Engeworld-n5-Valvulas Manuais-maio-2013

Engeworld-n5-Valvulas Manuais-maio-2013

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Trocadores de calor os diferenTes Tipos e um guia para auxiliar nas especificações Técnicas

VálVulas manuais maTeriais Entenda os diferentes tipos, seu detalhamento, acessórios e aspectos de sua operação. (pág.10)

Ano 1 • Número 5 • 2013

Nesta edição, saiba como essa disciplina atua nos projetos. (pág.36) enTreVisTa

Ildo Sauer, diretor do IEE/USP, relata os problemas ligados aos modelos de exploração da energia no país. [pag.4]

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engeworld | maio 2013 | 3 rganizamos esta edição baseados em uma pluralidade de informações que poderá auxiliar EPCistsas a otimizarem o desenvolvimento de suas áreas e projetos. Assim sendo, a revista deste mês traz um extenso artigo sobre os tipos de trocadores de calor mais utilizados atualmente, incluindo suas especificações, o projeto do casco e seus arranjos. O artigo contém também um guia para auxiliar na seleção dos trocadores de calor mais adequados a determinadas aplicações. Um outro artigo sobre válvulas manuais detalha as construções e os acessórios deste item, além dos aspectos de seu funcionamento.

A revista traz ainda um texto técnico sobre a aplicação, as características e o manuseio do concreto flexível, mostrando a relação custo/benefício que pode ser obtida com o emprego do material.

A sequência da série de matérias iniciada no começo deste ano para o detalhamento de todas as etapas de implantação de projetos de grande porte aborda as atividades ligadas à área de materiais, uma vez que ela aparece ora incorporada a algumas disciplinas correspondentes, ora como uma disciplina com gerência independente, dependendo da estruturação das empresas.

Na entrevista deste mês, Ildo Sauer, ex-diretor executivo da Petrobras e atual diretor do

Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP), explica como os atuais modelos de exploração da energia se estabeleceram ao longo dos últimos séculos e aponta os problemas existentes no planejamento energético do país, que, apesar de possuir uma grande riqueza em fontes de energia natural, sofre a ameaça constante dos chamados apagões e “apaguinhos”.

Para Sauer, o país possui recursos e capacidade tecnológica para a geração de combustíveis e de energia elétrica a partir de fontes alternativas, mas não faz uso dos instrumentos que possam realizar de fato uma mudança na organização das áreas de petróleo e gás e do setor elétrico. O diretor do IEE/USP defende: “É preciso nos organizar, definir os papéis, reparti-los entre todos os setores, públicos e privados, para cumprir a tarefa necessária. Do contrário, a sociedade brasileira enfrentará dificuldades crescentes”.

Boa leitura! ediTorial O EPCista bem informado sandra l. Wajchman Publisher

Trocadores de calor

A Revista Engeworld é uma publicação mensal e dirigida aos profissionais de projetos da engenharia brasileira

Publisher Sandra L. Wajchman engeworld@engeworld.com.br

Editora e Jornalista Responsável Gabriela Alves (MTB 32.180/SP) gabriela@engeworld.com.br Reportagem Gabriela Alves Colunistas Cynthia Chazin Morgensztern, Sérgio Roberto Ribeiro de Souza e Daniela Atienza Guimarães

Gerente Comercial Alex Martin Telefone: (1) 5539-1727 Celular: (1) 99242-1491 alex@engeworld.com.br

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Direção de Arte Estúdio LIA / Vitor Gomes

Engeworld Rua Tamoios, 302 - cj 01 Jd. Aeroporto / São Paulo - SP CEP: 04630-0 w.engeworld.com.br carTa do leiTor

É muito bom poder ter uma janela de visualização do mercado brasileiro para os engenheiros tupiniquins que vivem em terras estrangeiras e ainda mais feito através de um fácil acesso e com uma linguagem voltada para o nosso setor de Engenharia de Projetos para a Industria de Óleo & Gás e Mineração

Jamim Santos Engenheiro Mecânico / PDG Chile, ficando Hatch - Chile

Excelente a nova Revista Engeworld. As empresas de engenharia estavam carente de literatura com uma linguagem simples e direta. Realmente muito boa !! PARABÉNS !!!

André Valério Engenheiro Mecânico - D&I Consórcio – SPS – TECAB/ Cabiúnas – Petrobras

Gostaria de parabenizar a revista! É uma revista de conteúdo técnico, porém expõe de forma objetiva e ilustrativa.

Paula Yamaoka Sanches Engenheira de Controle de Projetos CNEC WorleyParsons

Mais uma ferramenta de trabalho para o nosso dia a dia. Os assuntos são tratados com objetividade e domínio técnico. A Engenharia do Brasil agradece. A revista trata muito bem, assuntos relacionados a todas as disciplinas. Essa interatividade é fundamental para o sucesso de qualquer projeto.Parabéns pela iniciativa e pela qualidade do trabalho.Desejo muito sucesso a toda equipe!

Diego Cunha Engenheiro de Instrumentação Consórcio Construcap Estrutural - Projectus

Gostaria parabenizá-los pelo excelente e singular trabalho que vocês realizam. Sou recém formada em engenharia mecânica e sinto uma escassez de bons veículos que vinculem notícias relacionadas ao mundo da engenharia.

Patrícia Godoy Vicente Engenheira Mecânica

Gostaria de parabenizar o trabalho de vocês, que para nós engenheiros que estamos especificando os equipamentos é muito importante.

Marcelo Kawakami Engenheiro Mecânico Promon Engenharia – Projeto Vanádio de Maracás

Caro Leitor, a revista engeworLd tem o enorme prazer em esCutá-Lo. para o envio de CrítiCas, sugestões ou eLogios, entre em nosso site w.engeworLd.Com.br e faça o seu Contato.

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36 MatERiais

38 coLUna QUaLiDaDE 40 coLUna sEGURanÇa

42 coLUna RH

50 inFoGRÁFico 4 EntREVista tUBULaÇÃo - aRtiGo

MEcÂnica - aRtiGo ciViL – aRtiGo soLDaGEM MatERiais - aRtiGo

Disciplina ou setor de um projeto?

Controle estatístico de processos: alguém se habilita?

Hazard and Operability Studies (HAZOP)

Quebra de paradigmas: como os Recursos Humanos podem trabalhar esse tema?

NR-13 - Caldeiras e Vasos de pressão

O “planejamento” energético brasileiro váLvuLas manuais: tipos e CaraCterístiCas troCadores de CaLor o que é ConCreto fLexíveL? soLdagem tig Corrosão em estruturas metáLiCas

Índice

6 | engeworld | maio 2013 noTÍcias

AssinAdo contrAto pArA construção de módulos dA p-74 e p-76 No mês passado a Petrobras assinou dois contratos para a construção de módulos de plantas de produção e processamento de óleo e gás e integração desses módulos nos cascos das unidades dos sistemas flutuantes de produção, ou FPSO, P-74 e P-76, destinados aos campos da Cessão Onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. Os contratos preveem índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção de montagem dos módulos, 65% nos serviços de engenharia de detalhamento, 65% nos serviços de gerenciamento e de 71% para três novos pArques eólicos forAm inAugurAdos nA BA A Chesf e a Brennand Energia inauguraram três novos parques eólicos na Bahia, no município de Sento Sé, no alto sertão. Com 40 aerogeradores, os parques Pedra Branca, São Pedro do Lago e Sete Gameleiras têm capacidade para gerar 90 MW. Segundo a Chesf, a energia dos parques está sendo escoada por meio de uma subestação coletora de 34,5/230 kV, uma linha de transmissão de 230 kV e 58 km de extensão, e por meio da conexão na subestação de Sobradinho de 230/500 kV.

a maior do mundo depois da China

cApAcidAde de gerAção de energiA eólicA nos euA chegA A 60 gW O setor eólico nos Estados Unidos encerrou o ano de 2012 com crescimento de 28%, ultrapassando a marca de 60 GW de capacidade total de geração de energia, De acordo com o relatório anual da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA), as novas fontes eólicas representaram 42% de toda a o fornecimento de materiais. O serviço de instalação e integração dos módulos nos cascos terá 65% de conteúdo local. O prazo contratual total é de 42 meses. A produção do primeiro óleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017. O FPSO P-74 será a primeira plataforma concluída para a exploração do pré-sal nos campos da Cessão Onerosa, e a P-76, a terceira. Cada plataforma terá capacidade de produzir até 150 mil barris/ dia e comprimir 7 milhões m3 de gás natural/dia. A P-74 deverá operar nos campos de Franco 1, e a P-76 nos campos de Franco Sul, na Bacia de Santos.

nova energia disponibilizada no país, o melhor resultado já registrado para o setor. O relatório aponta que, nos EUA, 550 fábricas contribuem com 80 mil empregos diretos na prestação de serviços para o setor eólico. Ainda segundo o relatório, mais de 6.700 turbinas eólicas foram construídas nos EUA em 2012, o suficiente para abastecer 3,5 milhões de residências. Com isso, o país passou a contar com 45.100 turbinas para atender 15,2 milhões de residências.

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8 | engeworld | maio 2013 petroBrAs e senAi/ firjAn fechArAm convênio pArA o desenvolvimento de simulAdores virtuAis A Petrobras e o Senai/Firjan assinaram um convênio para o desenvolvimento de simuladores e ambientes virtuais. Serão produzidos 14 novos simuladores de operações a serem utilizados para capacitação de profissionais da indústria de óleo e gás nos próximos cinco anos. O investimento de R$ 83,6 milhões é proveniente da aplicação de recursos associados aos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em treinamento num montante de 1% do faturamento dos campos que pagam participação especial.

novAs petrolíferAs respondem por 20% dAs exportAções BrAsileirAs As empresas petroleiras estrangeiras respondem por pelo menos 20% das exportações brasileiras de petróleo. No ano passado, na comparação com 2011, o conjunto dessas companhias aumentou em cinco pontos percentuais sua participação no total exportado de óleo bruto pelo Brasil e trouxe US$ 5,5 bilhões para a balança comercial do país. Com a nacional OGX, a exportação das companhias privadas alcançou US$ 5,7 bilhões, considerando a lista de maiores exportadores do país elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esse resultado é creditado ao aumento da produção de petróleo bruto por parte das estrangeiras, ao mesmo

Os simuladores serão instalados no Núcleo de Treinamento Offshore Nelson Stavale Malheiro, em Benfica, no Rio de Janeiro, onde já existem outros três simuladores. Os novos simuladores buscam acelerar a curva de aprendizado das equipes de operação, de modo a atender à demanda de capacitação decorrente das novas unidades da Petrobras que entrarão em operação até 2020.

tempo em que a Petrobras diminuiu a exportação diária de barris. A participação estrangeira nas exportações deve seguir aumentando nos próximos anos. De acordo com os números contabilizados pelo ministério, a Shell foi a empresa que mais exportou em 2012: US$ 1,4 bilhão, valor 34% maior do que no ano anterior. Contudo, quatro empresas no mínimo triplicaram as vendas ao exterior em 2012: Statoil (US$ 1,2 bilhão), Sinochem (US$ 808 milhões), BG Brasil (US$ 667 milhões) e GE Oil (US$ 292 milhões). Mesmo com o aumento, a Petrobras segue sendo a principal exportadora do país. Dos US$ 27,8 bilhões gerados pelas exportações de companhias petrolíferas no ano passado, US$ 2,1 bilhões foram para o caixa da estatal (sem considerar as vendas da Petrobras Distribuidora). O valor foi 3,5% menor do que o registrado em 2011. O montante embarcado pelas estrangeiras, por outro lado, aumentou 38%, considerando as maiores exportadoras do setor. O aumento da demanda interna por combustíveis fez a Petrobras utilizar mais petróleo bruto para refino, enfraquecendo as exportações. Ao mesmo tempo, a produção de barris de petróleo da estatal passa por um período de estagnação. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou que a perspectiva deste ano é de “produção diária de 2 milhões de barris por dia, com variação de até 2% para cima ou para baixo”. Ano passado, por exemplo, a empresa produziu 2% a menos de barris de petróleo bruto e aumentou o volume de refino em 4,5%, tomando parte do produto cru antes utilizado para exportação.

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Tubulação artigo

Rogério Dias Gimenes

Técnico em Instrumentação Industrial. Atualmente, cursa o último semestre de Engenharia Elétrica e trabalha como docente no Senai-SP na área de Instrumentação Industrial.

válvulAs mAnuAis: tipos e cArActerísticAs os processos industriais, as válvulas manuais permitem o bloqueio total ou a passagem de fluidos para tubulações auxiliares, bypasses, tubulações de descarte, tubulações de descarga em tanques auxiliares de processo ou mesmo em reatores de processo, de acordo com a posição do obturador, que geralmente é manipulado para bloqueio total ou passagem total do fluido. Elas também são largamente utilizadas para a operação manual das plantas em situações de emergência e falta de energia.

De modo geral elas continuam a ser empregadas em larga escala em todo o tipo de indústria, pois sua utilidade é primordial em diversas situações e em diferentes etapas em inúmeros processos industriais.

Tipos de válvulas manuais As válvulas manuais são classificadas em vários tipos, segundo o desenho do corpo e os movimentos do obturador e da haste. Neste artigo, serão destacadas as seis principais válvulas manuais aplicadas em processos, são elas: globo, borboleta, esfera, guilhotina, gaveta e macho.

válvulas do Tipo globo As válvulas do tipo globo são as mais utilizadas e possuem corpo e internos, castelo e acionador do tipo volante. O deslocamento de sua haste é linear e é provocado pela manipulação do volante, que é proporcional à abertura da mesma.

As válvulas do tipo globo são indicadas para operar diversos tipos de fluidos nas mais diferentes condições de processo, o que faz com que a resistência e robustez mecânica dos seus itens varie, principalmente dos flanges, corpo, castelo e internos como, por exemplo, em linhas de vapor numa temperatura média de 300ºC e pressão em torno de 40 bar.

Dependendo da propriedade corrosiva do fluido utilizado como, por exemplo, ácido cloroacético, todos os itens de construção da válvula devem ser fabricados em materiais especiais. As partes metálicas devem ser feitas de titânio, e as partes plásticas, de teflon (PTFE).

A válvula do tipo globo é aplicada principalmente nas indústrias química, petroquímica, de geração de energia, óleo e gás, criogenia, siderúrgicas e metalúrgicas. Ela é ideal para gases, vapores, água quente, fluidos térmicos em geral, óleos térmicos, óleos combustíveis e também aquecidos, fluidos de resfriamento, amônia, água de processo, vácuo e fluidos corrosivos diversos.

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