveis no mercado dentre as quais (fotos anexas):

5.1. Na Quadra do Lote I

Grupo Ecológic o

Nome Popular Nome Científico Família Quant .

01-Cajueiro Anacardium occidentale

Angiospermae - Anacardiaceae 01

02-Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides

Leguminosae - Caesalpinoideae 01

03-Guabiroba Campomanesia xanthocarpa Myrtaceae 01

04–Barriguda Chorisia speciosa Bombacaceae 08

05-Embauba Cecropia hololeuca Cecropiaceae 08

06-Jenipapo Genipa americana Angiospermae - rubiaceae 01

07 Jito Guarea kunthiana Meliaceae 01

08-Ingá Inga edulis Angiospermae – fabaceae - mimosoideae

09-Visgueiro Parkia pendula Leguminosae - mimosoideae 07

10-Pau ferro Caesalpinia ferrea Leguminosae - caesalpinoideae 01

1-Ipê amarelo Tabebuia chrysotricha Bignoniaceae 01

12-Pau brasil Caesalpinia echinata Leguminosae - caesalpinoideae 01

13-Ipê roxo Tabebuia avellanedae Bignoniaceae 08

15-Amora Maclura tinctoria Angiospermae - moraceae 01

16-Salgueiro Salyx humboldtiana Salicaceae 01

17-Pau de jangada

Ochoroma pyramidale Bombacaceae

18-Canudo de cachimbo Mabea fistulifera Euphorbiaceae 01

19-Urucu-damata Bixa arborea Bixaceae

20-Aroeira Schinus terebinthifolius Anacardiaceae 08

21-Craibeira Tabebuia caraíba Bignoniaceae 01

2-Oiti Licania tomentosa Chrysobalanaceae 01

23-Algodoeiro Hibiscus pernambucensis Malvaceae 01

24-Pata de vaca Bauhinia forficata Leguminosae - caesalpinoideae 08

26-Pau pombo Tapirira guianensis Anacardiaceae 01

25-Munguba Eriotheca crenulaticalyx Bombacaceae

5.2. No Parque do Caiara

Grupo Ecologico Nome Popular Nome Científico Familia Quant.

01-Cajueiro Anacardium occidentale

Angiospermae - anacardiaceae 20

02-Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides

Leguminosae - caesalpinoideae 03

03-Guabiroba Campomanesia xanthocarpa Myrtaceae

04–Barriguda Chorisia speciosa Bombacaceae 60

05-Embauba Cecropia hololeuca Cecropiaceae 5

06-Jenipapo Genipa americana Angiospermae - rubiaceae 20

07 Jito Guarea kunthiana Meliaceae 02

08-Ingá Inga edulis Angiospermae –

Fabaceae-mimosoideae 20

09-Visgueiro Parkia pendula Leguminosae – mimosoideae 25

10-Pau ferro Caesalpinia ferrea Leguminosae – caesalpinoideae 03

1-Ipê amarelo Tabebuia chrysotricha Bignoniaceae 08

12-Pau brasil Caesalpinia echinata Leguminosae 02

13-Ipê roxo Tabebuia avellanedae Bignoniaceae 18

15-Amora Maclura tinctoria Angiospermae moraceae 03

16-Salgueiro Salyx humboldtiana Salicaceae 03

17-Pau de jangada

Ochoroma pyramidale Bombacaceae

18-Canudo de cachimbo Mabea fistulifera Euphorbiaceae 03

19-Urucum-damata Bixa arbórea Bixaceae 30

20-Aroeira Schinus terebinthifolius Anacardiaceae

21-Craibeira Tabebuia caraiba Bignoniaceae 05

2-Oiti Licania tomentosa Chrysobalanaceae 20

23-Algodoeiro Hibiscus pernambucensis Malvaceae

24-Pata de vaca Bauhinia forficata Leguminosaecaesalpinoideae 35

26-Pau pombo Tapirira guianensis Anacardiaceae 08

25-Munguba Eriotheca crenulaticalyx Bombacaleae

26-Canafistula Senna multijuga Leguminosae 37

27-Goiaba Psidium guajava Angiospermae – myrtaceae 45

O Reflorestamento terá início previsto para 06 meses antes do término da obra do empreendimento, onde serão utilizadas para o plantio, as diferentes espécies nativas pioneiras e secundárias, relacionadas acima, que virão a garantir a disponibilidade de frutos e flores, durante o ano todo e que servirão assim para atrair a Fauna.

10. ATIVIDADE PARA A RECOMPOSIÇÃO

- Após as obras civis, nas áreas onde será plantada a grama, deverá ser retirado todo o solo existente, uma camada de 0,15cm, para a colocação de novo solo fértil, composto de terra preta e pó de coco, no traço de 3:1; nas áreas onde ficarão os brinquedos, o solo existente deverá ser substituído por areia branca. Após o plantio, toda grama deverá ser adubada com npk 10:10:10.

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