Engeworld-n5-Valvulas Manuais-maio-2013

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Tipos de corrosão corrosão uniforme É o tipo de corrosão mais comum (e o mais facilmente controlável) e consiste na formação de uma camada visível de óxido de ferro pouco aderente em toda a extensão do perfil, o qual é caracterizado pela perda uniforme de massa e consequente diminuição da secção transversal. Esse tipo de corrosão ocorre devido à exposição direta do aço carbono a ambientes agressivos e à falta de um sistema protetor.

Em geral, o sistema protetor pode se romper durante o transporte ou o manuseio da peça, devendo ser rapidamente reparado, antes que ocorra a formação de pilhas de ação local ou aeração diferencial.

Dependendo do grau de deterioração da peça pode-se apenas realizar uma limpeza superficial com jato de areia e renovar a pintura antiga. Em corrosões avançadas, deve-se optar pelo reforço ou substituição dos elementos danificados. Em qualquer um dos casos, é preciso realizar a limpeza adequada da superfície danificada.

A corrosão uniforme pode ser evitada por meio da inspeção regular da estrutura e o uso de ligas especiais como aço artigo inoxidável. Sua localização é uma das mais simples e permite que sejam evitados problemas com serviços de manutenção preventiva.

corrosão galvânica Esse tipo de corrosão ocorre devido à formação de uma pilha eletrolítica

Dependendo do grau de deterioração da peça pode-se apenas realizar uma limpeza superficial com jato de areia

engeworld | maio 2013 | 3 quando são utilizados metais diferentes. As peças metálicas podem se comportar como eletrodos e promover efeitos químicos de oxidação e redução.

É fácil encontrar contato entre diferentes metais em construções. A galvanização ocorre em parafusos, porcas e arruelas. Algumas torres metálicas de transmissão de energia, por exemplo, são inteiramente constituídas de elementos galvanizados, com esquadrias de alumínio indevidamente encostadas na estrutura. Existem ainda diversos outros casos decorrentes da inadequação de projetos.

Esse tipo de corrosão é evitada por meio do isolamento dos metais ou do uso de ligas com valores próximos na série galvânica. Uma forma muito utilizada nesses casos é a proteção catódica, que consiste em fazer com que os elementos estruturais se comportem como cátodos de uma pilha eletrolítica com o uso de metais de sacrifício. Dessa forma, a estrutura funcionará como agente oxidante e receberá corrente elétrica do meio, sem perder elétrons para outros metais.

corrosão por lixiviação Outra forma de ataque às superfícies é a corrosão por lixiviação, a qual forma lâminas de material oxidado e se espalha por baixo dele até atingir camadas mais profundas. O combate a essa floculação normalmente é feito por meio de tratamento térmico.

corrosão por erosão Ocorre em locais turbulentos nos quais o meio corrosivo se encontra em alta velocidade, aumentando o grau de oxidação das peças. É possível encontrar esse problema em locais que conte- corrosão uniForme corrosão galvânica

34 | engeworld | maio 2013 nham esgotos em movimento, despejo de produtos químicos (indústrias) ou ação direta de água do mar como em portos, pontes e embarcações. Nesses casos, a corrosão pode ser diminuída com o uso de revestimentos resistentes, proteção catódica, redução do meio agressivo e materiais resistentes à corrosão.

corrosão sobre Tensão Esse problema é resultante da soma de tensão de tração e um meio corrosivo. Essa tensão pode ser proveniente de encruamento, solda, tratamento térmico, cargas etc.

Normalmente, regiões tencionadas funcionam como ânodos em relação ao resto do elemento e tendem a concentrar a cessão de elétrons. Com o tempo, surgem microfissuras, que podem acarretar o rompimento brusco da peça antes da percepção do problema.

corrosão por ponTos Altamente destrutiva, esse tipo de corrosão gera perfurações em peças sem uma perda notável de massa e peso da estrutura. Por isso, ela pode ser difícil de ser detectada em estágios iniciais, uma vez que sua degradação superficial é pequena quando comparada à profundidade que ela pode atingir.

A corrosão por pontos normalmente ocorre em locais expostos a meios aquosos, salinos ou com drenagem insuficiente. Ela pode ser ocasionada pela deposição concentrada de material nocivo ao aço, por pilha de aeração diferencial ou por pequenos furos que possam permitir a infiltração e o alojamento de substâncias líquidas na peça.

Para evitar esse tipo de ataque, as peças não devem acumular substâncias na superfície e todos os depósitos encontrados devem ser removidos durante as manutenções. A intervenção deve ser realizada com base no estado em que o processo corrosivo se encontra. Deve-se efetuar a limpeza no local e, se a estrutura não estiver comprometida, pode-se cobrir o furo aplicando sobre ele um selante especial.

É importante a experiência do fiscal devido à possibilidade de se necessitar de uma intervenção mais complexa, com reforço da estrutura ou até mesmo substituição de peças.

corrosão por fresTas Ocorre em locais nos quais duas superfícies estão em contato ou estão muito próximas (0,025 a 0,1 m). Devido à tensão superficial da água, esta se aloja nas fendas disponíveis e tende a causar pilhas de aeração diferencial, onde a concentração de oxigênio nas bordas é superior à concentração da área mais interna da fenda, transformando-a em uma região anódica. Como consequência, o processo de corrosão se concentra na parte mais profunda da fresta, dificultando o acesso e o diagnóstico do problema.

Em geral, esse tipo de corrosão afeta somente pequenas partes da estrutura, sendo, portanto, mais perigosa que a corrosão uniforme, cujo alarme é mais visível.

Se a corrosão estiver em estágio inicial, pode-se recorrer à limpeza superficial, secagem do interior da fenda e vedação com um líquido selante, aplicando-se posteriormente um revestimento protetor. Se a corrosão estiver em nível avançado, torna- -se necessário, como nos outros processos, o reforço ou a substituição das peças.

corrosão Por Pontos corrosão Por Frestas corrosão Por ranhuras

engeworld | maio 2013 | 35 referências cesec/ufpr: Centro de Estudos de Engenharia Civil da universidade Federal do paraná – portal Metálica.

corrosão em ranhuras Todos os defeitos que contenham cantos vivos, locais para depósito de solução aquosa ou exposição do material não protegido podem vir a apresentar esse tipo de corrosão. Por seu tamanho diminuto, as ranhuras muitas vezes passam despercebidas em manutenções e se tornam visíveis somente quando o material oxi- dado aflora na superfície.

Riscos, gretas e pontos parafusados, entre outros, são enquadrados nesse tema e recebem uma solução semelhante à corrosão por frestas.

É importante realizar a limpeza da superfície danificada, removendo todas as impurezas do local. Por não serem em geral muito degradantes, essas ranhuras podem ser pintadas, o que garante a interrupção da corrosão.

São conhecidos diversos modos de evitar corrosões, porém, para cada tipo existe um método que melhor se aplica à correção delas. Em geral, os processos de prevenção exigem investimentos e são realizados com as peças ainda em ambiente industrial. Outros meios, como revestimentos, são feitos no local da obra e também garantem a qualidade da peça.

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36 | engeworld | maio 2013 maTeriais radicionalmente, nas empresas de engenharia, a equipe de materiais está incorporada às disciplinas correspondentes, ou seja, a equipe de materiais de tubulação faz parte da disciplina de tubulação, assim como as atividades de materiais de elétrica e instrumentação são executadas pelas disciplinas de elétrica e instrumentação, respectivamente.

Porém, existem empresas que adotam em sua estrutura organizacional, a disciplina de materiais, com gerência independente, sendo que a equipe é subdividida em profissionais tecnicamente qualificados em materiais de tubulação, elétrica e instrumentação, e que são responsáveis pelo levantamento, emissão de listas e requisições de materiais de um projeto de detalhamento e também dos itens especiais. A equipe é formada por engenheiros de materiais, engenheiros químicos, mecânicos metalurgistas e técnicos.

Algumas das atribuições e dos aspectos relevantes referentes a cada especialidade, estão relacionados a seguir.

maTeriais de Tubulação O principal documento gerado pela equipe de materiais é a especificação técnica de materiais de tubulação, ge- rada em função de informações fornecidas pela disciplina de processo. Após recebimento dos dados de pressão e temperatura de projeto para cada fluído, é possível especificar o material básico da tubulação assim como verificar e/ou calcular as espessuras dos tubos a serem adotadas e a classe de tubulação.

Vale a pena ressaltar que existem clientes que já possuem especificações próprias sendo que, neste caso, não é necessária a criação da especificação de materiais. Normalmente é feita uma personificação da especificação existente para o projeto específico.

Os quantitativos de materiais de tubulação de um projeto podem ser obtidos por duas formas distintas: levantamento manual e automático. O levantamento manual utiliza os disciPlinas de um Projeto disciplinA ou setor de um projeto

Loide Palácios PrazeresLigia Maria Marangon Pereira

Engenheira de Materiais de tubulação na Odebrecht Engenharia de Projetos.

Engenheira de materiais de tubulação na Genpro Engenharia.

fluxogramas de engenharia, emitidos pela disciplina de processo; estudos ou plantas de arranjos, gerados pela disciplina de tubulação; e folhas de dados de equipamentos e instrumentos, gerados pelas disciplinas de mecânica e instrumentação, respectivamente. Já o levantamento automático extrai informações de uma maquete eletrônica 3D, gerada pela disciplina de tubulação.

maTeriais de eléTrica e insTrumenTação

Os materiais aplicáveis a essas especialidades são especificados no critério de projeto ou memorial descritivo emitido pelo próprio cliente. Os quantitativos são obtidos por meio dos detalhes típicos, lista de cabos e plantas, que são documentos gerados pelas disciplinas de

A adoção de um software ou sistema de gerenciamento de materiais é fundamental para garantir a padronização e unificação dos códigos dos materiais de um projeto de detalhamento de engenharia para as três especialidades: tubulação, elétrica e instrumentação.

engeworld | maio 2013 | 37 elétrica e instrumentação e são utilizados pelo setor de materiais na elaboração e emissão de listas e requisições de materiais a serem utilizados na montagem de uma planta industrial. Parte dos componentes, por exemplo, os leitos ou bandejas, também podem ser extraídos de uma maquete eletrônica 3D, para projetos que adotarem esse sistema.

sofTWare ou sisTema de gerenciamenTo de maTeriais x maqueTe eleTrônica 3d

A adoção de um software ou sistema de gerenciamento de materiais é fundamental para garantir a padronização e unificação dos códigos dos materiais de um projeto de detalhamento de engenharia para as três especialidades: tubulação, elétrica e instrumentação.

O software ou sistema garante a rastreabilidade de um componente desde a criação do seu código em função das especificações do projeto, passando pela emissão de listas e requisições de materiais até sua chegada à obra, con- trole no almoxarifado, finalizando com a montagem desse material no campo, sendo que as duas últimas atividades são executadas em empresas que utilizam software específico para essa finalidade. Uma grande vantagem da utilização de um software ou sistema de gerenciamento de materiais é a interface com a maquete eletrônica 3D, uma vez que esta é alimentada com as especificações e seus respectivos códigos e descritivos de materiais, e posteriormente é possível extrair automaticamente os quantitativos necessários para a montagem da planta.

principais documenTos e aTividades gerados pelo seTor de maTeriais

Especificações de materiais; Listas de materiais; Listas de isolamento, pintura e peso; Listas de itens especiais; Criação de banco de dados de especificações de materiais no software ou sistema de gerenciamento de materiais (codificação dos componentes de engenharia) e, consequentemente, a transformação da especificação para utilização no software 3D;

Assessoria à modelagem no software 3D; Requisições de materiais; Memórias de cálculos de espessuras de tubos; figura “8” e reforços para bocas de lobo; Análises técnicas de propostas; VDF - Verificação e aprovação de desenhos de fornecedores (quando aplicável); Participação na elaboração de propostas técnicas para novos projetos; Assessoria técnica à montagem.

O setor de materiais é, sem dúvida, um elemento de extrema importância dentro das empresas de engenharia, pois atua desde o início do projeto e mantém suas atividades até a conclusão da obra, garantindo que todas as fases de execução sejam cumpridas conforme as especificações emitidas. Ele também gera documentos que reduzem custos, com as especificações corretas, diminuem prazos, emitindo aos departamentos competentes, documentos de compra de itens que compõem o projeto, evitando atrasos desnecessários e, por consequência, gera segurança ao empreendimento, evitando erros que comprometam a integridade física da planta em operação bem como das vidas humanas que nela atuam, pois, qualquer deslize pode ser fatal.

O setor, formado por profissionais altamente qualificados, produz resultados técnicos extraordinários, garantindo a elaboração de empreendimentos com bom desempenho ambiental, humano e comercial.

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Engenheiro mecânico formado pela Escola de Engenharia Mauá, Sérgio Roberto Ribeiro de Souza tem 28 anos de experiência no desenvolvimento de projetos para Gestão Empresarial, possui Certificação Bkack Belt pela ASQ (American Society for Quality) e é sócio-diretor da Quality Way Consultoria.

controle estAtístico de processos: Alguém se hABilitA? omecei minha carreira na área da qualidade por volta de 1984, como “Facilitador” (uma espécie de consultor interno) em uma empresa que, na época, era a maior fabricante de autopeças da América Latina.

Participei de uma equipe com cerca de 20 colaboradores, que foram exaustivamente treinados para se tornarem especialistas internos em Qualidade Total, suas ferramentas, filosofias, metodologias e, em especial, estatística.

Logo nas primeiras semanas de trabalho, fui apresentado ao CEP (Controle Estatístico de Processos), uma filosofia que, na época, estava no centro das atenções do mundo da qualidade e era um dos pontos centrais de qualquer programa de qualidade, e sua implantação era uma exigência de todas as grandes montadoras norte-americanas.

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